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Quatro horas. Boa noite, sou a Teresa Freitas, são quatro da manhã, hora de atualizar a informação. A discussão da proposta de lei para a criação da Prestação Social Única está marcada para a próxima semana. O PS diz que vai votar contra. Já o Chega exige duas condições para viabilizar a proposta. A Prestação Social Única vai substituir 13 prestações sociais não contributivas, como o Rendimento Social da Inserção e o Complemento Social para Idosos. O Parlamento aprovou o pedido do governo para discutir com urgência a autorização legislativa sobre a criação da Prestação Social Única. A discussão na especialidade vai durar no máximo 10 dias e arranca já na próxima sexta-feira. Luís Montenegro garante que o governo quer esclarecer todas as dúvidas. É importante realçar que o governo tem pressa para aprovar esta medida. Isso porque há quatro anos, o então primeiro-ministro António Costa incluiu a aprovação da Prestação Social Única nas condições de recebimento dos fundos do PRR. Se esta medida não for aprovada até o final de agosto, Portugal fica em risco de não receber cerca de € 500 milhões. E o Partido Socialista diz que vai votar contra se esta prestação seguir nos moldes em que está a ser proposta. Uma fonte do grupo parlamentar indica ao Observador que os socialistas querem mais transparência e desconfiam do canal de denúncias que o governo quer criar. Para o PS, os moldes que assume agora nas mãos do Executivo de Luís Montenegro são motivos para um discurso populista. Um dos problemas para o Partido Socialista é a obrigação dos beneficiados de fazerem trabalho de solidariedade social por 15 horas semanais. Ora, o PS diz que esta ideia não é nova e que não pode ser implementada de forma universal. Já o Chega exige duas condições para viabilizar a proposta. André Ventura afirma que vai propor um mínimo de cinco anos para que os imigrantes possam ter acesso a apoios da Segurança Social e avisa que a proposta só passa se essa exigência for cumprida.

O governo retira a possibilidade de imigrantes receberem apoios sem descontarem ou nós não seremos passíveis de viabilizar esta lei. Esta lei permite que alguém chegue a Portugal, nunca tenha descontado e receba prestações sociais durante um ano ou um ano e meio. É uma injustiça tremenda face a pessoas que estão cá a descontar e a pagar estes impostos. Nós, se queremos fazer as mudanças para que fomos mandatados, temos que levar a cabo com seriedade esta postura.

Por outro lado, o líder do Chega fala numa necessidade de redistribuir o valor aplicado no rendimento social de inserção.

Cortar nos rendimentos mínimos e nos RSIs e alocar essas quantias a pessoas que efetivamente precisam. Pessoas que têm descendentes com problemas, com deficiência, pessoas que elas próprias têm atestados de deficiência ou de incapacidade com grande nível de intensidade e que por isso não conseguem trabalhar e a famílias que têm que apoiar e prestar apoio aos seus filhos e aos seus netos, porque temos um problema evidente de natalidade em Portugal.

Declarações de André Ventura em conferência de imprensa na sede do Chega. Na atualidade internacional, o exército do Kuwait diz que o país foi alvo de ataques com mísseis e drones. Na rede social X, o exército avança que as defesas aéreas estão a enfrentar ataques hostis e avisam que quaisquer explosões que possam ser ouvidas são resultado da interceção de alvos pelas defesas aéreas. E o exército dos Estados Unidos atingiu várias estações de vigilância costeira do Irão. O ataque surge depois de terem abatido quatro drones iranianos no Estreito de Ormuz. A informação foi avançada pelo Comando Central norte-americano, através de uma publicação na rede social X. Consideram que estes drones representavam uma ameaça imediata para o tráfego marítimo regional. Quanto ao novo ataque, dizem que o objetivo é defenderem-se de possíveis ataques. Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão sair por cima na guerra com o Irão. O presidente norte-americano diz que o país vai sair mais forte de uma maneira ou de outra.

As pessoas estão realmente de bom humor, porque estamos num ponto em que vamos sair do Irão muito rapidamente e vai ser de uma forma ou de outra, seja com um pedaço de papel ou da forma mais bruta. E a forma mais bruta pode ser a forma mais fácil, mas vamos sair e o preço dos fertilizantes vai descer muito e voltar ao que foram há quatro meses. O preço dos fertilizantes está a descer, a energia está a descer, o óleo e o gás estão a descer muito.

Donald Trump, em declarações durante o encontro da Casa Branca com agricultores. O presidente garante que nunca houve um bloqueio como o que foi implementado pelos Estados Unidos aos portos iranianos. A seleção nacional joga este sábado frente ao Chile, no Estádio do Jamor. Na antevisão deste jogo particular, o selecionador admite que nesta altura está pouco preocupado com os resultados dos amigáveis. É o primeiro de dois jogos de preparação antes do Campeonato do Mundo, este primeiro no Estádio Nacional, frente ao Chile, e depois em Leiria, contra a Nigéria, dia 10, Dia de Portugal. E na antevisão do jogo deste sábado, o selecionador nacional realçou que a prioridade da partida contra o Chile não é a vitória.

O foco amanhã para nós não é ganhar contra o Chile. O foco é melhorar como equipa e depois a consequência é tentar ganhar, porque estar a vestir a camisola de Portugal é para tentar ganhar o jogo, mas não é a prioridade. Não é fazer tudo para ganhar o jogo. O contrário, é fazer tudo para melhorar a equipa, o nível individual. Vamos utilizar as 11 substituições para gerir os minutos que os nossos jogadores precisam.

Roberto Martínez, que diz que este jogo serve para preparar especificamente o último jogo da fase de grupos contra a Colômbia.

Os treinos tiveram uma intensidade, a dinâmica de grupo é muito boa e os adversários já têm aspectos dos adversários do Mundial. Com certeza que jogar contra o Chile é porque é uma equipa que tem um aspecto de duelos como a Colômbia, uma equipa sul-americana, mas depois há aspectos nossos, de conceitos, de tudo aquilo que precisamos de fazer com bola e sem bola. Esse bloco é muito mais individual e levar todos os jogadores ao melhor nível fisicamente e de clareza daquilo que eles precisam de fazer no relvado.

Roberto Martínez, que ainda não tem todos os jogadores disponíveis. Este sábado não conta com Matheus Nunes, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos. O Portugal-Chile arranca às 18h45. Um jogo que conta com relato e análise na Rádio Observador. E fechamos com a seleção nacional feminina, que venceu a Letónia por cinco bolas a zero. Um jogo a contar para a qualificação do Mundial de Futebol Feminino. Golshow na segunda parte de Carolina Santiago, Ana Capeta, Dolores Silva e Kika Nazaré, que bisou na partida. As navegadoras estão em primeiro do grupo três de qualificação para o Mundial de 2027, no Brasil. Basta mais um empate para que a seleção nacional se classifique diretamente. É a notícia de fecho deste Jornal das Quatro. A informação está de regresso às 17h50.