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Cinco horas.

Bom dia, meu nome é Martim Madeira, vamos ao jornal das cinco da manhã. Começamos pelo mau tempo. O Plano Nacional de Emergência da Proteção Civil foi ontem ativado no território nacional, devido à previsão de agravamento do cenário de risco para pessoas e bens nos próximos dias. A medida foi aprovada por unanimidade na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional da Proteção Civil, um encontro que foi presidido pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, relativamente mesmo a esta depressão que tem assolado todo o país. Dizer apenas que, por agora, a pior parte da tempestade e da chuva já passou por Portugal, está-se neste momento a dirigir para a Espanha e que agora as piores partes estão mesmo só um bocadinho na zona do Porto, de Braga, Lisboa já não tem qualquer tipo de chuva, apenas está-se a dirigir para o país vizinho. A Marinha Portuguesa já tem mais de 220 militares a participar em ações de limpeza e reparação de estragos, 70 deles em Leiria, e o dispositivo ainda pode aumentar. Uma informação adiantada à Rádio Observador pelo porta-voz da Marinha, foi durante uma ação de ajuda a quem perdeu o telhado da casa, o repórter Luiz Soares acompanhou os trabalhos nos arredores da cidade.

Então puxem lá mais um bocadinho pra vocês. Puxem bastante.

Numa freguesia dos arredores de Leiria, meia dúzia de fuzileiros tentam colocar uma lona para tapar o buraco da casa de Luís Miguel.

Mais um bocadinho só. Tá bom, tá bom. Foi muito.

Caiu uma chaminé dentro da sala. E olhe, eu fiquei com um buraco pra aí, sei lá quantos metros, um, dois, três, quatro metros.

À espera desde quarta-feira de madrugada, a chegada dos militares é um alívio.

Eles calvem devagarinho, tá bem? Alvia, alvia, alvia. Alvia mais.

Eu estou desde as cinco da manhã de quarta-feira à espera que venha aquela. Tive que andar eu e mais uns amigos em cima do telhado.

Não resolve, mas fica um bocadinho mais tranquilo.

Exatamente, agora assim fica melhor, porque pus aquela lona, mas estava achando a mesma dentro de casa.

É muito, é muito, tá bom.

Uma equipa que não parou ao longo de todo o dia. O tenente Yuri, que comanda este pelotão, explica os trabalhos que tem realizado.

De manhã, remoção de alguns destroços, árvores e vegetação junto ao rio Lis. E agora no período da tarde, atividades como esta que estamos agora a observar, de primeira intervenção, alguns remendos em habitações que foram muito prejudicadas pela tempestade. E nós nos apoia numa tentativa de ajudar a população, dar alguns cuidados para evitar que os danos aumentem.

Para já são mais de 200 os militares da Marinha mobilizados por causa da passagem da tempestade. Setenta só em Leiria, mas podem vir a ser mais, como admite o porta-voz Ricardo Sá Granja.

Tendencialmente irá aumentar. Neste momento estão 220 militares mobilizados, com especial enfoque aqui no município de Leiria, com 70 militares, e também com enfoque muito grande junto às margens do rio Mondego e do rio Tejo.

Para já, as atenções dividem-se entre os trabalhos de limpeza e reconstrução depois da tempestade da semana passada e a prevenção de situações de cheias.

Tá bem. Puxem lá.

A reportagem do jornalista Luiz Soares em Leiria, que esteve a acompanhar os trabalhos da Marinha Portuguesa. O mau tempo também foi tema nas eleições presidenciais. André Ventura critica a resposta do governo aos prejuízos causados pela tempestade. O candidato presidencial lamenta que do pacote financeiro aprovado, apenas uma pequena parte seja destinada à reconstrução das casas das famílias portuguesas. Num dia dedicado exclusivamente à gestão política da tempestade, André Ventura voltou a apontar a mira, quase em exclusivo, ao ainda presidente da República e ao governo Miguel Vitor Dias.

Depois de uma pausa para o combate político, o regresso ao guião dos últimos dias. Poucas horas depois de Luís Montenegro ter anunciado mais medidas de resposta aos danos provocados pelo mau tempo, André Ventura resumiu.

Hoje eu acho que foi dos piores dias da história do nosso governo, francamente.

À chegada aos bombeiros voluntários de Vila Verde, o candidato presidencial confundiu-se novamente com o líder da oposição.

Temos que começar a ser exigentes com os nossos. É que falharam na prevenção, falharam na mobilização de meios, falharam em coisas básicas. Reparem, nós temos que andar a distribuir e vamos querer distribuir mais lonas, porque o Estado nem se preocupou sequer em ajudar as pessoas a cobrir os telhados das suas próprias casas.

Mas diz o que faria se estivesse no Palácio de Belém.

Faria uma chamada ao primeiro-ministro a dizer isto: "Olhe, senhor primeiro-ministro, se é para isto que estamos a contar consigo, então hoje ficou bem claro que não podemos muito contar consigo". E eu sempre tive esta lógica: os políticos devem ou fazer ou sair da frente pra deixar que os outros façam.

E ainda...

Era trazer o primeiro-ministro, pegar nele, pô-lo à janela e dizer assim: "Olha o que está a acontecer. Está a ver o tempo que está lá fora? Acha que estas pessoas podem estar à espera de vistorias de CCDRs? Senhor primeiro-ministro, nós precisamos da ação agora, nós temos que ter um país de ação".

André Ventura, que na corrida presidencial apenas se distanciou de seguro pra dizer que será um chefe de Estado de ação, dedicando críticas mais fortes ao ainda titular do cargo.

Quis ter alguma proximidade, que se materializou numa proximidade simplesmente de afetos. Ora, o país não vive de afetos. As pessoas que estão sem telhado não vão pôr o afeto no telhado. As pessoas que estão sem acesso à comida, à internet, à luz, à água, não vão

De ver afeto.

O candidato presidencial do Chega num dia passado entre quartéis de bombeiros no distrito de Braga.

Miguel Vítor Dias, jornalista do Observador, que está a acompanhar a campanha de André Ventura. António José Seguro diz que Ventura é um risco para a democracia e defende que os portugueses o devem repudiar. Uma acusação feita ontem pelo candidato a Belém, em entrevista à SIC. Seguro falava especificamente da questão da desinformação promovida por André Ventura.

A desinformação não ajuda a democracia. Pelo contrário.

É considerada uma das maiores ameaças.

Certo. E houve um estudo recente que demonstrou que 85% da desinformação e das falsidades que existem na internet se devem precisamente a André Ventura. Portanto, o país tem que ser claro no próximo dia oito, tem que repudiar esta situação. É por isso que tanta gente apoia a minha candidatura. Por quê? Porque quer defender esse chão comum, que é um chão de decência, que é um chão de consideração. Nós podemos ter opiniões diferentes, mas considerar-nos. Não precisamos de andar a lançar mentiras, falsidades nas redes sociais e, sobretudo, muitas das vezes não dar a cara.

António José Seguro em entrevista ontem à SIC. Durante o dia de ontem, António José Seguro voltou a pedir uma vitória convincente contra André Ventura, mas recusou dizer por quanto. Fora das presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa vai convidar o Papa para vir a Portugal no próximo ano. O presidente da República chegou ontem a Roma e vai estar hoje no Vaticano. Em declarações aos jornalistas, admitiu que vai convidar Leão XIV para visitar Portugal. Em 2027, Fátima assinala os 110 anos das aparições e Marcelo Rebelo de Sousa diz que essa é uma boa razão para incluir uma deslocação ao santuário no programa de visitas. No internacional, viramos a atenção para o Irão. O líder supremo iraniano, Aiatolha Ali Khamenei, avisa que um possível ataque norte-americano no Irão pode causar uma guerra regional no Médio Oriente. O aviso do líder iraniano surge depois dos Estados Unidos terem colocado um porta-aviões nuclear, o USS Abraham Lincoln, e um grande grupo de ataque no mar Arábico. Em resposta ao aviso, Donald Trump diz querer chegar a um acordo com o Irão para evitar uma possível guerra, mas deixa em aberto um ataque em caso de não existir um acordo. Questiona ainda se o líder iraniano tem ou não razão quanto a um novo conflito no Médio Oriente, em caso de um ataque por parte dos Estados Unidos. E no desporto, o Benfica empatou ontem a zero em casa do Tondela, uma partida a contar para a jornada 20 do campeonato. No final, o treinador das Águias, José Mourinho, diz que a equipa merecia ganhar pela forma como jogou.

A equipa respeitou o jogo, jogou para ganhar, fez tudo para ganhar, merecia ganhar, não ganhou, mas como eu dizia agora mesmo aos jogadores no balneário, eu não acuso ninguém de falhar gols. E a única coisa que nós fizemos de negativo foi falhar tanto o gol. Em algumas situações nem se trata de falhar, trata-se de um guarda-redes que foi justamente eleito o melhor em campo. Fizemos tudo para ganhar, não conseguimos.

Declarações de José Mourinho, onde elogiou o guarda-redes da equipa adversária, que foi o melhor em campo. Depois do empate a zero com o Tondela, o Benfica está em terceiro lugar, a 12 pontos à condição do primeiro lugar e a cinco do segundo lugar, o Sporting, que venceu o Nacional em Alvalade por 2 x 1. O Sporting adiantou-se no marcador apenas na segunda parte, com gol de Pedro Gonçalves aos 72 minutos. Quatro minutos depois, aos 76, o Nacional empatou a partida com gol de Alan Núñez, mas já para lá dos descontos, aos 90 + 6, o Sporting consegue a vitória com obra de Luís Soares, de calcanhar, a dar o triunfo aos Leões. Na flash interview, Rui Borges deixou elogios à equipa do Nacional, mas admite que, apesar da falta de inspiração, a vitória foi justa.

Tivemos algumas dificuldades ao longo de todo o jogo, nessa inspiração que nos faltou. A vontade e a crença existe sempre nesta equipa e é demonstrativo isso. Agora, defrontamos uma boa equipa, acreditamos até o fim, acabámos por tudo. Tivemos algumas oportunidades, finalizamos também não da melhor forma. Por o que fizemos, mesmo com toda a falta de inspiração que tivemos, acho que acaba por ser justa a vitória. Difícil, mas justa.

As declarações do treinador do Sporting à Sport TV, depois da vitória por 2 x 1 frente ao Nacional da Madeira, os Leões mantêm-se no segundo lugar do campeonato, a cinco pontos de distância à condição do líder Porto, que hoje entra em campo, os Dragões visitam o Casa Pia, em Rio Maior. Na antevisão, Francesco Farioli não quis fazer contas sobre o futuro e mostrou-se apenas focado no jogo de hoje. O treinador do Porto, na antevisão da partida desta segunda-feira contra o Casa Pia, o pontapé de saída está marcado para às 20h45, um jogo com relato aqui na Rádio Observador. Ponto final neste jornal. As notícias voltam à Rádio Observador às 5h30 com a síntese de notícias. Até já.