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E em Leiria. Muito bom dia. Notícias às 7, na Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. Aníbal Cavaco Silva pede coragem e firmeza ao governo AD para avançar com reformas de fundo e ataca aquilo que descreve como forças de bloqueio, em especial o Chega. O ex-presidente da República fala num partido sem credibilidade de quem Sá Carneiro estaria longe.
Em um artigo de opinião no semanário Expresso, Cavaco Silva apela ao governo para que tenha visão de futuro, ambição e coragem política. Avisa que só com reformas estruturais vai ser possível travar o crescimento do Chega. O ex-primeiro-ministro e antigo presidente da República alerta que sem reformas de fundo, Portugal vai continuar a ser um país pobre. Cavaco Silva reconhece que o contexto atual é difícil, mas pede, Miguel Gato, que o governo responsabilize quem trava este progresso.
Cavaco Silva quer ver reformas de fundo no país e pede a Luís Montenegro para que não se deixe aprisionar pelos problemas da conjuntura. Neste artigo de opinião intitulado "O dinheiro do Estado não cai do céu", o antigo presidente da República deixa um conselho para que esse objetivo seja cumprido. Cavaco Silva defende que o governo deve discutir as reformas no Parlamento assim que as anuncia, mas reconhece que não é fácil discuti-las com a oposição. Alerta para as forças de bloqueio da Assembleia da República, em especial o Chega. Cavaco fala num partido com quem é impossível negociar e alerta que sem reformas e sem crescimento econômico, é André Ventura quem sai favorecido. E deixa outra farpa adicional. Apesar de o líder do Chega tantas vezes referir Francisco Sá Carneiro como uma inspiração, Cavaco Silva está absolutamente convencido de que o fundador do PSD lutaria com todas as suas forças contra o discurso e as ideias de André Ventura.
E além do Chega, Miguel, o Partido Socialista também não fica de fora das críticas de Cavaco Silva.
O também antigo primeiro-ministro fala num PS sem discernimento e que está enrudelhado em preconceitos ideológicos e sem qualquer vontade reformista. Cavaco Silva acusa o Partido Socialista de falta de coragem para discutir as mudanças necessárias para que a economia portuguesa se aproxime das mais avançadas da União Europeia, mas acredita que os socialistas ainda podem mudar de atitude. Neste artigo de opinião no Expresso, Cavaco defende também que a interrupção desta legislatura, antes do tempo normal, em 2029, seria um grave erro para o crescimento da economia. Argumenta também o ex-presidente da República que os progressos na satisfação das reivindicações dos portugueses daqui para frente dependem diretamente do discernimento e da firmeza da ação reformista do governo.
Miguel Gato e as ideias principais deste artigo da opinião de Cavaco Silva, publicada esta manhã no semanário Expresso. O ex-presidente da República escreve também que o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, tem sido um garante da sustentabilidade financeira do país.
Começa hoje, em Viseu, o Congresso do Partido Socialista. O discurso do secretário-geral, José Luís Carneiro, vai marcar o arranque dos trabalhos.
E depois da reeleição, os próximos três dias estão dedicados à discussão interna e à eleição dos órgãos nacionais do PS. Mesmo tendo sido candidato único, há vozes que levantam preocupações sobre o futuro do partido e o estilo de oposição de José Luís Carneiro. Por isso mesmo, Miguel Vito Dias, esta reunião magna vai servir também para definir a postura do partido nos próximos tempos.
Sem dúvidas quanto ao líder, numa eleição que teve apenas um candidato, o congresso vai definir que oposição o PS quer fazer a Luís Montenegro. A pressão a José Luís Carneiro sobe de tom quanto à forma, e se o PS ficar fora do tal acordo para o Tribunal Constitucional, a relação com os sociais-democratas pode mesmo mudar de figura. Numa reunião magna que quer discutir caminhos, alguns dos nomes que podiam acostar Carneiro não vão marcar presença, como é o caso de Duarte Cordeiro, que ainda assim tem vindo a público mostrar preocupação, tal como fez a eurodeputada Ana Catarina Mendes ao Observador, quanto ao estilo que tem sido utilizado.
Não adotaria, mas é o estilo que o secretário-geral do Partido Socialista adotou. Isso não exclui e nem diminui aquilo que deve ser o papel do Partido Socialista na oposição, como lhe digo. Há tantos problemas para nós falarmos, que mais do que estarmos a falar sobre a forma, é falar sobre o que é que vai sair do Congresso do Partido Socialista para resolver os problemas das pessoas.
Ana Catarina Mendes, na Visão Suave, sobre a insistência no envio de cartas de José Luís Carneiro a Montenegro. O Congresso dos Socialistas que surge também depois de uma polêmica viagem do líder do PS à Venezuela, que nem todos dentro do partido viram com bons olhos.
No lugar do secretário-geral do Partido Socialista, talvez não tivesse ido neste momento, mas entendo a sua vontade de estar junto da comunidade.
A eurodeputada do PS numa entrevista ao Observador. O Congresso arranca hoje ao fim da tarde com a intervenção de José Luís Carneiro. Amanhã é dia de eleger os órgãos nacionais do partido.
Miguel Vitero Dias, a antecipar este 25º congresso do PS em Viseu, que começa hoje. O discurso de abertura de José Luís Carneiro está marcado para às 19h.
E a Rádio Observador vai estar em emissão especial ao final do dia e durante todo o fim de semana para acompanhar este Congresso do PS. O ministro das Finanças reafirma, apesar do excedente orçamental, acima das expectativas do governo, o país pode voltar a entrar em déficit ainda este ano. Joaquim Miranda Sarmento promete transparência e rigor.
O excedente das contas públicas no ano passado fixou-se em 0,7% do PIB, uma revisão em alta face às previsões iniciais do Ministério das Finanças, um excedente de cerca de dois mil milhões de euros. Apesar disso, Joaquim Miranda Sarmento alerta que as tempestades, mas também o conflito no Irão, podem trazer dificuldades no futuro.
Eu não sei se teremos déficit este ano. Temos que ser transparentes, rigorosos e sinceros com os portugueses Nós estamos numa situação orçamental mais difícil este ano. Queremos manter e iremos manter o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública, mas sem que isso afete aquilo que é o apoio às famílias e às empresas.
Ideias do ministro das Finanças, entrevistado ontem à noite na SIC Notícias. Joaquim Miranda Sarmento antecipa ainda que hoje vão ser aprovados, em Conselho de Ministros, descontos sobre o gasóleo profissional e o gasóleo agrícola, medidas para fazer face à subida do preço dos combustíveis.
E por falar em apoios, Luís, já foram pagas cerca de 40% das indemnizações dos sinistros participados depois das tempestades. Os números são avançados pela Associação Portuguesa de Seguradores.
Até agora foram registados quase 180 mil sinistros, mas continuam a surgir novos pedidos. Em declarações à Rádio Observador, o presidente da associação, José Galamba de Oliveira, fala num grande esforço para chegar a todas as pessoas afetadas.
O esforço tem sido gigantesco de todas as equipas, quer as que estão no terreno, quer as que estão em back office, para se resolver todos estes sinistros o mais rapidamente possível. O interesse aqui é que se consigam fechar as situações que podem ser fechadas e que, obviamente, as pessoas e as empresas possam com isso também voltar à normalidade das suas vidas o mais rapidamente possível. Mas há, de facto, um conjunto de sinistros onde a complexidade é bem maior.
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores explica que este esforço se traduz na resolução de 1500 processos por dia. Hoje há uma conferência em Leiria sobre o impacto das tempestades, que junta governo, autarcas, empresários e também dirigentes de instituições e organismos públicos e privados.
O governo recuou na proposta de repor três dias de férias na nova lei laboral e faz mudanças no banco de horas individual.
Que passa a ser por acordo e com novas regras para saldar o trabalho extra. Informações avançadas pelo Jornal de Negócios e já confirmadas pelo Observador, com base no documento enviado aos parceiros sociais após a reunião de terça-feira no Ministério do Trabalho. Entre os pontos a destacar está ainda a revogação da proibição de recurso ao outsourcing, proposta em julho por Maria do Rosário Palma Ramalho. Na proposta que está agora em cima da mesa, o Executivo reduz dos atuais 12 para seis meses o prazo em que é proibido recorrer à prestação de serviços externos para substituir a atividade prestada pelos trabalhadores que tenham sido despedidos. Numa nota à comunicação social, o ministério diz que não comenta o conteúdo de um documento que está ainda sob reserva e esclarece que não se trata ainda de uma proposta do governo, mas sim o ponto em que estão as negociações com os parceiros, incluindo com a UGT.
E no Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos estão disponíveis para participar numa força internacional para reabrir a passagem no Estreito de Ormuz.
Uma força marítima internacional para reabrir a navegação neste estreito. O Financial Times adianta que os Emirados Árabes Unidos comunicaram aos Estados Unidos e também a outros países ocidentais que o país estaria disponível para mobilizar a própria marinha. O jornal explica que esta medida reflete uma postura mais rígida do país em relação ao Irão. Além disso, os Emirados Árabes Unidos estão a trabalhar numa resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas com Bahrein para fornecer o mandato a qualquer força futura internacional. No entanto, a China e a Rússia poderiam opor-se a esta ideia.
Entretanto, Donald Trump prolongou a suspensão de ataques a infraestruturas energéticas no Irão por 10 dias, mas, Luís, a troca de ataques continua.
O Irão anunciou uma nova vaga de ataques contra Israel e alvos norte-americanos nos países do Golfo. Esta madrugada foram também ouvidas explosões no sul de Beirute, com a comunicação social libanesa a noticiar novos ataques israelitas. O Irão volta assim a atingir bases militares no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos, no Kuwait e também, de acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica, alvos em Israel, com ataques aos depósitos de petróleo de Ashdod, uma das maiores refinarias do país. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, os ataques iranianos não causaram feridos nem vítimas. Ontem, Donald Trump anunciou o prolongamento da suspensão de ataques contra o setor energético, a pedido do Irão. Irão que tem negado qualquer contacto com Washington para um acordo de cessar-fogo. No entanto, há instantes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha adiantou que os Estados Unidos e Irão tiveram negociações indiretas e que os representantes dos dois lados planeiam encontrar-se brevemente no Paquistão. Isto numa altura em que também o Pentágono está a avaliar o envio de mais 10 mil soldados norte-americanos para o Médio Oriente.
São temas que vão estar em análise na edição de hoje do Domínio da Guerra, como sempre com o major general Álvaro Moreira, para ouvir depois da síntese das 9h30. A seleção nacional fez esta noite o segundo treino em Cancún de preparação para o jogo amigável com o México. Francisco Conceição foi o porta-voz da equipa e promete ambição, apesar de ser um jogo-treino.
O extremo da Juventus não esconde o sonho de estar presente na fase final do Mundial de Futebol e elogia o México, que considera ser um adversário difícil. Francisco Conceição promete ambição e afirma que a equipa vai dar uma boa resposta em campo.
Estamos a representar o nosso país e para nós não há jogos amigáveis. Cada jogo é defender aquilo que são as nossas cores, a nossa nação. E acho que no sábado à noite estaremos preparadíssimos e com seriedade máxima para poder ganhar este jogo.
Francisco Conceição desvaloriza ainda a ausência de Cristiano Ronaldo nesta fase de preparação para o Mundial de Futebol. Questionado ainda sobre o alegado interesse do Liverpool, afirma apenas que já está num grande clube, a Juventus. Quanto ao Campeonato Português, acredita que o Futebol Clube do Porto vai ser campeão este ano.
São agora 7h10, Luís. Que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira?
A Associação das Vítimas dos Abusos Sexuais na Igreja considera uma afronta os valores das compensações financeiras. As vítimas vão receber entre € 9.000 e € 45.000, valores aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa. Em comunicado, a associação Coração Silenciado critica os valores, fala numa afronta e questiona também o método definido para chegar a eles. Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje para debater o impacto do conflito no Medio Oriente, nos preços da energia. Os ministros vão tentar coordenar respostas políticas e mitigar impactos econômicos negativos, quando já existem várias revisões em baixa de crescimento para este ano e também para o próximo. O governo vai distinguir hoje a cantor e atriz Simão de Oliveira com a Medalha de Mérito Cultural, uma cerimônia que vai decorrer na Casa do Artista, em Lisboa, num dia em que se assinala também o Dia Mundial do Teatro. Este ano a mensagem do Dia Mundial do Teatro é assinada pelo ator norte-americano Willem Dafoe, que destaca o teatro como espaço de encontro e reflexão num mundo marcado pela fragmentação social e pelo impacto das novas tecnologias. E já é conhecido o resultado da edição 15 do concurso da Árvore Europeia do Ano. O vencedor foi o carvalho de Laukyiai, na Lituânia.
Eu estive a ver a fotografia e é realmente uma árvore enorme e não vai para nova.
Não vai para nova. É um carvalho com cerca de 400 anos. Foi durante muito tempo conhecido apenas pelos habitantes de uma pequena aldeia de Laukyiai, na Lituânia. Mas há cerca de um ano, estes habitantes requalificaram toda a área envolvente e organizaram uma celebração em honra deste carvalho e concorreu.
É uma vitória do Carvalho.
Todos pensámos o mesmo, mas só tu disseste.
Eu sei.
Ninguém teve coragem.
Tu assumes, não é? Tu dás o corpo às balas.
Vocês pensaram e eu disse. Pronto, faz mal.
É sempre bom. Ter um louco na equipe dá sempre jeito.
Mas foi eu ou não foi eu?
Foi, sim senhora. Foi uma grande vitória.
De um grande carvalho.
De um grande carvalho.
E é velho.
Mas é lindo.
É lindo, não é? É mesmo.
Já estou a ver aqui fotografias, de facto.
Eu não sabia que havia carvalhos na Lituânia.
Com 400 anos.
Carvalhos?
E com 400 anos.
Será que há Sousas também?
Silvas, talvez também.
Simões e Ferreiras. Nós também tínhamos uma árvore no concurso. Em que lugar ficámos?
O cedro de 75 anos plantado na freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras, tinha vencido no início do ano a competição nacional, ficou na competição europeia pelo sexto lugar. Não é mau.
Não é mau.
No pódio ficaram em segundo lugar uma macieira selvagem antiga da Eslováquia, em terceiro, uma árvore polaca.
Uma árvore polaca, assim genericamente.
É um olmo.
Olha, também é apelido em Espanha, pelo menos.
Importa recordar também que temos uma árvore vencedora a nível europeu, que é o sobreiro assobiador em Águas de Moura, no concelho de Palmela, que venceu em 2018.
Já fizemos uma pergunta sobre isto na comissão de inquérito. Damos jeito para tudo nesta esquadra.