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As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, Jornal das 6 na Rádio Observador. A começar com os novos desenvolvimentos da polêmica que envolve o ministro da Administração Interna, já com reação oficial do CHEGA, o partido de André Ventura acusa o primeiro-ministro de perder o controle da situação e insiste que Luís Neves não tem condições para continuar no cargo. A posição é assumida pelo partido num comunicado enviado às redações na última noite, após a abertura de uma auditoria aos oito anos de Luís Neves à frente da PJ, e também depois de a CNN Portugal ter noticiado ontem que o empreiteiro amigo de Luís Neves fez obras na casa do diretor financeiro da Judiciária. O caso foi confirmado pelos vizinhos que viram a viatura da Constrobarcelos perto da casa de Álvaro Pires. Sabe-se também que foi durante o mandato de Luís Neves na liderança da Polícia Judiciária que Álvaro Pires foi nomeado diretor da Unidade de Administração Financeira Patrimonial e de Segurança. Foi ele também quem sugeriu que o atrelado apreendido numa operação contra o tráfico de droga ficasse na empresa do amigo do ministro da Administração Interna. Mas voltando à reação do CHEGA, na Rádio Observador, o ministro da Administração Interna do Governo Sombra do CHEGA não percebe como Luís Neves continua no cargo.
É muito estranho que o ministro da Administração Interna, que a propósito das suas funções como diretor da Polícia Judiciária, tem um processo no Tribunal de Contas, tem um inquérito a decorrer na Procuradoria Europeia, tem agora esta auditoria lançada pelo Ministério da Justiça. Nenhum outro titular de um cargo de semelhante natureza que tenha todos estes inquéritos a decorrer. E o primeiro-ministro, para ele, está tudo normal.
Fernando Silva, ministro sombra do CHEGA, a deixar críticas à forma como Luís Montenegro está a lidar com este caso. Certo é que a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça vai realizar uma auditoria e a pedido da atual direção da Polícia Judiciária, sabe o Observador, este passo de investigação não inclui o processo do transporte do atrelado e vai acontecer paralelamente a uma avaliação interna da Polícia Judiciária. Na reação, o próprio ministro diz que a ministra da Justiça fez bem em abrir esta auditoria.
A senhora ministra da Justiça ordenou e ordenou bem. Eu já disse que estou absolutamente tranquilo e ainda bem que todas essas auditorias, investigações, averiguações, audições se façam para que no final a verdade de tudo venha ao de cima. Portanto, quer dizer que estou absolutamente tranquilo e também que estou desejoso, se necessário for, de colaborar e contribuir com o meu conhecimento para essas questões.
Luís Neves, ontem durante a tarde, a reagir à abertura de uma auditoria. Fonte da Polícia Judiciária confirma ao Observador que a audiência da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça foi solicitada, ou a auditoria, assim que está certo, foi solicitada pela atual direção nacional da PJ, liderada por Carlos Cabreira, e incide nos anos entre 2018 e 2026. Ainda sobre o ministro Luís Neves reitera que foi o próprio a pedir a intervenção do Tribunal de Contas sobre a gestão financeira da Polícia Judiciária. O Observador já tinha revelado que a gestão de Luís Neves tinha sido perdoada, apesar de terem sido apontadas infrações financeiras à liderança do agora ministro, mas entretanto o Ministério Público pediu o julgamento de Luís Neves junto do Tribunal de Contas, que podia ser evitado com o pagamento de uma multa. Como Luís Neves entende que não cometeu nenhuma infração, pediu ao tribunal para ir a julgamento.
Contrariamente àquilo que tem vindo a ser dito, fui eu que requeri a intervenção do Tribunal de Contas. A Polícia Judiciária foi inspecionada, quer dizer, nos últimos anos, a Polícia Judiciária teve inúmeras inspeções, em que saímos bem globalmente delas. Numa inspeção do Tribunal de Contas, há dois factos que nos foram apontados com relevância. E o Tribunal de Contas entendeu que o contraditório que a Polícia Judiciária apresentou, que era suficiente e deu o assunto como encerrado.
O ministro da Administração Interna, ontem à margem de uma ação de formação sobre o SIRESP, em Leiria, o caso voltou a merecer também os comentários de António José Seguro. O presidente da República volta a apelar à defesa das instituições.
Eu reafirmo aquilo que disse na semana passada em Marvão, e designadamente a necessidade de todos nós termos responsabilidades, quer individuais, quer como titulares do órgão de soberania, de preservarmos e defendermos as instituições da democracia e do Estado de direito democrático. É, aliás, nesse sentido que eu interpreto a recente decisão da ministra da Justiça à Polícia Judiciária. E o que é importante é que tanto esta auditoria como as investigações criminais que estão a decorrer produzam resultados o mais rapidamente possível para que nós possamos ter conhecimento dessas mesmas conclusões. É muito importante que cada um, no âmbito das suas competências constitucionais, atue de acordo, de forma a preservar o Estado de direito democrático e as instituições da nossa democracia.
Aqui também a reação do chefe de Estado a estas polêmicas que envolvem o ministro Luís Neves. O tema está naturalmente em destaque no site do Observador. Na educação, as notas dos exames nacionais da segunda fase e os resultados das reapreciações da primeira fase devem ser publicadas hoje. O ministério liderado por Fernando Alexandre garantiu ontem que há condições para que as notas sejam conhecidas durante a manhã, tal como o previsto, uma segurança dada às escolas também pelo Júri Nacional de Exames. As notas começaram a chegar às escolas durante o final de tarde de ontem. Já as reapreciações dos exames da primeira fase vão ser enviadas às escolas hoje de manhã para que possam ser afixadas ao longo da tarde. De acordo com o Júri Nacional de Exames, esta diferença na entrega deve-se ao elevado número de pedidos de reavaliação de exames. Na quarta-feira, durante a tarde, havia ainda professores a corrigir provas. Depois de divulgadas as notas, as escolas vão poder enviar aos alunos as versões digitalizadas das respectivas provas corrigidas, à semelhança do que aconteceu durante a primeira fase O ano político vai arrancar oficialmente a 15 de setembro, mas os partidos já preparam os primeiros eventos partidários a partir deste mês. Festas antecipadas, presenças que ultrapassam barreiras partidárias, datas a assinalar e até jogos de futebol, são alguns dos eventos que marcam este regresso ao ano político. Maria Miguel Marques.
É o partido do governo o primeiro a dar entrada no novo ano político. O PSD volta ao calçadão de Quarteira já na próxima semana para celebrar os 50 anos da Festa do Pontal. A última edição da festa social-democrata gerou críticas da oposição no ano passado, devido ao ambiente festivo do evento, numa altura em que vários incêndios assolavam Portugal. Mas dia 14 de agosto, o programa do PSD volta a prometer festa com um jogo de futebol entre a direção do partido e a direção da distrital de Faro, mas também a banda sonora dos UHF. Dois dias depois, é a vez do PS de dar as boas-vindas ao novo ano político, com uma entrada mais antecipada que o normal. A reentrada do PS é um arraial no Jardim Patrão Joaquim Lopes, em Olhão. Segue-se o Bloco de Esquerda, com o regresso do Fórum Socialismo no final do mês. Para além das principais figuras do Bloco de Esquerda, o evento na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, conta ainda com as socialistas Alexandra Leitão e Isabel Moreira nos dias 29 e 30 de agosto. Quem também tem reentrada marcada para dia 29 é a Iniciativa Liberal, no Algarve, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Já o PCP celebra entre 4 e 6 de setembro os 50 anos da Festa do Avante. A reentrada do LIVRE ainda está por anunciar oficialmente, mas uma fonte do partido adiantou ao Observador que o evento realiza-se nos dias 12 e 13 de setembro, na Alfândega do Porto. Fica por conhecer a inauguração do Chega, que para já não tem nada definido.
Maria Miguel Marques, com o guia de eventos partidários que dá o pontapé de saída no novo ano político. É um artigo assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos e que está disponível no site do Observador. Na atualidade internacional, Donald Trump admite que a guerra com o Irão pode estar muito perto do fim e que o Estreito de Hormuz está mais ou menos aberto neste momento. São palavras do presidente norte-americano, que foi questionado pelos jornalistas sobre um acordo para reabrir Ormuz. Reforça a ideia de que graças ao bloqueio naval liderado pelos Estados Unidos, o estreito de Ormuz está em funcionamento. Donald Trump alega que o mesmo só não é totalmente utilizado por ainda haver minas no percurso.
Neste momento está mais ou menos aberto. Temos uma coisa chamada bloqueio, liderada pela Marinha dos Estados Unidos da América, e somos nós que a controlamos. E agora somos nós que a controlamos, mas eles podem sempre disparar alguma coisa. Têm sempre alguma coisa ou lançam uma mina. E se houver uma mina por aí, isso acaba por complicar as coisas, porque as pessoas não querem levar os seus barcos de milionários e serem acidentalmente atingidas por uma mina. Mas acho que estamos a sair-nos muito bem. Eu estou envolvido nas negociações. Acho que estamos a sair-nos bem. Pode ser que aconteça em breve, sim.
Donald Trump sobre o estreito de Ormuz numa conferência de imprensa durante a última noite. Falamos também de futebol. O Benfica deu mais um passo importante para marcar presença na fase de liga da Liga Europa. Os encarnados venceram os escoceses do Hearts por 6 x 1 na primeira mão da terceira eliminatória de acesso a esta competição europeia. No final do jogo, o treinador das Águias, Marco Silva, destacou sobretudo a melhoria da equipa face aos últimos jogos. Lembra que o Benfica está a disputar jogos oficiais, mas ao mesmo tempo ainda está em a pré-época.
Um jogo bem conseguido, uma primeira parte muito boa em muitos momentos e é o que é mais uma vitória, uma vitória importante. Como eu vos disse ontem também, no momento em que estamos a jogar jogos oficiais, mas estamos a terminar aquilo que é uma pré-temporada. Hoje fizemos a sexta semana de pré-temporada e nós sabemos o que aí vem no domingo já e depois para a semana falaremos da segunda mão.
Marco Silva, depois da vitória por 6 x 1 do Benfica frente ao Hearts. Uma noite europeia que foi positiva para as equipas portuguesas, porque o Sporting de Braga, na Liga Conferência, também venceu. Venceu o Dinamo de Minsk, da Bielorrússia, por 1 x 0, graças ao gol solitário de Ricardo Horta, apontado de grande penalidade. Fecha assim este jornal das 18h na Rádio Observador. A informação regressa às 18h30 com uma síntese de notícias. Até já.