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Onze em ponto. Jornal das 11 da Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. E começamos com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que agradece aos militares portugueses em missão na República Centro-Africana e, José, não poupa nos elogios.

O presidente da República diz que são os melhores, porque permanecem no terreno enquanto outros acabam por partir, e admite Marcelo Rebelo de Sousa que não é o único a dizê-lo.

Meus amigos, não sabem, mas eu tenho, no meu país, os melhores militares do mundo, que são portugueses. Quando é preciso intervir, quando é preciso sermos os primeiros, somos nós, portugueses. Quando é preciso corresponder a situações então aflitivas no aeroporto, o anti-camp era bem pequeno, era partilhado com outros países e outras forças e outros contingentes. Quando é preciso tomar a iniciativa, quem aparece? Os portugueses.

Marcelo Rebelo de Sousa com elogios aos militares portugueses, numa referência à viagem anterior de Marcelo à República Centro-Africana em março de 2018. Fala de outro mundo nessa época, ainda com a presença de militares franceses e de outros países latino-americanos, mas que nunca conseguiram igualar Portugal. O presidente da República destaca a coragem, a lealdade e a dedicação das Forças Armadas portuguesas.

E José Rafael Lopes, o ministro dos Negócios Estrangeiros, considera que a Ucrânia tem feito enormes esforços para se aproximar das posições russas, isto nas negociações de paz.

Paulo Rangel diz que Kiev não pode fazer mais. É uma leitura feita no quarto aniversário da guerra da Ucrânia. Na SIC Notícias, o ministro dos Negócios Estrangeiros defende que se a Ucrânia tentar fazer mais, vai acabar por ceder a uma vitória russa.

A Ucrânia tem feito enormes esforços para se aproximar de uma posição que seja aceitável pela federação russa. Não pode fazer mais. Julgo que tudo o que fizer a seguir será, na verdade, claudicar e ceder, dando uma vitória expressiva à Rússia e, portanto, não detendo, neste caso, o regime de Putin, não o detendo na sua vontade expansionista.

As palavras de Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros, que criticou ainda a posição da Hungria relativamente ao veto que fez no empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.

E o major-general João Vieira diz que a guerra na Ucrânia mostra sinais de se manter, mesmo apesar das conversas para um acordo de paz.

E destaca o papel de Vladimir Putin no conflito, no gabinete de guerra, aqui na Rádio Observador. O major-general João Vieira Borges diz que há uma clara evolução na forma como a guerra tem sido levada a cabo nos últimos quatro anos.

Estes quatro anos transformaram completamente a guerra. Tornou-se numa guerra em que os drones e guerra eletrónica têm um peso específico, em que a guerra energética passou a ser parte dos dois opositores de maneira diferente, no caso da Rússia, para pressionar a população, para privar a população, enquanto que no caso da Ucrânia é para privar o reabastecimento para a guerra.

O major-general sublinha ainda que a entrada da Ucrânia na União Europeia seria decisiva.

Eu acho que é fundamental para a Europa que a Ucrânia, independentemente de não respeitar todas as suas condições impostas ou as condições impostas pela União Europeia, designadamente nas áreas da corrupção, na área das finanças, ela entre, porque esse é que é o instrumento mais forte que a União tem para fazer face à Rússia.

As declarações do major-general João Vieira Borges no gabinete de guerra aqui na Rádio Observador.

E mudamos de tema nesta edição das 11 para um dos temas que marcou o dia político. O ministro da Agricultura, José, diz que só dá razão à presidente da Câmara de Coimbra num ponto após a troca de argumentos entre os dois.

A autarca Ana Abrunhosa exaltou-se com o ministro José Manuel Fernandes, o episódio que marcou o dia político. Isto depois de o ministro ter falado à imprensa antes de ouvir os presidentes de Câmara numa visita que fez ao Dique do Mondego. O ministro explica na Rádio Observador que chegou pontualmente ao local para falar primeiro com agricultores e para visitar depois a obra na A1, fez um aviso prévio aos autarcas de que iria a Coimbra. Ana Abrunhosa é que acabou por não chegar a tempo.

A única parte que eu digo que ela pode ter razão, e eu já disse isso, que se calhar cometi esse erro, foi em ter respondido aos jornalistas sem me assegurar que todos os autarcas convidados estivessem presentes. Eu podia ter dito: "Deixe ver se a senhora presidente da Câmara Municipal, a doutora Ana Abrunhosa, chega ou não". Posso ter cometido esse erro, que eu nem considero que seja um erro, mas a situação poderia ter sido diferente se eu não tivesse falado aos jornalistas. Mas a verdade é que também os jornalistas que ali estavam já nos estavam a acompanhar e a ouvir as nossas conversas com os agricultores.

José Manuel Fernandes diz que nunca se exaltou, ao contrário de Ana Abrunhosa. Diz que compreende que os nervos estejam à flor da pele depois das tempestades e que não lhe passa pela cabeça que a antiga ministra do PS tenha criado um número político.

Esta é, de resto, uma conversa que pode ouvir na íntegra no podcast Resposta Pronta, no site do Observador, em observador.pt e nas plataformas podcast. Uma conversa de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, com a jornalista Mariana Lima Cunha. Seguimos nesta edição das 11 com o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Isto porque José critica a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna.

Diz que abre um precedente grave, que põe em causa a separação de poderes, num discurso bastante crítico numa conferência em Leça da Palmeira. O antigo primeiro-ministro do PSD disparou na direção de Luís Montenegro.

Eu bem sei que, seguramente, a intenção que o Primeiro-Ministro teve ao convidar o ex-diretor da Polícia Judiciária para Ministro da Administração Interna se baseou na melhor das intenções. Não tenho dúvida disso, mas o precedente é grave. Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para Ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode.

Declarações de Pedro Passos Coelho numa conferência da SETE sobre reformas para o país. O antigo chefe de Estado defende que há uma urgência na reforma laboral, que precisa de pulso firme por parte do governo.

Tempo ainda nesta edição das 11 para falar do Porto. Isto porque, José Rafael Lopes, o Metrobus entra em funcionamento já no próximo sábado.

A obra já estava concluída desde 2024, mas encontrou vários contratempos para o arranque do funcionamento. O Metrobus fez uma viagem experimental para a comunicação social, que foi acompanhada pela repórter da Rádio Observadora, Maria Rego. E Maria, um desses contratempos é a Rotunda da Boa Vista, cujo contorno ainda está a ser estudado.

Demorou, mas chegou. A primeira fase do Metrobus arranca já no próximo sábado, depois de dois anos em construção. O diretor da exploração da Metro do Porto, João Nuno Aleluia, explica como vai funcionar.

Os veículos a fazer a volta da primeira linha e com frequências de cerca de 10 minutos em hora de ponta e um quarto de hora fora de hora de ponta. Vamos tentar afinar a frequência e o nível de serviço em função da procura.

Entre os motivos de atraso da obra está o contorno da Rotunda da Boa Vista, que ainda não tem solução.

A experiência vai-nos indicar as medidas a adotar. No início, vamos ter um autocarro a mais, um quinto autocarro, para fazer a regulação do arranque na Avenida da Boa Vista.

Entre os desafios, Joaquim Gomes, responsável pela operação do Metrobus, salienta os horários.

Conseguirmos operar com regularidade e fiabilidade para ter um serviço de confiança.

Mesmo partilhando a via com os automóveis aqui na Marechal?

Estou convencido que não vai haver problema.

Se do lado operacional não há grandes preocupações, do lado dos portuenses, como Maria Carvalho, há outra opinião.

Acho que vai ser um bocadinho de transtorno nos momentos em que for partilhado, porque pode perturbar o trânsito. Já é uma situação complicada o Porto, no geral, com uma situação de partilha, pode transtornar ainda mais.

Mas os defeitos ao novo serviço não ficam por aqui, como acrescenta Carminha Lopes.

Eu acho que as paragens estão muito distanciadas umas das outras.

Em comum, o mesmo sentimento que se ouve pelas ruas.

Foi uma obra que deve ter dado milhares de euros gastos ao Estado e que não vejo se vai resolver a situação.

O Metrobus vai ligar a Casa da Música à Praça do Império. Funciona a partir de sábado, de forma gratuita, até ao final do mês de março.

A reportagem da jornalista Maria Rego que acompanhou esta viagem experimental do Metrobus no Porto.

Dez minutos para lá das 11, tempo ainda nesta edição. José Rafael Lopes, como é hábito, de me atualizar na informação de âmbito local.

E vamos começar no Barreiro. A Ministra da Saúde anunciou que a urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro vai encerrar em março. A medida faz parte da nova estratégia regional para a Península de Setúbal, que vai passar a concentrar estas urgências no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Em Santarém, o plano de emergência para cheias na bacia do Tejo desceu para o nível mínimo. Depois de semanas de tempestades, o recuo das águas permitiu o início dos trabalhos de limpeza. Os prejuízos ainda estão a ser calculados. Ainda sobre os efeitos das tempestades, a Câmara Municipal da Marinha Grande divulgou um levantamento preliminar que aponta para mais de 118 milhões de euros em danos causados pelas recentes tempestades. O município continua a trabalhar na estabilização de estruturas e na recuperação de habitações. Em Lisboa, a PJ deteve hoje no Aeroporto Humberto Delgado uma mulher estrangeira que transportava cerca de 7 kg de cocaína na bagagem de mão. A detida, que viajava num voo que veio da América Latina, já foi interrogada, tendo-lhe sendo aplicada a medida de coação mais gravosa, a medida de coação de prisão preventiva. Em Aveiro, no tribunal, três jovens, dois de 17 anos e um de 24, confessaram vários roubos contra estudantes universitários. O arguido mais velho justificou os crimes como um ato de desespero, devido a dificuldades financeiras e falta de emprego. Em Vila do Conde, o desporto local está de luto depois da morte de um atleta de 55 anos, durante uma prova de BTT no último domingo. Paulo Guimarães, natural de Famalicão e membro da Associação Husos Santa Apolónia, terá sido vítima de doença súbita quando participava no evento em Vila do Conde.

Informação de regresso à antena da Rádio Observador quando forem 11h30. Informação resumida, também com edição do José Rafael Lopes. Um grande abraço, José. Até já.

Até já.