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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. São 3 da manhã, tempo de atualizar a informação. O IP3 já reabriu oito horas depois de um pesado de mercadorias se ter incendiado. O IP3 esteve cortado nos dois sentidos desde as 16h30 desta segunda-feira. Pouco antes da 00h30, o trânsito foi reaberto, já depois de terminados os trabalhos de combate às chamas. Para o local foram mobilizados 13 veículos e mais de 30 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, de Mortágua e também a Guarda Nacional Republicana. Ainda cortada está a A23, na zona da Guarda, 11 horas depois do despiste de um caminhão. O acidente ocorreu ao início da tarde desta segunda-feira. Fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda disse que, por volta da 00h30, a circulação permanecia cortada entre os nós de Belmonte e da Benospera, no sentido Covilhã-Guarda, para permitir a remoção da via do caminhão e também da carga que transportava. Para já não há previsão da reabertura da via. O trânsito está a ser desviado para a Estrada Nacional 18, no nó de Belmonte da A23. Na política, o governo recorda a vontade de regular o reagrupamento familiar de imigrantes com limitações à capacidade do país. Uma posição deixada pelo ministro da Presidência através da rede social X. Leitão Amaro fala em fake news. Isto depois de o Chega ter anunciado que iria apresentar um projeto de resolução para suspender temporariamente o reagrupamento familiar, que segundo André Ventura, vai fazer com que Portugal deixe entrar mais de 500 mil imigrantes. Leitão Amaro diz ser falso que o governo tenha anunciado chegadas a milhares, pelo menos, pelo reagrupamento familiar. O ministro da Presidência recorda que a proposta do governo na campanha eleitoral já contemplava uma mudança da lei para limitar o reagrupamento familiar à capacidade de integração do país. Assim, o Executivo liderado por Luís Montenegro compromete-se a regular e a ajustar a abertura dos canais de entrada para cidadãos da CPLP e do reagrupamento familiar. Já a Associação Solidariedade Imigrante diz que a proposta do Chega de suspender o reagrupamento de imigrantes é desumana. O presidente da associação, Timóteo Macedo, alerta o governo para aquilo que considera ser uma armadilha do Chega. Em causa, um pedido do partido de André Ventura, que quer que o governo suspenda, de forma temporária, o reagrupamento familiar de imigrantes. A Associação Solidariedade Imigrante defende que o reagrupamento familiar não é uma invasão, mas sim um direito dos imigrantes.
Eu quero lembrar que este governo disse aquilo que nós sempre defendemos, que o reagrupamento familiar é fundamental para a integração dos imigrantes em Portugal. Nós esperamos que o governo não caia nesta armadilha. Não se trata de nenhuma invasão. Trata-se de um direito, que é um direito das pessoas viverem em família. Eu gostaria de perguntar se alguém gostaria de ser separado, viver separado da família. E Portugal não pode impedir que isto aconteça. Portanto, temos que combater essas políticas, que são políticas cruéis, que maltratam as pessoas, que não são humanistas.
Declarações de Timóteo Macedo à Rádio Observador. O presidente da Associação Solidariedade Imigrante revela ainda que está marcada uma reunião com a AIMA para expor os atuais problemas dos imigrantes em Portugal. Já André Ventura acredita que através do reagrupamento familiar podem entrar mais 500 mil estrangeiros em Portugal, algo que considera inaceitável.
À semelhança do que a Áustria fez nos últimos dias, nós vamos solicitar ao governo que bloqueie e suspenda o reagrupamento familiar, que está a pensar que possa acontecer nos próximos meses. Nós temos a estimativa de até meio milhão de pessoas que podem entrar em Portugal nos próximos meses. Meio milhão de pessoas é absolutamente inaceitável.
Declarações de André Ventura numa visita a Loures. O líder do Chega acusa a autarquia de inação no caso de um armazém desta cidade que serve de habitação ilegal e culpa também as políticas aplicadas no passado pelo Partido Socialista, mas sem deixar de lado a ineficácia que diz encontrar no Executivo de Luís Montenegro. E na véspera do feriado de 10 de junho, Marcelo Rebelo de Sousa abordou uma das marcas dos dois mandatos que cumpriu em Belém. Nunca a relação de um chefe de Estado com a gastronomia foi tão midiática como no caso do presidente em exercício, uma reflexão partilhada ao mesmo tempo que Marcelo Rebelo de Sousa degustava um salgado.
Eu sei que isto não é muito próprio, comer em frente às câmaras, mas não era há 20 anos, pois transformou-se num clássico. O primeiro, que é pioneiro, foi muito criticado, injustamente criticado. Tinha bom gosto, era bom de lei e corria bem. Eu sou mais variado gastronomicamente e, portanto, passou a ser normal.
Embalado pelos sabores da iguaria servida numa das bancas presentes na exposição das Forças Armadas, no âmbito das celebrações do 10 de junho, o presidente da República levantou um pouco do véu sobre o balanço que faz dos dois mandatos em Belém.
Eu tive que ser polivalente, mas não julgo os meus gostos. A pandemia, o Vincent, um pouco de tudo.
Um aperitivo para o balanço mais substancial que há de ser feito no trabalho do presidente, dos afetos e dos prazeres da gastronomia, mas não só deste tipo de metáforas ficaram resumidas as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa ao longo desta segunda-feira. Houve também espaço para recados ao governo, em causa a prometida reforma do Estado. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o Executivo liderado por Luís Montenegro deve legislar para combater a burocracia. O presidente espera uma aceleração da execução de investimento do país. Em causa está, por exemplo, o plano da recuperação da resiliência, que, diz Marcelo, está a ficar para trás.
O PRL está a patinar em muitos casos, a demorar muito tempo, porque é uma burocracia tal que nós, em vez de estarmos a gastar por semana €200 milhões, neste sentido, no terreno, estamos em 100, 60, 80, 70.
Marcelo Rebelo de Sousa falou também do investimento no setor da defesa. O governo antecipou a meta de gastar 2% do PIB até ao final deste ano. Na mesma linha de Luís Montenegro, o presidente descarta a necessidade de um orçamento retificativo. Seguimos para a atualidade internacional. O Pentágono norte-americano planeia o envio de cerca de 700 fuzileiros para a cidade de Los Angeles para apoiar os militares da Guarda Nacional na resposta aos protestos contra a detenção de imigrantes. De acordo com a agência AP, que obteve junto de três fontes anônimas a confirmação desta decisão, os militares vão partir da base em Twentynine Palms, no deserto do sul da Califórnia, para a maior cidade do Estado. O envio destes militares foi inicialmente noticiado pela CNN, que também apontou o envio de 700 efetivos, embora alguns mídia apontem para um número de um dispositivo inferior. O governo de Israel acusa ativistas do navio de promoverem ativismo de Instagram. As autoridades israelitas afirmaram que o navio Madeline, que foi interceptado, transportava menos do que um caminhão cheio de ajuda humanitária. Garantem que não se trata de ajuda, e sim de ativismo do Instagram. David Mencer, porta-voz do governo israelita, citado pela Al Jazeera, sublinhou que Israel entregou mais de 1200 caminhões nas últimas duas semanas. O veleiro Madeline atracou em Israel, o navio humanitário onde seguia Greta Thunberg e outros 11 ativistas. Numa publicação na rede social X, o Ministro dos Negócios Estrangeiros israelitas confirmou que o veleiro atracou no porto de Ashdod e que os passageiros estão a passar por exames médicos. A Fundação Hind Rajab apresentou uma queixa formal na Unidade de Crimes de Guerra da Polícia Metropolitana de Londres pela intercessão do barco com o pavilhão britânico Madeline. A embarcação foi assaltada por militares israelitas quando se dirigia para a Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária. Esta queixa nomeia concretamente a Unidade de Forças Especiais, que fez o assalto, e o vice-almirante David Saar Salama como comandante da armada israelita, segundo um comunicado da própria fundação. A organização recorda ainda que o Madeline transportava produtos médicos e alimentares, além de leite para as crianças, e realça que o ataque ocorreu a 60 milhas náuticas da costa. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, às 15h30 com a síntese.