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Rádio Observador. São 06h00. As notícias com Nadine Soares. Bom dia, começamos com a atualidade internacional. Luís Montenegro tem um encontro marcado com o chanceler alemão, com a segurança internacional a marcar a agenda do dia de hoje. O primeiro-ministro tem esta visita oficial à Alemanha. A cooperação política europeia e segurança internacional vão ser os temas em destaque. O encontro acontece em Berlim, na chancelaria, e inclui uma recepção oficial. A visita dura dois dias, vai reunir líderes políticos empresariais para discutir o futuro da economia e segurança internacional. É um encontro que acontece numa altura em que os ataques não param no conflito do Irão. As forças iranianas acusam os Estados Unidos de terem matado cinco civis numa operação de escolta que correu mal. O Centro de Comandos Operacionais dos Estados Unidos avança que destruíram embarcações militares do Irão que estavam a ameaçar um navio comercial que estava em escolta durante esta madrugada. No entanto, a agência de notícias Tasnim escreve que se tratavam de navios de mercadorias que se deslocavam até à costa do Irão. Fontes do exército iraniano, citados pela mesma fonte, acusam o CENTCOM de ter atacado embarcações com civis. O Irão, que acusa os Estados Unidos de terem adotado um comportamento precipitado, que só demonstra o medo de perder esta guerra. E na guerra, mas da Ucrânia, o presidente ucraniano decidiu antecipar em dois dias o cessar-fogo anunciado por Moscovo, entra em vigor a partir de quarta-feira, dois dias antes da trégua anunciada por Moscovo, devido às comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial. É o que anuncia Volodymyr Zelensky, citado pelos média internacionais. No entanto, as forças ucranianas alertam que vão retaliar caso a Rússia ataque neste período. Moscovo chegou a anunciar um cessar-fogo para a madrugada de sexta-feira até sábado. A Ucrânia defende que é necessário uma trégua prolongada para facilitar as negociações para terminar esta guerra. E com esta antecipação para quarta-feira, a diplomacia ucraniana quer entender se Vladimir Putin vai respeitar o cessar-fogo anunciado e se realmente quer a paz ou mais agressões militares. E viramos a página neste jornal para a política nacional, em destaque com a revisão da Constituição. O Chega ignora a posição do PSD e quer contar com o partido do governo para aprovar uma revisão constitucional, apesar do PSD ter dito que só fala no tema para lá de 2027. André Ventura considera que é uma prioridade para o país, quer entregar um projeto de reforma na próxima quinta-feira no Parlamento e desafia a restante direita a acompanhar o Chega.

Eu acho que face à importância do tema e face à importância destes assuntos, a reforma da Justiça, a reforma do setor econômico nacional, a reforma da nossa identidade ideológica e da carga ideológica que a Constituição ainda tem, eu acho que não há nenhum partido não socialista que possa ficar fora deste desafio.

A iniciativa liberal também decidiu que vai apresentar uma proposta de revisão constitucional, estabelece um prazo de 30 dias para o fazer. Os liberais querem levar a propriedade privada a direito fundamental e rever toda a constituição econômica. A iniciativa liberal considera que é uma das medidas fundamentais para o país, que é necessário neste momento. E de volta ao Chega, André Ventura mostra-se satisfeito com a promulgação do presidente da República quanto à Lei da Nacionalidade, ainda que António José Seguro tenha lamentado a ausência de um consenso mais alargado e menos ideológico quanto a este diploma. André Ventura diz que foi o consenso possível.

Teve que se fazer um consenso o possível entre três partidos que veem isto com esta diferença. Não é nem o presidente da República, nem o primeiro-ministro, nem os líderes dos partidos que escolhem a composição que o Parlamento tem, são os portugueses. Portanto, compreendo o que diz o presidente da República, mas esta lei da nacionalidade tem a marca das três grandes forças que atualmente coexistem no Parlamento.

O líder do Chega, em declarações aos jornalistas na sede do partido. Também o governo saúda a promulgação da Lei da Nacionalidade, mesmo sem o consenso do Partido Socialista. O ministro da Presidência, Leitão Amaro, considera que o atual diploma regula de forma mais eficaz as entradas em Portugal.

Como assinalou bem o senhor presidente da República e nós partilhamos. Por um lado, é uma lei exigente, é mais exigente na ligação efetiva, nos prazos para a obtenção da nacionalidade. Por outro, e como disse o senhor presidente da República, concordamos, garante a proteção humanitária, garante a integração de crianças e menores. Ou seja, está totalmente alinhada esta lei com a política de imigração e cidadania que este governo tem defendido. Mais regulação, mais controle, mas humanista.

São declarações de Leitão Amaro aos jornalistas. E o ministro da Economia garante que os mais de 21 milhões de euros que o governo quer alocar ao PTRR não estão a ser retirados do orçamento do Estado. É dinheiro novo, assegura Manuel Castro Almeida. O ministro começa por explicar que um terço da dotação do PTRR é privado. Acrescenta que 96% das medidas que saem deste plano ainda não estavam a ser orçamentadas.

Estas medidas não estavam dotadas em nenhum orçamento. Só 4% do PTRR é que tinha já uma dotação definida, que eram dotações que estavam atribuídas ao PRR, ao Portugal 2030 e ao PEPAC, para agricultura. Noventa e seis por cento das dotações do PTRR, ou seja, cerca de mais de 21 mil milhões de eurosÉ dinheiro novo, não está availado nenhum.

Castro Almeida que pede aos privados que contribuam para o interesse público com a construção de barragens e investimento nas redes elétricas e de água. Já sobre a obrigatoriedade das casas terem seguro contra catástrofes, o ministro diz que o governo vai dar apoios a quem não tiver dinheiro para pagar. E a EDP está a ser investigada pela Autoridade Espanhola da Concorrência por causa do apagão do ano passado. No entanto, a empresa nega qualquer relação com este incidente. É uma das empresas visadas num dos oito novos inquéritos abertos pela autoridade espanhola. É o que adianta hoje a Agência EFE. Fonte oficial da EDP confirma à Lusa que a Elétrica Nacional recebeu esta notificação de Espanha relativa à abertura de um processo à central térmica de Soto de Ribera, localizada nas Astúrias. No entanto, nega que esta infraestrutura tenha algo que ver com o apagão. A Autoridade Espanhola da Concorrência iniciou oito investigações contra empresas como, por exemplo, a EDP ou a Iberdrola. E tempo ainda neste noticiário para olhar para o desporto. O Sporting venceu o Vitória Sport Clube por 5x1. A equipa leonina chegou ao intervalo a vencer já 3x0. Valeram gols de Gonçalo Inácio, Daniel Bragança e Maxi Araujo. Luís Soares e Luís Guilherme garantiram os dois gols da segunda metade da partida. Do lado do Vitória, um autogolo de Debast. Em reação à partida, o treinador leonino Rui Borges considera que a equipa neste jogo aumentou a eficácia.

Hoje foi um jogo realmente diferente. Também na fase inicial, nas duas oportunidades, fizemos logo dois gols. Acabamos por ser bastante eficazes, o que não fomos, se calhar, nos outros jogos. E acabou por nos dar alguma confiança para o decorrer do jogo. Fomos crescendo, fomos melhorando, fomos criando várias oportunidades de gol até e fomos fazendo. Acho que acaba por ser justa a vitória, numa boa exibição, a equipa um bocadinho mais confiante, notório, mais atitude competitiva também.

São declarações de Rui Borges aos microfones da Sport TV. O Sporting iguala assim o Benfica no segundo lugar da Liga. Ainda no desporto, está marcada para as 17h15 a final da Taça de Portugal. Vai opor Sporting e Torriense no dia 24 de maio. É um anúncio feito pela Federação Portuguesa de Futebol. A final da Taça joga-se como habitual no Jamor. É com o desporto que encerramos este jornal das seis da manhã, mas deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.