A justiça dos Estados Unidos ordenou a suspensão de alguns anúncios controversos do Presidente norte-americano, Donald Trump, que são financiados com fundos públicos, quando faltam pouco mais de três semanas para as eleições intercalares.

A juíza federal Jennifer Rochon, do Tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, ordenou no domingo a suspensão imediata de uma campanha publicitária sobre Trump que tinha sido financiada com fundos do Departamento de Segurança Interna, ao considerar que poderia ocorrer um dano irreparável caso não a suspendesse.

A magistrada bloqueou também uma dotação de 20 milhões de dólares (17,8 milhões de euros) destinada à produção e divulgação dos anúncios.

A ordem entrou em vigor às 18h45 de domingo (23h45 em Lisboa) e permanecerá em vigor durante 14 dias, a menos que o tribunal a prorrogue.

A juíza anunciou que publicará em breve uma decisão com todos os argumentos que a levaram a tomar a decisão.

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Os anúncios combinam elogios ao Presidente, mensagens contra os adversários políticos e a exaltação de algumas das últimas ações militares, como a detenção do líder venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e a guerra contra o Irão.

Na sequência da polémica, a Casa Branca sustentou que os anúncios são mensagens de serviço público e educativas, e negou que constituam propaganda eleitoral.

Trump defendeu pessoalmente a despesa e afirmou que não se está a promover a si próprio, uma vez que não é candidato nas eleições de novembro, mas sim que está a “promover o país”.

O Presidente afirmou ainda que estaria disposto a pagar pessoalmente o montante caso se determinasse que a despesa é indevida.