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São 5 horas. As notícias com Maria João Brás. Começamos com a atualidade internacional. O governo venezuelano acusa os serviços de inteligência norte-americanos de levarem a cabo um plano para assassinar Nicolás Maduro. Numa conferência de imprensa, o ministro do Interior venezuelano avançou que foram detidos seis estrangeiros, um deles um militar da Marinha norte-americana. Alegadamente, foram ainda apreendidos 400 munições que serviram para pôr em prática o suposto plano da CIA para assassinar o presidente venezuelano. Os Estados Unidos já vieram negar as acusações de conspiração. E no Leste, o chefe dos serviços de inteligência ucranianos diz que a Coreia do Norte tem sido o principal fornecedor de equipamento militar à Rússia. Numa conferência de imprensa, o responsável diz estar preocupado, avançou que o regime norte-coreano tem enviado mísseis balísticos para Moscovo. No Médio Oriente, os protestos em Tel Aviv subiram de tom. Quinze pessoas foram detidas por lançarem objetos inflamáveis. A informação é avançada pela imprensa internacional. Os protestos têm como objetivo pressionar o governo de Israel para garantir a libertação dos prisioneiros que estão em Gaza. E o Hezbollah alerta que se Israel avançar com uma guerra no Líbano, centenas de milhares de pessoas vão ficar deslocadas, o que vai agravar a crise migratória no Médio Oriente. Numa conferência de imprensa, um dos líderes do grupo islâmico diz que não tem interesse em começar uma guerra, mas garante que o Hezbollah vai responder se Israel decidir começar uma ofensiva no Líbano. E na atualidade nacional, Luís Montenegro afasta o cenário de eleições antecipadas. O primeiro-ministro defendeu este sábado que o país quer que o governo garanta a estabilidade. No discurso, numa inauguração em Estarreja, com olhos postos no Orçamento do Estado, o primeiro-ministro refere que o país tem que ter sentido de futuro e não pode perder tempo com interesses próprios.

O país espera que nesta ocasião não se prejudique um caminho de crescimento, um caminho de aproveitamento das oportunidades, nomeadamente de financiamento, que são extraordinárias. O país quer, naturalmente, que nós possamos debater uns com os outros, mas quer que nós garantamos estabilidade, responsabilidade e sentido de futuro. Não andarmos aqui à procura de crises existenciais, de crises supérfluas, de crises daqueles que só pensam em si ou no seu próprio interesse.

O primeiro-ministro Luís Montenegro, num discurso este sábado em Estarreja, num registo captado pela RTP. E o PCP já respondeu a estas declarações do primeiro-ministro. Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas este sábado, disse que a estabilidade se garante respondendo às necessidades da maioria. O que, na opinião do secretário-geral do PCP, não é o que está a acontecer. Paulo Raimundo diz que o próximo Orçamento do Estado está a ser construído para responder aos interesses dos grupos económicos. Os comunistas prometem dar luta contra a proposta de orçamento que irá ser submetida nas próximas semanas. E a Iniciativa Liberal considera que está a haver uma aproximação entre o governo e o PS, algo que preocupa Rui Rocha. O presidente dos Liberais diz que se a AD se aproximar das políticas do Partido Socialista, pode fechar a porta a entendimentos com a Iniciativa Liberal.

A Iniciativa Liberal tem, neste momento, todas as possibilidades em aberto. Tem avaliado com preocupação algum caminho que o PSD e a AD têm feito, no sentido, por um lado, de nem sequer cumprirem o seu programa eleitoral e o seu programa mais recente em matéria de algumas questões que para nós são fundamentais, portanto, ficarem aquém daquilo que já para nós era pouco, que é o que estava no programa eleitoral da AD, e por outro lado, da possibilidade de aproximação ao PS e de políticas socialistas que nós consideramos responsáveis pelo atraso do país. Quanto mais o PSD se aproximar do PS, mais distante está da Iniciativa Liberal.

Rui Rocha, em declarações aos jornalistas em Braga, onde tem lugar a rentrée da Iniciativa Liberal. Já o PAN afirma que se o governo continuar no monólogo, não conta com o apoio do partido. Na rentrée do PAN, Inês de Sousa Real lembrou que o governo não tem a maioria no Parlamento e, por isso, deveria dialogar com a oposição.

O governo, se continuar nesta rota, não só de monólogo, mas também de falta de sensibilidade para aquilo que é hoje uma visão mais plural na Assembleia da República e de consciência até que é um governo de minoria, não é um governo majoritário e que tem, por isso, de dialogar efetivamente com todas as forças políticas, não contará efetivamente com o apoio do PAN, se, por exemplo, voltar a baixar o IVA das touradas, continuar a perpetuar o financiamento aos combustíveis fósseis ou fazer retrocessos em direitos humanos que são absolutamente fundamentais.

A porta-voz do PAN na rentrée do partido. Continuamos na atualidade nacional. Em quatro décadas, o Serviço Nacional de Saúde nunca custou tanto dinheiro ao erário público. A informação é avançada pela Agência Lusa no dia em que se assinalam 45 anos do SNS. Este serviço custa aos cofres do Estado cerca de 14 mil milhões de euros por ano. Fazem parte desta estrutura mais de 150 mil trabalhadores. Em 2023, o SNS representava aproximadamente 20% do emprego total da administração pública. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, estará hoje em Coimbra nas comemorações dos 45 anos do Serviço Nacional de Saúde. A maioria do território português está em risco máximo de incêndio. Esperam-se dias de vento e de calor, com temperaturas que podem chegar aos 35 graus. O aviso é feito pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Para antecipar cenários de incêndios rurais, a Proteção Civil elevou o nível de risco nas regiões a norte do Tejo e no Alto Alentejo. Estas zonas passam a estar em alerta especial vermelho entre a próxima segunda-feira e terça-feira. O resto do país estará em alerta laranja. A informação foi avançada por André Fernandes, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, no ponto de situação feito este sábado.

Mantemos o resumo e a tendência de agravamento da situação meteorológica para os próximos dias, com particular incidência para o dia 16 e 17, ou seja, segunda e terça-feira. Face a esta manutenção da previsão meteorológica, foi decidido aumentar o estado de alerta especial para o dispositivo de combate a incêndios rurais. No período de segunda e terça-feira, as regiões a norte do Tejo e o Alto Alentejo vão passar a ter o estado de alerta especial vermelho, sendo que todas as outras mantêm o estado de alerta especial laranja.

André Fernandes, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, a dar conta do aumento de perigo de incêndio para os próximos dias. E já saíram os resultados da segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. A maioria dos alunos a concurso ficou de fora. Foram colocados mais de 8 mil alunos, mas a maioria, 59% dos candidatos, não teve vaga. A Universidade de Lisboa e os Politécnicos do Porto, Bragança e Lisboa foram as instituições com mais colocados. A terceira fase do concurso começa já na próxima semana. Passamos para o desporto. O Futebol Clube do Porto entra em campo frente ao Farense este domingo. Vítor Bruno espera grandes dificuldades por parte da equipa algarvia. O Farense está no último lugar do campeonato, mas o treinador do Porto desvaloriza esta classificação. Vítor Bruno alerta os jogadores para os perigos da equipa de Faro.

Equipas ameaçadas com pouco número de pontos são sempre, de certa forma, imprevisíveis naquilo que podemos expectar. Eu também já estive desse lado, do lado de equipas também com este tipo de contexto atual que o Farense tem agora. Sei que muitas vezes equipas agarram-se a tudo, unem-se, vão buscar crenças, muitas convicções, e é preciso estarmos em alerta permanente, de forma praticamente ininterrupta ao longo de todo o jogo.

Já o técnico do Farense, José Mota, vê neste jogo uma oportunidade para dar a volta à fase negativa da equipa.

Todas as equipas durante o campeonato têm ondas negativas, têm fases menos boas. Nós estamos a passar a nossa fase, queremos é ultrapassá-la rapidamente. Temos consciência e temos capacidade para a ultrapassar e, portanto, tudo faremos para que as coisas melhorem em todos os aspetos.

José Mota e Vítor Bruno na antevisão do jogo deste domingo. E ainda no futebol, o Benfica venceu ao Santa Clara por 4 x 1. Foi o primeiro jogo de Bruno Lage no regresso ao banco dos encarnados. O Santa Clara esteve a vencer por 1 x 0, com um gol de Vinícius Lopes aos 23 segundos, mas o Benfica deu a volta com gols de Akturkoglu, Florentino, António Silva e Di María. É a notícia de fecho deste jornal. Regressamos às 17h30 com mais informação. Até já!