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As notícias com Ana Cláudia Silva. Bom dia. Este sábado decorrem as cerimónias de comemoração do 5 de Outubro, a assinalar os seus 114 anos da implementação da República. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai discursar depois de Carlos Moedas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Vão também estar presentes nas cerimónias o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Como é tradicional, a bandeira portuguesa vai ser hasteada na varanda do Salão Nobre do Espaço do Conselho, ao som do Hino Nacional. A sessão solene está marcada para as 11h, na Praça do Município, em Lisboa, e a Rádio Observador vai acompanhar as comemorações do 5 de Outubro numa emissão especial. Este sábado assinala-se também o Dia Mundial do Professor. A FENPROF, Federação Nacional dos Professores, promove uma manifestação em Lisboa, marcada para às 14h30, que vai contar com um desfile que vai partir do Rossio até ao Largo de Camões. Docentes e educadores deverão juntar-se aos sindicatos da FNE e da FENPROF, que continuam a reiterar a importância da valorização profissional e salarial dos professores nos processos de negociação do Orçamento de Estado para 2025. Na política nacional, somam-se reações sobre as negociações do Orçamento de Estado. Em reação à contraproposta por parte do PS, o ex-ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, considera que ficou aberta a porta do compromisso para a viabilização do Orçamento do Estado. O socialista José Luís Carneiro deixou elogios ao secretário-geral do PS e ao governo, fala da coragem por parte do executivo de alterar as medidas do IRS Jovem.
Esta posição vem no seguimento da decisão do governo de corrigir o erro relativo ao IRS Jovem e também em relação ao IRC. Mas corrigir um erro é sinal de coragem, não é sinal de falta de coragem. E há que assinalar os passos relevantes que foram dados esta semana, que agora abrem as portas à viabilização do Orçamento, como foi afirmado por parte do secretário-geral do PS.
As declarações do ex-ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, em entrevista à CNN, que sublinha que ninguém quer eleições antecipadas, nem o governo, nem a oposição. O ministro-adjunto e da Coesão Territorial acredita ser difícil chegar a um entendimento. Manuel Castro Almeida considera que o Partido Socialista exagerou na exigência nas matérias do IRS Jovem e também do IRC. Em entrevista ao "Now", Carlos Almeida admite, ainda assim, que ainda há margem para negociar. E o ministro dos Assuntos Parlamentares diz que a contraproposta do PS vai ser discutida internamente. Afirma que, se ignorar as imposições de não mexer mais no IRC a partir de 2025, o PS demonstrou abertura para ceder. No entanto, Pedro Duarte considera que é um esforço pequeno em comparação com a proposta apresentada na quinta-feira pelo governo.
Acho que é relativamente evidente que o governo tem feito um esforço gigantesco de aproximação. A contraproposta que apresentamos ao Partido Socialista foi, de facto, uma cedência enorme. E era interessante que nós esperássemos do lado do Partido Socialista um esforço, nem que seja um pequeno esforço. E eu quase me atrevo a dizer que o governo cedeu uma montanha, mas do lado do Partido Socialista, acho que continua no rato, acho que ainda não saiu do Largo do Rato. Parece que temos aqui um irritante que quer sempre apresentar qualquer coisa mais para não se fecharmos a negociação e não resolvermos este problema.
Pedro Duarte, ministro dos Assuntos Parlamentares, entrevistado pela CNN. O governante admite que ainda há margem para o governo negociar com o Partido Socialista. O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, diz estar menos otimista sobre a viabilização do documento. O líder parlamentar dos sociais-democratas acredita que poderá haver um entendimento com base numa negociação séria.
Eu estou sinceramente convencido ainda, como estive sempre e tenho dito publicamente, que o Partido Socialista, fazendo fé naquilo que ainda hoje disse, porque me parece evidente, não há ninguém no país que queira eleições antecipadas e muito menos há alguém no país que perceba que pode haver eleições antecipadas, porque um governo quer baixar impostos e a oposição não quer. É isto que está em cima da mesa.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, em entrevista à RTP. Alexandra Leitão, líder parlamentar do PS, considera que o partido deu um grande passo no sentido de se aproximar ao governo. Alexandra Leitão garante que se o país for para eleições, será por culpa do executivo liderado por Luís Montenegro. A socialista garante que o Partido Socialista cedeu nas negociações do Orçamento do Estado.
O Partido Socialista, sempre que vai a eleições, em qualquer circunstância, vai sempre a eleições para ganhar e tem sempre condições para disputar eleições para ganhar. Não tem é medo de ir a eleições e, sobretudo, não recua perante situações que são de princípio. O princípio é não aceitar um orçamento que seja mau para o país por incluir medidas com as quais nós discordamos profundamente e consideramos que não vão ao encontro do interesse nacional. Este é o princípio.
As declarações de Alexandra Leitão, líder da bancada parlamentar do Partido Socialista, num registo captado pela RTP3. Pedro Nuno Santos apresentou esta sexta-feira a contraproposta do PS sobre o Orçamento do Estado. O líder socialista propõe benefícios do IRS Jovem apenas em sete e não em 13 anos e apresenta duas alternativas sobre o IRC. Pedro Nuno Santos admite estar no caminho de viabilizar o Orçamento do Estado, mas há condições. Nadine Soares Estamos no caminho da viabilização do Orçamento do Estado, é o que diz Pedro Nuno Santos, mas há condições. O PS apresentou uma contraproposta de orçamento. Os socialistas propõem o benefício do IRS Jovem apenas em sete e não em 13 anos. De todas as alterações, o PS só não aceita uma: o prazo da medida.
Nós propomos que o alargamento temporal do IRS Jovem seja gradual, seja apenas de mais dois anos, isto é, seja de sete anos, em vez dos cinco anos, sem prejuízo de a avaliação que se fizer no futuro justificar o alargamento temporal de uma medida que, ainda assim, na formulação apresentada pelo governo, tenha um custo muito significativo.
Já sobre o IRC, Pedro Nuno Santos diz que o PS não viabiliza o orçamento tal como está e, por isso, apresenta duas alternativas para luz verde.
A primeira, não há redução do IRC em 2025 e que essa não redução de um ponto percentual do IRC seja substituída pela reintrodução do crédito fiscal extraordinário ao investimento.
E a segunda alternativa.
É o Partido Socialista viabilizar a redução de um ponto percentual do IRC em 2025, com o compromisso de que nos três anos seguintes não haverá reduções adicionais da taxa nominal de IRC, que podem ser substituídas pela reintrodução do crédito fiscal extraordinário de apoio ao investimento.
Reunidas estas condições, Pedro Nuno Santos admite fortes possibilidades de viabilizar o orçamento. O líder socialista mostra-se satisfeito com o esforço de aproximação do Executivo. E tal como Luís Montenegro, também Pedro Nuno Santos recuperou a frase de Jorge Sampaio.
Há, de facto, um mundo para lá do orçamento e nós temos que encerrar este capítulo e avançar. E por isso temos mais é que nos conseguir entender, dar um orçamento e estabilidade ao país.
Os detalhes da contraproposta do Partido Socialista com a jornalista Nadine Soares, um documento apresentado por Pedro Nuno Santos na passada noite de sexta-feira, na sede do PS, no Largo do Rato. Aterrou ao início da noite desta sexta-feira, no Aeroporto Figo Maduro, o segundo avião com portugueses vindos do Líbano. A bordo estavam 41 pessoas de várias nacionalidades, 16 delas portuguesas. O voo seguiu no avião C-130, que durou cerca de sete horas e foi operado pela Força Aérea Portuguesa. O jornalista Bruno Correia acompanhou a chegada.
Eram 20h16 quando o C-130 aterrou no Aeroporto Figo Maduro, em Lisboa. Dentro do avião estavam 41 pessoas, 16 de nacionalidade portuguesa. Homens, mulheres e crianças que tiveram de deixar tudo para trás por causa do conflito entre o Líbano e Israel, como é o caso de Ayuma Sacadura, uma jovem brasileira de 23 anos.
Eu lembro que nós simplesmente saímos correndo de casa por causa do barulho. Meus irmãos mais novos, eles têm um de oito anos e uma de 14. E eu lembro de segurar ela chorando nos meus braços, porque nenhuma criança deveria passar por isso.
Emocionada, descreve o que viveu nos últimos dias.
Eu estava esperando a mensagem da embaixada, uma esperança, e ao mesmo tempo eu estava esperando que as coisas simplesmente fossem resolvidas pra que eu não tivesse que sair de casa. E eu passava pelas paredes da minha casa e eu ficava me perguntando se essa era a última vez que eu ia vê-la.
À saída do Aeroporto Figo Maduro, estava Isaías Teixeira, que estava à espera dos tios. Vindo de Beirute, deixou a família para trás e diz que reviveu acontecimentos semelhantes no passado.
Foi a mesma coisa que aconteceu em 2006. É a mesma coisa, mas agora foi mais brutal, porque as explosões são mais grandes que em 2006. Estou triste porque a família ainda está no Líbano, mas não posso fazer nada. Só agora vou buscar trabalho para ser piloto e depois vamos ver o que posso fazer para ajudar a família.
Os testemunhos dos cidadãos que chegaram esta sexta-feira a Lisboa, vindos do Líbano, acompanhados pelo jornalista Bruno Correia. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esteve presente nesta chegada e esclareceu que os restantes portugueses que continuam no Líbano não têm intenções de abandonar o país. E na atualidade internacional, um avião de transporte militar sul-coreano evacuou 97 cidadãos e familiares do Líbano, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país, citado pelo jornal The Guardian. O voo chegará à capital Seul este sábado à tarde e os diplomatas sul-coreanos que já estavam no Líbano vão continuar no país. É uma informação avançada pela agência de notícias local Yonhap. Os Estados Unidos vão apoiar com cerca de 157 milhões de dólares as populações afetadas pelo conflito no Líbano, de acordo com o jornal Al Jazeera, que cita o comunicado do Departamento de Estado. O financiamento pretende dar resposta às necessidades das pessoas deslocadas dentro do país e às populações refugiadas. O apoio vai também chegar às pessoas que estão a fugir para a Síria. E no desporto, o Sporting recebe este sábado o Casa Pia, em Alvalade. Rúben Amorim tem como prioridade manter-se na liderança do campeonato. O técnico dos Leões considera que há pouco espaço para errar e diz, por isso, que o Sporting só vai descansar quando derrotar o Casa Pia.
Há coisas que temos que melhorar, essa é a nossa pressão que devemos ter. Depois, nós já sabemos que para ganhar o campeonato, cada vez mais, nós temos que fazer um enorme número de pontos. Não se pode perder quase pontos para ganhar o campeonato. Este ano acho que ainda vai ser pior. Portanto, não muda nada, cada um faz o seu caminho, volto a dizer. Nós estamos em primeiro, queremos manter, temos que só pensar no Casa Pia. Ganhando ao Casa Pia, nós podemos dormir descansados durante duas semanas e depois voltamos ao trabalho.
Do outro lado, João Pereira sublinha o registo imbatível dos Leões, mas acredita que o Casa Pia pode ser o primeiro a roubar pontos ao Sporting.
Acredito que será um jogo taticamente bastante rico. Nós temos que ser inteligentes e maduros na forma como queremos gerir o jogo também, porque sabemos perfeitamente, como disse anteriormente, vamos jogar contra uma equipa que é imbatível este ano, que não perde desde o dia 12 de fevereiro de 2023, mas que nós vamos entrar com uma crença muito grande que poderemos ser a primeira equipa a retirar pontos ao Sporting este ano.
Rúben Amorim e João Pereira na antevisão ao duelo da oitava jornada da Liga Portuguesa. O encontro está marcado para às 20h00, em Alvalade, e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Outros jogos que também vão decorrer amanhã: o Santa Clara vai deslocar-se a Moreira de Cónegos para defrontar o Moreirense, um jogo marcado para às 15h30. E este sábado vai também defrontar-se o Gil Vicente e o Estrela da Amadora, e também o Arouca e o Aves. É a notícia de fecho deste jornal. A informação volta à Rádio Observador às 06h30. Até já.