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São 6 horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Começamos pela atualidade internacional. Irão e Omã estão perto de um acordo para criar uma nova rota de navegação no estreito de Ormuz, mas Teerão deixa claro que esse entendimento não significa, por si só, a reabertura do estreito. Entretanto, impõe novas condições aos Estados Unidos. Beatriz Félix.
Teerão endurece o discurso e transforma antigas exigências em condições para a reabertura do estreito. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional avisa que Ormuz só será reaberto quando e se os Estados Unidos mudarem de comportamento. Os iranianos querem garantias de que os Estados Unidos não vão voltar a ameaçar o Irão, nem mesmo os aliados, e exigem o fim da guerra e a retirada das forças militares norte-americanas da região. Querem também o levantamento do bloqueio naval aos portos iranianos e das sanções, bem como a libertação dos ativos iranianos congelados e uma compensação integral pelos danos provocados pela guerra. O alto responsável de segurança iraniano garante ainda que o Irão nunca vai ceder, nem em nível militar, nem em negociações. Esta é uma posição que pode complicar as conversações numa altura em que falta pouco mais de uma semana para que termine o prazo de 60 dias do memorando de acordo, para se chegar a um acordo definitivo para o estreito de Ormuz.
A jornalista Beatriz Félix, com as condições do Irão aos Estados Unidos para a reabertura do estreito de Ormuz. Por cá, quase três centenas de operacionais continuam empenhados no combate às chamas em Carrazeda de Anciães. O incêndio que deflagrou na tarde deste sábado em Linhares entrou em resolução já durante esta madrugada, perto das 2h30 da manhã. Em curso continua o incêndio de Parambos. O fogo deflagrou pouco depois das nove da noite e chegou a ter duas frentes. As chamas lavram em terrenos com acessos difíceis, o que tem dificultado as operações dos bombeiros. Ainda assim, nas últimas horas o vento tem dado tréguas e as temperaturas também ajudaram com a descida ao cair da noite. À Rádio Observador, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro adianta que o combate às chamas está a decorrer de forma favorável. Seguimos com os exames nacionais. É residual o número de resultados das reapreciações que ainda não chegaram às escolas. A garantia é do Ministério da Educação, segundo informações do Júri Nacional de Exames. A entidade afirma que os resultados já foram todos enviados às escolas, de fora apenas algumas situações que precisam de esclarecimentos adicionais ou pedidos que deram entrada nos últimos dias. O Ministério da Educação garante que nenhum aluno será impedido de se candidatar ao ensino superior na primeira fase do concurso de acesso. Os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação deveriam ter sido enviados durante a manhã de sexta-feira para que as pautas fossem afixadas durante a tarde. No entanto, perto das 17h de sexta, havia ainda escolas sem qualquer informação. Na política, José Luís Carneiro está de acordo com a posição do Presidente da República em relação à Lei do Retorno. António José Seguro decidiu enviar o diploma para o Tribunal Constitucional. O chefe de Estado tem reservas em relação ao tempo máximo de detenção de imigrantes em situação ilegal em território português, mas também quanto às normas relativas aos menores. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, elogia esta decisão de António José Seguro.
Eu queria concentrar a minha mensagem nestes temas que acabei de referir. Esse tema está muito bem decidido e sobre o qual não me quero pronunciar. Mas tem dúvidas também sobre ele, tal como o senhor Presidente tem? Não, eu estou de acordo com a decisão que o senhor Presidente da República tomou.
Um tema bem decidido, a posição de José Luís Carneiro, que se escusou a entrar em grandes comentários sobre esta questão. O líder socialista aproveitou ainda a visita às festas do povo de Campo Maior para lançar farpas a Luís Montenegro.
Peripécias, peripécias, peripécias. Aquela que mais me surpreendeu nas últimas horas foi mesmo termos um primeiro-ministro que jurou a pés juntos que não ia de férias e ver o primeiro-ministro em férias com o líder parlamentar. E essa é uma peripécia que mostra bem o modo como nós deveremos olhar para aquilo que são os compromissos e a palavra do primeiro-ministro.
Peripécias, as críticas de José Luís Carneiro. Em causa, as fotografias de Luís Montenegro na praia, no Algarve, ao lado do presidente do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, e da família. Entretanto, o líder da bancada social-democrata já reagiu a estas declarações. Hugo Soares acusa José Luís Carneiro de estar pior do que André Ventura, no estilo e na mentira. O social-democrata reage assim ao fato de o líder socialista ter sugerido que Luís Montenegro mentiu quando disse que não ia tirar férias para logo depois ser fotografado na praia. Nas redes sociais, além de acusar Carneiro de mentir, Hugo Soares recuperou uma publicação do ex-deputado do PS e antigo secretário de Estado Ascenso Simões para responder por interposta pessoa ao secretário-geral do PS. Na publicação recuperada por Hugo Soares, o socialista dizia que é preciso dar importância ao que tem mesmo importância. Ainda a propósito da Lei do Retorno, o Presidente da República insiste na necessidade de combater a imigração ilegal em Portugal, mas também de respeitar a dignidade das pessoas. O chefe de Estado recusa ainda em comentar a decisão de remeter o decreto para o Tribunal Constitucional. António José Seguro diz que as razões de ter pedido a fiscalização preventiva do diploma já estão todas explicadas e que não vê motivos para insistir no tema.
As razões estão todas explicadas na fundamentação que enviei. Como sabe, eu sou contra a imigração clandestina. É preciso combater ferozmente a imigração ilegal. Precisamos de regular a nossa imigração e precisamos de defender as nossas fronteiras. E nada disto é incompatível com tratarmos com dignidade as pessoas, designadamente menores e crianças.
As explicações de António José Seguro no final da visita às festas do povo de Campo Maior. A ministra do Ambiente diz que a entidade reguladora dos serviços energéticos ainda não justificou o porquê dos combustíveis demorarem mais a descer do que demoram a subir. O prazo termina na próxima semana, altura em que se espera uma descida no preço dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho garante que se os portugueses não ficarem satisfeitos com a resposta da ERSE, o governo pode intervir.
É muito importante as pessoas perceberem, porque se não ficarmos contentes com essa resposta, o governo, o Estado, tem meios para poder intervir nos preços.
A ministra do Ambiente e Energia, na tarde deste sábado, em Faro, onde Maria da Graça Carvalho anunciou ainda que o Algarve vai ter uma nova unidade de valorização energética de resíduos. Tempo agora para o futebol neste jornal. Porto e Benfica estreiam-se hoje no campeonato. O treinador dos azuis e brancos, Francesco Farioli, quer entrar na nova época com o pé direito. O técnico lembra que a conquista do ano passado ficou no passado e que nada vale para as contas do novo campeonato. Na antevisão do jogo, Francesco Farioli falou ainda do mercado para deixar uma garantia: Rodrigo Mora não expressou desejo de sair dos Dragões.
Tive apenas um jogador que veio ter comigo questionando sobre a possibilidade de sair. Digamos que um falou diretamente comigo, outro sei que também manifestou esse interesse. Nenhum dos envolvidos é Rodrigo Mora.
A garantia do técnico do Porto, que vai orientar este domingo a equipa na estreia do campeonato. Já Sérgio Ferreira admite que o Oliveirense tem tudo o que precisa para ser competitivo.
Logicamente, não estamos no nosso melhor ou no ponto perfeito, mas a verdade é que já temos as armas suficientes e temos a competência suficiente para ser competitivos e é esse o nosso ponto de partida para este jogo e para todos. Ou seja, antes de vencermos, temos que competir. É importante jogar cada segundo, cada bola, cada duelo, cada passe, cada remate.
Sérgio Ferreira, o treinador do Oliveirense, antes do jogo com o Futebol Clube do Porto. Este domingo também o Benfica joga com o Académico de Viseu, um jogo que decorre à porta fechada. Marco Silva lamenta que assim seja e espera dificuldades.
Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica e ao próprio Académico de Viseu, ao próprio espetáculo. É ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.
As palavras de Marco Silva antes do jogo com o Académico de Viseu, da primeira jornada do campeonato. Do lado do Académico, diz que a ausência de público pode jogar a favor da equipa de Viseu.
Acho que, de facto, a multidão galvaniza os jogadores. Esperemos que a sua ausência possa equilibrar um bocadinho mais as contas entre as duas equipas. Teremos, certamente, um jogo diferente para apresentar do adversário de ontem que o Benfica teve e esperamos que essas diferenças possam criar mais problemas ao Benfica do que os adversários têm causado até agora.
Bruno Pinheiro, o treinador do Académico de Viseu, antes do jogo com o Benfica. Aqui na Rádio Observador temos emissão especial de desporto para acompanhar estes dois jogos a partir das 17h30. Notícia de fecho neste jornal das 06h, atualizamos o essencial da informação às 18h30.