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Boas. As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Foi decretado estado de emergência na Venezuela devido ao sismo de magnitude 7,2 que atingiu o país e que se seguiu de uma réplica ainda mais forte de 7,5. O tremor foi sentido em vários países das Caraíbas, mas com especial foco na capital venezuelana, Caracas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o sismo ocorreu às 22h04 de Lisboa, 18h hora local. A réplica chegou um minuto depois, tendo em conta que é bastante raro que esta seja mais forte que o próprio sismo. O governo venezuelano veio já confirmar a queda de vários edifícios em Caracas e a existência de muitos feridos, sem ainda precisar o número. Quanto à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, já declarou estado de emergência e anunciou o encerramento do aeroporto que serve Caracas. Entretanto, as aulas de todo o país também foram canceladas devido aos danos causados pelo sismo. Até o momento, a Venezuela já registou 20 réplicas. Por cá, o Presidente da República Portuguesa manifestou consternação e garante que está a acompanhar a situação. Numa nota no site da Presidência, António José Seguro escreve que está a acompanhar todos os desenvolvimentos, dirige ainda uma mensagem de solidariedade e de esperança às autoridades, a todo o povo venezuelano e à comunidade portuguesa que vive no país. Na atualidade nacional, o primeiro-ministro justificou o déficit orçamental de 0,7% do PIB no primeiro trimestre do ano, com várias contingências. Em causa as contas do Instituto Nacional de Estatística, que revelaram que Portugal arrancou o ano com um déficit orçamental de 0,7% do PIB. Luís Montenegro fala em situações de crise, como as tempestades que assolaram o país ou o conflito no Médio Oriente, para justificar este déficit. O primeiro-ministro lamenta não ter tido um trimestre como desejaria.

Nós não tivemos um trimestre como aquilo que gostaríamos de ter tido e do ponto de vista orçamental, tivemos este reflexo. Tivemos de dar moratórias às empresas e às pessoas também, às portuguesas e aos portugueses que têm crédito à habitação, por exemplo. Tivemos de acudir a despesas imediatas de recuperação, tivemos de dar apoios suplementares com o desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos por via do IVA, para que o impacto do aumento do preço não fosse tão grande e isso tem incidências orçamentais.

As declarações de Luís Montenegro em Nova Iorque, depois de uma passagem pela missão permanente de Portugal na ONU. O secretário-geral do Partido Socialista acusa o governo de estar sem agenda para a economia. José Luís Carneiro considera que a economia portuguesa está a perder competitividade internacional.

Aquilo que eu tenho sentido no governo é que vejo que o governo está hoje sem agenda para a economia. E isso é preocupante, porque a economia está a perder competitividade internacional. E para termos competitividade internacional, nós temos de ter inserção na economia global. A economia portuguesa está a entrar num processo de quebra. Perdemos competitividade em 57% dos nossos mercados externos e temos de olhar para uma das variáveis fundamentais da nossa economia, que é a economia do mar.

O secretário-geral do Partido Socialista, em declarações aos jornalistas em Sines, no âmbito da rota pela economia do mar, depois de uma reunião com o Conselho de Administração dos Portos de Sine e do Algarve. André Ventura diz que o Chega vai votar contra a PSU na votação final global no Parlamento, marcada para esta quinta-feira. Depois do acordo entre o PSD e o PS sobre a prestação social única, com o Chega de fora do entendimento, André Ventura afirma que o partido está do lado certo. Diz que com a nova prestação, tudo vai ficar na mesma.

O Chega ficou do lado certo da história, porque nós dissemos desde o início que esta era uma oportunidade histórica. E se fosse histórica, era para corrigir. O que acontece com esta versão da PSU, que será, em princípio, aprovada amanhã no Parlamento, com os votos contra do Chega? É que deixará tudo exatamente na mesma.

André Ventura, esta noite, na grande entrevista da RTP. As votações na especialidade da PSU terminaram esta quarta-feira no Parlamento. A proposta do PSD/CDS, consensualizada com o PS, foi aprovada na íntegra, ponto a ponto. E mais decisões no Campeonato do Mundo de Futebol: já estão fechadas as contas dos grupos A, B e C. África do Sul, México, Brasil, Marrocos, Suíça, Canadá qualificaram-se para os 16 avos em primeiro e em segundo lugar. Coreia do Sul, Escócia e Bósnia ficaram em terceiro. Ainda terão de aguardar pelo resultado dos outros grupos para saber se passam ou não à próxima fase. Quanto à Chéquia, ao Haiti e ao Catar, ficaram em último e por isso foram eliminados do Mundial de Futebol. E este é o ponto final neste jornal das 4:00 da manhã. A informação está de volta às 17:00 em ponto, porque partimos agora para as crónicas dos jogos deste grupo A, que se fechou entretanto.