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Tenham muito medo. Cuidado, sobretudo para quem anda aqui por Lisboa, anda um monstro à solta.
Eu venho cá uma, duas vezes por semana e a EMEL persegue-me. Eu acho que eles têm um radar, que assim que eu passo na ponte, diz: "Aí vai o Miguel". A sério. E têm a particularidade de estarem sempre nos sítios onde é mais difícil de estacionar.
Isto está... há lá coisas. Miguel Sousa Tavares é perseguido pela EMEL. Não é uma impressão, é mesmo verdade.
Eu costumo ir tomar o pequeno-almoço quando estou em Lisboa, numa cafetaria, uma pastelaria em Campo de Ourique. Campo de Ourique teve agora obras, a Fogueira Borges, desapareceram todos os estacionamentos. Em cada seis lugares, só há um. É aí que a EMEL ataca. Eu fui multado porque estava numa zona de cargas e descargas durante a manhã, o que não me parece que seja um horário para cargas e descargas. Estive ali um quarto de hora, fui multado. Não contentes com isso, bloquearam o meu carro.
É que já se viu. Como é que se faz?
Não é por seres paranoico que eles não andam atrás de ti.
Pois, logo num local de carga e descarga.
Onde é que já se viu?
Mas ouvindo melhor Miguel Sousa Tavares, às tantas isto já é quase um gosto.
Eu tenho uma coleção de multas da EMEL, umas pagas, outras por pagar, outras à espera que o Papa venha cá, etc.
Portanto, tudo a pensar. Mas não se pense que Miguel Sousa Tavares é o único que faz coleção de multas. A Sílvia Alberto, apresentadora, também tem um vasto currículo.
A Sílvia, não sei se sabem disto, eu não sabia, é um perigo ao volante. Tens muitas multas? Tens, tens algumas. É porque não tenho sorte. É exato isso. É porque não tenho sorte, porque eu sou sempre aquela pessoa que é dia 24 de dezembro, parei o carro só para ir buscar um presente.
Certo.
Quem é que eles multam às 19h de um 24 de dezembro?
A Sílvia Cristina.
Sim, a Sílvia Cristina.
Mas imagina, se a Sílvia Cristina tivesse parado bem o carro... É a pergunta que fica. Bom, vamos para o Natal.
É no Natal.
No Parlamento, o ministro Miguel Pinto Luz foi ontem à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, mas a conversa rapidamente saiu do Orçamento do Estado, como era suposto. Primeiro, a interpelação à mesa do deputado do PS, André Pinotes Batista.
O senhor deputado Pedro Frazão sinalizou, enquanto um colega seu estava a intervir, sobre sugestões sobre o consumo de drogas. Tem que haver um mínimo de decoro nesta Casa. E eu digo-lhe o seguinte: senhor deputado, se alguém deste lado lhe faltasse ao respeito, faríamos o mesmo. Mas, senhor presidente, é indecente que haja deputados que se comportam desta maneira. Nós somos pessoas urbanas e civilizadas, seja da extrema-direita ou outro lado qualquer, tem que haver respeito pelas pessoas, senhor presidente. Não podemos estar aqui a permitir este tipo de coisas.
Será que foi mesmo indecente? O deputado do Chega, Pedro Frazão, tinha uma explicação muito simples para o gesto que fez.
Pelo facto de apenas eu estar a reproduzir aquilo que foi relatado por jornalistas que estavam no local, nomeadamente a senhora jornalista Tânia Laranjo, que em direto disse para todo o país que existia muito consumo de droga e que existia um intenso cheiro a ganza nas acampadas. Portanto, aquilo que eu estou a fazer foi apenas fazer um aparte reproduzindo aquilo que a senhora jornalista Tânia Laranjo disse em direto para todo o país ouvir.
O tema da acampada continuou a entusiasmar os deputados ontem, até porque Pedro Frazão tinha mais para contar.
Eu queria também que ficasse vertido em ata que a senhora deputada Ana Batista, do grupo parlamentar do PS, se estava a rir de uma forma perfeitamente despropositada. Ao que eu lhe perguntei de que é que se estava a rir, e ela disse: "Estou-me a rir do senhor deputado". Portanto, é para que se perceba e que fique lavrado em ata que, de facto, quem tem comportamentos de gozo e comportamentos de apoucar a consideração dos ilustres deputados desta Casa, é de facto a bancada do Partido Socialista. Senhora deputada Ana Batista, devia ter mais comportamento. Olhe como ela se ri, parece que bebeu um iogurte estragado ao pequeno-almoço. Bebeu um iogurte estragado ao pequeno-almoço, com certeza. Bebeu um iogurte fermentado ao pequeno-almoço, com certeza.
Mas isto não ficou por aqui.
Não?
Não. Fabian Figueiredo pediu a palavra para finalmente resolver o assunto.
Vários deputados ouviram a acusação do senhor deputado Pedro Frazão, menos o senhor presidente, de que eu estaria sob efeito de estupefacientes. Primeiro, não estou, senhor presidente. Segundo, quero que fique em ata o seguinte: senhor presidente, desafio todos os deputados do Chega aqui presentes e a mim próprio a irmos ao mesmo laboratório fazer um teste multidrogas para ver quem é que acusa positivo e quem é que acusa negativo. Senhor presidente.
Senhor deputado.
Senhor presidente, deixe-me acabar, se faz favor. Senhor presidente, deixe-me acabar.
Para concluir, senhor deputado. Senhores deputados, peço por favor que deem condições ao senhor deputado para concluir o protesto. Senhor deputado, tem a palavra. Pode continuar. Conclua o protesto, se faz favor. Senhor deputado, conclua o protesto.
Portanto, senhor presidente, peço-lhe que interceda junto à bancada do Chega. Se estiverem de acordo, hoje à tarde tratamos do assunto. Obrigado.
Vai tudo para o laboratório.
Tudo a correr para o laboratório. Tenho muita pena de quem tem que fazer a ata desta comissão.