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As notícias com Matilde Malva Sabino. A Amnistia Internacional afirma que o último ano foi o mais devastador em consequências humanitárias e o mais mortífero em vítimas civis na Ucrânia. A guerra completa esta terça-feira quatro anos. Para assinalar a data, a Amnistia Internacional lembra, em comunicado, que o presidente russo Vladimir Putin e os altos funcionários indiciados pelo Tribunal Penal Internacional continuam a ser fugitivos da Justiça internacional. Foi a 24 de fevereiro de 2022, que a Rússia levou a cabo uma invasão militar em grande escala. Quatro anos depois, as negociações para um potencial acordo de paz continuam e sem resultados. O jornalista Martim Madeira dá-nos a cronologia da guerra.
Depois de meses de preparação na fronteira com a Bielorrússia, Putin avança tropas para a fronteira com as regiões de Luhansk e Donetsk para, de acordo com o próprio, manter a paz. Então, no dia 24 de fevereiro de 2022, por volta das 4h, Vladimir Putin decide anunciar o início daquilo a que chama uma operação militar especial. A Rússia invade a Ucrânia por meios aéreos, terrestres e navais, com o pretexto de desmilitarizar e desnazificar os ucranianos. Quatro anos depois, a situação não é a esperada, nem para a Rússia, nem para a Ucrânia. Do lado russo, esperava-se uma guerra resolvida rapidamente, com a posse de Kiev num espaço de poucas semanas. Quatro anos depois, a Rússia apenas conseguiu ganhar 4 mil km² e ocupa agora 20% de todo o território ucraniano. Do lado de Kiev, desde janeiro de 2022, a Ucrânia recebeu cerca de €313 mil milhões em apoios dos Estados Unidos e da Europa. Mais de 14 mil civis foram mortos e estimam-se prejuízos a rondar os €160 mil milhões. Para além disso, perdeu o controle da região de Donbass, uma região que é um ponto fulcral nas negociações de paz, com a Rússia a querer a retirada de todas as tropas do local, os Estados Unidos a propor a criação de uma zona econômica exclusiva e a Ucrânia a não querer abdicar desse ponto. A maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial já matou cerca de 425 mil pessoas de ambos os lados. As negociações para um cessar-fogo continuam, mas ainda longe de ter um fim à vista.
O trabalho do jornalista Martim Madeira, com a cronologia da guerra, que cumpre o quarto aniversário. E os danos no património cultural na Ucrânia estão estimados em quase €4 milhões. Além desta estimativa, divulgada esta segunda-feira pela UNESCO, a UNESCO adianta também que a recuperação e a reconstrução dos setores da educação, dos média e da cultura na próxima década vão exigir um investimento de cerca de €45 mil milhões. Os líderes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen, vão estar esta terça-feira na capital ucraniana, a convite do presidente Volodymyr Zelensky, para assinalar a data. Esta segunda-feira ficou marcada pelo bloqueio húngaro ao 20º pacote de sanções à Rússia, que tinha sido preparado precisamente para assinalar o quarto aniversário da guerra. Uma guerra que aparenta não ter, para já, um fim à vista, é o que defende o especialista em Relações Internacionais, Bernardo Valente. Apesar das tentativas de chegar a um acordo de paz, considera que a guerra está ainda longe de terminar.
Esta possibilidade de termos um crescente expansionismo russo é real, porque começou na Crimeia. Aliás, se quisermos, começou na Abecásia e na Ossétia, na Geórgia, depois foi para a Crimeia, agora para Donbass, e eu não prevejo que vá parar, pelo menos enquanto Putin for o líder supremo do Kremlin.
A análise do especialista em Relações Internacionais, Bernardo Valente. Assinalam-se esta terça-feira os quatro anos da invasão russa na Ucrânia. Em Moscovo, na Rússia, a detonação de um engenho explosivo perto de uma estação ferroviária fez um morto. De acordo com a agência de notícias TASS, um polícia morreu e dois ficaram feridos. A morte do principal suspeito também foi declarada no local. Ainda não são conhecidas as motivações deste ataque. O suspeito terá aproximado esta segunda-feira à noite de polícias e atirou um engenho explosivo para perto do carro que transportava os agentes de segurança. Os Estados Unidos já têm quase metade da capacidade aérea que podem mobilizar para um possível ataque ao Irão. A última vez que juntaram tantas forças militares no Médio Oriente foi antes de invadirem o Iraque. Um ataque aparenta estar no horizonte, mas o especialista em Relações Internacionais, Bernardo Valente, considera que os Estados Unidos não vão partir para uma guerra com o Irão, vão, sim, para uma operação militar cirúrgica. Voltamos a escutar Bernardo Valente, que diz que se o Irão escolher manter o armamento nuclear, então os norte-americanos vão avançar.
Pode ir por um lado, que é o lado de retirar tudo que é poder nuclear ao Irão e assim reformar o regime, ou então insistir naquilo que é a tentativa de se afirmarem como são, de fato, a grande potência islâmica do Médio Oriente e que para isso precisam de ter o seu armamento intacto, principalmente o armamento nuclear, mas os Estados Unidos, muito provavelmente, terão algum tipo de atividade militar cirúrgica, diria eu. Portanto, não uma intervenção com boots on the ground, mas uma intervenção cirúrgica. Não será o sequestro ou o rapto do líder político, como foi na Venezuela, mas talvez a algo específico das infraestruturas nucleares.
A análise do especialista em Relações Internacionais, Bernardo Valente, diz ainda que a probabilidade de uma guerra em grande escala no Médio Oriente é baixa. Donald Trump deixou um aviso sobre o discurso do Estado da Nação, que está marcado para esta terça-feira. O presidente norte-americano assegura que vai ser longo, por entender que há muito a dizer sobre o Estado da Nação. Trump já tinha estabelecido um recorde em março do ano passado, com o discurso perante as duas câmaras do Congresso, que durou 1h42min. O discurso desta terça-feira surge no momento de elevada tensão política, marcado pela decisão de sexta-feira do Supremo Tribunal de invalidar algumas das tarifas propostas por Donald Trump, que depois anunciou em resposta uma nova tarifa global. Foi detido em Londres o antigo embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, por ligações aos ficheiros Epstein. É suspeito de má conduta no exercício de funções públicas. De acordo com o jornal americano Politico, as forças de segurança suspeitam que Peter Mandelson tenha enviado documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein durante a crise financeira de 2008, altura em que era secretário de negócios do Reino Unido. A BBC avança que o governo britânico está a discutir com a polícia quais os documentos que podem ser revelados sobre o ex-embaixador. Essa divulgação está apontada para o início de março. Em Cascais, o PSD fechou o acordo com o Chega e os socialistas abandonaram a coligação. A decisão do autarca Nuno Pita Lopes foi comunicada esta segunda-feira à noite pelo Chega, em plena assembleia municipal, e deixou o Partido Socialista surpreendido. O PSD e o PS tinham um acordo de governação em Cascais. Em declarações ao Observador, o socialista João Ruivo afirma que não percebe esta decisão e defende que a Câmara Municipal de Cascais tinha estabilidade e a maioria estava garantida. João Ruivo avança que, por uma questão de coerência, o PS vai entregar as vereações que tinha assumido e romper a coligação. Entretanto, o PS já reagiu formalmente em comunicado à decisão de Nuno Pita Lopes. O partido sublinha que, por coerência e responsabilidade, não pode contribuir para um modelo de governação que envolva um partido cujas posições são incompatíveis com os valores democráticos e humanistas. O secretário-geral do PS volta a defender a aposta em políticas públicas para valorizar o interior do país. Uma sugestão que já tinha deixado no domingo de visita em Bragança. Desta vez, em Vila Real, José Luís Carneiro defendeu esta segunda-feira que há partes do país que aparentam estar esquecidas e que o Executivo necessita de ter mais atenção às medidas de apoio a essas regiões para que haja melhor futuro para quem lá vive. Sem fazer mais comentários à escolha de Luís Neves como novo Ministro da Administração Interna, o secretário-geral do PS prefere destacar as necessidades do interior.
O meu interesse hoje é falar sobre o desenvolvimento do interior. Faço já a minha declaração de interesse, portanto, é tratar dos contratos territoriais de desenvolvimento como metodologia de valorização dos recursos dos territórios. Tem a ver com os contratos territoriais de desenvolvimento, que devem integrar as infraestruturas fundamentais, devem integrar uma política fiscal, devem integrar financiamento público e financiamento privado para garantir que este espaço territorial tem vida para o futuro.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas. O secretário-geral do PS também evitou falar sobre a recandidatura ao cargo de secretário-geral. O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, pede orçamento extra ao governo e diz que são necessárias obras urgentes no sistema hidráulico do Mondego. A prioridade é garantir o bom funcionamento da agricultura na região. O autarca José Veríssimo diz que os balanços ainda não estão concluídos, mas que os danos já ultrapassam os € 2 milhões. Depois de mais de 20 dias consecutivos de cheias, pede um financiamento extraordinário do governo para obras urgentes que têm de ser executadas rapidamente. À Rádio Observador, José Veríssimo diz quais são as prioridades.
A construção do Canal da Rega, para que os agricultores não percam uma campanha agrícola. Essencialmente, é essa. E depois também queremos que sejam feitas outro tipo de obras mais, que é a questão das bombas na Erêra, para salvaguardar um pouco as pessoas e que seja feita uma vistoria a todos os diques, essencialmente o dique periférico direito, que é o que sustenta e garante um pouco alguma segurança à população de Montemor e da Erêra.
A gestão do sistema hidráulico do Mondego é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, que se comprometeu, no prazo de 15 dias, a apresentar um estudo sobre as intervenções a realizar para o Canal de Rega, que fornece água para a agricultura. É o esclarecimento do autarca.
Aquilo que o senhor presidente da APA nos transmitiu é que precisava de 15 dias para poder fazer um levantamento também mais exaustivo e a proposta que iria fazer para resolver a situação, ou que fosse definitiva ou numa fase transitória, mas pelo menos ver quais seriam as condições que a APA podia ter para minimizar os estragos e conseguir garantir a água aos agricultores, que é um aspeto bastante importante e decisivo para que se possa produzir no Vale do Mondego.
Declarações de José Veríssimo, autarca de Montemor-o-Velho, que define como prioridade assegurar a sobrevivência do setor agrícola. O presidente da República eleito vai receber esta terça-feira o primeiro-ministro, num encontro marcado para às 16h. António José Seguro recebe Luís Montenegro no Palácio Nacional de Queluz, onde tem agora um gabinete antes de tomar oficialmente posse a 9 de março e ir para Belém. O encontro desta terça-feira serve para a apresentação de cumprimentos e do programa PTRR. As últimas linhas gerais do plano para reconstruir o país depois das tempestades foram anunciadas na última sexta-feira pelo primeiro-ministro. Notícia de fecho deste jornal. Informação regressa às 14h30. Até já.