Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São 3 horas. As notícias com Rita Lourenço.

Boa noite. Começamos com o sismo no Panamá, onde poucas horas depois do primeiro, foi registado um segundo tremor de terra de 6.6 na escala de Richter, na mais recente atualização. O diretor-geral do Sistema Nacional de Proteção Civil do Panamá apelou aos cidadãos para que mantenham a calma através de um vídeo publicado na página da entidade na rede social X. Smith Gallardo insistiu ainda que a população deve manter-se atenta apenas aos comunicados oficiais e reforça que os cidadãos não devem dar atenção a alegadas previsões de terramotos para esta noite, uma vez que afirma serem falsas e estarem apenas a gerar mais ansiedade. As autoridades do país afirmam que os danos dos sismos desta sexta-feira se concentraram principalmente nas províncias centrais de Veraguas, Herrera e Los Santos. Na capital não houve, porém, relatos de danos. A imprensa local dá ainda conta do desabamento da Igreja de Santo Atanásio, na província de Los Santos, que tinha sido declarada como patrimônio histórico nacional em 1938. O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, reagiu à catástrofe através de uma publicação na rede social X. Afirma que o país vai mobilizar recursos e pessoal para ajudar o Panamá a lidar com o sismo, para além de adiantar que está a acompanhar a situação. A CNN Internacional avança que, até o momento, as autoridades do Panamá também não registaram vítimas mortais. O governo afirmou, porém, num comunicado, que 15 alunos sofreram ferimentos ligeiros numa escola e que no que diz respeito aos danos materiais, vários edifícios e infraestruturas públicas foram afetados em todo o país. Os Estados Unidos suspenderam as sanções ao gasóleo russo até abril do próximo ano. Este anúncio foi feito pelo presidente norte-americano na rede social Truth Social, onde Donald Trump garante que Vladimir Putin se comprometeu a fornecer imediatamente 300 mil toneladas de gasóleo para o mercado americano e mundial ao longo de vários meses. O presidente norte-americano explica que dependendo do estado das refinarias russas, espera que Moscou entregue num curto período de tempo três milhões de toneladas de diesel. Esta referência é aos ataques ucranianos, à infraestrutura energética de Moscou. Donald Trump assegura que os preços do gasóleo vão baixar rapidamente em números recorde para os americanos e também para o resto do mundo. Em declarações aos jornalistas, o presidente norte-americano afirmou ser um parceiro forte da Rússia.

Somos um parceiro forte. Precisamos de petróleo para o mundo. Isto é diesel, que é o que nós precisamos. Então estamos muito felizes.

Donald Trump no exterior da Casa Branca, em declarações aos jornalistas sobre a suspensão das sanções ao petróleo russo. O Kremlin também já confirmou este acordo. O enviado especial de Putin para a cooperação internacional econômica e de investimento, Kirill Dmitriev, diz que se trata de algo que vai beneficiar o mundo. Já o presidente ucraniano condena a decisão dos Estados Unidos da América. Volodymyr Zelensky diz que vai ser uma forma de Moscou intensificar os ataques contra a Ucrânia. Ainda sobre o tema do petróleo, Donald Trump afirma que os preços vão descer a pique quando a guerra contra o Irão terminar. Durante um comício de campanha em Nova York esta sexta-feira, Donald Trump reforça que neste momento passa mais petróleo pelo estreito de Ormuz do que antes da guerra. O presidente norte-americano apelou às refinarias e aos retalhistas de petróleo para que comecem a baixar imediatamente os preços. E Donald Trump voltou também a reiterar, mais uma vez, que os Estados Unidos da América têm controle total sobre o estreito de Ormuz. Olhamos agora para a política nacional, onde André Ventura anuncia a recandidatura ao partido e reitera as críticas do Chega ao Partido Socialista pelo anúncio da viabilização do Orçamento do Estado para 2027. No discurso de abertura do Conselho Nacional do Chega, André Ventura diz que a missão do Chega ainda não está cumprida e sublinha as diferenças com o PS na discussão orçamental durante os últimos dias.

Quando não desistimos de confrontar o primeiro-ministro com o aumento do preço dos combustíveis, com o aumento do preço dos alimentos, com o que gastamos em Estado e não damos às pessoas. Nós não estamos a querer nem embirrar, nem destruir o Estado. Nós estamos a querer mostrar que não existimos para nós e por isso também ainda não temos a nossa missão cumprida, porque vamos ter mais um Orçamento do Estado, provavelmente com o beneplácito do Partido Socialista, que nem sequer viu o Orçamento e que o decidiu aprovar.

O líder do Chega reafirma as críticas feitas à Comissão de Inquérito ao Ministro da Administração Interna e diz que o sistema político se juntou para proteger Luís Neves.

Vimos isso com António Costa, vimos isso com Luís Montenegro, o mesmo país de esquemas, o mesmo país da cunha, o mesmo país do conluio, o mesmo país em que os Luíses Neves desta vida se multiplicam e se assomam com o poder de ameaçar os outros, dizendo que permanecem porque querem permanecer, mesmo que cometam ilegalidades. E ainda agora vimos isso no caso da Comissão de Inquérito ao próprio Luís Neves. Um país que se junta nos seus interesses mais profundos para abafar, para defender, para proteger, para continuar a defender os interesses instalados, não é o país que nós queremos.

Declarações de André Ventura no Conselho Nacional do Chega, esta sexta-feira em Lisboa, onde anunciou ainda a recandidatura à liderança do partido. Uma eleição que, segundo o Conselho Nacional do Chega, será realizada no final deste mês, dia 31 de outubro, e foi também anunciada a marcação da próxima convenção nacional do partido para os dias 20, 21 e 22 de novembro. O superintendente-chefe Pedro Moura vai ser o próximo diretor nacional da PSP. Os sindicatos aplaudem o nome, mas estão preocupados com o facto de ser o terceiro diretor nacional em três anos. Pedro Moura toma posse na próxima terça-feira. Sucede a Luís Carrilho, que tinha tomado posse em maio do ano passado. É o terceiro diretor nacional da PSP em apenas três anos, o que mostra a dificuldade em exercer este cargo, no entender de Paulo Santos, o presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia.

A exigência desta missão num quadro de pouco apoio político, apesar da nomeação ser política, leva-nos a isto. Há depois um conjunto de variáveis que também estão implícitas. Há aproximações ou afastamentos ao governo, há posições que são tomadas. Parece-me que tem que haver aqui um apoio político da parte do governo e de que nos vale ter um diretor que até é experiente, conhecedor e que tenha uma estratégia quando não tem aquilo que são as ferramentas necessárias pra desenvolver esse trabalho. Por isso, aqui o senhor superintendente-chefe Moura também precisa de forçar o governo pra esse efeito.

Paulo Santos, presidente da ASPP, admite que o superintendente chega ao comando da PSP num momento muito difícil de escassez de recursos. O Sindicato dos Polícias Portugueses felicita também a substituição do Luís Carrilho, mas considera preocupante que Pedro Moura seja o terceiro diretor nacional da PSP em apenas três anos. Isto como explica Paulo Macedo.

Preocupante é porque nós gostaríamos que um diretor nacional tivesse tempo de desenvolver aquilo que deseja. Neste caso, pensamos que esta substituição acaba por ser adequada, em tempo adequado, e parece-nos que a pessoa que vai ocupar essa função tem capacidade para promover algumas alterações e resolver alguns problemas. Vamos ver se concretizam.

Paulo Macedo, o presidente do Sindicato dos Polícias Portugueses, em declarações à Rádio Observador, em reação à nomeação do superintendente Pedro Moura como novo diretor nacional da PSP. O Presidente da República promulgou esta sexta-feira o decreto do Parlamento que estabelece regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos. Esta decisão surge depois de ter vetado um primeiro diploma sobre esta matéria. Numa nota oficial, António José Seguro explica que as alterações introduzidas pela Assembleia da República após o veto respondem significativamente às objeções que tinha levantado anteriormente esta nova versão do decreto sobre regras para hastear bandeiras em edifícios públicos. Foi aprovada no Parlamento no passado dia 18 de setembro, com votos favoráveis do PSD e Iniciativa Liberal, tendo ainda contado com as abstenções do CDS e do partido Chega. A primeira versão deste decreto, que partiu do CDS-PP e foi vetada pelo Presidente da República em junho, proibia o hastear de bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa. E a Câmara Municipal de Gaia voltou a rejeitar a construção de uma estação de linha ferroviária de alta velocidade em Santo Ovídio. A autarquia exige que seja avaliada a alternativa na zona de Mafamude e Vilar do Paraíso. Num comunicado divulgado esta sexta-feira e a poucos dias do lançamento da primeira pedra da linha de alta velocidade, a autarquia recorda que esta posição do município já é conhecida e tem sido transmitida de forma consistente às entidades competentes. Citado na nota, o presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, alerta para a enorme gravidade potencial dos impactos de pelo menos cinco anos de constrangimentos na mobilidade da autarquia. Fala também em risco de prejuízos muito graves para o comércio local, além de dificuldades de acesso ao Hospital de Gaia. Fechamos com esta notícia, o jornal das 03:00. O essencial da informação será atualizado já daqui a pouco, às 15:30.