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Três horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.
Começamos com a atualidade internacional. Os Estados Unidos estão a atacar o Irão pela segunda noite consecutiva. Esta quarta-feira, Donald Trump anunciou que o cessar-fogo em vigor com o Irão chegou ao fim. Momentos depois, Washington deu início a uma nova vaga de ataques a alvos militares iranianos no estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos adiantou em comunicado que a ofensiva pretende degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz. Em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One, Donald Trump avisou que os Estados Unidos vão responder a cada ataque do Irão com uma força 20 vezes superior. Do lado do Irão, Teerão avisa desde já que a resposta será de grande escala. Numa publicação na rede social X, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano garante que o país não teme Washington e avisa que a resposta está a caminho. Entretanto, numa publicação na rede social X, a senadora democrata Elizabeth Warren criticou duramente o conflito, acusando Donald Trump de avançar com uma guerra que custa vidas e faz disparar os preços em todo o mundo. A senadora lembra também que o Congresso norte-americano já votou contra esta intervenção e exige que o presidente trave de imediato as ações militares não autorizadas pelo Congresso. Na análise, o antigo professor da Academia Militar, António José Telo, acredita que o anúncio de Donald Trump relativo ao fim do cessar-fogo não põe fim às negociações e defende que é do interesse de ambas as partes continuar as conversações.
O cessar-fogo já terminou várias vezes. Já houve vários ataques a navios, aos quais os Estados Unidos responderam com ataques seus às defesas no estreito de Ormuz e nas defesas no litoral do Irão. Esta afirmação de que o estado de cessar-fogo acabou, entendida essa luz, é verdade. Outra questão é: o cessar-fogo terminou para sempre, acabou o protocolo de entendimento e acabaram as negociações? Sobre essa parte, tenho dúvidas, mas de no entanto tentar, no essencial, manter a ideia de negociações que se prolonguem durante alguns meses. Isto interessa aos Estados Unidos e interessa talvez ainda mais ao Irão.
A análise de António José Telo, antigo professor da Academia Militar, no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Por cá, o Chega apresentou esta noite novas alterações à chamada Lei das Burcas e a direção do partido diz ter garantias de aprovação do PSD. Num comunicado divulgado depois da meia-noite, o partido liderado por André Ventura afirma que apresentou esta noite várias substituições e, por isso, segundo os termos acordados com o PSD, vai retirar o projeto de alterações à lei que havia submetido anteriormente e vai viabilizar o projeto do Chega. O projeto de lei do Chega volta a ser apreciado esta quinta-feira na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, depois de na quarta-feira a votação ter sido novamente adiada a pedido do PSD, partido que também apresentou um conjunto de alterações. O Ministro da Educação afasta preocupações com a correção dos exames nacionais. Diz que 65% das provas já estão corrigidas. Numa entrevista à SIC Notícias, Fernando Alexandre assegura que, apesar dos problemas iniciais com a entrega dos exames e com o software, o processo de correção decorre agora de forma tranquila.
Nós estamos a meio de um processo e fala-se de caos desde que começou o processo. Ele ainda não tinha começado, já havia quem adivinhasse o caos. De facto, não começou bem. Tivemos algumas perturbações que foram fundamentalmente de software, que têm vindo a ser resolvidas na quase totalidade à medida que vamos evoluindo. O processo está estabilizado. Neste momento, há uma tranquilidade na correção dos exames. Nós temos 65% das provas distribuídas corrigidas neste momento. Eu posso vos dar aqui números em primeira mão. Nós temos 93% das provas distribuídas pelos professores, 65% estão corrigidas.
O Ministro da Educação explica ainda que os constrangimentos registados no arranque do processo reduziram o tempo disponível para a correção das provas, o que levou o governo a prolongar os prazos para evitar uma pressão adicional sobre os docentes. Os professores têm agora até 14 de julho para classificar as provas e os resultados são posteriormente afixados a 17 de julho. Cerca de 1500 pessoas protestaram esta quarta-feira na Costa de Caparica e exigem a demissão da presidente de câmara. Os manifestantes reclamam soluções imediatas e pedem a saída de Inês de Medeiros. A população tinha inicialmente convocado um cordão humano, mas o protesto acabou por assumir a forma de um desfile por várias ruas sob vigilância da GNR. Os moradores criticam a degradação da rede de abastecimento e acusam o município de falta de investimento e planeamento. No protesto, marcaram presença os deputados Paulo Muacho, do Livre, e Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda. Sendo que a esta hora está já em vigor o corte de água em 15 localidades. Um corte que começou às 10 da noite e que vai durar até às 6 da manhã e que abrange várias localidades. Hugo Fortunato de Oliveira.
A partir das 10 da noite e até às 6 da manhã, a água não corre em Almada. Ao todo, são 15 as localidades abrangidas pelo corte total programado. São elas a Charneca da Caparica, Arroeira, Marisol, Fonte da Telha, Palhais, Lazarim, Botequim, Vila Nova de Caparica, Capuchos, Pilotos, Funchalinho e ainda o Vale Rosál, Vale Cavala, Quintinhas e a Quinta de Santa Teresa. A água não vai chegar ao mesmo tempo a todas as torneiras do Conselho. A reposição do abastecimento vai ser feita de forma gradual. Além dos cortes, enquanto vigorar a situação de alerta em Almada, vão ser também proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais. Desde logo, vão estar desligadas as fontes do Conselho e os chuveiros e lava-pés nas praias. Estão também proibidos a rega de jardins públicos ou privados e de campos de golfe, bem como a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas ou qualquer uso recreativo ou não indispensável de água. A autarquia vai também reforçar a monitorização da rede de abastecimento e as equipas de detecção de fugas e de fiscalização para combater consumos abusivos e desperdícios de água.
Jornalista Hugo Fortunato de Oliveira a resumir o comunicado conjunto da autarquia de Almada com os serviços municipalizados de água e saneamento. A situação já se arrasta há vários dias e tem trazido problemas, especialmente no setor da restauração. Miguel Pina Andrade.
O cenário tem sido o mesmo para muitas pessoas no Conselho de Almada. Os cortes, sem aviso do abastecimento de água, têm afetado os restaurantes do paredão da Costa de Caparica, como é o caso do Café do Mar. Para o proprietário Miguel Paulino, esta tem sido a realidade na última semana e quando há água, é motivo de surpresa.
Na realidade, foi completamente sem aviso. Quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, ontem foi igual. Hoje é um dia que temos água normalmente ou anormalmente.
Falta de água nas torneiras, mas há um problema ainda maior: as casas de banho.
É muito complicado. Temos que fechar normalmente ao fim de meia hora, uma hora, os serviços sanitários e na realidade, isso também tem afastado as pessoas daqui, afastou as pessoas da praia, como se pode ver hoje, que temos uma praia, um dia de sol muito bom, um dia de praia espetacular e estamos com cerca de 20% de ocupação.
Menos pessoas na praia, menos clientes no estabelecimento de Miguel Paulino, que não tem resposta das autoridades competentes.
Tentativa já foi feita, mas ainda não temos qualquer resposta.
Os proprietários dos restaurantes vivem num cenário de incerteza. Não sabem quando é que os cortes vão acontecer, nem por quanto tempo, mas a falta de água não afeta apenas a restauração. No Monte de Caparica, a água vem e volta e quando volta, é a conta-gotas. Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro, tem de mudar rotinas para fazer face a estes cortes.
Combino com as minhas clientes para estarem cá logo às 15h e 16h ao mesmo tempo. Lavo as primeiras cabeças todas ao mesmo tempo e até mesmo as minhas clientes enchem os baldes que ficaram vazios do dia anterior.
Quanto a esclarecimentos da Câmara ou dos serviços municipalizados, Rosa Costa continua na mesma.
Pois, esse assunto ainda não ouvi falar. Espero bem que eles tenham alguma atenção.
Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro no Monte de Caparica, uma das muitas zonas do Conselho de Almada que durante a última semana tem sofrido cortes sucessivos no abastecimento de água.
A reportagem do jornalista Miguel Pina Andrade em Almada, onde o setor da restauração está a ser bastante afetado pelas falhas no abastecimento de água. E mudamos de tema. Afinal, o PSD não quer ouvir antigos ministros do PS sobre os novos dados da imigração revelados pelo INE. Nem antigos ministros socialistas, nem José Luís Carneiro. Na semana passada, o porta-voz do partido, Sebastião Bugalho, tinha dito que era natural que o secretário-geral do PS fosse chamado a responder na qualidade de antigo ministro da Administração Interna, no âmbito das audições que vai realizar no Parlamento sobre o aumento da população imigrante, revelado pelo Instituto Nacional de Estatística. Mas afinal, o requerimento para as audições não vai pedir a chamada de nenhum antigo governante do PS, algo que nunca esteve nos planos, como explica o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes.
O primeiro ponto desta notícia é que os dois ministros do PS iam ser chamados pelo PSD e a notícia é que eles já não vão ser, porque de facto era isso que tinha sido extraído dessa intervenção do porta-voz do PSD, mas de facto, o assunto passou para o grupo parlamentar, que pelos vistos não tem, nem nunca teve intenção, neste primeiro momento, de chamar ex-ministros do Partido Socialista, em particular o secretário-geral do PS. A ideia era que a lista das pessoas chamadas fossem mais de estruturas e de instituições que são tuteladas, de facto, por esses ministérios, mas não chamar os próprios ex-ministros, embora admita que se for mesmo necessário, possa vir a fazer.
Mais pra frente, é isso?
Mais pra frente, mas não é provável, ou seja, é só numa garantia de que podem sempre chamar, porque o intuito das audições nunca foi ir tão longe neste nível.
Esta tarde, o PSD forçou o adiamento da votação de um requerimento do PS para o Parlamento ouvir o Instituto Nacional de Estatística sobre as implicações econômicas e orçamentais da revisão das estimativas da população em Portugal.