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Quatro horas. As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. As notas dos exames nacionais da segunda fase, bem como os resultados das reapreciações da primeira, vão ser publicadas hoje. Ontem, o ministério garantiu que há condições para que as notas sejam conhecidas durante esta manhã, tal como previsto, uma segurança dada às escolas também pelo Júri Nacional de Exames. As notas começaram a chegar às escolas durante o final da tarde de ontem. Já as reapreciações dos exames da primeira fase vão ser enviadas às escolas durante hoje de manhã, para que possam ser afixadas ao longo da tarde. Segundo o Júri Nacional de Exames, esta diferença na entrega deve-se ao elevado número de pedidos de reapreciação. Na quarta-feira, durante a tarde, havia ainda professores a corrigir provas. Depois de divulgadas as notas, as escolas vão poder, finalmente, enviar aos alunos as versões digitalizadas das respectivas provas corrigidas, à semelhança do que aconteceu durante a primeira fase. Na política, o Chega acusa o primeiro-ministro de perder o controle da situação relativamente aos casos que envolvem o ministro da Administração Interna, insiste que Luís Neves não tem condições para continuar no cargo. Uma posição assumida numa nota enviada às redações ao final desta noite, em reação aos novos desenvolvimentos desta quinta-feira, tanto à abertura de uma auditoria à Polícia Judiciária pelo Ministério da Justiça, bem como aos novos fatos sobre as obras na casa do diretor financeiro da PJ, feitas também pela empresa do empreiteiro amigo de Luís Neves, Lairemos, ouvido ao início desta madrugada na Rádio Observador, Fernando Silva, que é o ministro da Administração Interna do Governo Sombra do Chega, diz ser muito estranho que um ministro com tantas polêmicas permaneça no cargo e critica Luís Montenegro por considerar tudo isto normal.
É muito estranho que o ministro da Administração Interna, que, a propósito das suas funções como diretor da Polícia Judiciária, tem um processo no Tribunal de Contas, tem um inquérito a decorrer na Procuradoria Europeia, tem agora esta auditoria lançada pelo Ministério da Justiça, que nenhum outro titular de um cargo de semelhante natureza, que tenha todos estes inquéritos a decorrer. E o primeiro-ministro, para ele, está tudo normal.
Fernando Silva, ministro da Administração Interna do Governo Sombra do Chega, a dar voz ao comunicado do partido emitido esta noite a insistir novamente na demissão de Luís Neves. Durante esta quinta-feira, soube-se que, afinal, o empreiteiro amigo de Luís Neves também fez obras na casa de Álvaro Pires, diretor financeiro da Polícia Judiciária. É uma notícia avançada pela CNN. O empreiteiro João Carvalho, da empresa Constrobarcelos, fez obras na casa de Álvaro Pires no final do ano passado. Os vizinhos confirmam que viram carrinhos da empresa de construção perto da casa. Confrontado com esta acusação, o diretor financeiro da PJ disse que não sabia do que falavam os jornalistas. Álvaro Pires foi quem sugeriu que o atrelado apreendido numa operação contra o tráfico de droga ficasse na empresa do amigo do ministro da Administração Interna. Também no dia de ontem, a ministra da Justiça ordenou que fosse realizada uma auditoria à Polícia Judiciária. Será feita pela Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça. Vai acontecer paralelamente a uma avaliação interna da PJ, com o objetivo de averiguar as notícias sobre o funcionamento interno. Poderão ser depois instaurados eventuais processos disciplinares. O Ministério da Justiça explica que de fora deste processo fica a questão relacionada com o transporte do atrelado, uma vez que essa matéria já é objeto de um processo de inquérito dirigido, desta feita pelo Ministério Público. O ministro da Administração Interna reagiu à notícia logo durante a tarde de ontem. Luís Neves diz que a colega do governo fez muito bem em avançar com esta iniciativa e diz estar totalmente disponível para colaborar.
A senhora ministra da Justiça ordenou e ordenou bem. Eu já disse que estou absolutamente tranquilo e ainda bem que todas essas auditorias, investigações, averiguações, audições, se façam para que, no final, a verdade de tudo venha ao de cima. Portanto, quer dizer que estou absolutamente tranquilo e também que estou desejoso, se necessário for, de colaborar e contribuir com o meu conhecimento para essas questões.
Garantias do ministro da Administração Interna. Também o presidente da República, por vezes criticado por alguns partidos da oposição pelo silêncio relativamente a estes casos, reagiu à abertura desta auditoria. António José Seguro pede resultados rápidos no esclarecimento dos casos que envolvam Luís Neves.
Eu reafirmo aquilo que disse na semana passada em Marvão, e designadamente a necessidade de todos nós termos responsabilidades, quer individuais, quer como titulares do órgão de soberania, de preservarmos e defendermos as instituições da democracia e do Estado de Direito Democrático. É, aliás, nesse sentido que eu interpreto a recente decisão da ministra da Justiça à Polícia Judiciária. E o que é importante é que tanto esta auditoria como as investigações criminais que estão a decorrer produzam resultados o mais rapidamente possível para que nós possamos ter conhecimento dessas mesmas conclusões. É muito importante que cada um, no âmbito das suas competências constitucionais, atue de acordo, de forma a preservar o Estado de Direito Democrático e as instituições da nossa democracia.
Reação do presidente da República à abertura de uma auditoria à PJ por parte do Ministério da Justiça. Ainda sobre Luís Neves, o ministro reitera que foi o próprio a pedir a intervenção do Tribunal de Contas sobre a gestão financeira da Polícia Judiciária. O Observador já tinha revelado ontem que a gestão de Luís Neves foi perdoada, apesar de terem sido apontadas infrações financeiras à liderança do agora ministro. Entretanto, o Ministério Público pediu o julgamento de Luís Neves junto ao Tribunal de Contas, que podia ser evitado com o pagamento de uma multa, mas Luís Neves entende que não cometeu qualquer infração, pediu, portanto, ao tribunal para ir a julgamento. Em causa está um contrato para a compra de combustível e um outro com uma agência de viagens em que não terão sido respeitadas as regras de contratação pública. Em Leiria, o ministro disse aos jornalistas que a ida a tribunal vai provar que este foi um ato de gestão que permitiu ao Estado poupar muito dinheiro e sublinha que foi por vontade própria que pediu a intervenção do tribunal.
Contrariamente àquilo que tem vindo a ser dito, fui eu que requeri a intervenção
Do Tribunal de Contas. A Polícia Judiciária foi inspecionada. Quer dizer que nos últimos anos a Polícia Judiciária teve inúmeras inspeções, em que saímos bem globalmente delas. Numa inspeção do Tribunal de Contas, há dois factos que nos foram apontados com relevância. E o Tribunal de Contas entendeu que o contraditório que a Polícia Judiciária apresentou era suficiente e deu o assunto como encerrado.
Luís Neves, em declarações à comunicação social, à margem de uma ação de formação sobre o SIRESP, o sistema de comunicações de emergência. Mudamos agora de tema. Com o ano político a arrancar oficialmente a 15 de setembro, os partidos preparam já os primeiros eventos partidários a partir deste mês. Festas antecipadas, presenças que ultrapassam barreiras partidárias, datas a assinalar e até jogos de futebol, são alguns dos eventos que marcam este regresso ao ano político. Maria Miguel Marques.
É o partido do governo, o primeiro a dar entrada no novo ano político. O PSD volta ao calçadão de Quarteira já na próxima semana para celebrar os 50 anos da Festa do Pontal. A última edição da Festa Social-Democrata gerou críticas da oposição no ano passado, devido ao ambiente festivo do evento, numa altura em que vários incêndios assolavam Portugal. Mas dia 14 de agosto, o programa do PSD volta a prometer festa com um jogo de futebol entre a direção do partido e a direção da distrital de Faro, mas também a banda sonora dos UHF. Dois dias depois, é a vez do PS de dar as boas-vindas ao novo ano político, com uma entrada mais antecipada que o normal. A reentrada do PS é um arraial no Jardim Patrão Joaquim Lopes, em Olhão. Segue-se o Bloco de Esquerda com o regresso do Fórum Socialismo no final do mês. Para além das principais figuras do Bloco de Esquerda, o evento na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, conta ainda com as socialistas Alexandra Leitão e Isabel Moreira nos dias 29 e 30 de agosto. Quem também tem reentrada marcada para dia 29 é a Iniciativa Liberal, no Algarve, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Já o PCP celebra entre 4 e 6 de setembro os 50 anos da Festa do Avante. A reentrada do LIVRE ainda está por anunciar oficialmente, mas uma fonte do partido adiantou ao Observador que o evento realiza-se nos dias 12 e 13 de setembro, na Alfândega do Porto. Fica por conhecer a inauguração do Chega, que para já não tem nada definido.
Maria Miguel Marques, aqui com o guia de eventos partidários que dão o pontapé de saída do novo ano político. É um artigo assinado também por Miguel Pereira Santos, está disponível no nosso site. Olhamos ainda para a política internacional. Donald Trump admite que a guerra com o Irão pode estar muito perto do fim e que o estreito de Ormuz está mais ou menos aberto neste momento. São palavras do presidente norte-americano, que quando questionado pelos jornalistas sobre um acordo para reabrir o estreito, reforça a ideia de que graças ao bloqueio naval liderado pelos Estados Unidos, o estreito de Ormuz está em funcionamento, mas Donald Trump alega que o mesmo só não é totalmente utilizado por ainda haver minas no percurso.
Neste momento, está mais ou menos aberto. Temos uma coisa chamada bloqueio, liderada pela Marinha dos Estados Unidos da América, e somos nós que a controlamos. E agora somos nós que a controlamos, mas eles podem sempre disparar alguma coisa. Têm sempre alguma coisa ou lançam uma mina. E se houver uma mina por aí, isso acaba por complicar as coisas, porque as pessoas não querem levar os seus barcos de milionários e serem acidentalmente atingidas por uma mina. Mas acho que estamos a sair-nos muito bem. Eu estou envolvido nas negociações, acho que estamos a sair-nos bem. Pode ser que aconteça em breve, sim.
Declarações de Donald Trump, a garantir que está envolvido neste momento nas negociações e a falar também sobre a eventual abertura do estreito de Ormuz numa conferência de imprensa dada esta noite. É a notícia de fecho deste jornal. Fique por esse lado. A informação regressa à Rádio Observador às 17h. Até lá.