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Muito bom dia. Começa agora o Jornal das 7 da Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. 50 anos depois do 25 de Abril, o presidente da República considera que o marcelismo deixou um contributo importante na construção da democracia, para lá da vontade própria do antigo governante. Marcelo Rebelo de Sousa é o primeiro convidado do programa "Eu Estive Lá".
Programa conduzido pela jornalista Maria João Avillez e que ao longo das próximas semanas assinala meio século da Revolução de 1974. No primeiro episódio, que estreia hoje, Marcelo Rebelo de Sousa conta como viveu o 25 de Abril e traça o legado deixado pela primavera marcelista. Na altura, jornalista do Expresso, recém-licenciado em Direito e filho de um dos políticos mais destacados do antigo regime, o atual chefe de Estado recorda sentir, mesmo antes do golpe militar, que a revolução estava por dias.
Eu achava que aquilo era mais dia, menos dia. Podia ser 25 de Abril, podia ser dois dias mais tarde ou dois dias mais cedo. Que o império tinha acabado. Eu tinha visto em Moçambique, meu pai foi governador-geral de Moçambique, o fim do império. Não era possível, já não havia espaço para isso. Tinha visto que a Europa ia ser o futuro, porque economicamente a economia ia depender da Europa. Depois, como é que se chegava à democracia? Eu achava, curiosamente, o marcelismo tinha deixado um legado para além da sua vontade, que foi ao autorizar as sedes, ao permitir a ala liberal. Isto é uma ideia original minha, o Miguel Relvanteu disse-me isso no dia 25 de Abril, quando lhe dei boleia da Faculdade de Direito. Ironicamente, Marcelo Caetano, não tendo pensado nisso, criou condições para, mais tarde, haver um PS muito forte no início, um PPD/PSD que virá a ser e uma direita que será o que for.
O presidente da República, nesta entrevista à Rádio Observador, considera ainda que Marcelo Caetano cometeu um erro fatal no dia da Revolução dos Cravos, ao refugiar-se no quartel da GNR. Um erro que, na opinião de Marcelo, continua a ser cometido e que ainda traz ensinamentos nos dias de hoje.
Faz mais um erro fatal, que é fechar-se no quartel do Carmo e acreditar, como todos os governos ao longo da história acreditam, que quem vai defender é a Guarda Nacional Republicana. Todos, é uma guarda pretoriana. Falhou na monarquia, falhou na República, falhou no salazarismo, marcelismo. Falhou. Mas é um tropismo que há, achar que vão ser mais fiéis do que as Forças Armadas.
Mas é um ponto interessante, isso que está a dizer.
E depois os movimentos dos capitães, é interessante e sempre atual.
O recuo do presidente da República até 1974 no programa "Eu Estive Lá". Marcelo Rebelo de Sousa considera ainda que no dia 25 de Abril, Portugal assistiu a várias revoluções, onde cada espectro político tirou diferentes vitórias.
Todos achavam que tinham ganho, os que queriam o fim do regime, tinham ganho naquele dia e naquela noite. O Partido Socialista pensou que ia ser o grande ganhador, e foi, no fim da revolução e no começo da democracia. O Partido Comunista tinha dúvidas. No 1º de Maio, Cunhal faz um discurso a apelar à unidade de comunistas, socialistas e liberais. Ele tinha a noção que havia um país conservador, que não passava de conservador pra comunista. Os liberais, é preciso ver o seguinte: era uma realidade que se estava a constituir, que tinha emergido, mas que não ia sonhar que fosse liderar, mas acreditava que podia lutar com o PS pela liderança da nova democracia. O que aconteceu mais tarde.
Marcelo Rebelo de Sousa, convidado do primeiro episódio do programa "Eu Estive Lá", da Rádio Observador, conduzido pela jornalista Maria João Avillez. Ao todo, são 16 entrevistas a figuras notáveis da história da democracia portuguesa sobre os 50 anos da Revolução dos Cravos.
"Eu Estive Lá", estreia hoje, depois do jornal da 13h. E a caminho das eleições legislativas, estão definidos os primeiros seis cabeças de lista da Aliança Democrática. Luís Montenegro vai ser o número um por Lisboa.
Já Miguel Guimarães, o ex-bastonário da Ordem dos Médicos, vai ser o cabeça de lista pelo Porto. A lista de Faro é encabeçada pelo vice-presidente do PSD, Miguel Pinto Luz, e a de Setúbal por Teresa Morais, antiga Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade. Eduardo Oliveira e Sousa, ex-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, lidera a lista por Santarém, e Liliana Reis, professora universitária de Ciência Política e Relações Internacionais, encabeça a lista de candidatos em Castelo Branco. Ontem à noite, no comentário habitual na SIC, Luís Marques Mendes avançou mais dois cabeças de lista, nomes que o Observador entretanto confirmou. Rita Judice, advogada especialista em habitação, vai ser candidata por Coimbra, e Telmo Faria, que foi autarca de Óbidos por mais de 10 anos, eleito pelos social-democratas, vai ser cabeça de lista por Leiria. As listas de deputados vão ser aprovadas hoje à noite pelo PSD, na reunião do Conselho Nacional. Também o CDS reúne o órgão máximo entre congressos, mas apenas para a apresentação, discussão e votação dos critérios de listas dos candidatos a deputados.
E a convenção do Chega terminou com acusações de populismo e demagogia, não só por parte do PSD, mas também do Governo.
De resto, só os partidos da direita aceitaram marcar presença no encerramento da convenção, que decorreu em Viana do Castelo. Também o Governo se fez representar com o secretário de Estado João Paulo Correia, que contestou as ideias do partido relacionadas com a imigração. O PSD pediu seriedade e verdade para resolver os problemas das pessoas. Miguel Vitor Dias.
Depois de fugir do ambiente de discoteca que invadiu o congresso do Chega, o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, apontou a mira a André Ventura.
Os problemas das pessoas resolvem-se com seriedade, falando verdade aos portugueses, com ideias concretas e soluções concretas. Não é com uma espécie de vendedores de banha da cobra, que à última hora parece que têm dinheiro pra fazer tudo que o país precisa.
De um lado, a responsabilidade, do outro, o populismo. Foi a mensagem que Hugo Soares tentou passar, procurando ainda pôr fim à narrativa de que o PSD está a perder quadros para o Chega.
Não veio do PSD pro Chega
O nome que está a falar foi nomeado por um governo do engenheiro Sócrates para um cargo europeu. O nome que está a falar foi apoiante e membro da comissão de honra, creio eu, da candidatura do doutor Manuel Alegre.
O caso é o de Henrique Freitas, até ver o único nome ligado ao PSD que vai ser candidato pelo Chega, o secretário-geral dos sociais-democratas, que criticou ainda a referência a Sá Carneiro e encontrou apoio no governo nas críticas a Ventura.
Todas estas promessas que ouvimos aqui durante longos minutos não foram explicadas, nem justificadas do ponto de vista financeiro e orçamental.
O secretário de Estado João Paulo Correia, em representação do Executivo, que pede contas ao presidente do Chega e desmente as considerações sobre os imigrantes.
O ataque à imigração, aos imigrantes que escolhem o nosso país para trabalhar, que servem a economia, as empresas, dizendo que eles são um peso nas contas do Estado, é falso.
Ainda entre os partidos que marcaram presença no encerramento, o CDS, pelo ex-deputado Hélder Amaral, quis criar um fosso entre o Chega e os centristas.
Eu não conheço nenhum estudo credível que nos possa quantificar a corrupção, embora seja muita, e o país precisa de resolver esse problema. Mas ontem eram nove milhões, hoje eram 20. Como é que se passa de um dia pro outro pro dobro? Esta credibilidade faz de André Ventura, de fato, um político que fala alto, fala muito, mas acerta muito pouco.
Além do CDS e do PSD, só a Iniciativa Liberal aceitou também o convite do Chega pra assistir a este encerramento do congresso.
Miguel Viterbo Dias, com as reações dos partidos que marcaram presença no encerramento da convenção do Chega e a reação também do governo.
E no discurso de encerramento, o líder do Chega diz estar pronto para ser primeiro-ministro.
E compara-se mesmo a Francisco Sá Carneiro. André Ventura deixou um apelo para que ninguém fique em casa nas eleições de 10 de março e garante que está pronto para governar.
Sinto-me pronto, sei que estão prontos e eu quero vos dizer que sinto-me tão pronto hoje como sei que Sá Carneiro se sentia para ser primeiro-ministro em 1979. E estou tão pronto a dar a minha vida por este país como ele estava para transformar Portugal. Estamos prontos, vamos vencer e vamos ganhar as eleições de 10 de março.
A garantia e o apelo deixado por André Ventura no encerramento da convenção do Chega, onde anunciou ainda várias propostas, como a reversão da extinção do SEF e da Lei da Nacionalidade. Para a análise, esta convenção está agora no Jornal das 7, colunista do Observador e editora de política do Sol, Raquel Bocasis. Bom dia, Raquel.
Bom dia, Carla.
Temos, depois, sobretudo, do discurso de encerramento de ontem de André Ventura, um partido que protesta menos e que propõe mais?
Não.
Não.
Eu acho que protesta exatamente na mesma proporção. Usa o protesto numa tentativa, e acho que foi isso que essencialmente vimos no fim de semana, de mostrar que são também a alternativa. E, portanto, eu diria que soma ao protesto as propostas, dando menos atenção à forma como elas se podem concretizar do que propriamente à sua formulação. Mas eu acho que claramente aquela ideia que André Ventura deu à entrada da convenção na sexta-feira, de que ia passar de um partido de protesto para um partido de governo, acho que ele somou as propostas ao protesto, mas acho que o que vimos ao longo do fim de semana, e sobretudo nas duas intervenções de André Ventura, foi na mesma um partido de protesto, um partido que baseia todas as suas propostas naquilo que considera que não só que está mal no país, mas que é um escândalo e que é algo que tem que ser atalhado rapidamente. Aliás, ontem, um dos momentos mais importantes daquele discurso de encerramento de André Ventura é o momento em que ele diz que é radical contra a corrupção e que tudo fará para acabar com a corrupção. Aliás, é às verbas que ele diz que o país gasta com corrupção anualmente que ele vai buscar dinheiro, aparentemente, para as suas propostas de redução de impostos, de pagar os subsídios aos polícias, os aumentos aos professores. Enfim, quase todas as suas propostas são baseadas também naquilo que são os argumentos do seu protesto e, portanto, respondendo à tua pergunta, não me parece que o Chega tenha deixado de ser um partido de protesto, até porque é aí, de fato, que ele vai recrutar pessoas, e que ele vai recrutar votos, e é apelando a essa indignação que André Ventura espera vir a ter um grande resultado nas eleições de 10 de março.
Escolhendo como grande adversário Pedro Nuno Santos, ignorando Luís Montenegro.
Sim, claramente. Essa foi a estratégia seguida por André Ventura. Já vinha atrás, mas que foi muito conseguida neste congresso. Ou seja, bipolarizar, fazer de conta que não há mais nada à direita a não ser o Chega, que o Chega é a única alternativa. E de fato, com esta utilização não só abusiva, mas excessiva, do legado de Sá Carneiro. Portanto, ele apresenta-se como o Sá Carneiro da atualidade, porque sabe que isso apela muito ao eleitorado de direita, ainda para mais numa altura em que o PSD, o CDS e o PPM decidiram ressurgir à AD. E, portanto, eu acho que essa é a estratégia. A estratégia é dizer a quem vota à direita que ele é a melhor opção e para isso, a par com este discurso de força, aquilo que ele tenta fazer é ignorar
Que há outra alternativa à direita, para que as pessoas concentrem o voto no Chega e tentem assim derrubar Pedro Nuno Santos. Essa foi a estratégia de André Ventura, do meu ponto de vista, muito bem conseguida.
Raquel, muito obrigada pela tua análise neste Jornal das 7. À Convenção Nacional do Chega, um partido que continua a ser de protesto. E no Médio Oriente, com Israel a prometer continuar a ofensiva contra o Hamas em Gaza, os Estados Unidos vêm pedir um descalar do conflito.
E dizem mesmo que é a altura certa para dar um passo atrás na ofensiva militar levada a cabo há mais de três meses. Em entrevista ao canal CBS, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca confirma que os Estados Unidos estão em diálogo com Israel e que têm apelado a uma transição no conflito. John Kirby considera que é tempo de diminuir a intensidade da operação em Gaza. São declarações que surgem um dia depois do primeiro-ministro israelita ter garantido que a guerra contra o Hamas vai continuar até que todos os objetivos sejam atingidos. São eles: eliminar o grupo islâmico, libertar todos os reféns em cativeiro e garantir que Gaza não volta a ser uma ameaça a Tel Aviv.
Gaza que está sem acesso a comunicações há mais de 48 horas. A noite voltou a ser de ataques no sul do enclave.
Em particular, mais uma vez na cidade de Khan Yunis. A Al Jazeera revela que, apesar do apelo dos Estados Unidos, o exército israelita está a expandir as operações no sul do território. Há registro de dois mortos e vários feridos na sequência de um bombardeamento a uma tenda que servia de abrigo a uma família de deslocados. Israel levou também a cabo novos ataques e rusgas em várias localidades da Cisjordânia. Pelo menos cinco palestinianos morreram, três eram adolescentes.
E na Islândia voltou a entrar em erupção um vulcão a cerca de 40 km de Reykjavik. Várias casas arderam na cidade do sul do país.
Depois da última erupção, em dezembro do ano passado, as autoridades reforçaram a segurança nesta cidade piscatória. A maioria dos habitantes que tinha sido retirada da cidade já tinha regressado à vida normal. As autoridades islandesas construíram nas últimas semanas um conjunto de muros para proteger a povoação, mas a erupção de ontem aconteceu no interior desses muros. A atividade sísmica começou a ser mais intensa na noite de sábado para domingo e na madrugada de ontem, pelas 03:00 a.m., os habitantes foram retirados com urgência da localidade. Pelo menos três casas já foram consumidas pelas chamas devido ao rio de lava que chegou à povoação, onde já não existe água quente nem eletricidade. Vários animais estão também presos na região.
Olhamos agora para o desporto, Carla, e para a jornada 17, o Benfica e o Porto venceram e mantêm a distância para o líder Sporting.
O Futebol Clube do Porto venceu em casa, o Sporting de Braga, por 2x0. O treinador Sérgio Conceição diz que foi um bom jogo e elogia o rival.
Trabalhámos bem como equipa, fomos uma equipa sólida. É verdade, com essas-- atenção, o mesmo 11, mas com nuances ligeiramente diferentes para o jogo de hoje. Sabíamos da capacidade do Braga no seu processo ofensivo. Acho que bloqueámos o jogo exterior do Braga. O jogo interior também é forte, principalmente com os médios, mais o Ricardo Horta.
Análise de Sérgio Conceição à vitória do Porto. Já Artur Jorge reconhece que o Braga não esteve a um bom nível.
Tivemos uma equipa numa primeira parte com alguma instabilidade, principalmente naquilo que era o momento com bola, em que tivemos algumas dificuldades para poder chegar mais próximo da área contrária. E quando assim é, fica sempre mais difícil, porque a segunda parte não foi muito diferente disto e, portanto, aquilo resume-se exatamente a isto.
Com esta vitória, o Futebol Clube do Porto consolida o terceiro lugar, mantém-se a cinco pontos da liderança. O Sporting Braga mantém o quarto lugar com 33 pontos, mas pode ser igualado pelo Vitória Esporte Clube, que recebe mais logo o Arouca no último jogo da primeira volta.
Antes do jogo do Porto, o Benfica recebeu e venceu em casa o Rio Ave por 4x1.
Os encarnados ainda estiveram a perder, mas depois Di Maria, António Silva, Marcos Leonardo e João Mário deram a volta ao resultado. O treinador Roger Schmidt fala num jogo difícil, admite que foi preciso sorte, mas diz também que a vitória foi merecida.
Não jogámos um futebol fantástico, mas acima de tudo fomos inteligentes. Precisámos de alguma sorte nos momentos decisivos. No final de contas, marcámos quatro gols e criámos muitas oportunidades. São jogos em que temos de vencer, nos jogos em que somos excelentes e chegamos eventualmente à vitória. Mas neste tipo de partidas temos de mostrar uma boa mentalidade e aceitar que, por vezes, o adversário também tem oportunidades. Acima de tudo, estou muito feliz por termos conquistado os três pontos e acho que os merecemos.
Do lado do Rio Ave, Luís Freire considera que apesar da derrota, a equipa fez um bom jogo e lembra a diferença entre as duas equipas.
Eu confio que a equipa a jogar assim vai conseguir os pontos que é preciso. Temos é que continuar a jogar assim, porque há jogos que jogamos bem e há outros jogos que jogamos mal. Mas este jogo, se continuarmos a jogar assim, vamos poder fazer ainda mais pontos. Agora, se calhar, às vezes, as pessoas não olham para as dificuldades que os outros clubes têm. Eu vou dar este exemplo. O ataque do Benfica, os dois avançados foram 40 milhões. O Rio Ave agora foi comprado por 20. Comprado ou está a ser negociado. Só para termos uma ideia. Portanto, por que está assim? Está mais ou menos respondido. Ainda conseguimos fazer melhor? Vamos tentar. Eu acredito que vamos atingir o objetivo.
Com este resultado, o Benfica mantém-se no segundo posto com 42 pontos, a um do líder, o Sporting. O Rio Ave é 16°, tem 15 pontos. A jornada 17 termina mais logo com o Vitória Esporte Clube a receber o Arouca, quando forem 20h15 da noite
São agora 7:18, Carla, que outras notícias marcam a atualidade?
O comandante-geral da GNR recebe hoje as associações profissionais. Um encontro que acontece numa altura em que está em curso uma onda de contestação de polícias e guardas por melhores condições salariais e de trabalho. O comandante-geral da GNR manifestou apoio aos protestos, mas pediu aos militares da corporação para que, em nenhuma circunstância, a liberdade e a segurança dos cidadãos seja descurada. A depressão Irene vai trazer ventos fortes e chuva intensa a Portugal continental e à Madeira até ao final do dia de quarta-feira. A previsão do IPMA explica que, a partir do final da tarde e amanhã, a chuva vai ser persistente, pode ser, por vezes, forte e acompanhada de trovoada, em especial nas regiões Norte e Centro. No Porto, as obras do Metrobus vão provocar condicionamentos de trânsito e de estacionamento na zona da Boa Vista. Entre hoje e quarta-feira, não é possível circular em dois troços das ruas Pedro Hispano e Tenente Valadim. As exceções são cargas e descargas ou o acesso a garagens. E já aqui falámos da convenção do Chega, mas além das promessas eleitorais de André Ventura e das reações dos outros partidos, ainda falta falar de uma coisa.
Já ouvimos reportagens, já ouvimos análises, fica a faltar o quê?
Aquele a que já nos habituámos, o vídeo dos bloopers do Observador. Os apanhados, digamos assim. Terminada que está a sexta convenção nacional do Chega, reunimos em vídeo os momentos mais insólitos do fim de semana e o resultado foi este.
Boa tarde, Viana do Castelo! Mais uma vez, o Tribunal Constitucional nos reúne.
Esperemos que seja um bom pronúncio.
Haja saúde, alegria e felicidade.
Venha também o filho, o pai, a mãe, o vizinho Periquito.
Porque quem ama, cuida e quem ama, limpa.
Este vídeo tem pouco menos de três minutos. Nas intervenções políticas do fim de semana, sobraram teorias sobre a NASA, santos, diabos, entre os militantes do Chega. Vale a pena ouvir.
Sim, o vídeo já está disponível para ver e ouvir no site e nas redes sociais do Observador.
Nem rei, nem lei, nem paz, nem guerra, define com perfil e ser este fulgor baço da Terra.
Eu até me faltam as palavras.
Nós não podemos ter medo das palavras. Digam lá se não é para rir o que ele está a dizer.
No passado, reis, nobres e poderosos submetiam-se ao poder do clero, ao poder da Igreja. E sabem por quê?
A resposta já todos sabem qual é. E já vão seis meses. Seis meses, meus amigos.