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Duas horas. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Cavaco Silva quer um governo com coragem e firmeza contra a oposição que bloqueia reformas. O antigo presidente da República e primeiro-ministro deixa ainda fortes críticas ao Chega. Refere que é um partido sem credibilidade e de quem Francisco Sá Carneiro estaria bem longe. Um artigo de opinião publicado esta sexta-feira no semanário "Expresso", Cavaco Silva apela ao governo para que tenha visão de futuro, ambição e coragem política, mas sem se deixar aprisionar pelos problemas da conjuntura. O antigo chefe de Estado reconhece que o trabalho do Executivo no contexto atual é muito difícil e que as dificuldades na aprovação de reformas são muito maiores do que na altura em que foi chefe de governo. Deixa também elogios a Joaquim Miranda Sarmento. Refere que o ministro das Finanças tem sido um garante da sustentabilidade financeira do país. Já quanto às críticas, Cavaco Silva atira ao Chega, diz que o partido de André Ventura mostra-se como uma força política desprovida de uma ideologia minimamente coerente e que usa o discurso teatral do ódio, do insulto, da calúnia e da mentira. Depois da bonança, pode vir a tempestade. Apesar do excedente orçamental, o ministro das Finanças não descarta o regresso do déficit até ao final do ano. Na tarde desta quinta-feira, o Executivo anunciou um valor superior a 2000 milhões de euros, mais do dobro do que o previsto. É o segundo maior excedente orçamental alcançado em democracia. Apesar disso, e em entrevista nesta noite à Sic Notícias, Joaquim Miranda Sarmento alerta que as tempestades e o conflito no Irão podem tornar o exercício orçamental muito exigente.
Os impactos econômicos e orçamentais deste conflito tornam o exercício orçamental muito exigente e, por isso, de forma transparente e séria, quer o senhor primeiro-ministro, quer eu próprio, já dissemos que, ao contrário daquilo que aconteceu nestes últimos dois anos, em que nós sempre afirmarmos que não haveria déficit em 25, contra muitas previsões e prognósticos, nós sempre dissemos que em 25 teríamos um resultado orçamental robusto. Nós temos que ser honestos com os portugueses e dizer o impacto das crises que tivemos no primeiro trimestre é muito significativo. Poderemos ter um ligeiro déficit orçamental.
O responsável das finanças portuguesas lembra que mesmo que haja déficit no final do ano, não significa que vá haver um desequilíbrio das contas públicas. Sobre o impacto da guerra no Médio Oriente, na economia, Joaquim Miranda Sarmento diz que já esta sexta-feira vão ser aprovadas, em sede do Conselho de Ministros, descontos sobre o gasóleo profissional e o gasóleo agrícola.
Nós admitimos, em função daquilo que for a evolução do conflito e dos impactos que venha a ter, continuar ou a aumentar estas medidas ou, eventualmente, a equacionar outras medidas. Com tempo, com reflexão, sem precipitação.
Análise de Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista esta noite à Sic Notícias, o ministro das Finanças confessou ainda não ser um particular fã do IVA zero. Vítor Melino Canas, professor constitucionalista e histórico do PS, considera que os juízes escolhidos pelo Chega são uma boa jogada para normalizar as escolhas do partido. O Chega apontou, nesta quinta-feira, o juiz Hélder Pombo para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e o juiz Paulo Ramos Faria para o Centro de Estudos Jurídicos. Vítor Melino Canas teve nesta quinta-feira entrevista na Rádio Observador, em mais um episódio do Explicador, e afirma que as escolhas são aceitáveis em grande parte dos setores.
Há aqui uma tentativa interessante da parte da liderança do Chega de normalizar ou de apresentar alguma normalização nas suas escolhas. Eu diria que, se calhar, boa parte dessas pessoas, que eu não conheço pessoalmente, parecem-me escolhas relativamente tranquilizadoras.
O antigo deputado socialista tem sido apontado como um nome indicado pelo partido para o cargo de Provedor da Justiça. Mas sobre esse tópico, apesar de ter sido questionado neste episódio do Explicador, já pode ouvir na íntegra no site do Observador, o antigo deputado Vítor Melino Canas não quis tocar no assunto. O Chega garante que tem um entendimento com o Partido Social-Democrata para os órgãos externos do Parlamento. É o que diz André Ventura, que apresentou novos nomes para os órgãos externos da Assembleia da República. A lista inclui juízes, mas também, João Gama, algumas caras bem conhecidas do partido.
Dois ministros sombra, um mais conhecido que outro. Rui Gomes da Silva tem a pasta da Justiça, é advogado, foi deputado em seis legislaturas, ministro do PSD no governo de Santana Lopes e também uma carreira no futebol, será indicado pelo Chega para o Conselho Superior da Magistratura. Já o currículo de Fernando Silva é mais curto. O ministro da Administração Interna, sombra do Chega, é advogado e professor de Direito Penal, será indicado para o Conselho Superior do Ministério Público. Nesta lista, há dois novos juízes. Hélder Pombo é indicado para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Ao Observador, o juiz de Direito no Tribunal Tributário de Lisboa diz que quer dar um empurrão, que acredita que a Justiça está a precisar.
Espero poder contribuir para a Justiça em Portugal. No fundo, é isto. Nós temos uma missão, eu sou juiz
Não sou político, sou juiz de carreira e espero conseguir contribuir para o melhor estado da justiça em Portugal. Isto é que é importante, é a nossa missão, é melhorar a justiça, e que ela bem precisa que haja melhoras.
Além de Hélder Pombo, Paulo Ramos Faria é o juiz indicado para o Centro de Estudos Judiciários, é juiz desembargador desde 2023 na secção da Relação de Lisboa, curiosamente presidida por Luís Brito de Lameiras, que é o nome do Chega para o Tribunal Constitucional. Para a Associação Sindical de Juízes, Paulo Ramos Faria não só é um excelente magistrado como uma pessoa altamente moderada e tranquila. Jornalista João Gama a dar-nos a conhecer os perfis dos novos nomes indicados pelo Chega para os órgãos externos da Assembleia da República. A eurodeputada do PS, Ana Catarina Mendes, discorda da forma como José Luís Carneiro está a fazer oposição ao PSD. Em entrevista ao Observador, Ana Catarina Mendes não critica o conteúdo das propostas socialistas, mas sim discorda da forma como são apresentadas ao país. Questionada sobre a carta escrita ao primeiro-ministro, a eurodeputada do PS diz que não gosta desse estilo de oposição.
É um estilo que eu não adotaria, mas é o estilo que o secretário-geral do Partido Socialista adotou. Isso não exclui e nem diminui aquilo que deve ser o papel do Partido Socialista na oposição, como lhe digo. Há tantos problemas para nós falarmos, que mais do que estarmos a falar sobre a forma, é falar sobre o que é que vai sair do Congresso do Partido Socialista para resolver os problemas das pessoas.
Ana Catarina Mendes no programa "Vixi Suave", da Rádio Observador, onde também comentou a visita do secretário-geral do PS à Venezuela. A eurodeputada garante que não iria até Caracas nesta altura, embora diga compreender a vontade de José Luís Carneiro de estar com a comunidade portuguesa.
Eu, no lugar do secretário-geral do Partido Socialista, talvez não tivesse ido neste momento, mas entendo a sua vontade de estar junto da comunidade.
A eurodeputada do PS em entrevista à "Vixi Suave" antes do Congresso Socialista, que acontece já este fim de semana em Viseu. O arranque dos trabalhos vai ficar marcado, neste caso, será com um discurso de José Luís Carneiro. Os militantes socialistas vão apresentar 50 moções setoriais, estando entre os temas a necessidade de avançar para a regionalização, respostas também na habitação, migrações e questões internas do partido. No Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão considera que o país tem direito legal de bloquear embarcações inimigas no Estreito de Ormuz. Segundo uma reportagem da Agência de Notícias estatal Fars, o responsável iraniano esteve numa conversa telefónica com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Aragachi afirmou que a atual insegurança no estreito de Ormuz é resultado direto da violação da lei e da agressão por parte dos Estados Unidos e de Israel. O ministro iraniano referiu ainda que as autoridades de Teerão estão cientes das responsabilidades em garantir a segurança no Estreito. No entanto, o governante reforça que os iranianos adotaram as medidas necessárias. E no desporto, Portugal tem jogo marcado para a madrugada de sábado para domingo, 02h, frente à seleção do México. Francisco Conceição falou nesta quinta-feira aos jornalistas, alerta para uma seleção mexicana que vai meter Portugal à prova. A equipa das Quinas já está em Cancún, realizou o segundo treino em território mexicano, com vista a esse jogo particular. Francisco Conceição diz que estas partidas são um ótimo teste para os jogadores se adaptarem, tanto ao clima como ao ambiente, mas para o jogador da Juventus, o que mais importa é representar a seleção portuguesa.
Estamos a representar o nosso país e para nós não há jogos amigáveis. Cada jogo é defender aquilo que são as nossas cores, a nossa nação. E acho que no sábado à noite estaremos preparadíssimos e com seriedade máxima para poder ganhar este jogo.
15 minutos abertos à comunicação social. Tanto João Neves como Pedro Gonçalves já estiveram às ordens do selecionador Roberto Martínez. A partida entre Portugal e a seleção no México ocorre já na madrugada de sábado para domingo, 02h, no mítico Estádio Azteca. Vai ter relato e comentário aqui na Rádio Observador. Vamos ouvir mais declarações de Francisco Conceição às 06h20, em mais um episódio do "Vamos à Bola". O noticiário da Rádio Observador fica por aqui. Informação regressa às 14h30.