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Jornal das 11, com edição da Diana Rosa, e começamos com o fecho da campanha para as presidenciais. André Ventura termina a campanha confiante, diz que é o favorito à vitória se agregar a direita.

Isto depois de uma segunda volta em que não apelou ao voto. André Ventura termina a campanha nos Bombeiros Voluntários de Camarate, em Loures, onde está o repórter Miguel Vitor Dias, que tem acompanhado a caravana do candidato apoiado pelo Chega. Boa noite, Miguel. Que expectativas tem André Ventura para o próximo domingo?

Termina este mês de campanha confiante, fala na maioria sociológica à direita. André Ventura, que nesta segunda volta praticamente não apelou ao voto, diz que preferiu focar-se apenas na tempestade, e já lá vamos também sobre o impacto da tempestade nesta segunda volta, mas termina em tom positivo. Diz que fez aquilo que a consciência lhe ditou e que se há uma maioria sociológica à direita do país, então ele é mesmo o favorito pra domingo.

Desrespeitar o povo português, termos vitórias antecipadas. E acho que o povo português já deu mostras em muitos momentos e em muitos contextos, de que nem sempre segue aquilo que as elites pensam e nem sempre aceita jogos feitos à partida e resultados decididos à partida. Isto é uma segunda volta. Numa segunda volta, há os dois candidatos mais votados. Houve um candidato à esquerda, houve um candidato à direita. O que eu sei é isto: o país agora tem dois terços à direita e não à esquerda. Portanto, a probabilidade do candidato da direita ganhar, se conseguir fazer essa agregação, é maior.

André Ventura confiante nesta visita aos Bombeiros Voluntários de Camarate, onde termina a campanha, nesse local simbólico de preparação. Quis visitar esta corporação também porque se está a preparar para mais uma noite complicada aqui na região de Lisboa. Fez-se acompanhar também pela mulher, algo que na primeira volta aconteceu muito, mas na segunda nem tanto, e diz que esta segunda volta ficou mesmo marcada pela questão da tempestade Cristina.

Ninguém podia estar à espera. Uma segunda volta marcada por um conjunto de fenômenos que assolaram o país, que devastaram as cidades, as vilas, as aldeias, o país. E eu acho que isso mudou completamente a campanha. Provavelmente, não haverá nenhuma campanha na história, na nossa, pelo menos que me lembre, que tenha sido marcada por isto. Isso mudou tudo. Também mudou a nossa forma de fazer política e eu acho, agora que estamos a chegar ao fim, que fiz bem, não me arrependo de nada.

André Ventura, que garante não saber qual o impacto da tempestade nos votos no domingo, diz que está apenas confiante no povo português, sem ligar se ficará com mais ou menos votos do que aqueles que Luís Montenegro teve nas últimas eleições legislativas.

Já vamos contar contigo, Miguel Vitor Dias, daqui a pouco, para um direto à campanha. O Miguel está a acompanhar a caravana de André Ventura nesta segunda volta às presidenciais.

António José Seguro foi alerta para uma ameaça à democracia, caso Ventura seja eleito presidente.

O candidato passou a tarde numa conversa com mulheres em Santo Tirso. Apela contra a mentalidade partidária da vida política. Vasco Maldonado Correia.

No último dia de campanha, António José Seguro rumou a Santo Tirso para ouvir as preocupações das mulheres que olham para os dias que correm com apreensão.

Nós merecemos ser mais defendidas e, acima de tudo, que se eduque as crianças, e nomeadamente alunos e alunas, para se respeitarem mutuamente, o que neste momento se deu um passo atrás.

Seguro concorda com o diagnóstico e identifica nas redes sociais a origem da doença.

Começa a haver uma nova cultura que o papel das mulheres é em casa. Parece que de um momento pro outro, o mundo enlouqueceu e a nossa vida enlouqueceu. E as redes sociais, de facto, favorecem esse tipo de narrativas.

Também sobre o estado do regime, se ouvem alarmes.

Como é que nós combatemos? Como é que nós pomos estes miúdos e estes jovens a perceberem o que é um país não democrático, ou seja, o que é que significa, de facto, a democracia?

O candidato concorda e aponta o dedo a André Ventura.

Enquanto no passado era através de golpes militares, percebia-se, era os maus e os bons, agora não. Eles disfarçam-se com uma pele de cordeiro, mas não deixam de ser lobos, que tentam entrar dentro do sistema pra o desvitalizar.

Nas horas finais de campanha, Seguro insiste na necessidade dos pactos.

É como uma árvore de fruto. Ela é plantada, não começa logo a dar fruto, tem que ser cuidada. E o que é que tem acontecido? Os governos chegam e arrancam a árvore de fruto do governo anterior, porque dizem: "A minha árvore é melhor que a tua". Depois vem outro governo e faz a mesma coisa.

E lamenta o sectarismo na classe política.

Nós temos que mudar também esta cultura política de que: "Olha, ele fez um acordo com outro partido, logo é um traidor". As pessoas quando têm conflitos, como é que resolvem os conflitos? É à machadada ou à xaxada? Não. Dialogam.

Os valores da democracia como tema omnipresente na campanha de António José Seguro, que continua a identificar a abstenção como o grande obstáculo pra domingo.

Vasco Maldonado Correia, o encerramento da campanha de Seguro decorre em Leça do Balio. Fala nesta hora o candidato à presidência. Vamos ouvir os destaques deste discurso mais à frente nesta emissão.

E o secretário-geral do PS pediu hoje aos portugueses para que participem ativamente nas eleições presidenciais de domingo.

José Luís Carneiro lembra que votar não é só um direito, é um dever.

O que eu quero dizer e apelar é que os portugueses se mobilizem e participem ativamente neste ato eleitoral. Votar é um direito, mas é também um dever, é um dever e um direito pelo qual muitos perderam a sua vida e muitos deram a sua vida, e é nestes momentos que mostramos a qualidade da democracia. É nestes momentos que contribuímos pra qualidade da democracia. Escusado será dizer que o meu apoio é que vão votar e que votem no doutor António José Seguro, porque é aquele que garante os valores constitucionais e que garante as liberdades, direitos e garantias fundamentais.

Apesar de esperar a mobilização dos portugueses numas eleições que são da maior importância, o dirigente socialista teme que o mau tempo afaste os eleitores.

E a Comissão Nacional de Eleições garante que está tudo a postos para as eleições presidenciais deste domingo.

Alguns municípios do país já adiaram a realização das eleições para dia 15, outros alteraram os locais de voto por causa do mau tempo. O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições lembra que os municípios ainda podem adiar a votação ou alterar os locais das urnas. André Vemanes admite que a CNE está a monitorizar a situação, devido às previsões de chuva intensa para este fim de semana. Até agora, há municípios que já decidiram adiar a realização das eleições, Alcácer do Sal, a Rota dos Vinhos e Golegã, mas também esta noite Rio Maior adiou a votação em Alcobertas e Azinhaga.

E as famílias afetadas pelo mau tempo podem começar a receber os apoios do Estado já a partir da próxima semana.

Uma informação avançada pelo ministro das Finanças esta noite em entrevista à RTP. Joaquim Miranda Sarmento diz que as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional já têm os meios para proceder aos pagamentos, mas para receber o dinheiro, os particulares têm que fazer o pedido no portal criado para esse mesmo efeito.

Quem tiver danos até €5000 pode fazer o pedido na CCDR. O portal já está disponível e basta, tal como as seguradoras estão a fazer, enviar as fotografias dos danos e pedir o montante a ser apoiado. Quem tiver danos entre €5000 e €10000, para além daquilo que são os seguros, nesse portal, pedirá o apoio e a Câmara Municipal validará esses estragos. E, portanto, eu creio, as CCDR tiveram hoje na conta esses valores e a partir da próxima semana, já podem começar a fazer pagamentos.

Também as empresas podem começar a beneficiar em breve das linhas de crédito criadas pelo governo, afirma Miranda Sarmento.

E Diana, o mau tempo está a fazer com que as autarquias ativem mecanismos de prevenção. Em Lisboa, o Castelo de São Jorge, a Feira da Ladra e os cemitérios vão estar fechados no fim de semana.

As medidas anunciadas hoje somam-se às divulgadas pela autarquia de Carlos Moedas, que determinou o encerramento dos jardins municipais. A Câmara de Lisboa recomenda também o cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas. A autarquia desafia também os lisboetas a evitarem o estacionamento do veículo junto a árvores, encostas e declives sujeitas a deslizes de terras e também a recolherem todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados. O metro de Lisboa admite também constrangimentos na linha azul e na linha verde.

Oito minutos para lá das 11 da noite. Diana, vamos atualizar as notícias de âmbito local.

Começamos com o Conselho de Almada, que ativou o plano municipal de emergência. A decisão foi tomada na sequência de vários dias marcados por chuva intensa e ventos fortes. De acordo com a Câmara Municipal, o mau tempo provocou inundações, quedas de árvores e estruturas, além de deslizamentos de terra que se agravaram nos últimos dias. O Carnaval de Loures vai realizar-se, contrariamente ao de outros municípios. No entanto, com incertezas, o presidente da Associação do Carnaval assume que a decisão é para manter, mas se as condições climatéricas piorarem durante os desfiles, a festa será cancelada para não pôr em risco a segurança dos participantes. A Câmara de Aveiro criou um gabinete de apoio aos cidadãos, empresas e instituições que sofreram danos devido ao mau tempo. O objetivo do gabinete é apoiar quem teve prejuízos e ajudar a recorrer aos apoios anunciados pelo governo. Aveiro teve várias estradas cortadas durante os últimos dias. É uma das zonas em alerta para este fim de semana. Na Invicta, foi ativada a alerta vermelho para zonas ribeirinhas, depois das cheias provocadas nesta madrugada. A Proteção Civil do Porto promulgou o aviso máximo para o estuário do Rio Douro para os próximos dias. Espera-se um agravamento do risco de cheias, que pode afetar áreas históricas mais frágeis, como a Ribeira e o Cais do Douro. A precipitação elevada na bacia hidrográfica do Douro está prevista até o dia 17. Em Leiria, a depressão Christine causou quase mil feridos. A informação é avançada pela Comissão Municipal da Proteção Civil, diz que quase mil pessoas deram entrada no Hospital de Santo André. De acordo com a informação das autoridades, muitos dos ferimentos estão associados a trabalhos de limpeza ou reconstrução depois dos estragos causados pelo mau tempo. As Caldas da Rainha receberam o prémio de Capital Europeia do Pequeno Retalho. A competição realizou-se em Bruxelas, na Bélgica, e contou com quase 30 candidaturas. É uma iniciativa da União Europeia que reconhece as cidades que se destacam no apoio aos retalistas. Da parte das Caldas da Rainha, venceram também este prémio as cidades Cilento, em Itália, e Barcelona, em Espanha.

Notícia de factos do Jornal das 11.