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Muito bom dia, notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Os dados da subida de mortalidade infantil entraram na campanha eleitoral. O primeiro-ministro saiu em defesa do trabalho feito pela ministra da Saúde. Foi em Vila Real, distrito por onde Ana Paula Martins é cabeça de lista. Ontem foram conhecidos os dados que mostram que a mortalidade infantil subiu 20% no ano passado. A ministra, agora também candidata, atacou o opositor direto, o ex-diretor executivo do SNS, Fernando Araújo, e recebeu um voto de confiança do primeiro-ministro Miguel Vitor Dias.
Luís Montenegro foi ao distrito encabeçado pela ministra da Saúde para pegar num adágio local e defender Ana Paula Martins.
Mas para lá do Marão, mandam os que cá estão com aqueles que vêm para aqui com o coração.
E, por isso, o voto de confiança.
Ana Paula Martins é rija. É rija, é resistente, é competente.
A ministra agradeceu e partiu ao ataque com o opositor direto, depois das críticas de Fernando Araújo, do PS, ao farol avariado, a ministra vê a navegação de outra forma.
Os navios que hoje encalham não é por falta de farol, mas por falta de bússola, de sextante, sem carta de marear, por falta de marinheiros e por incapacidade de bem navegar.
E critica a instrumentalização dos números.
Todas as futuras mães, que não se deixem amedrontar. Tenham confiança no trabalho que estamos a fazer. É verdade que leva algum tempo. Não se deixem enganar pelos arautos da desgraça, pelos que nunca fizeram, mas agora sabem falar, que usam números da mortalidade de crianças para a chicana política.
Ana Paula Martins, muito aplaudida em Vila Real, num discurso debaixo de chuva, depois de uma rápida arruada em Chaves, que durou pouco mais de 10 minutos. Luís Montenegro aproveitou ainda para estabelecer diferenças face à iniciativa liberal e carregar na conquista dos reformados.
Sobretudo os pensionistas e reformados portugueses, eu estou convencido, vão dar uma grande lição àqueles que são os profetas da desgraça e que até parece que já pedem uma crise só para falarem daquilo que lhes interessaria para ganhar mais uns votinhos.
O primeiro-ministro e candidato da AD em Vila Real, num dia que começou em Espinho, com alguma irritação sobre a insistência no tema da Spin Livra.
Miguel Vitor Dias com Luís Montenegro a sair em defesa da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Hoje a AD passa por Benavente, Torres Novas e termina o dia nas Caldas da Rainha. Na campanha do PS, Pedro Nuno Santos acusa os líderes dos partidos da direita de não serem de confiança. É a reação do líder socialista ao namoro entre o PSD e a iniciativa liberal. Pedro Nuno Santos diz que os socialistas são bons a garantir soluções governativas estáveis, ao contrário da direita. Foi no comício da noite em Coimbra, depois de ter arrancado o dia na terra do adversário, Nadine Soares.
Na terra natal de Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos quis mostrar que veio para ficar. Percorreu os apertados caminhos da feira de Espinho e contou até com a presença da mãe, Maria Augusta.
É muito comovente, muito bom. Espero que ele vá ganhar, ele merece.
Ao mesmo tempo, a arroada da AD estava no passeio, já pronta para fazer a mesma visita. Acabaram por não se cruzar, mas Pedro Nuno Santos não esqueceu o adversário.
Eles estão de cabeça perdida. Eles dizem coisas diferentes. Na coligação, o PSD quer, a IL, a CDS não quer. Eles estão completamente de cabeça perdida.
A caravana seguiu para o almoço comício na Figueira da Foz. Pedro Nuno Santos contou com o amigo de longa data e antigo ministro do Ambiente. Duarte Cordeiro desafiou Luís Montenegro a ser transparente sobre os cenários políticos.
Se Luís Montenegro tem esse desejo, que já não esconde, de formar Governo com a iniciativa liberal, tem o dever de ser transparente com os portugueses e dizer até onde é que está disponível para negociar o seu programa, para negociar com a iniciativa liberal.
E na arruada de Coimbra, o líder socialista aproveitou para atacar os ministros de Montenegro.
Aquilo que está bem, foi responsabilidade deles. Aquilo que está mal, eles responsabilizam o governo anterior. Não é um governo, nem responsáveis governativas credíveis.
No comício da noite, ainda na cidade dos estudantes, a socialista Isabel Soares respondeu à autoproclamação do líder da AD como um farol.
Ele diz que quer ser o farol do país. Também já ouvimos outros a dizerem que a União Soviética era o sol da Terra. Precisamos é de um governo responsável e competente.
Pedro Nuno Santos encerrou o comício de Coimbra sem entender as motivações de Rui Rocha.
Por que o líder da iniciativa liberal quer tanto um governo com Luís Montenegro, depois das coisas acertadas que disse Luís Montenegro? Quer, de facto, continuar a ser primeiro-ministro, tem de extinguir esta empresa ou tem de desfazer-se dela, mas para bem longe de si próprio e para bem longe da sua família. Ora, isso não aconteceu.
O arranque da última semana de campanha até às eleições, dedicado a Aveiro e Coimbra.
Nadine Soares a acompanhar a caravana socialista, que hoje vai estar por Lisboa. Vai, de resto, encerrar o dia com um comício na Aula Magna. No Chega, André Ventura espera que os portugueses reenvieem Luís Montenegro para a Spin Livra. Foi numa arruada em Portimão. O presidente do Chega diz esperar que os eleitores deem um cartão vermelho à AD. Enquanto passava à frente do casino da Praia da Rocha, que é explorado pela Solverde, um dos clientes da empresa da família de Montenegro, André Ventura deixou a provocação.
No domingo, o que eu espero é que os portugueses reenvieem o Luís Montenegro para a Spin Livra e deixem o Chega governar Portugal. Eu acho que os portugueses querem mesmo combater tudo o que é corrupção e tudo aquilo que foram 50 anos de negociatas à volta da influência política. E por isso eu acho que o que vai acontecer é os portugueses vão dar um cartão vermelho à AD. Eu não imagino o cenário em que isso não aconteça.
André Ventura, confiante quanto a uma vitória no próximo domingo. Hoje a campanha do Chega continua no Algarve.
Ainda sobre o caso Spin off Viva, o Livre admite mesmo avançar com uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Montenegro.
Rui Tavares entende que se o líder da AD for reeleito primeiro-ministro, precisa de dar mais esclarecimentos ao país. O porta-voz do Livre acusa Montenegro de fazer chantagem com os portugueses.
O que ele fez foi colocar o Parlamento sob chantagem, o seu próprio partido sem nenhuma outra escolha, o Presidente da República sem nenhuma outra escolha, e agora erige como juiz último, não só da questão política, mas também da questão ética, o eleitorado. Está a colocar o povo português perante uma chantagem. Se Luís Montenegro continuar primeiro-ministro, é claro que nós vamos ter que avaliar a pertinência de uma comissão parlamentar de inquérito. E se outros, que são os autores originais dessa ideia, não quiserem prosseguir com ela, o Livre estará aberto a avaliar essa hipótese.
Rui Tavares, ontem numa ação de campanha no Seixal. O Livre vai estar em Santarém da parte da manhã e à tarde no distrito de Aveiro.
Inês de Sousa Real deixa também críticas ao primeiro-ministro por causa do caso Spin off Viva. Entende que as eleições não vão ilibar nem esclarecer o país.
Numa ação de campanha ontem em Coimbra, a porta-voz do PAN diz que Luís Montenegro tem de lidar com o escrutínio público, nomeadamente o escrutínio dos jornalistas.
Os jornalistas estão a fazer o seu trabalho. Sabemos também que o direito à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e ao livre jornalismo são valores a serem preservados em democracia. E Luís Montenegro terá que lidar com essa mesma realidade, tendo em conta até que não vai ser nem o ato eleitoral que vai ilibar Luís Montenegro de qualquer responsabilidade ou qualquer esclarecimento ao país, porque claramente o país não vai ficar esclarecido.
Inês Sousa Real, a porta-voz do PAN, que hoje centra a campanha em Lisboa, tem um encontro com jornalistas esta manhã junto à Praça de Touros do Campo Pequeno.
A Iniciativa Liberal diz que os portugueses estão zangados e aponta culpas à esquerda.
Num comício em Albufeira, Rui Rocha afirma que a esquerda vai ficar na posição de derrotada depois das eleições e vai ficar nessa posição durante muito tempo. Para o líder da IL, a esquerda não tem soluções, mas tem um passado.
Se olharmos para o que a esquerda fez enquanto o PS esteve no poder durante oito anos e antes disso, durante tantos anos nas últimas décadas, com o apoio da esquerda, o que encontramos? Degradação dos serviços públicos, falta de professores nas escolas, listas de espera intermináveis na saúde, crise na habitação, imigração dos jovens. É por isso que temos tantos portugueses zangados. É porque a esquerda trouxe degradação, trouxe mediocridade, trouxe falta de soluções a Portugal.
Declarações ontem à noite em Albufeira, onde Rui Rocha assegura que com a Iniciativa Liberal a liderar o país, o hospital do Algarve será para avançar. Hoje, os liberais vão andar por Setúbal e por Lisboa.
À esquerda, a CDU também reagiu aos dados da mortalidade infantil para dizer que é um sinal de um país a andar para trás.
Sem mencionar diretamente a ministra da Saúde, Paulo Raimundo fala num retrocesso e pede força para travar as políticas do governo de Luís Montenegro.
Nós não aceitamos a falta de médicos. Nós não aceitamos os serviços encerrados, como foi aqui dito. Nós não aceitamos que o país ande para trás e que, infelizmente, sejamos confrontados com notícias do aumento da mortalidade infantil. Isto é regredir anos, anos e anos na qualidade de vida, nos direitos das crianças, nos direitos dos pais. Não aceitamos que o país ande para trás. É preciso travar isto e é preciso pôr o país a andar para a frente.
As críticas de Paulo Raimundo ao governo num comício em Alpiarça. O secretário-geral do PCP insiste nas acusações. Volta a dizer que Luís Montenegro vende ilusões aos pensionistas, isto a propósito do acesso gratuito a medicamentos. A CDU vai andar hoje por Lisboa e vai terminar o dia em Coimbra.
Já Mariana Mortágua apela à mobilização das mulheres e dos jovens para o voto contra a extrema-direita.
O Bloco de Esquerda esteve ontem em Peniche, visitou o Memorial de Presos Políticos do Estado Novo. Ao lado do cabeça de lista do Bloco em Leiria, Mariana Mortágua diz que Portugal nunca esteve tão perto de regressar ao período do fascismo e diz que é preciso convocar todos para o dia 18 de maio.
Quando a extrema-direita cresce, nós convocamos todos. Nós convocamos os que fizeram 25 de abril, mas também chamamos os mais jovens, porque sabemos que juntas conseguimos derrotar a extrema-direita e juntas vamos lutar pela democracia. E isso faz-se não só, mas faz-se no voto.
Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, sendo que a caravana do Bloco passa hoje por Setúbal, Lisboa e termina a noite em Braga.
O bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas, espera a visita do Papa Leão XIV a Fátima, em breve. Diz que o antigo cardeal foi a primeira escolha para presidir às peregrinações de maio e de outubro.
Mas, por motivos de agenda, não pôde aceitar o convite. Ainda assim, o presidente da Conferência Episcopal espera que Leão XIV possa estar em Fátima muito em breve.
O atual Papa Leão XIV foi a primeira escolha para presidir a esta celebração. E ele disse que sim, com muito gosto, mas disse: "Tenho de ir ver a minha agenda". E foi ver a agenda. Isto foi durante o sínodo, em outubro, e ele disse-me: "Olha, infelizmente, não pode ser, porque já tenho um compromisso inadiável nessa altura". Esperemos que venha a ser possível a sua vinda cá numa outra ocasião, e nós também vamos alegrar-nos muito com a alegria dele de vir cá.
A expectativa de Dom José Ornelas. A peregrinação internacional do 13 de Maio em Fátima termina hoje. É presidida pelo cardeal brasileiro Jaime Spengler.
São agora 7:12. Carla, que outras notícias marcam esta manhã de terça-feira?
Os trabalhadores da CP estão hoje no penúltimo dia de greve. O protesto, que tem tido uma adesão de 100%, começou a 7 de maio e prolonga-se até amanhã. Apenas desde ontem foram decretados os serviços mínimos. O presidente da República recebe esta tarde, em Coimbra, o rei de Espanha e o presidente de Itália. Marcelo Rebelo de Sousa vai presidir à cerimónia de doutoramento honoris causa dos dois chefes de Estado, que estão em Portugal para participar na Cimeira COTEC Europa. Na sessão de encerramento de amanhã, está também prevista a presença de Mario Draghi, ex-presidente do BCE e antigo primeiro-ministro italiano. António Guterres anuncia reduções significativas no orçamento das Nações Unidas e cortes de postos de trabalho. Numa reunião informal do plenário da ONU, o secretário-geral falou de cortes que podem levar à redução de 20% dos postos do Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz. Guterres fala na necessidade de tomar decisões difíceis e desconfortáveis para enfrentar a crise de financiamento que as Nações Unidas atravessam. E hoje começa o Festival de Cinema de Cannes. Há vários filmes portugueses em competição e há também um ator que vai receber a Palma de Ouro honorária.
Então, quem é?
Pistas: "Are you talking to me?"
Robert De Niro. Essa é logo.
Esta é muito fácil. De Niro vai receber o prêmio para celebrar uma grande carreira como ator, mas também realizador e produtor, e vai ser mesmo hoje, na noite de abertura. Sabem que idade é que tem Robert De Niro?
Eu sei, porque falei há pouco tempo sobre os homens de uma certa idade.
Nessa idade, a última vez que já foi há muitas décadas. "Are you talking to me?"
Agora tem mais de 80.
81 anos. Ainda assim, é protagonista de uma série este ano da Netflix, "Zero Day". Um ex-presidente dos Estados Unidos a investigar um ciberataque devastador. Tem também outra série, "The Alto Nights", em que interpreta não um, mas dois mafiosos que tentam controlar Nova York. Portanto, 81 anos em grande forma e a ser homenageado.
Grande fã do Robert De Niro.
Também.