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Duas horas.

Mais uma vez, boa noite, meu nome é João Lourenço. Começamos com a atualidade internacional. Israel está a aplicar novos ataques aéreos em Teerão. Através de uma publicação na rede social X, o exército de Tel Aviv confirma nova ofensiva na capital iraniana. Durante esta noite, o Irão também já lançou mísseis em direção a Tel Aviv e a Jerusalém. Neste último ataque, o Irão lançou cerca de 10 mísseis. De acordo com as autoridades de emergência, não há registro de quaisquer vítimas mortais ou feridos deste ataque. Já na ofensiva anterior, o Irão tinha lançado 15 mísseis que causaram alguns incêndios, mas, pelo menos, não há também registro de vítimas. Também durante esta noite, numa publicação na rede social X, o Ayatollah refere que o Irão nunca fará concessões aos sionistas, referindo-se a Israel. O líder iraniano acrescenta também que a entidade terrorista sionista tem de ser enfrentada com segurança e com força. Donald Trump não exclui a hipótese de atacar o Irão. É a conclusão que sai da reunião do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, um encontro de mais de uma hora entre o presidente norte-americano e os conselheiros. À entrada para esta reunião, fontes da administração norte-americana relataram a vários meios de comunicação que Trump estaria a ponderar um ataque militar ao Irão, mas que ainda não tinha tomado uma decisão final. Ainda assim, as mesmas fontes sublinham que o presidente norte-americano continua a preferir uma solução diplomática. Confirmam também que o objetivo final de Trump é impedir o desenvolvimento de armas nucleares. Vamos à política nacional. José Luís Carneiro revela que apenas ponderou a candidatura a secretário-geral do PS depois da admissão de Pedro Nuno Santos. Em entrevista, esta noite, à Sic Notícias, após ser questionado sobre quando tomou a decisão de avançar com a candidatura, José Luís Carneiro lembrou também que não sabia qual seria a decisão do próprio secretário-geral depois dos resultados das eleições legislativas. Ora, agora, o candidato da secretário-geral revela que a decisão foi tomada horas depois do anúncio de Pedro Nuno Santos.

No momento em que se demitiu, entendi que deveria colocar a minha disponibilidade ao serviço do partido, mas fi-lo apenas na segunda-feira seguinte. Devo dizer que nessa noite não falei com qualquer jornalista sobre essa disponibilidade.

As palavras de José Luís Carneiro esta noite à Sic Notícias, questionado sobre que candidato apoiaria, a título pessoal, na Belém. José Luís Carneiro responde que a vontade pessoal, ou neste caso, a vontade, deixa de ser individual para ser de interesse coletivo do partido. No final do primeiro dia de debate do programa de governo, Luís Montenegro não excluiu diálogo com ninguém e coloca a responsabilidade da estabilidade nas oposições. Foram praticamente nove horas de debate no primeiro dia da apresentação do programa do governo. Durante a tarde, foram vários os ministros que foram apresentando as várias prioridades de cada setor. Mas o dia começou com Luís Montenegro a responder diretamente às oposições, sobre as quais, e ao Vitor Dias, colocou a responsabilidade de uma legislatura estável.

Luís Montenegro começou o dia com metáforas futebolísticas, a querer distribuir jogo e por isso arrancou logo pelos dois maiores partidos da oposição.

Todos sabemos, e o povo que assim decidiu também sabe, que a legislatura só não terá essa duração se os dois maiores partidos da oposição assumirem entre si uma coligação deliberada, ativa e cúmplice politicamente.

Montenegro a colocar o ônus da duração da legislatura no PS e no Chega, com José Luís Carneiro a estrear-se no frente a frente, enquanto futuro secretário-geral do PS, e a avisar o primeiro-ministro que para dialogar é preciso mais do que copiar medidas.

Colocar essas propostas do seu programa do governo sem uma única palavra com os outros partidos da oposição, isso não é diálogo, isso é plágio, isso não é diálogo, isso é monólogo.

José Luís Carneiro que perguntou a Montenegro quem vai ser o parceiro preferencial do governo. O primeiro-ministro não exclui ninguém, mas também não hostiliza.

Nós sabemos bem quem mostrou já muitas vezes estar à altura dessa responsabilidade. Logo veremos se há novos protagonistas e novas forças a demonstrar também esse sentido de responsabilidade. Às vezes temos fundadas dúvidas.

Do lado do Chega, já vão surgindo ultimatos. André Ventura aponta à ministra da Saúde.

Ou o governo muda na saúde, ou o governo faz alguma coisa pela saúde de quem cá está, ou nós não toleraremos muito tempo este governo.

Ventura, que para além da saúde, falou de imigração, claro, com o ministro da Presidência, Leitão Amaro, a procurar por os pontos nos Is.

Com o seu voto, castigaram a irresponsabilidade da imigração descontrolada do passado. Com o seu voto, os portugueses também disseram que não querem as portas todas fechadas. Os portugueses não escolheram o ódio.

E para além deste tópico, a reforma do Estado, outro desígnio do governo, com Gonçalo Matias a garantir que não vão existir cortes.

Não queremos reduzir funcionários, queremos reduzir a burocracia. É um desígnio político nacional.

Gonçalo Matias a querer reduzir papéis e o tempo gasto pelos portugueses na relação com o Estado.

E ao Vitor Dias, com o resumo do primeiro dia de debate, que continua amanhã pelas 10:00. A votação da moção de rejeição apresentada pelo PCP deve acontecer por volta da hora de almoço. O ministro da Economia e da Coesão Territorial garante que a execução do PRR não está atrasada. Esteve, mas já não está, é a garantia de Castro Almeida, o novo ministro da Economia, em resposta aos anseios dos últimos dias, incluindo do presidente da República. Castro Almeida garante que o anterior governo procurou recuperar o caminho e que a recuperação e a execução do plano de recuperação e resiliência está agora bem encaminhada.

O sétimo pedido de pagamento está pronto a ser apresentado. Aguarda apenas pela aprovação do sexto pedido, que deve acontecer nas próximas semanas. Ou seja, senhor Presidente e senhores deputados, o PRR não está atrasado. Esteve, mas já não está. E posso também anunciar à Câmara que o oitavo pedido de pagamento será apresentado bem dentro do prazo previsto, antes do final do corrente ano. Ficarão a faltar dois pedidos de pagamento em 2026.

Manuel Castro Almeida, na intervenção esta tarde, durante o debate do programa de governo, em que, no novo fato de ministro da Economia, admite que o próximo ciclo vai ser complicado.

A economia é feita de ciclos e o ciclo que estamos a viver não é particularmente esperançoso à escala global. Portugal não ficará imune às consequências das guerras, nem aos sobressaltos do regime tarifário americano. Mas não podemos encarar estas dificuldades, que são reais, como desculpa para a inação, nem ficar paralisados perante a incerteza.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, que agora junta a execução dos fundos comunitários com a pasta económica. Ao longo da tarde desta terça-feira, para além de Castro Almeida, também Miranda Sarmento, António Leitão Amaro e Gonçalo Matias falaram das áreas que tutelam as finanças, a imigração e a reforma do Estado. Terminamos no desporto. A seleção sub-21 está aprovada para os quartos-final do Campeonato da Europa de Futebol. A equipa das Quinas só precisava de um empate para seguir em frente, mas venceu a Geórgia por 4x0. Na reação a esta vitória, o selecionador nacional, Rui Jorge, elogiou a atitude dos jogadores, mas confessa que a equipa devia ter feito mais depois da expulsão de um jogador da equipa adversária.

Sim, muito condicionada pela expulsão logo no início, que em termos de jogo modifica totalmente o cariz daquilo que poderia ter sido o jogo. Mas não deixa de ser uma boa vitória. Ainda assim, em superioridade numérica, é preciso saber aproveitar. Acho que o conseguimos. Podíamos tê-lo feito melhor ainda, mas estamos aí.

Rui Jorge, em declarações ao Canal 11. O melhor jogador desta partida frente à Geórgia foi Giovanni Quenda. Portugal vai agora defrontar nos quartos-final quem ficar no segundo posto do grupo D da prova. Podem ser quatro deste grupo: Dinamarca, Ucrânia, Países Baixos ou Finlândia, sendo que nesta altura a Dinamarca lidera esse grupo com seis pontos e de seguida está a Ucrânia com três. Países Baixos ainda pode ficar no segundo posto, e que neste momento está com um ponto. Ponto final neste noticiário das duas da manhã. Regresso dentro de meia hora para a síntese informativa. Até lá, aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.