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Jornal das 11, edição do jornalista Martim Madeira e começamos na política nacional. Depois da Operação Emergente, o PS mantém a regra de que ser arguido não é condição suficiente pra afastar quem foi eleito.
A operação que levou buscas na sede do Partido Socialista por causa do assessor de imprensa Duarte Moral e que fez vários arguidos entre os autarcas de Lisboa, abriu divergências entre quem suspendeu o mandato e quem ficou. Depois das declarações de Alexandra Leitão, que defendeu a suspensão do mandato por parte dos arguidos, o PS remete para o código de ética de 2024 e diz que só são obrigados a sair os eleitos acusados ou condenados em primeira instância por crimes contra o Estado, com pena igual ou superior a três anos ou que foram presos. Esta questão surgiu porque Miguel Coelho, que era deputado municipal e antigo presidente da Junta de Santa Maria Maior, suspendeu imediatamente o mandato, mas os vereadores Sérgio Cintra e Carla Madeira, que também foram constituídos arguidos, ainda se mantêm em funções. Como o Observador noticiou ontem, os dois vereadores não ponderam abandonar os cargos.
E os sindicatos da PSP lamentam que o acordo feito com o governo esteja parado há dois anos.
Acordo esse que foi assinado em 2024 com o intuito de iniciar negociações sobre a tabela remuneratória, os suplementos e o estatuto profissional, que ainda está por concretizar. As negociações com os sindicatos para dar seguimento ao acordo foram retomadas hoje pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves. No final da reunião, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia não vê muitos avanços. Bruno Pereira diz que é apenas mais uma reunião que parece uma renovação de votos.
Diria que é mais uma reunião, parece que andamos a fazer uma renovação de votos. Reunião após reunião, voltamos a dizer que queremos negociar um acordo que foi celebrado há dois anos, mas o que é certo é que do ponto de vista material, temos um acordo que está por ver a luz do dia do ponto de vista de consequência negocial. E o que vemos é: andamos aqui reunião após reunião, a apresentar os problemas, a falar de uma programação quanto a essa mesma negociação, sem ver e sem tratar de forma, como digo, consequente, cada um dos assuntos.
Já o presidente do maior sindicato da PSP, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, diz que o governo se deve centrar no mais importante. Paulo Santos confessa que a reunião com o ministro foi estranha.
Esta reunião pareceu-nos um pouco estranha, desde logo porque estávamos convencidos, durante a parte às, de que uma vez que já existe um acordo negocial assinado, um protocolo negocial, uma vez que existe um acordo que versa sobre as matérias que seriam discutíveis. Aquilo que o senhor ministro fez foi dizer que, à vontade da parte dele, agendou mais três reuniões, mas eu acho que era importante da parte do governo, centrar-se naquilo que é realmente importante, que são as tabelas remuneratórias, que são os suplementos.
As declarações dos sindicatos à Lusa, as forças de segurança procuram melhores condições para criar maior atratividade à produção. O ministro da Administração Interna agendou mais três reuniões.
E o ministro das Infraestruturas pede que quem vier a seguir não reverta as medidas atuais na habitação por preconceito ideológico.
Miguel Pinto Luz falava na apresentação pública da recém-criada Fundação da Construção, em que deixou o convite pra que se faça mais, sem reverter, só porque sim.
E o desafio é garantir que o próximo não faça política de terra queimada, não desfaça tudo tal e qual como nós estamos a fazer. Porque há muito, e aqui desculpai-me esta falsa ou pouca imodéstia, dizer-vos isto, que é: nós tivemos esta preocupação desde que chegámos, não desfazer aquilo que vinha de trás. Corrigir, apontar, acelerar, fazer mais por cima, mas desfazer tudo o que vem por trás, estritamente por critérios ideológicos, banais, às vezes sem sentido, é que o país é um país aos solavancos permanentes.
As declarações do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, esta tarde na apresentação da Fundação da Construção na Gulbenkian.
E no Dia da Criança, o PSD, o Chega e o PS estão preocupados com o número elevado de horas que as crianças passam na escola, embora haja divergências quanto às alternativas.
As crianças portuguesas passam em média 38 horas por semana nas escolas, o que equivale a um terço do dia. São dados divulgados pela Pordata. Estes dados colocam Portugal entre os países da União Europeia onde a escola ocupa mais tempo. Inês Barroso, deputada do PSD, diz que o governo está a criar medidas de forma a mitigar o problema, mas admite que possam não ser suficientes.
O governo português tem adotado algumas medidas que tentam contrariar esta tendência. Por exemplo, o aumento do apoio às famílias através do abono de família, das prestações sociais, os benefícios fiscais para famílias com filhos, incluindo deduções no IRS, apoios à habitação pra jovens e famílias, incentivos à conciliação entre o trabalho e a vida familiar, como licenças parentais mais flexíveis. Mas apesar destas iniciativas, é óbvio que, e os especialistas também assim o dizem, persistem obstáculos importantes à natalidade.
Já Rita Matias diz que o partido Chega está disponível pra chegar a um consenso com os restantes sobre o problema da natalidade e também o número de horas nas escolas. Mas a deputada acusa o Partido Socialista de não colocar a família como prioridade.
E acho que ouvir aqui alguns intervenientes políticos, nomeadamente do Partido Socialista, dizer que tentaram ao longo das últimas legislaturas dar apoios ao nível de prestações pra que as famílias tenham filhos, como se isso significasse apoiar verdadeiramente a família, é contraditório, porque ninguém decide ter um filho com base no subsídio que o Estado vai poder dar. Por outro lado, passam metade do ano a demonizar a família, a dizer que a família é o espaço primordial onde acontecem os abusos, a dizer que o Estado tem que substituir a família e, portanto, as crianças têm que estar na escola, porque a escola é que tem competências pra educar, porque a família é um conjunto de incompetentes que não sabem educar crianças
Já do lado do Partido Socialista, Aida Carvalho defende que o partido não mudou a ideia da infância.
O Partido Socialista reforçou as componentes de apoio à família devido às exigências laborais, transformando a escola num espaço de acolhimento, mas que é um espaço de acolhimento saudável. Ou seja, o Partido Socialista não mudou a infância de lugar, antes pelo contrário, deu-lhe dignidade, e mais tempo na escola só faz sentido se for tempo de qualidade com aprendizagens significativas. Foi isso que o Partido Socialista tentou fazer.
O debate entre o PSD, o Chega e o PS na tarde política no Explicador da Rádio Observador, por ocasião do Dia Mundial da Criança.
E são agora 11h07. Antes de irmos ao habitual espaço de informação local, mais uma notícia: Donald Trump anuncia um cessar-fogo no Líbano entre Israel e o Hezbollah.
Com a pressa de irmos ao local, eu vou ser mais sucinto. Donald Trump anunciou um cessar-fogo no Líbano entre Israel e o Hezbollah, um anúncio feito pelo presidente norte-americano na rede social Truth Social. Na publicação, Trump escreve que teve uma chamada muito produtiva, não só com Benjamin Netanyahu, como também por membros do Hezbollah, que confirmaram que não iam atacar mais Israel. Imediatamente depois desta publicação, Trump fez outra a dizer que as negociações estão a fluir num ritmo muito rápido. Também Israel já reagiu a este anúncio de Donald Trump, diz que caso o Hezbollah, de facto, ataque, Israel vai atacar com toda a força a capital do Líbano em Beirute.
E agora sim, vamos ao habitual espaço de informação local.
Começamos pela Marinha Grande. A Câmara Municipal abriu as candidaturas para a atribuição de bolsas ao desporto federado do município para a próxima época desportiva. As candidaturas decorrem até o dia 31 de julho e devem ser submetidas na plataforma oficial da Câmara. Em Lisboa, mais de 100 crianças dos bairros municipais vão receber óculos gratuitos até o final do ano letivo. A iniciativa foi divulgada hoje após quase 900 rastreios realizados nas escolas da cidade a mais de mil crianças do primeiro ciclo. A autarquia diz que no próximo ano letivo a medida vai ser alargada aos alunos do segundo ciclo. No Porto, o trânsito em três ruas da Baixa do Porto vai ser reordenado a partir de sexta-feira, no âmbito da conclusão das obras da Linha Rosa do Metro do Porto. A Rua de Fernando Tomás passa a ter sentido único entre o Campo 24 de Agosto e a Rua Sá da Bandeira, com uma faixa reservada ao transporte público. A Rua da Firmeza vai ter sentido único poente-nascente, enquanto que a Rua da Moreira fica com circulação apenas no sentido nascente-poente. Em Santarém, o plano operacional para a prevenção e combate a incêndios foi aprovado hoje. O vice-presidente da Câmara indicou que o plano foi validado e teve por base a análise do ano passado, onde se registaram mais de 60 ocorrências e quase 300 hectares ardidos. O plano assenta em três pilares: prevenção, com mais de 400 hectares de gestão de combustível, resposta operacional, com bombeiros, sapadores e meios terrestres e organização territorial a definir os setores de intervenção e uma rede de vigilância. Em Aveiro, uma pessoa morreu carbonizada na madrugada de hoje na sequência de uma colisão entre dois automóveis na A1, entre os nós de Estarreja e Santa Maria da Feira, no sentido sul-norte. Do acidente resultou um ferido ligeiro, um homem de 60 anos que foi transportado para o Hospital da Feira. As causas do acidente estão a ser investigadas com a polícia, a acreditar que possa ter sido uma condução ilegal e que, portanto, resultou nesta colisão frontal. Em Almada, a banda Xico Romelo venceu a primeira edição do concurso Rock à Margem. Destacou-se entre as oito finalistas com a fusão de pop rock e ritmos latinos. O grupo vai atuar no dia 24 de junho no Parque da Paz e vai gravar também um EP.
E é o ponto final no Jornal das 11, edição do jornalista Merti Madeira.