Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seis horas. As notícias com Miguel Gato.
O Partido Socialista vai mesmo dar luz verde à Comissão Parlamentar de Inquérito aos Exames Nacionais. Ontem à tarde, no Parlamento, o PS já tinha admitido a necessidade de ouvir o ministro da Educação sobre os problemas que aconteceram com a digitalização dos exames. Depois, o Secretariado Nacional Socialista propôs ao grupo parlamentar que votasse a favor da proposta do Bloco de Esquerda e já de viva-voz, ontem à noite, na SIC Notícias, o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, anunciou que o PS quer mesmo ouvir Fernando Alexandre.
Nós viabilizaremos essa comissão de inquérito por dois motivos. Primeiro, há que esclarecer a relação entre o desmantelamento que foi feito de várias estruturas do Ministério da Educação e os seus efeitos, nomeadamente, no caos que se instalou nos exames de acesso ao ensino superior. Por outro lado, por que se avançou, de forma intempestiva, para esta transição, não auscultando a opinião de quem teria alertado o próprio ministério que não havia condições para avançar?
Sendo que ontem o presidente do Chega, André Ventura, tinha já anunciado que o partido vai votar a favor da proposta do Bloco de Esquerda para ouvir o ministro da Educação. Agora o Partido Socialista também se junta, anunciou José Luís Carneiro. A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o processo de classificação digital dos exames nacionais é votada amanhã no Parlamento. A vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, acredita que o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho se sente injustiçado e que será por isso que tem feito críticas incompreensíveis ao governo. Em entrevista à jornalista Fátima Campos Ferreira, na RTP, a também conselheira de Estado considera que Passos Coelho nunca ultrapassou a forma como foi tratado depois de vencer as eleições legislativas de 2015, que deram lugar à geringonça e ao primeiro mandato de António Costa. Mas diz também Leonor Beleza não compreender as mais recentes declarações do antigo chefe de governo.
Ele passou por coisas complicadas, como sabemos, porque depois de ter tido uma atuação muitíssimo relevante em termos de interesse nacional, mas muito pesada do ponto de vista pessoal, não foi propriamente objeto dos agradecimentos e da manifestação de apreço que talvez tivesse o direito de esperar. Embora tenha ganho as eleições. Exato. Apesar disso, ganhou as eleições, mas depois as coisas Não conseguiu formar governo. E eu penso que isso, se calhar, pesa muito, mas enfim, tenho muita dificuldade em compreender porque é que ele hoje diz um certo número de coisas.
Leonor Beleza, em entrevista à RTP, vice-presidente do PSD, reage assim às críticas que Pedro Passos Coelho tem feito ao governo de Luís Montenegro, nomeadamente, o antigo primeiro-ministro voltou recentemente a apelar ao Executivo da AD para que seja rápido na execução de reformas no país. A popularidade do presidente da República aumentou desde que foi eleito em fevereiro, ainda assim fica abaixo do arranque histórico de Marcelo Rebelo de Sousa. Após seis meses de mandato, António José Seguro tem quase 70% de aprovação dos portugueses, que contrasta com os 90% do antecessor. A sondagem da Pitagórica para a TVI, CNN e Nascer do Sol, divulgada em setembro, mostra que apenas 20% desaprovam o trabalho feito pelo atual chefe de Estado. Entre o eleitorado feminino e masculino, António José Seguro tem uma maior taxa de aceitação junto às mulheres, 71%, enquanto a avaliação positiva junto dos homens está nos 66%, enquanto Marcelo Rebelo de Sousa tinha uma ligeira vantagem de popularidade junto dos homens. É o que mostra o barómetro político da Aximage, na altura de setembro de 2016. A tracking poll da TVI, CNN e Nascer do Sol também mostra que o presidente da República é geograficamente mais forte no norte do país, com 74% de aprovação e apenas 18% de opiniões desfavoráveis. Este é um artigo em destaque no site do Observador. Falamos agora de criminalidade juvenil. O número de jovens internados em centros educativos diminuiu ligeiramente nos primeiros oito meses do ano. É o que mostram os relatórios mensais da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, consultados pela Rádio Observador. Em agosto, estavam internados nestes centros 152 jovens. No final de 2025, eram 156. Houve assim uma ligeira diminuição. Os números de agosto deste ano, os mais recentes, mostram ainda que a grande maioria destes jovens são do sexo masculino, portugueses, apenas 21 são estrangeiros. Um destes casos é o do rapaz de 12 anos que esfaqueou seis colegas numa escola na Azambuja, faz hoje precisamente dois anos. O jovem utilizou uma faca de cozinha e atacou seis alunos. Na altura, foi noticiado que andaria a ver sites nazis na internet. Este é o tema do ontem para o caso de hoje, da Rádio Observador, e Martim Madeira há várias novidades que até agora ainda não eram do conhecimento público.
O grande destaque é que o jovem que atacou seis alunos já não frequenta a Escola Básica um, dois e três da Azambuja. A informação é avançada à Rádio Observador pelo presidente da Câmara da Azambuja, Silvino Lúcio.
Portanto, soubemos que o menino deixou de frequentar aquela escola.
Quanto às vítimas, cinco rapazes e uma rapariga que ficou ferida com gravidade, continuam na escola, mas com acompanhamento psicológico, como confirma o autarca da Azambuja, Silvino Lúcio.
Os outros alunos frequentam com algum problema, com alguma consternação, com algum medo.
Acompanhados?
Sim, foram acompanhados. O Hospital de Vila Franca pôs lá dois psicólogos. Nós também metemos os nossos psicólogos lá a acompanhar as famílias, demos acompanhamento às famílias
Demos acompanhamento aos meninos.
A Rádio Observador apurou também que, na altura, a autarquia reforçou as medidas de segurança nas escolas, juntamente com a PSP, um reforço que ainda dura até hoje para evitar novos casos de violência. Depois do crime, o aluno foi enviado para um centro educativo em Lisboa. A medida foi decretada pelo Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira. Questionamos tanto o Ministério Público como o tribunal para apurar mais informações sobre a situação atual do jovem, mas não obtivemos resposta. Na altura, o aluno tinha 12 anos, hoje já tem 14, por isso ainda se enquadra na lei tutelar educativa aplicável a jovens entre os 12 e os 16 anos. O jornalista Martim Madeira com os avanços deste caso, do aluno que atacou seis colegas numa escola básica na Azambuja. É o tema do "Onde Pára o Caso?", um programa para ouvir na íntegra depois do jornal das 17h da tarde política. O Benfica venceu ontem o AC Milan por 2 x 0, na estreia do clube encarnado da edição deste ano da Liga Europa. Marcaram Lukebakio e Kaminski e no final da partida, o treinador encarnado Marcos Silva enalteceu o trabalho tático dos jogadores, que permitiu sair de Milão sem sofrer gols.
Um grande trabalho tático da equipa. Perceberam perfeitamente, com pouco tempo do último jogo com o Gil Vicente para hoje, aquilo que nós teríamos que fazer de diferente em termos táticos, principalmente no posicionamento defensivo. Com bola, fomos praticamente a mesma equipa, só não construímos tanto a três com o lateral esquerdo, construímos a quatro, porque sabíamos que íamos ser capazes de ter sempre um lateral livre na nossa primeira fase de construção, pela forma como o Milan nos ia tentar pressionar. E foi isso que aconteceu praticamente durante todo o jogo, mais na primeira parte, mais visível. E um grande trabalho. Ganharmos sem sofrer gols também é muito importante para nós, num campo muito difícil.
O técnico encarnado Marcos Silva destaca também a rotação que fez no 11 inicial, semelhante à do AC Milan de Ruben Amorim. Na reação à derrota, o treinador português explica que a formação italiana perdeu o controle do jogo logo depois de sofrer o primeiro gol.
Assim que sofremos o gol, mesmo antes, nunca nos encontramos e depois desorganizamos. E depois o Benfica deu-nos um bocadinho a bola em certos momentos, mesmo para que nós a perdêssemos. Ainda temos que trabalhar muito nesse aspecto. Faltou velocidade, faltou corridas nas costas da defesa do Benfica. O Benfica esteve sempre confortável, à espera do nosso erro. E a nossa equipa ficou muito ansiosa então a jogar em casa, a querer fazer tudo muito rápido e sentiu-se muito. E, portanto, o Benfica acabou por matar o jogo no segundo gol. Esperou depois com as transições e nós com a bola junto à área, mas sem grande criatividade.
A reação de Ruben Amorim à derrota de ontem frente ao Benfica por duas bolas a zero. Foi a primeira vez que o Benfica venceu na cidade de Milão. O Benfica soma agora três pontos na fase regular da Liga Europa. Para hoje está agendada a estreia do Torriense na competição. A equipa do segundo escalão do futebol português defronta o Lillestrøm, na Noruega, num encontro que arranca às 20h.