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Muito boa noite, está com a Rádio Observador. Altura de atualizarmos toda a informação. Vamos começar com a atualidade internacional. Esta noite a Rússia está a lançar um ataque em larga escala com mísseis e drones à Ucrânia, segundo a CNN, que cita autoridades ucranianas. Cinco pessoas morreram e 24 ficaram feridas. Moscovo está a atacar particularmente Kiev com muita intensidade, onde o chefe da administração militar da cidade confirmou um morto. As restantes mortes a lamentar são noutras regiões da Ucrânia, incluindo Dnipro e Kharkiv, num balanço que é feito também pelo autarca da capital ucraniana, Vitali Klitschko. Uma creche, um centro comercial e vários prédios residenciais foram atingidos. Há um edifício de nove andares que colapsou. As autoridades locais confirmam que pode haver pessoas debaixo dos escombros. Segundo o Kyiv Independent, o jornal ucraniano, a primeira explosão ouviu-se na capital da Ucrânia perto da meia-noite, hora de Lisboa. Há relatos de cortes de energia e de que terão sido disparados pelo menos seis mísseis em direção à cidade. Outras cidades foram atacadas, é o caso de Kharkiv, Zaporizhzhia e Dnipro. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha alertado esta segunda-feira para a possibilidade de acontecer um ataque russo massivo, e confirma-se. Olhamos agora para outro conflito, desta vez no Médio Oriente. Donald Trump acredita que vai conseguir alcançar um acordo com o Irão já na próxima semana. Uma crença expressada esta noite em entrevista à ABC News. Na entrevista, o presidente norte-americano garante que está tudo a correr bem. Menciona, no entanto, que houve um pequeno glitch, uma falha, durante o dia de ontem, ao referir-se à suspensão das negociações por parte do Irão devido aos ataques israelitas no Líbano. O Irão chegou mesmo a ameaçar, durante esta segunda-feira, fechar por completo o estreito de Ormuz, em resposta à ofensiva de Israel no Líbano. Donald Trump também acredita que um memorando de entendimento para a reabertura do estreito possa ser alcançado já na próxima semana e garante faltar ajustar apenas alguns pontos. Na tarde desta segunda-feira, Donald Trump também anunciou a suspensão dos ataques entre Israel e o Hezbollah. O presidente dos Estados Unidos fez o apelo diretamente a Benjamin Netanyahu numa publicação. Donald Trump escreve que teve uma chamada muito produtiva com o primeiro-ministro israelita. Agradece a Netanyahu por ter suspendido os ataques a Beirute e também por garantir que não vai enviar mais tropas. Netanyahu também já comentou, confirma a conversa, mas avisa Trump que, caso o Hezbollah ataque Israel, Beirute será fortemente bombardeada. Em análise a estes recentes episódios do conflito, o major João Vieira Borges explica que a preocupação de Donald Trump durante este dia foi trazer de novo o Irão para as negociações e evitar o fecho total do estreito de Ormuz.
Há uma resposta imediata de Trump, no sentido de ir ao encontro daquilo que também foi dito pelo presidente, nesse caso, Pezekian, que também tinha a ver, e não só ele, mas que a questão do Líbano era fundamental para todo o processo de paz. Portanto, lá esteve novamente Trump a falar com Netanyahu, arranjou contactos também para falar com o Hezbollah, no sentido de travar mais uma vez a situação no Líbano, de maneira que a situação da guerra com o Irão continuasse as negociações.
Explicações do major João Vieira Borges no Gabinete de Guerra desta segunda-feira na Rádio Observador. Passamos agora à política nacional. Os sindicatos da PSP lamentam que o acordo feito com o governo esteja estagnado há dois anos. O acordo foi assinado já em 2024, tinha como principal intuito iniciar negociações sobre a tabela remuneratória, também os suplementos e o estatuto profissional dos polícias. No entanto, ainda está por concretizar. As negociações com os sindicatos para dar seguimento a este acordo foram retomadas ontem. O ministro da Administração Interna iniciou uma ronda de reuniões. No final deste encontro, Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia, admitiu à Agência Lusa não ter visto grandes avanços e ironiza o facto de ainda se estar a negociar um acordo que foi celebrado já há dois anos.
Diria que é mais uma reunião, parece que andamos a fazer uma renovação de votos. Reunião após reunião, voltamos a dizer que queremos negociar um acordo que foi celebrado há dois anos, mas o que é certo é que do ponto de vista material, temos um acordo que está por ver a luz do dia do ponto de vista de consequência negocial. E o que vemos é: andamos aqui reunião após reunião a apresentar os problemas, a falar de uma programação quanto a essa mesma negociação, sem ver e sem tratar de forma consequente cada um dos assuntos.
Reação de Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia. Já o presidente do maior sindicato da PSP também não sai muito feliz da reunião, diz que o governo se deve centrar no mais importante, as tabelas remuneratórias. Paulo Santos confessa também que a reunião foi estranha.
Esta reunião pareceu-nos um pouco estranha, desde logo porque estávamos convencidos, noutros apartados, de que uma vez que já existe um acordo negocial assinado, um protocolo negocial, uma vez que existe um acordo que versa sobre as matérias que seriam discutíveis. Aquilo que o senhor ministro fez foi dizer que, à vontade da parte dele, agendou mais três reuniões, mas eu acho que era importante a parte do governo centrar-se naquilo que é realmente importante, que são as tabelas remuneratórias, que são os suplementos.
Declarações dos sindicatos da polícia depois da reunião com o ministro da Administração Interna. Luís Neves agendou, entretanto, mais três reuniões. E o ministro das Infraestruturas pede que quem vier a seguir não reverta as medidas atuais na habitação por preconceito ideológico. Miguel Pinto Luz falava na apresentação pública da recém-criada Fundação da Construção. O ministro pede aos próximos governos que não descartem o que foi feito até agora. Apelou a que não se faça uma política de terra queimada.
E o desafio é garantir que o próximo não faça política de terra queimada, não desfaça tudo tal e qual como nós estamos a fazer, porque há muito, e aqui desculpai-me esta pouca imodéstia, dizer-vos isto, que é: nós tivemos esta preocupação desde que chegámos, não desfazer aquilo que vinha de trás. Corrigir, apontar, acelerar, fazer mais por cima, mas desfazer tudo o que vem por trás, estritamente por critérios ideológicos, banais, às vezes sem sentido, é que o país é um país aos solavancos permanentes.
Declarações do ministro das Infraestruturas e da Habitação, aqui a referir-se ao setor da construção. O ministro insiste que o setor deve aproveitar um ciclo único de investimento em áreas como a ferrovia, a rodoviária e os portos. Notícia de fecho deste jornal das 04h. A informação regressa à antena da Rádio Observador quando forem 17h em ponto. Até lá.