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São três horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. José Luís Carneiro aconselha o governo a reunir-se rapidamente com os setores afetados pelas tarifas de Donald Trump. José Luís Carneiro diz que é preciso estudar já as medidas de mitigação.

Os impactos da política tarifária dos Estados Unidos vão sentir-se em toda a União Europeia e também em Portugal. Aliás, já havia uma previsão de que com taxas de 10%, a Europa em 2025 poderia ter uma quebra do seu produto, da sua riqueza, de cerca de 30%. E calculava-se que pra 2026, a perda de rendimento europeu podia chegar aos cerca de 50%, o que significa que com taxas de 30%, os impactos vão ser muito significativos. É muito importante que o governo possa ter respostas, nomeadamente para os setores que aqui são tão importantes como aqueles setores aqui nesta região, do têxtil, do vestuário, do calçado.

As palavras do líder do PS na apresentação de candidatura dum candidato socialista à autarquia de Lousada. José Luís Carneiro lembrou que há vários meses que se ouve falar, por parte dos Estados Unidos, da possibilidade de adoção de tarifas, e por isso defende que o governo deve ter já um plano preparado para fazer face aos possíveis impactos econômicos. Já quanto à polêmica relacionada com a utilização de helicópteros da Força Aérea para transporte de doentes no Serviço Nacional de Saúde, José Luís Carneiro acusa o governo de criar um espetáculo degradante com os setores da defesa e também da saúde. O secretário-geral do PS promete apresentar uma resposta para a coordenação da emergência hospitalar e considera que o país está pior do que quando o PS estava em funções governativas.

Como se vê, hoje estamos muito pior do que aquilo que estávamos quando o governo do Partido Socialista estava no exercício de funções, e assistimos a um espetáculo degradante de várias estruturas do Estado a empurrarem as suas responsabilidades de uns para os outros, da defesa pra saúde, da saúde pra defesa, e a falta de um plano estruturado relativo às emergências hospitalares. Quero dizer que esse é um dos temas que levaremos ao debate do Estado da Nação, mas vou dizer ao senhor Primeiro-ministro que se não tiver o governo a competência pra apresentar uma resposta, o Partido Socialista vai apresentar uma resposta pra coordenação da emergência hospitalar.

Declarações de José Luís Carneiro na tarde de domingo, em Lousada, num evento do Partido Socialista rumo às eleições autárquicas. Falando também de autárquicas, a Iniciativa Liberal aprovou mais de 14 coligações com o PSD, incluindo Coimbra, Sintra e Vila Nova de Gaia. Neste momento, o acordo por Lisboa ainda não está fechado. O Conselho Nacional da Iniciativa Liberal aprovou este domingo um segundo lote de candidaturas autárquicas. Incluem 30 candidaturas próprias, entre as quais a do antigo líder, o líder missionário da Iniciativa Liberal, assim é que é, à Câmara Municipal de Braga, a candidatura de Rui Rocha ao município de Braga, e 14 em coligação. De acordo com informação enviada por ponto oficial dos liberais, entre as autarquias a que o partido concorre, em coligação, encontram-se, por exemplo, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Sintra, Beja e também Faro. Apesar das várias alianças aprovadas dum lado do PSD e também com várias em que se inclui também o CDS, continua a não estar aprovada uma coligação para Lisboa. Na última convenção nacional do partido, Mariana Leitão assumiu algumas reservas em relação a esta possível coligação para a capital portuguesa. Acusa o atual autarca, Carlos Moedas, de não ter feito um trabalho excepcional, mas reconhece que uma aliança seria o mais sensato a ser feito, no caso de existir uma frente de esquerda. Mariana Mortágua diz que o governo ignora o elefante na sala, que são as casas vazias. A coordenadora do Bloco de Esquerda acusa o executivo de Montenegro de ignorar 250 mil casas que se encontram vazias e prontas a habitar. A líder do Bloco de Esquerda recordava um estudo do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, divulgado este domingo no JN e no Jornal Público, que dava conta dessas mesmas casas que não estão no mercado de venda ou arrendamento, mas que se encontram em bom estado para habitar. Mariana Mortágua acusa agora o governo, mas também o Partido Socialista, de evitarem falar deste assunto.

250 mil casas vazias. E o governo e os partidos do PS à direita dizem-nos que vão resolver o problema da habitação, ignorando o elefante no meio da sala, que são as 250 mil casas prontas a habitar e vazias. E elas não estão nas aldeias. Elas estão em Coimbra, elas estão em Lisboa, elas estão no Porto, elas estão em Braga. E ninguém tem a coragem de olhar pras casas vazias e dizer como é que nós resolvemos este problema.

Declarações da coordenadora do Bloco de Esquerda, à margem de uma sessão de encerramento do Fórum de Ideias e Propostas na cidade de Coimbra, com o mote "Mudar Mesmo". Também da saúde, a deputada única do Bloco de Esquerda acusa o governo de ter como plano apenas entregar o SNS ao setor privado. As jornadas parlamentares do PSD arrancam esta segunda-feira na cidade de Évora, com o candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, como convidado ao jantar. Estes debates, organizados também em conjunto com a bancada parlamentar do CDS, têm como lema "Transformar Portugal" e vão contar com a presença de caras bem conhecidas do universo social-democrata, como o agora autarca da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, e também o candidato autárquico à Câmara Municipal do Porto Pedro Duarte. A sessão de encerramento, já na terça-feira, está a cargo do primeiro-ministro Luís Montenegro. O ex-motorista do antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, conhece esta segunda-feira a sentença do Tribunal de Évora. Em causa está o atropelamento que remonta a 18 de junho de 2021, quando a viatura oficial em que seguia Eduardo Cabrita, conduzida por Marco Pontes, atropelou mortalmente Nuno Santos, de 43 anos, um trabalhador de uma empresa que fazia manutenção à Autoestrada seis. Marco Pontes é o único arguido do processo e responde pela prática de um crime de homicídio por negligência grosseira. A presidente da Câmara de Matosinhos diz que é necessário mão pesada para evitar mais situações de descargas de resíduos nos rios, como é o caso da empresa Lactogal, no rio Onda. Em causa está a poluição neste rio, em que a APA alertava que se deviam a descargas de resíduos por parte da Lactogal. Em entrevista este domingo à Rádio Observador, Luísa Salgueiro explica que a autarquia já tinha pedido à Agência Portuguesa do Ambiente para apurar a autoria das descargas. De acordo com a presidente da Câmara, a APA já participou a situação ao Ministério Público e abriu processos para punir a empresa. Luísa Salgueiro admite ainda que o diretor desta empresa, da Lactogal, já pediu desculpas à autarquia. Ainda assim, a presidente fala de uma ocorrência muito grave que não tem justificação.

Nada justifica que uma empresa lance para um curso d'água uma carga poluente como aquela, que matou a fauna e foi absolutamente notório o efeito, o impacto negativo que aquela descarga trouxe. Nada justifica isso. A empresa não consegue, tem que resolver. Não é a população que há de ser prejudicada por uma decisão dessas. Alguém decidiu lançar aquilo. E, portanto, a Câmara de Matosinhos repudia essas atitudes e exige, mais uma vez, que sejam tomadas todas as medidas para que não se repitam situações como esta, que destroem anos de trabalho.

As palavras de Luísa Salgueiro, em entrevista à Rádio Observador. A autarca explica ainda que a interdição das praias, devido à contaminação da água, causa danos à imagem de sustentabilidade do Conselho. Diz também que é preciso uma fiscalização rigorosa e com procedimentos legais e exigentes. Ora, a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu mais um comunicado por causa das descargas da Lactogal no rio Onda. As descargas que levaram a APA a desaconselhar, desde sexta-feira, banhos nas praias de Angueiras Norte, em Matosinhos, e do Labruge, em Vila do Conde. Os resultados preliminares de uma análise desta agência indicaram que a alteração significativa da qualidade da água no rio Onda está presumivelmente associada às descargas da empresa Lactogal. A empresa lamenta a situação e reforça que mantém o total compromisso em colaborar com as autoridades competentes para resolver rapidamente o problema. A Lactogal aponta também para uma ocorrência causada por resíduos orgânicos. Hoje, no "Inópi Toro", a Agência Portuguesa do Ambiente vem contrariar a empresa Lactogal.

É uma guerra de comunicados. Hoje, a Agência Portuguesa do Ambiente quis contrariar a Lactogal quanto à classificação dos resíduos que foram descarregados no rio Onda. A Lactogal chegou a defender que são resíduos orgânicos e também que existe uma barreira técnica e regulamentar na gestão dos resíduos. No entanto, a APA tem outra versão. Diz à agência que os resíduos são perigosos e que não estão abrangidos pela lista verde. Falamos aqui de uma lista prevista no regulamento europeu que permitiria a circulação de resíduos entre países na União Europeia sem procedimento de notificação. A APA vai mais longe. No comunicado, refere que o próprio operador espanhol, que é destinatário dos resíduos, já reconheceu, no início deste mês, que esses resíduos se encontram abrangidos pela lista laranja e, por causa disso, até solicitou à APA as instruções formais para cumprir o procedimento de notificação. É dito também que esta informação tinha sido transmitida à Lactogal. Por tudo isto, a Agência Portuguesa do Ambiente quer uma fiscalização rigorosa. No comunicado, a agência diz que tem total disponibilidade para apoiar a tramitação do processo e, por fim, revela que está agendada uma reunião com a Lactogal no próximo dia 15 de julho, terça-feira, com o objetivo de obter o esclarecimento técnico e conseguir uma regularização formal da situação.

Ficam aqui resumidos os problemas no rio Onda depois de descargas da Lactogal. A Agência Portuguesa do Ambiente quer uma fiscalização rigorosa. No desporto, Borja Sainz é o novo reforço do Futebol Clube do Porto. O extremo-esquerdo espanhol assina um contrato com os Dragões até 2030. Sainz, de 24 anos, chega proveniente dos ingleses do Norwich City, que militava e que milita ainda na segunda divisão britânica, numa transferência que pode ultrapassar os 15 milhões de euros. Na reação a esta contratação, o team manager dos Dragões, Jorge Costa, afirma que o jogador já era um alvo antigo dos azuis e brancos.

Um jogador desconcertante, que faz coisas diferentes, um ala à moda antiga e que certamente vai entusiasmar e de que maneira os nossos adeptos. Um jogador que nós seguimos há algum tempo e que, felizmente, vai fazer parte do nosso plantel. Vem de encontro àquilo que o nosso presidente disse. Queremos uma equipa forte, acho que estamos a construir, com o intuito e com a esperança de termos um ano de sucesso.

Declarações de Jorge Costa aos canais oficiais do clube, no momento da apresentação de Borja Sainz. O extremo espanhol junta-se assim aos já reforços do Futebol Clube do Porto, Gabri Veiga, Domink Perpić e João Costa. Relembrar que este Futebol Clube do Porto tem novo treinador, é o italiano Francesco Farioli. Ponto final neste noticiário das 03:00. O meu nome é João Lourenço. Regresso dentro de meia hora para a cintia informativa. Até lá, aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.