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Às notícias. É o Jornal das 11, edição do jornalista José Rafael Lopes. E começamos com as eleições presidenciais. Já na segunda semana de campanha, Gouveia e Melo foca-se em convencer o eleitorado para conseguir passar à segunda volta.

Idosos, forças de segurança e militares. Num discurso, num jantar-comício em Alcobaça, o almirante mede o esforço para falar a três fatias de eleitores. Contou ainda Gouveia e Melo com a presença de dois apoios, Francisco Rodrigues dos Santos e o antigo ministro Ângelo Correia. A acompanhar este jantar está a jornalista Nadine Soares. Nadine, que mensagens é que aparecem na campanha do almirante?

Gouveia e Melo discursou num jantar-comício em Alcobaça e desta vez demorou-se a falar dos potenciais eleitores. Ficou-se especialmente nas fatias onde se sabe que pode angariar mais votos e assim passar a uma segunda volta. Às forças de segurança, garante que vai ser um presidente atento e preocupado com este setor da sociedade. Ainda fala a uma fatia que lhe é muito familiar, os militares, em particular os antigos combatentes. Diz que o país falhou a estas pessoas e que a culpa foi dos políticos. Diz mesmo que espera que Portugal tenha aprendido a lição. Por fim, a fatia que o mais aborda na rua e lhe agradece pelo processo de vacinação: os idosos. A esta fatia dedica um discurso mais detalhado e chega até a pessoalizar o sentimento.

Tenho visitado muitos lares e das coisas que mais me impressiona é sentir que as respostas hoje ainda são depósitos de pessoas idosas. Fere-me pensar que um dia poderei acabar assim. E já disse numa brincadeira aos meus mais próximos, se assim for, que me metam numa embarcação à vela e me deixem ir pro mar sossegado.

Neste jantar contou ainda com a ajuda de outras figuras, como o antigo líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, que se atreve até a comparações e defende que o almirante é a pessoa certa para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa.

Permita-me fazer este comentário público, senhor Almirante. Muitas vezes quando o vejo a si, evoca-me a memória de Ramalho Eanes. Entrou em Belém vindo das Forças Armadas. E se na altura havia dúvidas, hoje temos uma certeza: é o político e o presidente mais consensual da história da nossa democracia. Nós, depois de um presidente dos afetos, precisamos de um presidente dos acertos.

Discurso de Francisco Rodrigues dos Santos neste jantar em Alcobaça. Também Ângelo Correia, antigo ministro de Pinto Balsemão, discursou para dar uma força extra ao almirante através de histórias de experiência militar de Gouveia e Melo. Isto para defender que este candidato presidencial, Henrique Gouveia e Melo, é a pessoa certa para assumir o trono de Belém.

A reportagem da Nadine Soares, em direto da campanha de Henrique Gouveia e Melo.

E Luís Marques Mendes cola João Cotrim Figueiredo ao Chega.

Depois da declaração do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal sobre um eventual apoio a André Ventura, a caravana de Marques Mendes aproveitou a oportunidade para atirar a Cotrim Figueiredo com o objetivo de tentar conquistar votos à direita. Miguel Vítor Brias.

De manhã já tinha deixado uma primeira achega a João Cotrim Figueiredo, mas ao final de tarde, Luís Marques Mendes insistiu.

Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega. Disseram-nos que era a direita liberal e afinal parece que é a direita radical. E isto é sério porque significa, na prática, a candidatura da Iniciativa Liberal querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia.

O candidato apoiado pela AD aproveita esta declaração de Cotrim Figueiredo para se assumir como o candidato mais fiável.

Não há o risco de acordarem de manhã e ter uma notícia de que o presidente pensa tudo ao contrário do que as pessoas achavam que pensava.

E conquistar os indecisos à direita e à esquerda.

Tem que ser também, e vai ser, a candidatura da defesa da democracia. Para as pessoas moderadas do centro-direita ou do centro-esquerda.

Mas se Marques Mendes foi direto no ataque ao candidato liberal, já antes o eurodeputado Sebastião Bugalho tinha aquecido a sala.

Perguntaram-lhe se descarta ou não descarta, e ele não descarta. Até lhe chama moderado. Vejam bem. É caso para dizer que o João Cotrim é liberal até dizer Chega.

Concluindo assim:

Esta é uma eleição para o Palácio de Belém, não é uma eleição para o Palácio da Bazófia.

Sebastião Bugalho e Luís Marques Mendes num dia em que a caravana aproveitou o deslize de Cotrim Figueiredo para conquistar eleitores à direita.

Miguel Vítor Dias no comício de Luís Marques Mendes em Vila Pouca de Aguiar. Amanhã a caravana de Marques Mendes começa o dia em Ourém.

E André Ventura posiciona-se como o presidente do povo e diz que quer ser o mecânico de Portugal.

Em Mirandela, o candidato foi recebido em festa, prometeu lutar pelo país esquecido. De manhã, em Vila Real, reagiu com naturalidade às palavras de Cotrim Figueiredo e provou vinho com moderação. Miguel Cordeiro.

Ao som de bombos de Mirandela e perante o maior banho de multidão desta campanha, André Ventura promete lembrar-se dos esquecidos.

É por eles que estamos a lutar, não nos podemos esquecer disso. É por eles, por um país para todos.

Em cima de um palco, o candidato apoiado pelo Chega fala agora em ser o presidente do povo.

Presidente do povo! Presidente do povo!

Com os apoiantes a aproximarem-se do palco, Ventura ouve uma idosa que aponta para as dificuldades de atendimento no SNS. O candidato lembra esse e outros problemas e compara o país a uma oficina.

Eu quero ser o mecânico de Portugal que vai arranjar e organizar e pôr este país a andar rápido, que é o que nós precisamos.

Pela primeira vez, Ventura não falou aos jornalistas à chegada a uma arruada. Mas de manhã, em Vila Real, já tinha reagido com naturalidade às palavras de Cotrim.

Já disse que também procurarei evitar ao máximo que haja um presidente socialista. Agora, também tenho que dizer isto, porque já o disse, que na verdade, o João Cotrim Figueiredo não se distingue muito dos outros candidatos em relação ao PS e ao PSD. Portanto, na verdade, em termos de modelo, é mais ou menos a mesma coisa. É uma espécie de Bloco de Esquerda, mas bem vestido.

Numa visita a uma adega, o candidato provou vinho branco, tinto e até vinho do Porto

E fez questão de lembrar.

Moderação, estamos hoje aqui numa adega, não é uma boa palavra.

A moderação agora cabe na campanha do candidato do Chega, Júlio Borges, que se apresenta como lacaio da Cooperativa de Vila Real, até deixa uma recomendação.

Esta casa não produz vinho com qualidade menos. A qualidade menos há um lugar para expor. Transforma-se a aguardente, vinha e o bom aproveita-se.

André Ventura, entre Vila Real e Mirandela, no arranque da última semana de campanha.

Na atualidade internacional, no Irão, mais de 600 manifestantes foram mortos em 14 províncias do país desde 28 de dezembro.

Que é a altura em que começou esta vaga de protestos contra as autoridades de Teerão. A informação é dada pela organização não governamental Iran Human Rights. Entre os mortos estão nove menores, indicou a organização. Há ainda o registo de milhares de feridos, num número que ultrapassa os 10 mil. Em comunicado, a ONG manifestou preocupação com a escalada e a continuidade das mortes de manifestantes, bem como com o risco de execuções em massa. Estes são os maiores protestos no Irão desde as manifestações de 2022. Duram já há vários dias, um pouco por todo o país. A repressão das novas manifestações tem sido severa e as autoridades restringiram o acesso à internet em todo o país.

E são agora 11h08, vamos ao noticiário de âmbito local.

No Porto, o Festival de Cinema Indie Junior vai realizar-se entre 26 de janeiro e 2 de fevereiro. O evento destinado a crianças, jovens e famílias divide-se por diferentes espaços da cidade. A programação prevê cinema português, mas também curtas-metragens da República Checa. Os preços dos bilhetes variam entre €1,5 e €5. Em Leiria, mais de um terço dos bebés nascidos na cidade no ano passado têm mãe estrangeira. Anúncio feito pela Unidade Local de Saúde da região de Leiria, que diz que 2025 teve um aumento do número de partos. Foram quase 1500 realizados neste período. A maioria dos recém-nascidos em Leiria são do sexo masculino. Em Lisboa, a atividade de cruzeiros no Porto gerou um impacto económico de mais de €80 milhões no ano passado. É o máximo histórico, como é o número de embarques e desembarques de passageiros. O Reino Unido foi o principal destino de origem, é responsável por 40% dos cruzeiros em Lisboa. No Seixal, há uma festa de final de semestre nas escolas secundárias do município, há um espetáculo de stand-up comedy com Tiago Matos e ainda atuações de bandas do Conselho. Acontece no próximo dia 24 de janeiro, a partir das 21h30, na Sociedade Filarmónica União Seixalense. A entrada é livre. Em Rio Maior, estão abertas as inscrições para o desfile noturno de Carnaval do Conselho. É aberto a carros alegóricos e grupos que desfilem a pé. A inscrição é gratuita e decorre até dia 31 de janeiro. Já o desfile tem lugar no dia 14 de fevereiro, na Avenida Dr. João Afonso Calado da Maia. Começa amanhã a sexta edição do Arouca Rafting Summit, uma descida de rafting com jovens autistas e é uma novidade este ano. O evento, que se realiza até 6 de fevereiro no Rio Paiva, tem o objetivo de aproximar os mais jovens do território e sensibilizá-los para a preservação do património natural.

E assim fechamos o Jornal das 11, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já.

Até já.