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As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Começamos pelos desenvolvimentos nos casos que envolvem o ministro da Administração Interna. Luís Neves não entregou ao Tribunal Constitucional as declarações de patrimônio, rendimentos e interesses durante os períodos em que exerceu funções como diretor nacional da PJ, nem em 2018, nem quando foi reconduzido no cargo em 2021. A informação foi avançada pela TVI, CNN e pelo jornal "Nazaré do Sol", aos quais o Tribunal Constitucional confirmou a ausência de qualquer declaração com o nome do atual ministro entre 2018 e 2024. Na altura, a legislação obrigava os titulares de altos cargos públicos a apresentarem essas informações por motivos de transparência e eventual fiscalização. Em 2024, entrou em funções a entidade para transparência, pelo que neste ano e no ano passado, Luís Neves já entregou as mesmas declarações. E sobre a Operação Pacoba, Luís Neves é agora o foco da investigação aberta pela PJ às circunstâncias em torno da movimentação do atrelado. Em causa, a movimentação desde o parque da Autoridade Marítima Nacional, no Seixal, para as instalações da empresa do amigo de Luís Neves, em Barcelos. Em causa estão os indícios da alegada prática dos crimes de descaminho e abuso de poder. O "Expresso" avança que não consta no processo qualquer registro da movimentação do atrelado, tal como vários advogados do processo já tinham declarado ao Observador. E a PJ não encontrou qualquer ordem para a deslocação do atrelado apreendido, que está no centro do caso. Esta tarde, o ministro da Administração Interna garantiu sentir-se legitimado para continuar a desempenhar funções. Luís Neves esteve na sede da Liga Portuguesa dos Bombeiros e, confrontado com as polêmicas recentes, disse que se não se sentisse legitimado, não continuaria a desempenhar o cargo de ministro.

Que me sinto totalmente legitimado para continuar a fazer o meu trabalho. Eu hoje estive aqui na qualidade de ministro da Administração Interna. Se eu sentisse o contrário, não estaria aqui. Está disponível para uma comissão parlamentar de inquérito ou para a comissão permanente da Assembleia, como pede agora a Iniciativa Liberal? Estou disponível pra tudo. Muito obrigado.

O ministro da Administração Interna, em declarações aos jornalistas no fim da visita à sede da Liga Portuguesa de Bombeiros. E o primeiro-ministro recusa falar sobre este caso que envolve Luís Neves e pede que se aguarde pelo inquérito. Em declarações aos jornalistas na Figueira da Foz, Luís Montenegro disse apenas isto:

Eu já falei sobre esse tema. Neste momento, há um inquérito que está em curso e temos que aguardar o seu desenvolvimento.

Luís Montenegro, que na mesma ocasião, disse que Portugal é hoje um país mais amigo do investimento. No discurso, o primeiro-ministro afirmou que o combate à pobreza se faz com a criação de riqueza.

Portugal é um país com estabilidade política, Portugal é um país com estabilidade econômica, com estabilidade financeira. É um país que hoje é mais amigo do investimento do que era ontem. É um país que quer cobrar menos impostos sobre quem trabalha e é um país que também quer premiar o resultado das empresas. Um país que sabe que para combater a pobreza, para combater a dificuldade, tem que criar riqueza.

Declarações de Luís Montenegro na Figueira da Foz, durante a cerimônia que marcou o início da obra de construção de uma fábrica de componentes para centros de dados. O secretário-geral do Partido Socialista considera que a democracia exige coragem para decidir. O Partido Socialista organizou uma sessão evocativa dos 50 anos da tomada de posse do primeiro governo constitucional, liderado por Mário Soares. No discurso, José Luís Carneiro tirou lições do que foi feito durante este primeiro governo.

Tudo isto foi feito sem maioria absoluta, o que exigiu diálogo, respeito pelas instituições e com um profundo sentido de responsabilidade democrática. Essa é, talvez, uma das suas maiores lições. A democracia não se afirma pela imposição, mas pela capacidade de construir consensos.

José Luís Carneiro, que apresentou a visão que tem da atual democracia portuguesa.

Hoje, como então, a democracia enfrenta desafios: a desconfiança nas instituições, a polarização, a atomização das sociedades e dos indivíduos e os discursos populistas, a tentação de soluções simplistas para problemas complexos.

O secretário-geral do Partido Socialista. Também o presidente do partido discursou. Carlos César pediu confiança no país e defendeu o diálogo entre os vários partidos.

Mesmo nos tempos que vivemos, seja no plano europeu ou no plano internacional, seja face à avaliação que por estes dias fazemos do atual governo da República, incluindo as complicações que têm envolvido as figuras e os mandatos do primeiro-ministro, do ministro da Presidência, da ministra da Saúde ou da ministra do Trabalho, do ministro da Educação ou do ministro da Administração Interna, e por aí adiante, sejam quais forem as contrariedades conjunturais, a verdade é que nós devemos continuar a confiar nas capacidades e nos destinos do nosso país.

O presidente e o secretário-geral do Partido Socialista, na sede nacional em Lisboa, no âmbito dos 50 anos da tomada de posse do primeiro governo constitucional, liderado por Mário Soares. O Centro de Orientação do Doente Urgente do Norte registou uma falha no sistema informático durante esta noite, o que levou a que pelo menos 50 ocorrências tenham ficado por ser atendidas no momento. A informação é avançada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar à Agência Lusa. O presidente Rui Lázaro revela que o CODU Norte ficou sem sistema entre as 19h e as 21h, mas a essa hora o atendimento só retomou a meio gás por medo de sobrecarga do sistema. O presidente do sindicato sublinha que durante estas duas horas, pelo menos 50 ocorrências estiveram por ser acionadas. O INEM confirma a informação, diz que o problema esteve relacionado com uma atualização de um sistema de cibersegurança alheio aos sistemas do INEM. Numa nota enviada à Agência Lusa, sublinham que a origem da ocorrência encontra-se ainda em fase de apuramento. O INEM garante que não houve impactos na resposta prestada aos cidadãos, uma vez que as chamadas de emergência foram atendidas pelos outros centros de orientação de doentes urgentes do país. A Polícia Judiciária está a investigar a morte de uma criança de um ano que ficou esquecida durante várias horas dentro de uma carrinha que a deveria ter levado para a escola. O alerta foi dado perto das 16h, quando a criança estava já há várias horas na carrinha, num dia de bastante calor. A criança de um ano e meio terá sido recolhida de manhã por uma viatura que a ia transportar para o colégio na zona do Pragal, mas acabou por ficar esquecida no interior da carrinha. Foi estacionada junto a outro polo do colégio, a mais de 1 km, como nos explica o jornalista do Observador, Pedro Rainho, que esteve em Almada a acompanhar o caso.

Como era habitual, todas as manhãs os pais prepararam a criança para ir pra escola, entregaram-na à porta do prédio a uma funcionária do colégio. Isso era absolutamente habitual, acontecia várias vezes por semana. O problema foi quando a funcionária, em vez de se dirigir para a creche, para o tal edifício que fica a 1,5 km de distância de onde nos encontramos, veio para aqui, para o número 56 da Avenida Cristo Rei. E depois, o dia decorreu e só a meio da tarde, cerca das 16h, ao que foi possível perceber, quando a mãe ia recolher a criança depois do dia de trabalho, houve um período de desorientação. Nenhum dos funcionários da creche sabia onde estava a criança e foi nesse momento que uma funcionária, já neste edifício, acorreu à tal carrinha, um SUV, e se apercebeu de que a criança estava inanimada na cadeirinha onde tinha sido transportada ao início da manhã. Ainda houve manobras de reanimação, mas já não foi possível reverter o estado em que a menina se encontrava e o óbito foi declarado neste mesmo local.

O jornalista do Observador, Pedro Rainho, esteve em Almada a acompanhar os desenvolvimentos do caso. No desporto, o Benfica arrancou esta quinta-feira, oficialmente a época 2026-2027, com uma derrota frente ao St. Gallen, um jogo da primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa de futebol. Os encarnados foram derrotados por 2 a 1 em casa dos suíços. A segunda mão joga-se na próxima quinta-feira, dia 30 de julho, no Estádio da Luz. Ponto final neste jornal das 3:00 a.m. A informação está de regresso às 3:30.