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O País. Jornal das 7, com a edição do Luís Soares. Luís, começamos por Maria Luís Albuquerque, que vai ser ouvida na Assembleia da República sobre a TAP, numa altura em que decorre o processo de nomeação para a Comissária Europeia. O cenário pode complicar a ida da antiga ministra para Bruxelas.

Isto depois do relatório da Inspeção Geral das Finanças sobre o processo de privatização da TAP. Os partidos pediram para ouvir Maria Luís Albuquerque no Parlamento. O documento gerou suspeitas de crime. Ora, a oposição, principalmente à esquerda, pode levantar problemas à ida de Maria Luís Albuquerque para Comissária Europeia. Já na Bruxelas, Mário Silva da Costa mantém-se em silêncio.

Questionado pelo Observador sobre as implicações que o caso pode trazer para a nomeação de Maria Luís Albuquerque, o porta-voz da Comissão Europeia responde que a instituição não vai comentar o processo nem detalhes de contactos. O Observador perguntou também a Marta Temido, a cabeça de lista do PS nas últimas europeias, como é que os socialistas vão abordar o relatório da IGF em Bruxelas. Em resposta, Marta Temido diz que é prematuro fazer qualquer juízo no que respeita à nomeação nacional de Maria Luís Albuquerque. A eurodeputada recorda que o processo ainda é longo e detalhado.

Mas a questão do relatório da Inspeção Geral das Finanças é sensível para o PS, que aliás, foi um dos partidos que quis ouvir Maria Luís Albuquerque na Assembleia da República.

Uma fonte socialista revela ao Observador que é delicado para qualquer eurodeputado inviabilizar um comissário do próprio país. No entanto, a mesma fonte sublinha que a votação do Parlamento Europeu vai ser sempre em função do grupo político, ou seja, vai pesar a decisão dos socialistas e democratas como um todo. Desta forma, é possível que os eurodeputados portugueses eleitos pelo PS fiquem ligados a um parecer negativo da família política ao nome de Maria Luís Albuquerque.

E Mário, já se sabe como vão atuar os restantes partidos em Bruxelas?

Bloco de Esquerda e PCP têm sido bastante críticos em relação a todo este processo de nomeação da Comissária Europeia. Sobre o impacto concreto do relatório da Inspeção Geral das Finanças, a bloquista Catarina Martins diz ao Observador que está a ler o documento antes de tomar uma posição. À direita, André Ventura também já afirmou que Maria Luís Albuquerque está fragilizada. No entanto, os eurodeputados do CHEGA referem que vão esperar pela sessão do plenário do Parlamento Europeu para se pronunciar sobre o tema.

Mário Silva da Costa e a posição dos partidos relativamente ao impacto que o relatório da Inspeção Geral das Finanças sobre a privatização da TAP pode ter na ida de Maria Luís Albuquerque para a Comissária Europeia. O documento levantou suspeitas de crime num processo que remonta a 2015.

Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. E o ministro dos Assuntos Parlamentares desdramatiza a ausência do primeiro-ministro no início das reuniões preparatórias do Orçamento do Estado.

O governo marcou uma reunião para a próxima terça-feira, no âmbito das negociações para o orçamento, mas o primeiro-ministro não vai estar presente. Pedro Duarte desvaloriza a ausência e afirma que Luís Montenegro vai conversar com todos os líderes partidários a seu tempo.

É importante que se perceba que o governo não está a teatralizar uma negociação. Para nós, a encenação, digamos assim, não é o mais importante. Nós estamos com muita seriedade a querer chegar a uma solução de compromisso para o país. E para isso, nós precisamos de ter, de facto, credibilidade, seriedade e rigor nas conversas que estamos a ter. O primeiro-ministro não deixará de ter conversas com líderes da oposição, bem entendido. Não é isso que está em causa. Temos é momentos para tudo. Aquilo que vai decorrer na próxima semana é uma ronda negocial, que será conduzida entre as forças partidárias, que estão naturalmente a representar o governo de um lado e estarão a representar os partidos do outro. Portanto, eu acho que nós não devemos tentar criar fantasmas onde eles, de facto, não existem.

Declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares ontem à noite, numa reunião com militantes do PSD da distrital do Porto, depois de saber que Luís Montenegro não vai estar presente nestas reuniões preparatórias. Também Pedro Nuno Santos fez saber que não vai comparecer. A reunião vai contar com os ministros das Finanças, da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

E o presidente da República acredita que o Orçamento do Estado vai ser aprovado. O chefe de Estado pede bom senso nas negociações.

E volta a apelar para que governo e partidos cheguem a um acordo para viabilizar o orçamento. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha a importância de o aprovar.

Continuo com a mesma posição, que é a seguinte: com o PRR, que está atrasado. Está a tentar recuperar-se o PRR, mas está atrasado. Atrasado em relação ao dinheiro que já recebemos, e ainda não chegou aos beneficiários finais, e atrasado em relação ao dinheiro, muito mais que vamos receber e temos de executar em muito pouco tempo. 24 e 25 são anos fundamentais. Ora, 24 já vamos em setembro. Segundo lugar, a situação no mundo. Eleições americanas, as incertezas que há na Europa. Tudo isso aconselha, portanto, que haja estabilidade econômica e financeira em Portugal, e isso passa pelo Orçamento Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa recusa ainda, assim, dizer o que vai fazer caso o Orçamento Estado seja chumbado.

Mas deixa um alerta sobre a possibilidade de o governo governar com duodécimos.

Avisa Marcelo Rebelo de Sousa que essa não é uma boa solução.

Eu não me vou pronunciar sobre essa matéria, mas o que eu digo é que a solução duodécimos é uma solução que efetivamente não tem a força, a pujança, a ter a imagem de estabilidade, cá dentro e lá fora, que tem um orçamento aprovado. E o problema não se resolve com orçamento retificativo. Por quê? Porque o orçamento retificativo é sempre uma iniciativa do governo. Porque como é que um governo que vê o orçamento chumbado apresenta um orçamento retificativo proposto por quem chumbou? Não é uma coisa que seja muito fácil.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas ontem, ao final da tarde, na Festa do Livro, no Palácio de Belém. Já quanto ao processo da TAP e o envolvimento do ministro Miguel Pinto Luz, o chefe de Estado prefere Não comentar o caso.

Sete horas e seis minutos. Viramos atenções para a Operação Vortex. O julgamento do processo continua esta manhã e o empresário Francisco Pecegueiro deve continuar a prestar depoimento.

Os trabalhos começaram ontem no Tribunal de Espinho e continuam hoje. Está marcada uma nova sessão para as 9h30 da manhã. A Operação Vortex está relacionada com o licenciamento de projetos imobiliários. Envolve os ex-autarcas de Espinho, Miguel Reis e Joaquim Pinto Moreira, que terão recebido dinheiro para acelerar processos. Na sessão de ontem, o empresário Francisco Pecegueiro, também arguido, incriminou os antigos autarcas. Assumiu que fizeram um acordo de cavalheiros para aprovação de projetos imobiliários pelos serviços da autarquia. A jornalista Rita Pereira Carvalho, que está a acompanhar o julgamento, faz um resumo da primeira sessão.

Foi, no fundo, uma continuação daquilo que Francisco Pecegueiro já tinha dito, ou seja, já estávamos à espera que o empresário negasse que tivesse partido de si a intenção de pagar pelo licenciamento dos projetos. Mas Francisco Pecegueiro acabou ainda por conseguir criar um certo distanciamento do arquiteto João Rodrigues e do promotor imobiliário Paulo Malafaia.

Rita Pereira Carvalho, jornalista da seção de sociedade do Observador. Na história do dia de hoje, o empresário Francisco Pecegueiro, um dos principais arguidos, deve continuar a prestar depoimento esta manhã no Tribunal de Espinho. Já os ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis e Joaquim Pinto Moreira, disseram que também querem falar em tribunal, mas apenas no momento que entenderem ser mais adequado.

Este é o tema do Explicador desta manhã, a Operação Vortex, para ouvir, como sempre, depois do jornal das nove. E os centros de saúde ainda não contrataram qualquer psicólogo, como estava previsto no plano de emergência do governo.

O objetivo era contratar mais de 100 psicólogos para os centros de saúde, de forma a garantir uma resposta de saúde mental em proximidade à população, mas o Observador fez uma ronda pelas unidades locais de saúde. Em alguns casos, os concursos não abriram, noutros ainda estão a decorrer. É o caso dos maiores centros hospitalares do país, como as unidades de São José, Santa Maria e ainda de Coimbra. Acresce que o Ministério da Saúde só autorizou a abertura de concursos há duas semanas. Esta era uma das medidas urgentes do plano de emergência do governo. No entanto, três meses depois, algumas unidades ainda nem sequer abriram concurso. Foi uma das várias medidas que ficou por concluir no prazo previsto.

Este é um artigo, Luís, também em destaque a esta hora no site do Observador. Voltamos agora atenções para o futebol. Portugal venceu a Croácia por 2 x 1 no arranque da Liga das Nações.

Entra assim com o pé direito na competição. Os gols surgiram todos na primeira parte, marcaram Diogo Dalot e Cristiano Ronaldo. A Croácia reduziu com um autogol também de Dalot. O selecionador nacional, Roberto Martínez, ficou satisfeito com o resultado e também com a prestação da equipa.

Muito satisfeito, muito contente, porque foi uma batalha tática. Primeiro, acho que a Croácia é uma equipa que mostrou, mais uma vez, a personalidade. Acho que jogamos muito bem os primeiros 40 minutos. Acho que mostramos uma superioridade com o que nós fizemos com bola, marcar os dois gols, tivemos mais oportunidades e depois sofremos para ganhar e isso é muito importante, faz parte dos valores de uma equipa ganhadora.

Roberto Martínez satisfeito com o resultado do jogo de ontem, enquanto Cristiano Ronaldo marcou o gol 900 da carreira e não escondeu a emoção ao atingir esta marca.

Era um número que eu queria chegar já há bastante tempo. Eu sabia que ia chegar a este número, porque como continuo a jogar, ia acontecer de uma maneira natural. Mas há que frisar o excelente jogo de futebol que foi hoje. O gol 900 é uma marca única na minha carreira e foi com muita emoção que cumpri o gol. E os recordes vêm de uma forma natural, como vocês sabem, eu não bato os recordes, os recordes é que me perseguem.

As declarações de Roberto Martínez e Cristiano Ronaldo no final da vitória por 2 x 1 frente à Escócia, a contar para o grupo A1 da Liga das Nações. A seleção nacional volta a jogar no domingo, desta vez frente à Escócia, que perdeu ontem por 3 x 2 frente à Polónia, um jogo que vai ser novamente no Estádio da Luz.

Jogo também marcado para as 19h45 e com relato e comentários aqui na Rádio Observador. Sete horas e 10 minutos, Luís, que outras notícias marcam esta manhã de sexta-feira.

O PS ultrapassou a AD nas sondagens no espaço de um mês. Os socialistas somam agora 28,4% das intenções de voto, contra 26,6 da AD. Ou seja, se houvesse agora eleições legislativas, o partido de Pedro Nuno Santos seria o eventual vencedor. É a conclusão de uma sondagem de Intercampos para o Correio da Manhã e Jornal de Negócios. PSD que vai hoje a votos. Luís Montenegro é o único candidato à liderança do partido. Está previsto que Luís Montenegro vote por volta das 18h30 em Espinho. Os resultados oficiais vão ser divulgados pelo Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. E hoje arranca a Festa do Avante, que marca a rentrée política do PCP. O evento decorre na Quinta da Atalaia, no Seixal, vai contar com uma visita do secretário-geral dos comunistas, Paulo Raimundo. Rendimentos, acesso à habitação, saúde e educação vão estar entre as prioridades do PCP no regresso às atividades políticas. O chanceler alemão Olaf Scholz vai reunir-se hoje com Volodymyr Zelensky, em Frankfurt, na Alemanha. O encontro tem lugar no mesmo dia em que decorre uma reunião do grupo de contacto dos aliados da Ucrânia, em Ramstein, a base aérea dos Estados Unidos na Alemanha. De acordo com o Der Spiegel, Zelensky vai também em Ramstein pedir mais armamento para defender a Ucrânia contra a invasão russa. No Médio Oriente, duas pessoas morreram nas últimas horas, na sequência de um novo bombardeamento israelita em Gaza. O ataque teve como alvo habitações perto de um hospital. Além das duas vítimas mortais, há também vários feridos devido a este ataque. De há instantes, notícia de 17 alunos que morreram num incêndio numa escola no Quénia. O incêndio que começou esta noite causou essas 17 mortes, também alguns feridos graves, isto de acordo com os dados para já avançados pela polícia local. As causas do incêndio ainda estão a ser investigadas. Hoje é sexta-feira, não sei se já têm sugestões para este fim de semana.

Eu estava preparado para vir amanhã.

Não, mas pode vir.

Queres vir comigo? Bora!

Mas se quiserem, podem ir hoje ou amanhã, ou em qualquer sexta ou sábado de setembro. Aqui é uma sugestão que eu vos deixo aqui.

Onde?

Aqui por perto, em Sintra. É a terceira edição do Jazz em Monserrate, que começa já hoje. Tem ao todo nove concertos em setembro, todas as sextas e sábados. Haverá jazz no Parque de Monserrate, em Sintra, e sempre ao pôr do sol. Os concertos começam ali às 19h.

Muito bem, olha, isso é interessante. Ninguém desconfia. É o lusco-fusco. Olha, e quem vai atuar no Jazz em Monserrate?

Olha, a edição deste ano tem direção artística da pianista Inês Lajinha, junta pela primeira vez artistas portugueses e estrangeiros. Este fim de semana atuam Eduardo Cardinho, em sexteto, e André Rosinha, em trio. Mas para a semana, por exemplo, no dia 13, atua a cantora norte-americana Emma Frank. Vai haver muito para ouvir, sempre à sexta e ao sábado, em setembro, em Monserrate. Os bilhetes custam €15.

Muito bem, vamos, Paulo? Pagas tu?

Bora lá. Obrigado pelo convite.

Foi o Jornal das sete com edição do Luís Soares.