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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Ricardo Leão diz que justiça social não é dar a quem grita mais e pede ajuda ao governo para resolver problemas como o caso das barracas em Loures. Através de um vídeo de sete minutos nas redes sociais, o autarca da Área Metropolitana de Lisboa lembra que não foi a primeira intervenção, nem será a última, adiantando que a autarquia já demoliu, desde 2021, cerca de 250 construções idênticas. Leão pede ajuda ao governo para solucionar este problema e afirma que o caso das barracas não está apenas em Loures.

"Esta não é uma questão local, é uma realidade que se repete em muitos conselhos da Área Metropolitana de Lisboa. É um tema complexo, sim, e que exige responsabilidade partilhada com o próprio governo, cooperação entre os municípios, planos estruturados com critérios claros, justiça social e integração. A Câmara Municipal não foge às suas responsabilidades, mas também não pode continuar a ser deixada sozinha perante estes problemas estruturais."

Ricardo Leão esclarece que as construções ilegais colocam em causa a dignidade das pessoas. O autarca anuncia que não vai aceitar que movimentos políticos ou figuras públicas se aproveitem da pobreza e da fragilidade de algumas pessoas.

"Não posso aceitar que movimentos políticos ou figuras públicas se aproveitem da pobreza e da fragilidade de algumas pessoas apenas para ganhar protagonismo ou alimentar causas populistas. As construções ilegais são inaceitáveis, colocam em causa a segurança, a salubridade e dignidade das pessoas. E perante este problema, exige seriedade, decisão e capacidade de ação para repor a legalidade e justiça a que estou comprometido."

As palavras de Ricardo Leão num vídeo nas redes sociais, publicado ao final da noite. A autarquia socialista de Loures iniciou, na passada segunda-feira, uma operação de demolição de 64 habitações precárias, onde vivem mais de 160 pessoas. Uma operação interrompida por uma providência cautelar interposta por uma advogada em representação de 14 moradores do bairro. Acerca deste tema, a Procuradoria-Geral da República confirma a abertura de um inquérito sobre o processo de demolição destas casas. A abertura do inquérito surge depois da autora da Lei de Bases da Habitação, Helena Roseta, ter dito que ia avançar com uma denúncia ao Ministério Público contra a Câmara de Loures por abuso de poder nas operações de demolição de casas precárias no bairro do Talude Militar, em Loures. O advogado Miguel Matias admite não encontrar sentido no inquérito da Procuradoria-Geral da República sobre o processo de demolição destas casas. Em declaração à Rádio Observador, diz acreditar que os moradores foram notificados atempadamente sobre as demolições e sublinha o papel da Câmara Municipal de Loures, que está a encontrar alternativas habitacionais para os desalojados.

"Sinceramente, não percebo porque as demolições efetuadas, perdoa-me a palavra, às barracas, foram notificadas, certamente, dentro do devido tempo. E eu sei que a Câmara de Loures está a providenciar para arranjar colocação às pessoas que ficaram desalojadas das suas habitações. Portanto, eu percebo que há aqui um equilíbrio que tem que ser encontrado entre aquilo que é um direito condigno a ter um teto e o direito condigno também, e o dever, aliás, da Câmara Municipal de Loures, de agir de acordo com a lei."

Miguel Matias diz ainda que deveriam ter sido esclarecidas pela Procuradoria-Geral da República, em comunicado, as possíveis acusações que a autarquia de Loures poderá vir a enfrentar. Ainda assim, acredita que em causa possam estar crimes como o abuso de poder, que poderá levar à perda de cargos autárquicos, mas também a nível operacional. Mudamos de tema. O ministro das Infraestruturas critica as tentativas de privatização e nacionalização da TAP nos últimos anos. Na grande entrevista da RTP3, esta noite, Miguel Pinto Luz aponta que as negociações dos últimos anos não têm sido benéficas nem para a companhia aérea, nem para o Estado.

A TAP tem sido ziguezagues permanentes. Há um partido que privatiza, o outro nacionaliza. Há um partido que nacionaliza, o outro privatiza.

E isso é o pior para a companhia?

Não, é o pior para a companhia, é o pior para a credibilidade do Estado, para a confiança dos mercados, para a confiança dos investidores em Portugal. Isso tem que acabar. E agora acaba.

Já quanto à habitação, Miguel Pinto Luz acusa o PS de não responder ao aumento de população que precisava de casa e acrescenta que o governo vai fazer o maior plano de investimento público em habitação. Falamos agora das alterações à Lei de Estrangeiros, que foram hoje aprovadas no Parlamento. O presidente da República diz que quer uma resposta à atual situação, que considera insustentável, mas sem que se caia no outro extremo. Marcelo Rebelo de Sousa diz que ainda vai avaliar se promulga ou não a nova Lei de Estrangeiros. À margem de uma comemoração da Diocese de Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa explicou aos jornalistas que não assistiu ao debate desta tarde na Assembleia da República. Ainda assim, o chefe de Estado assegura que vai fazer uma avaliação rigorosa da proposta.

A lei foi votada hoje. Eu não assisti ao debate, não conheço a versão votada, que teve alterações, ao que parece, no final. Há de chegar às minhas mãos e se encontrar que há um equilíbrio geral e não há nenhum ponto pormenor que me impressiona politicamente de forma negativa, eu assino, promulgo

Se entender que tenho dúvidas nalguns aspetos quanto ao seu conteúdo, devolvo à Assembleia e peço: "Olhe, vejam lá isto. É mesmo para ser assim ou pode conhecer-se outra fórmula?"

Marcelo Rebelo de Sousa garante ainda estar disponível para receber todos os partidos, da direita à esquerda. Quanto às demolições de habitações precárias num bairro em Loures, o Presidente da República defende que deve ser apurada a situação das pessoas afetadas e encontradas soluções efetivas e duradouras para evitar uma sensação de remendos. Em Lisboa, Carlos Moedas considera que os lisboetas têm de escolher entre uma visão moderada ou radical. Um apelo feito durante a apresentação da recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa, num evento na Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, na capital portuguesa. O candidato deixou algumas promessas, como um plano de segurança conjunto com o governo para a cidade de Lisboa. O PSD vai avançar na capital portuguesa, coligado com o CDS e com a Iniciativa Liberal. Mas Carlos Moedas também pisca o olho aos socialistas. António José Soares.

Um dia depois de ter anunciado uma coligação entre PSD, CDS e a Iniciativa Liberal para a Câmara de Lisboa, Carlos Moedas apela agora ao voto dos socialistas moderados. No discurso de recandidatura, o autarca diz que em outubro os lisboetas vão ter que fazer uma escolha simples.

Entre a moderação, a moderação de quem sonha e quem faz, e o radicalismo. O radicalismo que já conseguiu minar uma grande parte do Partido Socialista, que prejudicou o país e que agora quer trazer esse modelo falido para Lisboa. Por isso, meus amigos, eu tenho uma mensagem, e uma mensagem muito importante. Tenho uma mensagem para aqueles socialistas moderados que sabem que em mim têm um porto seguro em Lisboa. Para eles também, aqui estamos, para aqueles que são moderados, para aqueles que estão conosco e que vêm de tantos outros partidos.

Moedas aproveitou ainda a presença de Luís Montenegro na Estufa Fria para anunciar um plano de segurança conjunto com o governo para Lisboa.

A responsabilidade da segurança é do governo, é verdade. Mas por isso, em conjunto, e o senhor primeiro-ministro deu-me todo o apoio, vamos ter um plano de ação de segurança para Lisboa. Vamos ter um plano de ação em que vamos ter mais polícia em Lisboa. O governo não nos vai falhar. Vamos conseguir. Em que vamos ter mais gente, em que vamos ter, pela primeira vez, guardas noturnos, em que vamos continuar a pôr câmaras de videoproteção e continuaremos a investir no policiamento comunitário.

O agora recandidato à Câmara Municipal de Lisboa deu os parabéns ao primeiro-ministro pelo trabalho que tem feito na imigração e promete não tolerar quem faz da imigração ilegal um negócio. Já na área da habitação, Carlos Moedas anuncia a criação de novos bairros lisboetas.

Do Vale de Santo António, 2.400 novas casas, oito hectares de Parque Verde. O Vale de Chelas, que vai traduzir em 2 mil novas casas, 65 hectares de espaços verdes, os 10 hectares do Casal do Pinto, os seis hectares da Quinta do Ferro, que já estamos a construir.

Ainda nesta área, Carlos Moedas promete criar projetos de habitação dedicados aos mais jovens nos bairros históricos da capital.

O jornalista António José Soares, com algumas das ideias do discurso de recandidatura de Carlos Moedas à Câmara Municipal de Lisboa. O acordo de coligação entre PSD, CDS e Iniciativa Liberal na capital para as autárquicas vai ser formalizado na próxima semana. Na saúde, o diretor executivo do SNS promete que este verão a situação das urgências vai ser melhor do que no ano passado. Na entrevista à RTP, Álvaro Almeida garante que o problema das urgências pediátricas já foi resolvido, embora admita que não pode solucionar todos os problemas, o diretor executivo do SNS assegura que vai ser um verão melhor do que o do ano passado.

Não posso garantir que os problemas estão todos resolvidos, que obviamente, isso não posso garantir. Agora, que a situação será menos má do que no ano passado, será melhor do que no ano passado, sim, podemos garantir. Temos todos os mecanismos para conseguir que isso aconteça.

Relativamente ao médico dermatologista, que ganhou €400 mil em cirurgias adicionais, Álvaro Almeida considera que a situação não é normal, mas não está surpreendido.

De facto, não parece normal. Ganhar €400 mil num ano, não sendo normal, não é necessariamente surpreendente. Provavelmente, terá ocorrido alguma irregularidade. Para começar, há uma irregularidade que não devia ter acontecido, que é ser o próprio médico que marca as cirurgias, faz a cirurgia e codifica a cirurgia. A mesma pessoa fazer as três coisas não é suposto, não é assim que deve funcionar.

Álvaro Santos de Almeida diz que vai mudar a gestão do atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para a cirurgia, o SIGIC, mas diz que a mudança já estava a ser feita antes do conhecimento destes casos. No desporto, Luís Freire é o novo treinador do futebol da Seleção Nacional de Sub-21. O ex-técnico do Vitória Sport Club assume o cargo que estava ocupado há 15 anos por Rui Jorge. A substituição foi oficializada esta noite pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença. Aos 39 anos, o novo selecionador nacional de Sub-21 tem pela frente vários desafios, como a conquista do Campeonato Europeu da categoria, já em 2027, e também a qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, já em 2028. Ponto final neste noticiário das três da manhã. Regresso dentro de meia hora para a síntese informativa. Até lá, continue com a Rádio Observador.