Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São seis horas.

Muito bom dia. A Assembleia da República aprova, nesta quarta-feira, o programa de governo através do chumbo da moção de rejeição do PCP, que não terá o apoio de PS e Chega, nem da coligação que apoia o executivo, a AD. O período de encerramento tem cerca de duas horas para intervenções dos partidos, por ordem crescente de representatividade e do governo, seguindo-se a votação da moção de rejeição do PCP ao documento que PS e Chega já disseram inviabilizar. Esta sessão começa às 10h. Ora, quanto ao primeiro dia, no final deste debate do programa de governo, Luís Montenegro não exclui diálogo com ninguém e coloca a responsabilidade da estabilidade nas oposições. Foram praticamente nove horas de debate no primeiro dia de apresentação do programa de governo. Durante a tarde de terça-feira, foram vários os ministros que foram apresentando as prioridades de cada setor. Joaquim Miranda Sarmento nas Finanças, António Leitão Amaro na Imigração, Gonçalo Matias na Reforma do Estado, Castro Almeida na Economia e Nuno Melo na Defesa. Mas o dia de ontem começou com Luís Montenegro a responder diretamente às oposições, sobre as quais Miguel Vitor Dias colocou a responsabilidade de uma legislatura estável.

Luís Montenegro começou o dia com metáforas futebolísticas, a querer distribuir jogo e, por isso, arrancou logo pelos dois maiores partidos da oposição.

Todos sabemos, e o povo que assim decidiu também sabe, que a legislatura só não terá essa duração se os dois maiores partidos da oposição assumirem entre si uma coligação deliberada, ativa e cúmplice politicamente.

Montenegro a colocar o ónus da duração da legislatura no PS e no Chega, com José Luís Carneiro a estrear-se no frente a frente enquanto futuro secretário-geral do PS e a avisar o primeiro-ministro que para dialogar é preciso mais do que copiar medidas.

Colocar essas propostas no seu programa de governo sem uma única palavra com os outros partidos da oposição, isso não é diálogo, isso é plágio, isso não é diálogo, isso é monólogo.

José Luís Carneiro que perguntou a Montenegro quem vai ser o parceiro preferencial do governo. O primeiro-ministro não exclui ninguém, mas também não hostiliza.

Nós sabemos bem quem mostrou já muitas vezes estar à altura dessa responsabilidade. Logo veremos se há novos protagonistas e novas forças a demonstrar também esse sentido de responsabilidade. Às vezes temos fundadas dúvidas.

Do lado do Chega, já vão surgindo ultimatos. André Ventura aponta à ministra da Saúde.

Ou o governo muda na saúde, ou o governo faz alguma coisa pela saúde de quem cá está, ou nós não toleraremos muito tempo este governo.

Ventura que, para além da saúde, falou de imigração, claro, com o ministro da Presidência, Leitão Amaro, a procurar pôr os pontos nos is.

Com o seu voto, castigaram a irresponsabilidade da imigração descontrolada do passado. Com o seu voto, os portugueses também disseram que não querem as portas todas fechadas. Os portugueses não escolheram o ódio.

E para além deste tópico, a reforma do Estado, outro desígnio do governo, com Gonçalo Matias a garantir que não vão existir cortes.

Não queremos reduzir funcionários, queremos reduzir a burocracia. É um desígnio político nacional.

Gonçalo Matias a querer reduzir papéis e o tempo gasto pelos portugueses na relação com o Estado.

Reportagem do jornalista Miguel Vitor Dias, com o resumo do primeiro dia de debate, que continua hoje às 10h. A votação da moção de rejeição apresentada pelo PCP deve acontecer por volta da hora de almoço. Neste mesmo debate, o Ministro da Economia e da Coesão garante que a execução do Plano de Recuperação e Resiliência não está atrasado. Esteve, mas já não está. É a garantia dada por Castro Almeida, o novo ministro da Economia. Em resposta aos anseios dos últimos dias, incluindo de Marcelo Rebelo de Sousa, Castro Almeida garante que o anterior governo procurou recuperar caminho e que a execução do PRR está agora bem encaminhada.

O sétimo pedido de pagamento está pronto a ser apresentado. Aguarda apenas pela aprovação do sexto pedido, que deve acontecer nas próximas semanas. Ou seja, senhor Presidente e senhores deputados, o PRR não está atrasado. Esteve, mas já não está. E posso também anunciar à Câmara que o oitavo pedido de pagamento será apresentado bem dentro do prazo previsto, antes do final do corrente ano. Ficarão a faltar dois pedidos de pagamento em 2026.

Manuel Castro Almeida, na intervenção durante o debate do programa de governo, em que, no novo fato de ministro da Economia, admite que o próximo ciclo vai ser complicado.

A economia é feita de ciclos e o ciclo que estamos a viver não é particularmente esperançoso à escala global. Portugal não ficará imune às consequências das guerras, nem aos sobressaltos do regime tarifário americano. Mas não podemos encarar estas dificuldades, que são reais, como desculpa para a inação, nem ficar paralisados perante a incerteza.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, que agora junta a execução dos fundos comunitários com a pasta económica. Ao longo da tarde desta terça-feira, para além de Castro Almeida, também Miranda Sarmento, António Leitão Amaro e Gonçalo Matias falaram das áreas que tutelam as finanças, a imigração e a reforma do Estado. O Ministro da Defesa garante ter um plano credível para antecipar o investimento de 2% do PIB. Já na reta final do primeiro dia de debate, Nuno Melo garante que Portugal apresentou aos aliados da NATO um plano sólido para antecipar a vitola de investimento de 2% em defesa já este ano, salvaguardando o Estado social.

Apresentamos aos nossos aliados um plano credível para antecipação da meta de investimento de 2% do PIB na defesa nacional, se possível até ao final de 2025, mas sempre com dois pressupostos: nunca, em alguma circunstância, colocar em causa o Estado social. Segundo pressuposto, nunca colocar em causa o bom desempenho da economia e, se possível, reforçar esse desempenho da economia.

Nuno Melo, numa declaração aos deputados já no início da noite de terça-feira. O Ministro da Defesa acrescenta ainda que Portugal vai investir onde a NATO entenda que seja mais necessário. Lá por fora, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, vai hoje ao Parlamento Espanhol responder a perguntas dos deputados depois de, na semana passada, ter admitido que há indícios muito graves de corrupção nos dirigentes do PSOE, o Partido Socialista Espanhol. O Parlamento tem às quartas-feiras de manhã uma sessão de controle ao governo, em que os membros do Executivo respondem a perguntas dos deputados, e Sánchez anunciou que estaria hoje presente. A suspeita de corrupção na cúpula do PSOE abriu uma crise em Espanha nos últimos dias que analistas, dirigentes partidários e até a imprensa consideram quase unanimemente colocar em risco a sobrevivência política do atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Vamos à Justiça. Decorreu na terça-feira a primeira sessão do julgamento cível que opõe a dupla de cantores Anjos à humorista Joana Marques. Na terça-feira foram ouvidos os dois artistas em tribunal. Pedem uma indenização de mais de € 1 milhão. Em causa está um vídeo satírico publicado nas redes sociais pela humorista e que, como alega a acusação, terá tido várias consequências. Maria João Brás.

Concertos cancelados, perda de patrocínios, ameaças nas redes sociais, ataques de pânico e até uma crise de acne. Tudo isto são as consequências apontadas pela dupla Anjos desta atuação, que deu origem a um vídeo satírico publicado por Joana Marques.

Às armas, às armas, pela paz, pela paz. Contra os canhões, marchamos, marchamos.

Os artistas falam em problemas técnicos na atuação no MotoGP em 2022, no Algarve, mas não é isso que está em causa. Tanto Nelson como Sérgio Rosado acusam Joana Marques de adulterar a atuação ao cortar o vídeo original e intercalá-lo com imagens dos jurados de um concurso de talentos, o "Ídolos". À saída do tribunal, Nelson Rosado esclarece o que está em causa neste processo.

Nós não estamos aqui para discutir a liberdade de expressão, da qual somos totalmente fãs. Estamos aqui para mostrar, demonstrar e provar, aqui em tribunal, lá dentro, neste caso, que efetivamente houve manipulação e adulteração de um vídeo que gerou danos.

A dupla Anjos terá pedido a Joana Marques para retirar o vídeo nas redes sociais e responder ao pedido de esclarecimento dos artistas. Segundo os irmãos Rosado, isso teria sido suficiente para evitar este julgamento. Mas à chegada ao tribunal, a humorista explicou que tem um entendimento diferente.

Eu lamento estar também a fazer perder o vosso tempo. Acho que estamos todos a perder tempo útil. O meu não é especialmente valioso, portanto, também não tenho problema em estar aqui estes dois dias. O tempo do tribunal, se calhar, podia ser um bocadinho mais bem aproveitado.

A primeira sessão durou quase sete horas, o que levou a juíza a determinar uma sessão extra para dia 30 de junho. Nesta altura, vão ser ouvidas as testemunhas da defesa, onde se incluem nomes como Fernando Alvim e Ricardo Araújo Pereira, que vão ser chamados a tribunal para mais uma vez debaterem os limites do humor.

A jornalista Maria João Brás, que esteve a acompanhar a primeira sessão do julgamento que opõe Joana Marques à dupla Anjos. A segunda sessão é hoje e começa às 09h30 da manhã. Vão ser ouvidas as testemunhas da acusação. No desporto, a seleção sub-21 está apurada para os quartos-final do Campeonato da Europa de Futebol. A equipa das Quinas só precisava de um empate para seguir em frente, mas goleou a Geórgia por 4 x 0 nesta partida. O homem do encontro, o melhor jogador em campo, foi Giovanni Quenda. Na reação a esta vitória, o selecionador nacional, Rui Jorge, elogiou a atitude dos jogadores, mas confessa que a equipa poderia ter feito mais depois da expulsão de um jogador da Geórgia.

Sim, muito condicionada pela expulsão logo no início, que em termos de jogo modifica totalmente o cariz daquilo que poderia ter sido o jogo. Mas não deixa de ser uma boa vitória. Ainda assim, em superioridade numérica, é preciso saber aproveitar. Acho que o conseguimos. Podíamos tê-lo feito melhor ainda, mas estamos aí.

Rui Jorge, em declarações ao Canal 11. Portugal vai agora defrontar nos quartos-final quem ficar em segundo lugar no grupo D da prova. Neste momento, as contas desse grupo estão com a Dinamarca com seis pontos, Ucrânia com três pontos, Países Baixos e Finlândia apenas com um ponto. Ou seja, neste momento, o segundo classificado desse grupo e próximo adversário de Portugal pode ser Ucrânia ou Países Baixos. Ponto final neste noticiário das 06h. Regresso dentro de meia hora para a síntese informativa. Até lá, aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.