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Três horas. Começamos pelo mau tempo. Neste sábado, a Proteção Civil registou 880 ocorrências até às 10 da noite. As regiões mais afetadas foram a área metropolitana do Porto, seguida da região do Algarve e de Aveiro. O comandante Rui Oliveira faz um balanço das ocorrências.

Relativamente àquilo que são as ocorrências no dia de hoje, desde as 0h até às 18h, dia 15, há a registrar um total de 815 ocorrências, sendo que destas, o maior número, 506, diz respeito a situações de inundação. Depois temos também um número significativo, 103, de limpezas de via, 97 quedas de árvore, 54 quedas de estruturas e 50 relacionadas com movimentos de massa, portanto, deslizamentos de terras. Destas ocorrências, a maioria registraram-se na área metropolitana do Porto com 231, seguido depois da região do Algarve com 149 e região de Aveiro com 96.

Um balanço da Proteção Civil à Rádio Observador. Durante o dia estiveram empenhados mais de 2500 operacionais, apoiados por mais de mil meios terrestres. Este sábado, o mau tempo provocou 28 feridos e uma vítima mortal. Além desta morte num parque de campismo, foi também afetado um empreendimento turístico pelo mini tornado registado pelo IPMA. Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas. O diretor-geral desse estabelecimento, Daniel Gama, detalha aos jornalistas um cenário de caos.

Feridos foram 25. Foram três staff com feridos ligeiros, e todos eles ligeiros, incluindo os clientes. A notícia que temos, o mais grave foi uma senhora com uma perna farta.

E há crianças também entre os feridos.

Também há crianças com pequenos golpes. Só um dos nossos funcionários é que tem um traumatismo nos tornozelos, que estava num buggy que voou. Foi uma hora de ponta do pequeno-almoço, portanto, isso eram 10h05, e realmente foi uma situação daquilo que me descreveram, absolutamente caótica. Houve pessoas que foram levadas pelo vento, voavam dentro do restaurante com o vento.

Daniel Gama, que explica que os trabalhos de remoção do entulho do hotel deverão estar terminados até segunda-feira. O secretário-geral da UGT acusa o governo de ter encostado a estrutura sindical à parede e ameaça avançar com dois dias de greve geral, caso o governo não ceda no Código de Trabalho. Uma ameaça deixada por Mário Mourão, secretário-geral da UGT, em entrevista à Antena Um e ao Jornal de Negócios, um protesto convocado pela CGTP e UGT, que inicialmente estava convocado para apenas um dia, 11 de dezembro, e que agora pode estender-se para dois. São ameaças que surgem depois do governo enviar um documento à UGT, em que admitia mais cedências. Ora, Mário Mourão, secretário-geral da Unidade Sindical, diz que não podem aceitar as mudanças propostas pelo governo. Considera que este é o momento do executivo de Luís Montenegro escutar.

A melhor coisa que poderia acontecer pra UGT não avançar pra greve é que todos refletíssemos se não era o momento de parar. Eu digo: "Pare, escute e reflita". Se o governo entendesse: "Vamos recapitular, vamos ver quais são as linhas que nós devemos e até onde podemos ir, parte a parte. E vamos parar isto agora. Vamos dar mais tempo a isto".

A UGT deixa assim o futuro nas mãos do governo. Ainda sobre a lei laboral e sobre a greve convocada para 11 de dezembro, André Ventura aponta a culpa para o governo. O presidente do Chega diz que o executivo não tem conseguido dialogar com os sindicatos, algo que considera que devia ter sido feito há muito mais tempo.

Esta matéria devia ter sido negociada ponto a ponto, passo a passo, desde o início do verão. A quê que eu me estou a referir? Estou a referir-me a questões que estão agora a gerar alguma revolta da parte dos setores laborais e que podiam ter sido negociadas. A questão do banco de horas podia ter sido trabalhada e negociada, a questão dos contratos terem a forma escrita, que é uma evidência que o governo queria gerar flexibilidade, nós também entendemos que sim, mas uma coisa é flexibilidade, outra é arbitrariedade. Isto não foi feito a tempo e o governo meteu isto agora de forma atabalhoada no meio deste período e agora diz assim: "Bom, agora ou se aprova ou há greve e há confronto". As coisas não são assim.

Declarações de André Ventura aos jornalistas em Vila Nova de Gaia. Nas eleições presidenciais, Luís Marques Mendes garante que vai ser um facilitador de consensos. Uma posição defendida pelo candidato presidencial, em entrevista à CNN Portugal, o social-democrata rejeita ser filho político de Marcelo Rebelo de Sousa e garante, ainda, que não vai ser avalista, nem opositor do governo e que vai ser o fiel da balança.

Eu não vou ser, meu caro Francisco, nem um avalista do governo, foi a expressão que usou, nem um opositor do governo. Eu vou tentar fazer, porque durante um mandato de cinco anos, eu vou conviver, pelo menos com dois governos, eu serei sempre relativamente aos governos, isto: em primeiro lugar, independente, no sentido de ser árbitro. Em segundo lugar, colaborante para poder ser útil ao país, colaborar com os governos. Terceiro, muito exigente e firme na obtenção de resultados. Eu não vou pedir a cabeça de ministros, isso não é papel de um presidente, mas vou ser exigente a pedir resultado

Luís Marques Mendes volta a afastar comparações ao chefe de Estado, de quem é amigo há mais de 20 anos, e garante que vai ser muito diferente. Na atualidade internacional, no Chile, mais de 15 milhões de pessoas são chamadas a ir às urnas no domingo para eleger um novo presidente. Esta é a primeira eleição em que o voto é obrigatório. Quem não for votar sem justificação, pode ser multado. Na corrida à presidência, estão a disputar oito candidatos que vão substituir o atual presidente do Chile, Gabriel Boric Font, que não pode recandidatar-se. O novo presidente só vai tomar posse no próximo ano, em março. O Reino Unido vai limitar a proteção concedida aos refugiados. É um anúncio feito este sábado pelo Ministério do Interior britânico. O governo vai obrigar os refugiados a regressar ao país de origem logo que seja considerado seguro. É uma medida que faz parte do plano de reforma do governo de Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido. São propostas que vão ser conhecidas na próxima semana e que têm o objetivo de reduzir o número de migrantes que chegam ao país. O título de residência permanente só pode agora ser pedido depois de 20 anos a viver no país. Até o momento era necessário cinco anos. São reformas que, de acordo com a ministra do Interior, pretendem tornar o país menos atraente para ilegais e facilitar, assim, a expulsão. Olhamos ainda para o desporto. Portugal joga amanhã contra a Arménia. A equipa das Quinas tem agora a oportunidade de assegurar um lugar no Mundial de 2026. A partida está marcada para às 14h, no Estádio do Dragão. Na antevisão do jogo, o selecionador nacional garante uma equipa motivada, mesmo depois da derrota contra a Irlanda. Cristiano Ronaldo fica fora desta partida. O capitão da seleção portuguesa foi expulso em Dublin depois de dar uma cotovelada num adversário. Questionado sobre a falha na partida de Cristiano Ronaldo, Roberto Martínez mostra desagrado.

Quando há um jogador que não está na lista de convocatória para o dia do jogo, não está na seleção. Por quê? Porque o foco dos outros jogadores é o foco de ganhar o jogo. E já fizemos isso com o Bruno, não estava na Irlanda, o Cristiano já teve cartões no jogo contra a Eslováquia e o jogo a seguir foi Luxemburgo, foi a maior vitória de sempre e o Cris não estava. São perguntas que para mim é uma falta de respeito para o Cristiano e para os jogadores da seleção que estão. É como questionar o compromisso do Cristiano.

Antes do selecionador, falou Bruno Fernandes. O jogador tem apenas um único objetivo para a seleção: vencer o Mundial de Futebol.

O objetivo de Portugal é ganhar. E isso não muda conforme os jogos, conforme os momentos. O nosso objetivo será sempre ganhar todos os jogos em que estamos incluídos. Jogar contra o número um no ranking ou número 50 não faz diferença, porque nós vamos para dentro do campo para ganhar jogos, para fazer aquilo que nós sabemos de melhor. Não muda o fato que nós queremos ganhar o Mundial, nunca escondemos isso, nunca escondemos que o sonho para qualquer português é que Portugal um dia possa levantar o tão desejado Mundial.

Bruno Fernandes, confiante na antevisão do jogo frente à Arménia, uma partida com relato e análise aqui na Rádio Observador. É o ponto final no Jornal das 3. A informação está de regresso às 15h30.