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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite! São 4h da manhã, tempo de atualizar a informação. E começamos na atualidade internacional. A presidente da Câmara de Los Angeles declara emergência local e decreta o recolher obrigatório para a baixa da cidade. Karen Bass tomou esta decisão para pôr termo ao vandalismo e às pilhagens na baixa da cidade. O recolher obrigatório vigora entre as 8h da noite e as 6h da manhã. Bass apelou ainda aos não residentes para que evitem a zona e diz que vai consultar as autoridades sobre a continuação do recolher obrigatório, mas espera que este se vá prolongar por vários dias. E Donald Trump considera que os protestos destes últimos dias na Califórnia podem ser considerados uma insurreição. O presidente norte-americano volta a criticar as manifestações contra a política de deportação massiva ordenada pela Casa Branca. Donald Trump diz que vai manter a guarda nacional nas ruas e admite que os protestos podem ser até uma forma de insurreição.
Se eu não tivesse enviado as tropas para a Califórnia, a Califórnia estaria a arder neste momento. E está tudo ótimo agora, porque nós interviemos. Não andamos aqui a brincar. Eu olho para as imagens e digo-vos: houve situações em várias zonas de Los Angeles que são consideradas insurreição.
Declarações de Donald Trump a partir da Casa Branca. O presidente norte-americano recusa estar a reagir de forma exagerada aos protestos pacíficos contra a política de imigração, que estão a acontecer em Los Angeles, e anuncia que a guarda nacional vai continuar nas ruas da Califórnia. O Supremo Tribunal da Argentina condenou Cristina Kirchner a uma pena de prisão de seis anos. Esta terça-feira, o Tribunal Superior de Justiça da Argentina rejeitou os nove recursos apresentados por Kirchner e determinou a prisão pelo crime de corrupção. A antiga presidente tem agora cinco dias úteis para se apresentar voluntariamente para ser detida e perde também o direito a candidatar-se a cargos públicos pelo resto da vida. No entanto, por ter mais de 70 anos, a ex-presidente pode solicitar que a pena seja cumprida em prisão domiciliária. Por cá, esta noite, uma peça de teatro em Lisboa foi cancelada depois da agressão a um dos atores. Um ator da companhia Teatro A Barraca foi agredido por um grupo de extrema-direita. A agressão aconteceu à entrada de um espetáculo de homenagem a Camões. A diretora da companhia, a atriz Maria do Céu Guerra, avançou que tudo aconteceu por volta das 10h da noite, quando à chegada, o elenco se cruzou à porta com um grupo de neonazis que traziam cartazes com várias frases xenófobas e que começaram por provocar uma das atrizes. Um dos atores foi agredido violentamente e teve de receber tratamento hospitalar. A PSP identificou os intervenientes no caso, o suspeito, o ofendido e também as testemunhas, e vai comunicar os factos apurados ao Ministério Público. Mariana Mortágua reagiu ao sucedido. A coordenadora do Bloco de Esquerda diz estar solidária com a companhia de teatro e deixa ainda críticas ao governo. Numa publicação na rede social X, Mariana Mortágua condena o ataque dos grupos neofascistas aos livros, ao teatro e também a quem faz cultura. Lança ainda farpas ao governo do PSD, que diz ter retirado o relatório anual de segurança interna, a ameaça da extrema-direita e que representam o risco à democracia. Quem também se manifestou foi o antigo deputado do PCP, António Filipe, totalmente solidário com o ator agredido. Também na rede social X, diz que é urgente acabar com a impunidade das associações criminosas, que, segundo diz, o governo apagou do RASI. Também esta terça-feira, um carro onde seguiam adeptos do Futebol Clube do Porto foi atacado depois de um jogo de hóquei frente ao Sporting. Há três suspeitos detidos. De acordo com informações avançadas pela CNN, o carro foi atacado por um grupo de adeptos do clube leonino com tochas e está ficado totalmente carbonizado. Dos cinco ocupantes, quatro ficaram feridos, sendo que dois tiveram mesmo de ser transportados para o Hospital de Santa Maria. Os outros dois foram assistidos no local. Ao Observador, fonte da PSP diz que três adeptos do Sporting foram intercetados junto ao Pavilhão João Rocha e foram levados para a esquadra de Benfica para serem formalmente identificados. Os dois clubes já reagiram através das redes sociais. O Sporting condena os atos de violência e diz não se rever neste tipo de comportamentos. Já o Futebol Clube do Porto diz que o incidente se trata de uma emboscada por parte de adeptos leoninos. Vamos ainda à política nacional. Marcelo Rebelo de Sousa diz que tenciona sair de leve do cargo de Presidente da República. Declarações do chefe de Estado feitas no final das comemorações do dia 10 de junho, em Lagos. Marcelo Rebelo de Sousa fez um balanço dos dois mandatos e diz que quer sair de forma leve, mas deixa duas garantias. Depois do fim do mandato, não vai interferir politicamente e vai marcar presença em todas as cerimónias oficiais como ex-chefe de Estado.
É sair de levezinho. Ir saindo e dando o palco, exceto naquilo em que o presidente tem que ser presidente. A minha vida, a partir do dia 9 de março, entre meia-dia e uma, vai ser assim: não intervir politicamente, mesmo nada. Não intervir, não dar entrevistas, não falar, não comentar, não fazer artigos, não fazer conferências sobre política, nomeadamente política portuguesa. Segundo, ir às cerimónias oficiais. Todas, a menos que não possa, esteja impossibilitado.
Questionado sobre que marca deixa na celebração do Dia de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considera que é a comemoração em conjunto com o primeiro-ministro.
Há uma marca adicional que eu deixo, aliás, a meias com os dois primeiros-ministros que tive a sorte ter como companheiros de percurso, que foi: já se ia ao estrangeiro, todos os chefes de Estado iam ao estrangeiro. Não havia uma comemoração conjunta em território físico português e nas comunidades pelo 10 de Junho.
O Presidente da República diz que não sabe se é uma tradição que fica, mas destaca que é bom para a democracia que haja diferença. Estas que foram declarações no final da última cerimônia do Dia de Portugal de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto chefe de Estado. E ainda a propósito das comemorações do Dia de Portugal, Luís Montenegro diz que quer um Estado sem intromissões e dirigismos ideológicos. Numa mensagem alusiva ao 10 de junho, publicada nas redes sociais, o primeiro-ministro pede a união dos portugueses. Montenegro diz ainda que quer um Estado que signifique liberdade de escolha para todos.
Não precisamos de mais nada para sermos o país que realmente queremos ser. Só temos de acreditar que juntos é possível construir esse Portugal. Um Portugal seguro, um Portugal que olha para os portugueses e lhes dá as ferramentas para terem uma casa digna, uma saúde de qualidade e um ensino com espírito transformador. Um Portugal onde o Estado sirva de base para cada um ser aquilo que quiser, sem intromissões nem dirigismos ideológicos. Os portugueses clarificaram recentemente o país que procuram. E é esse Portugal que hoje, neste dia, como em todos os outros, vamos continuar a construir juntos. Viva Portugal!
Luís Montenegro, numa mensagem comemorativa do Dia de Portugal, publicada nas redes sociais. António José Seguro pede consenso aos partidos para enfrentar os principais desafios do país. Declarações do candidato presidencial na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém. António José Seguro defende uma mudança política no país, porque os portugueses sentem demasiados problemas e poucas soluções.
Outra mudança é na cultura política. Nós precisamos de acabar com a cultura das trincheiras. Nós precisamos de encontrar conciliação. Nós precisamos de encontrar consensos. Agora, há pouco tempo, nós tivemos eleições legislativas e os portugueses fizeram as suas escolhas. Agora é a altura de os partidos interpretarem essas escolhas e poderem colocar em comum soluções para problemas concretos. Dou um exemplo: Serviço Nacional de Saúde ou habitação. Não acha que chegou a altura dos partidos porem em comum soluções para resolver esses problemas dos portugueses?
O ex-líder socialista aproveitou ainda para falar da importância do setor agrícola para a economia nacional. António José Seguro criticou a burocracia associada aos apoios dos agricultores e aponta que o problema do país nesta área é a falta de coragem política para colocar as soluções em prática. E fechar. Sete distritos do Portugal continental vão estar esta quarta-feira sob aviso laranja. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prolongou até às 06h os avisos meteorológicos emitidos devido às previsões de trovoada. Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga estão desde o final da tarde desta terça-feira sob aviso. No entanto, o alerta foi prolongado. Prevêem-se aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada e granizo e com a possibilidade de rajadas de vento forte. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, às 16h30 com a síntese.