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Duas horas. Boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, está com a Rádio Observador. Hora de atualizarmos toda a informação. Começamos pela atualidade internacional. Durante o jantar na Casa Branca, Donald Trump disse que o rei Carlos III concorda com o presidente norte-americano relativamente à derrota do Irão. Decorre neste momento na Casa Branca um jantar de Estado oferecido pelo presidente Donald Trump para homenagear o casal real. Ambos discursaram antes do jantar. Donald Trump introduziu o tema geopolítico, falando da guerra do Médio Oriente. Sublinhou que os Estados Unidos não permitirão que os iranianos desenvolvam armas nucleares e garantiu que o monarca concorda com essa posição. "Estamos a fazer um trabalhinho no Médio Oriente neste momento, vocês devem saber, e estamos a fazê-lo muito bem. Derrotamos militarmente aquele oponente e nunca vamos deixar esse adversário, nunca. O Charles concorda comigo ainda mais do que eu. Nunca os vamos deixar ter uma arma nuclear, e eles sabem disso." Declarações de Donald Trump, que discursou antes do início do jantar na Casa Branca, numa altura de alguma tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Reino Unido. O presidente norte-americano destacou também a ligação eterna entre ambos e desejou mesmo que os dois países permaneçam unidos para sempre pela liberdade, pela justiça e também pela glória de Deus. Já Carlos III iniciou o discurso com uma referência ao tiroteio que aconteceu sábado no jantar de correspondentes da Casa Branca. O monarca elogiou Trump e também a primeira-dama pela coragem e firmeza, bem como os serviços de segurança pelas ações rápidas que evitaram vítimas. No final do dia de ontem, o rei discursou no Congresso norte-americano, reiterou a relação de longa data entre Washington e Londres e pediu para que a administração norte-americana continue a apoiar a Ucrânia. Foram os dois temas essenciais em que Carlos III se focou durante esta intervenção. O monarca tentou suavizar a relação entre os dois países, lembrando que, ao longo da história, encontraram sempre uma forma de se entender. "Como o presidente Trump observou durante a visita de Estado que fez à Inglaterra no último inverno, a bondade de amizade e identidade entre América e o Reino Unido é impagável e eterna, é insubstituível e inquebrável." Carlos III aproveitou também para falar da Ucrânia. Apelou aos Estados Unidos para que continuem a apoiar o povo ucraniano. Mudamos de tema. Os Estados Unidos voltaram a pedir a Portugal para usar a base das Lajes, pedem luz verde para a passagem de quatro drones MK9 Reaper pela base nos Açores. Não é a primeira vez que tal acontece. Estes drones norte-americanos já passaram por Portugal. Aconteceu inclusive no início deste mês, no dia 2. Este é um equipamento que pode ser acionado à distância, tem cerca de 11 metros de comprimento e é apelidado como um drone assassino. Segundo a informação avançada pela SIC, o pedido de autorização estende-se até junho e está a ser analisado neste momento pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como pela Autoridade Aeronáutica Nacional. Viramos a página para olharmos para a atualidade nacional. Esta noite, Duarte Cordeiro respondeu a Pedro Nuno Santos, diz que o ex-secretário-geral do PS falhou o alvo das críticas. Em causa estão declarações de Pedro Nuno Santos feitas durante a semana passada, quando atacou o que diz serem os taticistas do PS, uma crítica que foi atribuída ao ex-amigo e também colega de partido. Esta noite, o antigo ministro do Ambiente reagiu desta forma.

O que Pedro Nuno Santos decidiu destacar na sua declaração de regresso ao Parlamento diz muito pouco aos portugueses, aos seus problemas. Acho que estamos a viver uma fase em que os políticos devem concentrar as suas atenções realmente onde residem os problemas do país, especialmente no momento em que estamos a viver. Eu não sei a quem é que Pedro Nuno Santos se dirigia. Aliás, há ali várias versões. Se por acaso se dirigia a mim, eu penso que falha o alvo.

Resposta de Duarte Cordeiro, num espaço de comentário no canal NOW, criticou Pedro Nuno Santos pelo que decidiu destacar no momento de regresso ao Parlamento e reitera que estes assuntos dizem muito pouco aos portugueses. Luís Montenegro estabelece o prazo de nove anos para cumprir o plano para responder aos danos das tempestades. 22 mil milhões de euros, é este o valor total do envelope financeiro do PTRR. O plano vai ser coordenado pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, juntamente com uma agência especializada. Entre as principais medidas, destaca-se a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, além da intenção de se avançar com seguros obrigatórios nas habitações. No entanto, Luís Montenegro ressalva que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos, a toda hora. Explica, portanto, que para essas situações, para quem não conseguir pagar um seguro, vai ser criado um mecanismo de solidariedade.

O que o Estado tem de fazer é ter um modelo legal que seja justo e que seja sustentável. E é isso que nós pretendemos com a criação deste fundo e com estas duas grandes linhas orientadoras, que repito, são a obrigatoriedade do seguro para a habitação, com coberturas suficientes e claras face a calamidades e, ao mesmo tempo, um mecanismo público de apoio às pessoas que têm maior dificuldade económica para acederem

Integralmente ao objeto dessa obrigatoriedade.

Declarações de Luís Montenegro na apresentação da versão final do PTRR, esta tarde de terça-feira, na Expo. No PTRR está também previsto o reforço das redes elétricas e de abastecimento de água, bem como o armazenamento de energia. Há também algumas medidas para as juntas de freguesia. Ora, o governo promete entregar sistemas de comunicação, como é o caso do Starlink ou telefones satélite, para funcionarem em caso de catástrofe. Entretanto, os partidos já reagiram. A oposição considera que o governo se limitou a protagonizar mais um número de propaganda. É uma crítica transversal, vai da esquerda à direita. No que toca a este plano, a oposição acusa, sobretudo, o governo de não trazer novidades face ao que foi anunciado nos últimos meses. Miguel Viterbo Dias. Todos são unânimes em acusar o governo de propaganda. Um plano que era pra calendarizar o plano de fevereiro, que continua sem nenhuma calendarização, ninguém pode levar a sério. Se era pra isto, não valia a pena mantermos todos à espera, porque ele significa mais dívidas para as empresas, mais dívidas para as pessoas e recupera a lógica do ministro da Coesão, que é: perderam a casa, perderam as coisas, façam o seguro. André Ventura, do Chega, diz que não há novidades. Já o PS, por Eurico Brilhante Dias, critica o falhanço na execução.

É uma nova operação de marketing. Empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas, quando o problema central deste governo continua a ser executar. Todos nos lembramos, tivemos um plano de emergência e de transformação na saúde. Na educação, o senhor ministro da Educação apresentou um plano para reduzir o número de alunos sem aulas.

Para os liberais, a agenda que quer modernizar o país é apenas cumprir o básico.

O que o governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado devia garantir: a gestão das florestas, a proteção civil, o SIRESP, a gestão dos bombeiros.

Mariana Leitão, com o Livre, a pedir que se vá mais longe na questão dos seguros.

Vão sobrecarregar as pessoas que podem não ter muita disponibilidade financeira para pagar. Então entendemos que é necessário que haja um fundo estatal que possa apoiar essas pessoas de uma forma mutual.

Patrícia Gonçalves, do Livre. Já o PCP, por Alfredo Maia, acusa o governo de fraude política.

No fundamental, o que o primeiro-ministro veio fazer foi reapresentar, agora de forma arrumada, um conjunto de medidas que têm sido apresentadas ao longo dos tempos.

A reação dos partidos depois da apresentação da versão final do PTRR. Escutamos o trabalho do jornalista Miguel Viterbo Dias com o essencial da reação dos partidos, que maioritariamente acusam o Executivo de ter feito uma operação de propaganda e de marketing. Está marcada para hoje, no Campo Pequeno, em Lisboa, uma manifestação de motoristas TVDE, numa altura em que se está a rever o Código da Estrada, com o setor dos transportes a poder sofrer algumas alterações na legislação. Os trabalhadores têm duas reivindicações para pedir, tanto às plataformas como ao governo: querem o aumento urgente das tarifas e rejeitam a entrada dos táxis no regime TVDE. Ivo Fernandes, da Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados, explicou que desta vez não se vai realizar nenhum cortejo ou desfile, como em protestos anteriores. Desta vez, os carros vão ficar parados e os motoristas vão deslocar-se a pé até às sedes da Bolt e da Uber, em Lisboa. No entanto, o protesto só termina quando, por volta da 13h, os manifestantes chegarem ao pé da escadaria da Assembleia da República. Fechamos com desporto. O Sporting recebe hoje o Tondela, num jogo em atraso da 26ª jornada do campeonato. Na antevisão da partida, o treinador dos Leões falou de um adversário que precisa de pontos. Mesmo que o Sporting ganhe ao Tondela, vai se manter em terceiro lugar, iguala o Benfica em pontuação, mas perde para as Águias no confronto direto. Rui Borges espera um Tondela atrevido e audaz, algo que, segundo Rui Borges, tem acontecido desde a chegada do novo treinador.

Digo uma equipa que está a precisar de pontos. Uma equipa que, apesar de tudo, com o seu novo treinador, tem sido uma equipa até bastante audaz naquilo que é a estratégia. É uma equipa que tem tentado ganhar mais algum protagonismo naquilo que é o jogo, uma equipa que pressiona bastante alto, até, em muitos momentos do jogo, que se expõe. Essa audácia também é de relevar. Por isso é uma equipa que vai dar a vida pelos pontos, mas nós também temos que dar, porque precisamos deles.

Comentários do treinador leonino Rui Borges, na antevisão do jogo em atraso frente ao Tondela. A bola começa a rolar às 20h15, no Estádio José de Alvalade. Pode acompanhar os comentários e relato aqui, em direto na Rádio Observador. É desta maneira que terminamos este jornal das quatro da manhã. Está com a Rádio Observador e está muito bem. Eu regresso já daqui a pouco para uma atualização de notícias. Até já.