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E Leiria.
Notícias às 19h na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. O presidente dos Estados Unidos anunciou a extensão do cessar-fogo no Irão por tempo indeterminado, mas o bloqueio no Estreito de Ormuz vai continuar. Donald Trump acredita que apenas assim vai conseguir chegar a um acordo com Teerão.
O prazo do cessar-fogo terminava hoje e chegou a ser esperada, ainda ontem, uma nova ronda de negociações em Islamabad, entre delegações dos Estados Unidos e do Irão. Negociações que nunca chegaram a acontecer. Donald Trump, depois de ameaçar obliterar o Irão, se não chegasse ao acordo no prazo de 15 dias, acabou por estender o cessar-fogo, agora sem um prazo fixo. Carlos Pedro.
E a justificação chegou através de publicações na Truth Social. Donald Trump escreve nas redes sociais que o conflito está parado até receber uma nova proposta de paz do governo iraniano. Assim, a Casa Branca acedeu ao pedido do Paquistão para suspender novos ataques, até porque, escreve Donald Trump, o governo do Irão está gravemente dividido sobre o rumo das negociações. Quanto ao bloqueio do estreito de Ormuz, é para continuar. Já de madrugada, o presidente norte-americano adiantou que o Irão quer abrir o estreito imediatamente, mas diz também que se os Estados Unidos acederem a esse pedido, nunca haverá acordo entre os dois países.
E Carlos, para o Irão, esta é uma estratégia de Donald Trump para ganhar tempo e preparar um ataque surpresa.
Nas redes sociais, o conselheiro do responsável pela delegação do Irão nas negociações considera que a decisão norte-americana não tem qualquer significado. Mahdi Mohammadi acrescenta que a parte perdedora não pode ditar as condições. As Forças Armadas do Irão prometem dar uma lição mais dura aos Estados Unidos, em caso de ataque, garantem um estado de prontidão total para responder com uma ação militar norte-americana.
E já há algumas reações a esta decisão. A ONU fala de um passo importante e o Paquistão deixa um agradecimento a Donald Trump.
Sim, até porque a proposta de prolongar o cessar-fogo foi apresentada por Islamabad, os mediadores deste conflito. Já o porta-voz de António Guterres, secretário-geral da ONU, diz que o anúncio de Donald Trump permite criar um espaço crucial para a diplomacia e para a construção de confiança entre os Estados Unidos e o Irão. Certo é que as negociações travaram a fundo. J. D. Vance não chegou a viajar para Islamabad e não há informações sobre uma nova ronda na capital do Paquistão.
Carlos Pedro, com o fio dos acontecimentos desta madrugada, depois do anúncio da extensão do cessar-fogo no Médio Oriente. Quanto ao estreito de Ormuz, o Reino Unido recebe hoje representantes militares de mais de 30 países para preparar uma eventual missão internacional, de forma a reabrir o estreito após o conflito. Já a Comissão Europeia apresenta esta manhã um pacote de medidas de apoio face à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, pedindo alternativas ao carro e ao avião para menos consumo na União Europeia.
O Presidente da República vai receber esta tarde, em audiência, os parceiros sociais. Os encontros acontecem enquanto ainda não há acordo para as alterações à lei laboral e na véspera da UGT tomar uma decisão final sobre o documento.
As audiências começam às 15h30, com António José Seguro a receber a CGTP, terminam com a CIP já perto das 19h. Depois de nove meses de negociações, mais de cinco dezenas de reuniões, ainda não há o sim da UGT. As propostas de alteração da lei laboral foram mudando. A ministra do Trabalho já fez saber que, caso não haja acordo em concertação social, a proposta que chegar à Assembleia da República será diferente da que está agora em cima da mesa. O Observador teve acesso à última versão, que foi entregue aos parceiros sociais. Miguel Cadilhe, vamos saber o que mudou nas propostas de alteração desde julho de 2025.
E começamos por uma das propostas que causou maior polêmica, logo no arranque das negociações, o luto gestacional. O governo acabava com os três dias de licença remunerados pela entidade patronal e equiparava a situação à interrupção da gravidez. Agora, na versão final, o pai pode faltar três dias consecutivos, não remunerados, mas com falta justificada. Na amamentação, outro dos temas que causou polêmica, a dispensa fica limitada aos dois anos, mas a apresentação de atestado médico só é necessária a partir do primeiro. As regras da greve também são mudadas. Há mais setores obrigados a serviços mínimos, mas foram retirados alguns do anteprojeto inicial, como por exemplo, o abastecimento alimentar ou os serviços de cuidado a crianças.
Miguel, um dos atuais braços de ferro com a UGT tem a ver com a jornada contínua para quem tem filhos até aos 12 anos. Como é que é a versão atual?
Agora prevê-se que o tempo máximo de trabalho seguido em jornada contínua não possa ter uma duração superior a cinco horas, a pedido do trabalhador, mas com o acordo do patrão. A UGT diverge, pretende que, pelo menos até aos oito anos, a jornada contínua seja um direito, não dependente do acordo do empregador.
Outra divergência importante tem a ver com o trabalho noturno ou os fins de semana e feriados.
O governo quer introduzir um ajustamento às formas de organização da empresa. Noutra matéria, a UGT conseguiu mudar a proposta e o banco de horas individual só avança por acordo. Numa longa lista de alterações, destaque ainda para as microempresas, que passam a ter de dar menos horas de formação aos trabalhadores. Os limites aos contratos a prazo ficam iguais, mas há casos em que é possível fazê-lo. O governo recua também na possibilidade nas regras do teletrabalho, na contratação coletiva e deixa cair a possibilidade de compra de férias
Miguel Gato, com algumas das mudanças no anteprojeto final da reforma laboral, o Presidente da República vai ouvir esta tarde os parceiros. António José Seguro promete que será sempre coerente com as declarações feitas em campanha eleitoral, quando disse que sem acordo na concertação social, vai vetar a reforma laboral, mesmo que seja aprovada no Parlamento.
Este é um artigo em destaque no site do Observador e é assinado pelas jornalistas Alexandra Machado e Marina Ferreira. E depois de Lula da Silva ter sido recebido ontem em Portugal, hoje é a vez de Maria Corina Machado, líder da oposição da Venezuela.
Tal como o presidente do Brasil vai ser recebida em Lisboa pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. Nas últimas semanas, a vencedora do Nobel da Paz tem tido uma agenda diplomática cheia na Europa, em concreto em Espanha, onde esteve no último fim de semana reunida com o PP e o Vox e recusou o encontro com Pedro Sánchez por divergências políticas. Esta deslocação de Corina Machado a Portugal faz parte de uma estratégia de aproximação mais ampla com partidos e governos europeus. O encontro com Montenegro acontece na residência oficial do primeiro-ministro às 15h.
E falamos agora de saúde. O Hospital de Lisboa Oriental vai ter sistema sísmico de base em apenas um dos três edifícios que compõem o hospital.
Falamos do futuro Hospital de Todos os Santos, que está a ser construído em Marvila e que deverá substituir sete hospitais da zona central da capital: São José, Curry Cabral, Dona Estefânia e a Maternidade Alfredo da Costa. O governo decidiu instalar um sistema sísmico de base apenas no edifício A. Este é o único sistema que pode permitir que o hospital continue a trabalhar mesmo depois de um sismo de grande intensidade. De acordo com uma resposta da Administração Central do Sistema de Saúde ao Observador, é precisamente nesse edifício que vão ficar instalados os blocos operatórios, os cuidados intensivos e também a maioria das camas de internamento.
Mas Carla, há especialistas que avisam que esta medida não é suficiente e alertam para uma eventual catástrofe. Desde engenheiros a funcionários de saúde. Mónica Amaral Ferreira é investigadora do Instituto Superior Técnico, é especialista em avaliação de risco sísmico. Diz que o hospital apenas consegue responder a um sismo se estiver totalmente operacional. Também Mário Lopes, professor de engenharia sísmica do Técnico, é muito duro nas críticas. Diz que o governo está a seguir a lei antissísmica, mas que, neste caso, seguir a lei só não chega.
O isolamento sísmico vai para lá do que exige a lei. A lei não exige o isolamento sísmico. Repara, a regulamentação estabelece padrões mínimos de exigência quando se faz um projeto. E a regulamentação implica que o edifício não deve cair e as pessoas não devem morrer porque ele colapsa. Mas a legislação não é suficientemente exigente para garantir a operacionalidade dos hospitais depois de um sismo. Mas o espírito do acórdão do tribunal é que tudo o que é importante para tratar as pessoas depois de um sismo, tem que estar operacional e eu não sei como é que isso se pode fazer com um edifício só. Portanto, o problema agora é saber os edifícios que não são dotados deste sistema, qual é a relevância que eles têm para tratar os doentes.
Mário Lopes é o convidado da história do dia de hoje. Olhando para o projeto do novo hospital, no edifício B vão ficar instalados serviços de hemodiálise. A exclusão deste serviço da proteção de isolamento sísmico está a merecer muitas críticas por parte dos especialistas. Dizem que este serviço é um dos mais importantes para socorrer pessoas num cenário pós-sismo. O Observador questionou o Ministério da Saúde sobre as razões que explicam a inclusão do isolamento de base contra sismos apenas num dos edifícios, mas não obteve resposta em tempo útil.
Esta é uma notícia em destaque no site do Observador e assinada pelo jornalista Tiago Airo. Quanto à história do dia de hoje, já está disponível em podcast. O Automóvel Clube de Portugal quer reunir com o governo para debater as alterações ao Código da Estrada e já tem várias medidas para apresentar.
Que têm como objetivo avançar para uma reforma estrutural ao Código da Estrada. O ACP quer ajudar a travar o aumento da sinistralidade, que está acima da média europeia em Portugal. O presidente Carlos Barbosa já pediu para reunir-se com o ministro da Administração Interna.
Estamos à espera das respostas do senhor ministro. Já pedimos na semana passada para reunirmos com ele. Ainda ele não tinha falado depois da catástrofe dos 20 mortos na Páscoa, porque nós já andamos a estudar esta história de mudar o código há uma série de tempo, assim como o ensino e os exames também, que são importantíssimos serem mudados. E, portanto, estamos à espera que o ministro nos receba para podermos dar um contributo nosso, independentemente dos técnicos que ele tenha ao redor dele.
As sugestões do ACP, que estão divididas em três eixos: circulação e regulação, educação rodoviária e também o setor dos transportes. Carlos Barbosa defende mão mais pesada para quem, por exemplo, conduza sob o efeito do álcool.
São agora 7h10, Carla, que outras notícias marcam esta manhã.
Começou hoje o julgamento de três dos 13 militares da Marinha que recusaram a embarcar no navio Mondego. O caso remonta a março de 2023. Estes militares recusaram acompanhar um navio russo no arquipélago da Madeira, alegando falta de condições da própria embarcação. Três desses militares começam hoje a ser julgados por terem divulgado publicamente informações confidenciais sobre o estado do navio. São acusados de violar o segredo de Estado. O número de recém-nascidos rastreados em Portugal atingiu o número mais elevado da última década, ou seja, perto de 22 mil bebês fizeram o teste do pezinho. Os dados são avançados por o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. Nos três primeiros meses do ano, mais de mil bebês fizeram o teste, mais mil do que tinham feito em 2025. Hoje é dia de clássico no futebol português. Futebol Clube do Porto e Sporting defrontam-se esta noite no Estádio do Dragão. É um jogo a contar para a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. No primeiro jogo, o Sporting venceu no Estádio de Alvalade por 1x0. O jogo de mais logo está marcado para às 20h45. Terá relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. E lembram-se de há uns dias termos falado da galinha mais velha do mundo?
Uhum!
Agora quero falar-vos-
Claro.
Virou câmeras.
Não, não vamos lá. Agora quero falar-vos do Herbie, oficialmente reconhecido como o coelho mais velho do mundo.
Xii.
Quantos aninhos?
Tem 15 aninhos e 82 dias.
Ah, pera aí, vou perguntar quantos anos é que vive um coelho. Vou pau faro.
Ele tinha respondido.
Não, não, não.
Um coelho vive cerca de sete anos.
Hum.
Xii.
É o dobro.
O dobro!
E isto é mais do dobro. Podemos, portanto, dizer que os 15 são os novos sete. O Herbie está a viver a melhor fase da sua vida no Reino Unido. Já vai na terceira esposa.
Ah, é esse o truque para a longevidade.
Não, elas não sobrevivem. Vivem os sete anos normais e ele continua ali-
Claro
...à procura de coelhinhos.
Vai ficando vivo.
Está feliz, 15 anos e 82 dias.