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Duas horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.
Boa noite. Começamos com o Mundial de Futebol. Luís Montenegro ofereceu pulseiras à seleção nacional e os jogadores decidiram utilizar todos a oferta do primeiro-ministro. Foi tema na primeira conferência de imprensa da seleção em solo norte-americano. Vitinha foi questionado sobre essas pulseiras brancas que todos os jogadores utilizam e explicou esta oferta do primeiro-ministro.
A história da pulseira foi quando fomos agora reunir com o primeiro-ministro Montenegro. Ele ofereceu-nos esta pulseira e certificou-se que era uma pulseira que podíamos usar depois dentro de campo. Tem todas as especificidades possíveis para poder entrar dentro de campo com ela, com o nome de todos os jogadores, mais o nome especial do Diogo Jota. E deixou à nossa escolha se queríamos usá-la ou não, de que forma, se durante o dia ou se no jogo, e nós recebemo-la com bastante carinho e escolhemo-la usar todos.
Declarações de Vitinha, ele que foi o primeiro jogador a falar em solo norte-americano. Aconteceu antes do primeiro treino da seleção nacional, perante uma sala de imprensa a transbordar. O jogador português explica que continua com fome de títulos e que toda a equipa quer muito conquistar o mundial.
Falta conquistar muitas mais coisas, não me falta conquistar só o mundial. Espero ainda poder conquistar muito, incluindo o mundial. Ainda está longe, ainda não jogamos nem sequer o primeiro jogo, por isso é muito prematuro para estar a falar disso. O que posso dizer é o que disse nas respostas anteriores, que nós podemos garantir muita dedicação, compromisso de trabalho. E quando há isso, eu acho que vamos estar muito mais perto de poder conseguir o que queremos.
As palavras ambiciosas do jogador português, que este ano já conquistou a Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain e foi eleito o melhor jogador da final. Este primeiro treino da equipa das Quinas contou com a presença de cerca de 200 adeptos e foi acompanhado pelo enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro. E Miguel, foi um treino que não foi só acompanhado pela comunidade local.
Há também muitos imigrantes portugueses que conseguiram um convite para estarem presentes neste treino da seleção nacional no Gardens, neste centro de estágios. Eu vou tentar falar aqui com um adepto. Muito boa tarde. Diga-me o seu nome.
Michael Araújo.
Michael Araújo. É daqui desta região de Palm Beach?
Exato, eu estou um bocadinho mais sul, é uma área chamada Boca Raton. Vivo lá os últimos 25 anos.
Boca Raton é cerca de meia hora de carro daqui, podemos dizer assim. Exatamente. Veste a camisola de Portugal, tem a seleção praticamente como vizinha agora durante estas próximas semanas. Como é que é o sentimento de um português que está aqui emigrado?
Meus pais deram muito orgulho para a comunidade portuguesa. Eu cresci ainda na África do Sul, eram parte da comunidade portuguesa, Clube Social Português. Agora vivo cá e minha esposa é americana, meu filho está aqui ao meu lado.
Também com a camisola da seleção portuguesa.
Exato, tem que ser. O jogador dele mais favorito é o Cristiano Ronaldo. Estou aqui com meu amigo Gary. Eu o conheço há mais de 35 anos, em Inglaterra, esteve cá. Ele organizou em Gatarra para vir aqui. Ele deu-me a oportunidade para vir ver Portugal hoje.
Foi ele que lhe arranjou o convite, foi isso?
Exato. Gary Walker.
E portanto, como é que vai agradecer? Pagar um jantar? Como é que isto se agradece?
Um jantar, uma cervejinha. Ele é inglês. Português. Hoje eu faço o bacalhau.
Exatamente, bacalhau. E já o ouvi há pouco a perguntar aos jogadores se já tinham comido bacalhau. Teve resposta?
Um dos candidatos também veio: "Epá, vamos puxar os jogadores". E comecei a falar, mas como se diz, o português, a língua portuguesa, para mim, é bonita e faz-me rir quando sei o meu português, às vezes. Mas há certas palavras em português que não se pode explicar em inglês.
Diga-me o que é que está a achar deste treino e que jogador mais gostou de ver até ao momento?
Primeiro, olha para esta situação. Isto é impecável. E os jogadores, eles merecem isto. Todos os fins de semanas, na televisão, eu estou a ver estes jogadores. Hoje, estou a ver aqui mesmo.
Está a vê-los ao vivo, não é?
Exatamente. Isto é uma coisa muito diferente.
Já o vi falar com vários jogadores, ainda há pouco, a falar com o Rafael Leão. Tem recebido resposta de algum quando vai gritando para o rabado?
Eles só riem. Estão concentrados. Mas o português gosta de gozar.
Já é positivo fazer rir os jogadores neste dia em que estão a gozar o jet lag.
Eles têm que saber que eles têm suporte, que há uma comunidade portuguesa para suportar, para ajudar a eles. Não que eles precisem de ajuda, têm tanta qualidade, mas eles vão precisar deste calor, vão precisar da comunidade para puxar eles nos últimos minutos do jogo. Eles vão precisar disso, dessa energia.
Muito obrigado. Está confiante para este mundial, só para terminar?
Estou confiante, mas é uma coisa muito difícil para ganhar. Mas temos uma equipa para ganhar, uma esquadra, de certeza. Eu acho que vamos à final, pelo menos.
Muito obrigado. A confiança de um adepto português neste treino aberto à comunidade local, sobretudo, como dizia, conseguiu um convite por parte de um amigo inglês para estar neste treino da seleção portuguesa.
Uma reportagem do enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, que está nos Estados Unidos a acompanhar o Mundial de Futebol. Na política nacional, o presidente da República esteve este sábado na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, e elogiou a coragem dos agricultores. Questionado sobre outros temas, o presidente não quis responder e centrou apenas o debate no setor da agricultura. O chefe de Estado realçou, sobretudo, as capacidades dos agricultores portugueses.
Saio daqui muito entusiasmado com aquilo que é a capacidade de investimento dos agricultores portugueses, a sua coragem, porque hoje ser agricultor não é fácil, não é nada fácil, e a capacidade tecnológica, a capacidade de empreender, a capacidade de resistir, a capacidade de criar riqueza no nosso país, produtos de qualidade e tecnologia de alto nível. Por isso, saio muito satisfeito e muito feliz.
António José Seguro falou também das dificuldades da profissão e lembrou o comboio de tempestades que assolou o país no início do ano.
Os agricultores passam um ano inteiro a investir, têm dores de cabeça, têm dificuldades. Vieram as intempéries, aqui na zona centro, veio a tempestade Kristin. Isto é fantástico, o que eles são capazes de fazer, a sua capacidade de resistência, a sua força, o amor à terra, a tecnologia que criam, as condições que têm para inovar, a capacidade de inovação e a qualidade dos nossos produtos. E esta feira, este ano, foi sob o signo dos frutos vermelhos. Eu provei frutos vermelhos de uma enorme qualidade. Fantástico! Parabéns aos agricultores portugueses. É preciso é que eles não fiquem sozinhos nesta caminhada.
Declarações do Presidente da República, António José Seguro, que esteve este sábado na Feira Nacional de Santarém. O presidente da Câmara da Amadora, Vítor Ferreira, foi constituído arguido no âmbito da Operação Emergente. É agora o oitavo arguido desta operação, que começou no final do mês passado e que levou a buscas judiciais na sede do Partido Socialista. Em causa, alegadas suspeitas do crime de prevaricação. Ao que o Observador apurou, Vítor Ferreira é apontado como suspeito de não ter respeitado as regras da contratação pública, ao recorrer a um ajuste direto de mais de €2 mil para contratar Duarte Moral, que é também o atual diretor de comunicação dos socialistas e que é também um dos principais arguidos nesta Operação Emergente, para a redação de um discurso na cerimónia do 25 de Abril da Câmara da Amadora deste ano. Esta é uma notícia exclusiva do Observador e faz a esta hora manchete no site. A época balnear começou oficialmente este sábado em todo o país, mesmo sem a garantia de que todas as praias vão ter nadadores-salvadores. É um alerta deixado pelo presidente da Federação Portuguesa dos Nadadores Salvadores. Ouvido na Rádio Observador, Alexandre Tadeia confessa-se preocupado com a escassez de nadadores salvadores, denunciada por várias associações portuguesas.
Neste momento, o que temos é um feedback das várias associações de nadadores salvadores em Portugal, que é um feedback preocupante, a dizer-nos que não estão a conseguir contratar os nadadores-salvadores que necessitam. Estão com muita escassez de nadadores-salvadores em Portugal. Isto é um reflexo daquilo que temos dito já há vários anos, de forma consecutiva, que é necessário melhorar o nosso sistema para dar-lhe mais atratividade, para reter nadadores-salvadores, porque nós estamos a perder muitos nadadores-salvadores. Ninguém consegue, neste momento, dizer se vamos ter nadadores-salvadores suficientes ou não, porque efetivamente o sistema português assim está montado.
Quanto aos motivos, o presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores acredita que a falta de motivação para a carreira de nadador-salvador é a principal causa para esta crise.
As condições de trabalho, com muitas horas de trabalho consecutivas, sem folgas. E isto faz com que estes jovens, que são a grande maioria dos nadadores salvadores em Portugal, é óbvio que considerem se irão ou não querer trabalhar no ano seguinte, e a grande maioria decide que não. E isto está muito ligado a esta falta de nadadores salvadores e por isso é fundamental criarmos aqui, por exemplo, incentivos, criarmos estratégias nacionais, uma estratégia nacional para a profissão, que é regularizar, ter vigilância durante todos os anos nas praias que de facto merecem, ter nadador-salvador a trabalhar durante todo o ano, termos incentivos, termos uma estratégia nacional que de facto seja diferente do que é neste momento em termos políticos.
Alexandre Tadeia, presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, em declarações à Rádio Observador este sábado. Ponto final no Jornal das Quatro. A informação regressa às 16h30.