Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 7, na Rádio Observador, com edição da Carla Jorge Carvalho. Começamos este jornal com uma notícia de última hora relacionada com a depressão Christine. Uma pessoa morreu esta madrugada em Vila Franca de Xira.
Trata-se do motorista de uma viatura ligeira de mercadorias que estava a circular na Estrada Nacional um. Morreu na sequência da queda de uma árvore em cima da viatura. Este incidente mortal aconteceu perto das 4h30 da madrugada, na zona de Povos, em Vila Franca de Xira. No local estão operacionais dos bombeiros, INEM e PSP. A informação é confirmada à Rádio Observador por fonte oficial da Proteção Civil. O comandante Paulo Santos adianta ainda que o número de feridos está ainda por apurar, mas a autoridade fala já em múltiplas pessoas afetadas.
Registro de uma vítima mortal em Vila Franca de Xira. Feridos, não temos números exatos que lhe possamos informar, mas haverá múltiplos feridos, nomeadamente também no distrito de Santarém, com dois bombeiros feridos. Portanto, é uma situação em evolução.
É uma situação em evolução. O número de ocorrências, para já, são 655 registradas entre a meia-noite e às 6h00, mas Paulo Santos, da Proteção Civil, diz que este é um número ainda pouco realista face ao cenário que se vive em distritos como Leiria.
Desde as 0h até às 6h00, tivemos um total de 655 ocorrências registradas. E eu sublinho aqui o registradas, por quê? Porque no distrito de Leiria teremos uma situação mais complexa, os corpos de bombeiros locais não conseguem responder às ocorrências. Houve danos por todo o distrito em edificado, postes de eletricidade, postes de comunicações, árvores, que dificultam a resposta às ocorrências. Portanto, essas ocorrências serão muitas mais.
O distrito de Leiria como um dos mais críticos face aos efeitos da depressão Christine, é o que adianta a Proteção Civil à Rádio Observador a declarações feitas há instantes.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê ventos de 160 km/h na costa portuguesa e alerta que o impacto pode ser catastrófico.
Hoje há dois distritos de Portugal continental sob aviso vermelho devido ao vento. Também todo o litoral do país está sob aviso vermelho para a agitação marítima. A Proteção Civil acionou o estado de prontidão máximo para responder ao impacto desta depressão. Pede às pessoas para que fiquem em casa e que evitem deslocações desnecessárias. O Carlos Pedro está a acompanhar as ocorrências relacionadas com o mau tempo. Carlos, vamos aos principais destaques.
O mau tempo já levou a Transtejo a interromper temporariamente a ligação fluvial entre Cacilhas e o Cais do Sodré e também entre o Seixal e o Cais. A última atualização foi feita pouco depois das 5h30 da manhã, com a empresa a não conseguir prever a retoma do serviço regular entre os portos fluviais. Ainda na margem sul, parte do Barreiro está sem energia elétrica, ou seja, às escuras. O mesmo cenário se verifica, de acordo com a Sic Notícias, em vários locais de Santarém, Abrantes e Peniche. Os efeitos estendem-se aos espaços de ensino. Todas as escolas em Torres Vedras vão estar fechadas, tal como em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra. Também as escolas de Montalegre vão estar encerradas, porque, para além da chuva e do vento, há a previsão de queda de neve para este concelho. Na vila de Izeda, também em Bragança, não há escolas abertas nem transportes a funcionar. A Proteção Civil pede que a população destas zonas se mantenha alerta e que evite deslocações desnecessárias. E por falar em deslocações, há pelo menos 14 estradas nacionais cortadas em todo o país. Em causa estarão inundações e deslizamentos de terra. Sintra, Coimbra, Setúbal, Ourém, Rio Tinto, Torres Vedras, Golegã e Portalegre são alguns dos locais com as estradas afetadas.
Carlos Pedro a acompanhar os efeitos da passagem da depressão Christine por território continental. Por agora, as zonas do centro do país e a Grande Lisboa são as regiões mais afetadas.
E Carla, importa também perceber como está a situação no Porto. A Proteção Civil alertou esta semana para a possibilidade de cheias na zona ribeirinha.
Onde está a esta hora a repórter Maria Rego. Maria, bom dia. Que cenário é que nos podes descrever agora?
Neste momento, um cenário de normalidade, mas para perceber isso, comigo tenho o mestre de tráfego local, Carlos Silva. Pergunto-lhe se a esta hora é normal a ribeira estar com estes níveis de água.
É sim, estes níveis d'água não são normais, mas para já não é nada preocupante.
Que tipos de avisos é que receberam da Proteção Civil?
A Proteção Civil tem estado aqui, tem vindo. Eu estive aqui durante a noite e eles também estiveram aqui e eles andaram a avisar os restaurantes e o pessoal que andava aqui, tiveram a dar avisos para termos atenção às cotas do rio.
E de que forma é que estão prevenidos caso aconteça alguma subida da maré ou até mesmo rajadas mais fortes de vento?
É assim, no nosso caso, tivemos que reforçar as amarrações dos barcos e tivemos que tomar essas precauções.
Que tipo de precauções?
Foi isso, foi reforçar as amarrações nos barcos e agora é só esperar.
Em princípio, hoje não vão circular, é isso?
Não, a navegação noturna está encerrada pela APDL e, em princípio, cruzeiros também não vamos ter. Da maneira que está o rio, não vai haver.
Disse-me que passou aqui a noite, viu alguma hora que tenha sido mais crítica?
Não, esteve sempre assim. O nível que está foi o nível que se manteve
Muito obrigada! Ficamos então com as declarações de Carlos Silva, que é mestre de tráfego local, sobre esta situação que aqui se vive neste momento, Carla, como dizia, é um cenário de alguma normalidade face à depressão.
Mas todos preparados para que a situação se passe a agravar. É a reportagem direta da Maria Rego, que está no Porto e que vai continuar a acompanhar o impacto da depressão Cristina.
Este é um assunto que também está em destaque a esta hora no site do Observador e que vamos continuar a atualizar em todos os espaços informativos. Destaque agora para o debate entre António José Seguro e André Ventura. Seguro acusa Ventura de estar na eleição errada e não ter perfil para presidente da República. Já o candidato apoiado pelo Chega tentou colar o adversário à herança do PS.
São alguns dos destaques do único debate desta segunda volta. Os dois candidatos procuraram distanciar-se e acentuar diferenças. Para isso, tentaram diminuir-se mutuamente. Saúde, imigração, corrupção foram temas em destaque, mas o debate começou com a discussão em torno dos apoios de António José Seguro. João Gama.
André Ventura encontra contradições em apoios como o de Aníbal Cavaco Silva e, por isso, tira uma conclusão.
É este mesmo homem que diz que António José Seguro é medroso, sem capacidade de liderança, inseguro, apesar do nome, que diz que agora vai votar nele. Isto não é sobre António José Seguro, lamento dizer, é sobre cancelarem-me a mim.
António José Seguro promete ser um candidato independente e livre e diz que debate com André Ventura embaraçado.
Percebo que é um embaraço, porque o senhor deputado André Ventura apelou a que toda a direita se juntasse a si e eles responderam dizendo: "Preferimos o António José Seguro".
Diferenças do início ao fim, desde logo na relação com o governo.
E serei um presidente que coopera lealmente com o governo e com o primeiro-ministro.
Não vai ser exigente de forma nenhuma com o governo e por isso que querem um presidente que seja, mas que seja uma espécie de rainha de Inglaterra.
Seguro diz que Ventura está a concorrer numas primárias de direita. O candidato apoiado pelo Chega desafia o adversário a ir além de generalidades.
O doutor António José Seguro conseguiu falar durante 2 minutos e 36 sem dizer uma única coisa.
É muito simples. Eu percebo qual é a técnica do doutor André Ventura. É dizer que eu não digo nada e depois diverge.
De resto, os dois candidatos concordaram em apenas um tema: a revisão da lei laboral, tal como está, será chumbada por qualquer um dos que seja eleito presidente da República, mas António José Seguro admite promulgá-la caso haja apenas acordo com o GG.
Sim, claro. A posição é muito clara. Se é a proposta inicial, votarei politicamente.
O senhor desafiou André Ventura a dizer se votava ou não contra esta reforma. Está esclarecido em relação a isso?
Não, absolutamente nada.
Mas eu já disse. Então eu vou lhe dizer aqui com clareza. Se chegar assim, não passará.
Quanto à escolha do próximo Procurador-Geral da República, Ventura quer que seja feita dentro do Ministério Público e não por proposta do Primeiro-Ministro. Para Seguro, é sinal de falta de preparação.
Qual é a alternativa para a nomeação do Procurador-Geral da República?
Olhe, podia ser, por exemplo, dentro da corporação do Ministério Público, ser escolhido por eles.
Uma corporação escolhia. Pergunto-lhe, uma nomeação corporativa do Procurador-Geral da República, a quem é que ele responde?
A quem responde? Responde, se calhar, mais facilmente do que ao governo.
O tom voltou a subir quando o tema passou a ser a imigração. Ventura insiste que Portugal não tem condições para acolher mais imigrantes e traz a debate a teoria da substituição.
Exigência brutal de mão de obra, mas a exigência de mão de obra não pode significar uma substituição populacional. Eu não quero fechar Portugal. Eu quero é que quem venha para Portugal, um: tenha que cumprir regras.
Seguro respondeu com uma pergunta.
Não, é só pra dizer que esta política do empadão, quer dizer, começa-se uma coisa, mistura-se tudo, eu discordo completamente. Segundo, como é que resolvia o problema da economia? Ela para?
O debate fechou com uma discussão sobre a relação entre Portugal e os Estados Unidos. André Ventura, apoiante de Donald Trump, diz que o presidente da República deve ser firme na defesa do país, esteja quem estiver na Casa Branca. António José Seguro revela que vai dedicar o primeiro conselho de Estado à defesa e à segurança, precisamente por pessoas como Donald Trump, para quem, diz o socialista, o direito internacional vale muito pouco.
João Gama, a acompanhar o debate de ontem à noite entre André Ventura e António José Seguro. Na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, destaca os pontos mais importantes.
Me esperava algo diferente. Não sei, ou por uma estratégia de ser um santinho e tentar ser ultramoderado, que também podia não colar, ou então, de alguma forma, tentar aquilo que se dizia, esmagar António José Seguro. Ser naquilo que ele é bom. E, na verdade, nem isso ele tentou. Portanto, achou que o poderia eventualmente prejudicar mais. Em alguns momentos, foi sempre interrompendo, foi sempre André Ventura, mas eu acho que ele próprio, principalmente nesta segunda volta, anda meio perdido sobre para que caminho há de ir. Primeiro a piscar o olho ao PSD e à iniciativa liberal, depois perdendo esses apoios pra António José Seguro, a dizer que afinal já não quer esse apoio, quer o voto popular. Depois, ao mesmo tempo, é moderado e depois, de repente, volta a conversa dos tachos e tachinhos e da corrupção e sem grande nexo naquilo que só atira toadas pro ar.
Análise do editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, na história do dia de hoje.
E este debate vai ser tema em destaque ao longo desta edição das manhãs 360. No Explicador, vamos ter a análise com Álvaro Beleza, apoiante de António José Seguro, e Diogo Pacheco Amorim, que apoia André Ventura. É pra ouvir logo depois do jornal das 09:00. Mudamos de tema, Carla, e falamos agora de educação. As desigualdades regionais continuam a condicionar o acesso ao ensino superior.
É a conclusão do mais recente estudo da Fundação Bella Ode Azevedo, que analisa as desigualdades regionais e a mobilidade dos estudantes no acesso ao ensino superior ao longo da última década. Os dados mostram que a distância e as condições socioeconômicas continuam a ser entraves ao acesso a uma instituição de ensino superior. Laura Figueiredo.
Apesar da expansão e da massificação do ensino superior, a mobilidade dos estudantes continua fortemente condicionada por fatores socioeconômicos e territoriais. O estudo conclui que a distância é um dos fatores que mais contribui para que os jovens não se desloquem, mas também as condições socioeconômicas, bem como a presença ou ausência de instituições de ensino superior no município de origem, revelam-se determinantes nas decisões de candidatura. Para além disto, as perspectivas salariais e os custos de vida nos municípios onde se encontram as instituições têm um peso determinante nessas escolhas. Nas áreas metropolitanas, onde a oferta é mais ampla e diversificada, os estudantes revelam uma maior sensibilidade à distância. Já nos territórios do interior, a mobilidade é frequentemente uma necessidade devido à escassez de alternativas, o que leva muitos estudantes a percorrer distâncias mais longas. As conclusões do estudo evidenciam, assim, um duplo desafio: garantir que a origem geográfica não condicione o acesso ao ensino superior e promover uma maior eficiência do sistema, reduzindo custos e combatendo o risco de abandono.
Laura Figueiredo, com as conclusões do relatório da Fundação Belmiro de Azevedo sobre as desigualdades no acesso ao ensino superior. Os investigadores recomendam a criação de bolsas específicas para reduzir a desvantagem dos estudantes que vivem longe das instituições ou que têm mais dificuldades financeiras.
Da última noite, chega também a notícia da morte de Fernando Mamede, o antigo atleta do Sporting, que tinha 74 anos.
É um dos maiores nomes do desporto e do atletismo nacional. Fernando Mamede foi medalha de bronze nos Campeonatos do Mundo de corta-mato em 1981. Recordista europeu e mundial, de resto, manteve o melhor tempo do mundo nos 10 mil metros durante 15 anos. Participou em três Jogos Olímpicos: Munique em 72, Montreal em 76 e Los Angeles em 1984.
E Carla, nas últimas horas têm surgido várias reações, a começar pelo Sporting.
O clube que Fernando Mamede representou. Em comunicado, o Sporting refere-se ao atleta como uma lenda e recorda um dos maiores nomes da história do desporto português e do emblema de Alvalade. A Federação Portuguesa de Atletismo destaca o legado, a carreira de excelência e a dedicação de uma figura ímpar. O Comité Olímpico de Portugal elogia um dos maiores nomes do atletismo, enquanto que a Federação Portuguesa de Futebol fala de um atleta de eleição. Também o presidente da República assinala a morte de Fernando Mamede. Marcelo Rebelo de Sousa descreve-o como uma figura marcante e incontornável do atletismo e do desporto nacional. Lembra ainda que foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito em 89.
7h14, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Mais uma atualização de última hora sobre os efeitos da depressão Christine. A circulação ferroviária está suspensa na Linha do Norte para comboios de longo curso. Não estão a ser realizadas viagens entre Porto e Lisboa. O mau tempo provocou estragos nas vias. É um aviso da Comboios de Portugal numa publicação nas redes sociais. A transportadora informa também que a circulação está suspensa nas linhas do Sul, do Oeste e do Sado. O Tribunal Central Criminal de Lisboa agendou para hoje a leitura do acórdão do processo do homem acusado do triplo homicídio numa barbearia na Paneta França, em Lisboa, um crime que ocorreu em 2024. O Ministério Público pede prisão, perto da pena máxima de 25 anos, para o homem. Ficou provado que o arguido praticou três crimes de homicídio qualificado por motivo fútil. Os ataques russos no leste e sul da Ucrânia das últimas horas fizeram 10 mortos e danificaram as infraestruturas energéticas. A região de Odessa foi atacada por cerca de 50 drones russos. Isto numa altura em que Rússia e Ucrânia estão em negociações diretas para terminar o conflito de quase quatro anos.
Jornal das sete, com a Carla Jorge Carvalho.