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5 horas. Bom dia, eu sou o Martim Madeira, são 5h, vamos atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos com o grande tema do dia de ontem, do feriado de ontem. A reforma laboral foi o grande tema do Dia do Trabalhador. Luís Montenegro aperta a UGT e acusa a Central Sindical de ser o parceiro social que menos cedeu até agora. Há uma semana de uma reunião na concertação social que pode ser decisiva para o futuro da lei laboral, o tema que marcou o 1º de maio, o primeiro-ministro acusou a UGT de teimosia, diz que o governo já cedeu nos pontos mais sensíveis do documento.

As traves-mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, com o regime de reintegração em caso de despedimento, com o banco de horas por acordo, com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-vos: em todas estas matérias, o governo já cedeu. Em todas. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.

Luís Montenegro diz ainda que a UGT foi o parceiro social que menos cedeu até agora. São declarações do primeiro-ministro ontem, numa visita a uma feira em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo. O primeiro-ministro garante que o governo não vai abandonar as suas convicções. Já na capital, nas celebrações do Dia do Trabalhador, a UGT responsabiliza o governo por haver uma eventual falta de acordo e garante que não vai ceder. Em Oeiras, centenas de pessoas participaram nas celebrações do 1º de maio da UGT. O secretário-geral, Mário Mourão, defende que as pressões sobre a Central Sindical falharam e garante que não vai ceder quanto às traves-mestras do governo.

A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão, à pressão dos trabalhadores. É aquelas a que nós temos que ceder.

Declarações de Mário Mourão, secretário-geral da UGT, no discurso do Dia do Trabalhador. Já a CGTP pediu a derrota do pacote laboral e apelou à participação na greve geral que está marcada para 3 de junho. Num discurso na Alameda, o secretário-geral da CGTP diz que o país já se pronunciou claramente sobre a matéria.

Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram a resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo, já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi isso que disseram os trabalhadores na grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao primeiro-ministro.

Tiago Oliveira, que apela ainda à participação na nova greve geral marcada para 3 de junho, tal como os partidos mais à esquerda, como o PCP e o Bloco de Esquerda. Passamos para outro tema que também esteve em destaque no feriado de ontem, a Operação Influencer. O Chega quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito para ouvir António Costa no Parlamento. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar este instrumento, mas se isso não acontecer, não exclui avançar com um pedido potestativo.

É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre, mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.

Declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que, afinal, o antigo primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo do Start Campos, construído em Sines. Passamos para o outro lado do Atlântico. Donald Trump brinca com a possibilidade dos Estados Unidos invadirem Cuba. Uma ameaça sarcástica feita durante um discurso num comício na Flórida. O presidente norte-americano diz que depois do Irão será Cuba, tem já planeado um porta-aviões na costa cubana e garante ainda que os líderes cubanos vão pedir para desistir.

Ele vem de um lugar chamado Cuba, que vamos conquistar quase imediatamente

Vamos terminar, primeiro uma coisinha. Gosto de terminar o que começo. No caminho de volta que vamos fazer do Irão, teremos um dos nossos grandes porta-aviões, o USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos mandá-lo entrar nas águas cubanas, parar a cerca de 100 metros da costa e eles dirão: "Muito obrigado, desistimos." Ameaça em tom de brincadeira de Donald Trump num comício na Flórida. O presidente norte-americano ainda referiu-se à guerra no Irão, disse que se calhar o melhor era mesmo nem sequer se aceitar um acordo, que se calhar os Estados Unidos ficariam melhor se não aceitassem nenhum acordo por parte do Irão. Isto depois de, durante o dia de ontem, Donald Trump ter dito que estava muito insatisfeito com o acordo proposto pelo Irão. Também se referiu ao exército norte-americano e aos Estados Unidos como uns piratas dos tempos modernos. Donald Trump informou ainda o Congresso de que as hostilidades no Irão terminaram. Um anúncio feito através de duas cartas enviadas pelo presidente norte-americano aos líderes das duas câmaras do Congresso. Acontece ao fim de 60 dias de guerra, que coincidentemente é o prazo máximo estabelecido por lei para que as hostilidades possam continuar sem autorização do Congresso. Nestas cartas citadas pela CBS, Trump escreve que as hostilidades começaram a 28 de fevereiro e chegaram ao fim. No entanto, o presidente norte-americano não recusa novas intervenções militares na região. Do lado dos democratas, pedem que seja aprovada uma autorização do Congresso e dizem que é mesmo necessária. O Partido Democrata reagiu a estas declarações do presidente norte-americano. Diz o líder democrata do Congresso, o Chuck Schumer, que as afirmações de Trump são tretas e uma palhaçada. Os Estados Unidos vão retirar 5 mil soldados norte-americanos da Alemanha. Uma notícia avançada pelo New York Times e outros meios de comunicação. A decisão surge depois de Donald Trump se ter mostrado irritado com as declarações do chanceler alemão. Ora, o que é que disse o chanceler alemão? Frederick Merz terá dito que o Irão estava a humilhar os Estados Unidos no conflito. Mas num comunicado, o Pentágono garante que a decisão foi tomada por outras razões, mas sim por uma análise minuciosa de presença do departamento militar na Europa, que reconhece as necessidades no terreno. De acordo com o Times, fontes oficiais do Pentágono garantem que estes 5 mil soldados vão ser transferidos para solo norte-americano e a Reuters afirma que esta operação vai demorar 12 meses a ser concluída. A base na Alemanha conta com 35 mil soldados e é o maior centro de treino militar dos Estados Unidos na Europa. Ainda a tempo de olharmos para o desporto. Na véspera do jogo que pode dar o título do Futebol Clube do Porto, o treinador azul e branco garante que ninguém está a pensar nas comemorações. Em conferência de imprensa de antevisão ao encontro frente ao Alverca, Francesco Farioli garante que o foco total da equipa está no encontro.

Estamos completamente preparados para o que é que o jogo de amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente, no jogo. Não temos distrações nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.

Farioli numa antevisão ao Futebol Clube do Porto Alverca, o jogo que pode ser do título e que arranca hoje às 20h, e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador, o possível jogo do título do Futebol Clube do Porto. Mas antes joga o Benfica com o Famalicão. Na conferência de antevisão, José Mourinho admite que depender apenas de si próprio para conseguir a qualificação para a Liga dos Campeões acaba por causar menos desgaste.

O Benfica, como vocês sabem, não teve nenhuma derrota até agora. Houve semanas em que somámos pontos, somámos, somámos. E era um desgaste extra ver o Sporting a ganhar, ver o Porto a ganhar e não tropeçavam, e quase que tropeçavam, e depois não tropeçavam, e depois nós temos que ganhar outra vez. É um tipo de desgaste extra que não é positivo. O facto de depender de si próprio, o foco está só ali. A mim dá-me igual o resultado do Vitória de Guimarães com o Sporting na próxima segunda-feira. Eu acho que é segunda-feira, dá igual. Mas temos que ganhar.

O treinador do Benfica garante ainda que não foi contactado pelo Real Madrid. É mais um jogo este sábado que está marcado para 18h e conta também com relato e comentário aqui na Rádio Observador. O dia de hoje que é recheado de futebol e que vai ser muito importante para as contas do título. O Futebol Clube do Porto pode mesmo ser campeão já hoje. Notícia de fecho deste jornal das 05h00. A informação está de regresso às 05h30, portanto, até já.