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E também no Porto. Muito bom dia, notícias às 19h na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. O Presidente da República pede estabilidade em Portugal. António José Seguro apela à continuidade das políticas, independentemente da mudança de governos.
O Presidente da República diz que os governos vão e vêm, mas avisa que é preciso uma continuidade e estabilidade das políticas públicas. Esta mensagem do chefe de Estado surge numa altura em que há vários casos polêmicos a envolver o governo, com os partidos da oposição a pedir consequências. António José Seguro volta a quebrar o silêncio para apelar a uma mensagem que muito tem repetido nas intervenções públicas.
Há necessidade de termos políticas públicas estáveis. Mudaram governos, mudaram membros do governo na área do turismo, mas segue-se uma sequência. Um bom exemplo que deve proliferar noutras áreas setoriais da governação do nosso país. Porque há só um país e os governos estão, sucedem-se outros, a esses sucederão outros. É importante que exista essa estabilidade, porque isso depois traz vantagens pro nosso país.
António José Seguro, em declarações na inauguração da Feira de São Mateus, em Viseu, ontem à noite. É o que falou em duas ocasiões. O Presidente da República pediu também ontem a preservação do Estado de direito democrático e as instituições da democracia.
As declarações do Presidente da República surgem depois de um dia em que Luís Neves voltou a estar envolto em novas polêmicas. O CHEGA acusa o Primeiro-Ministro de perder o controle da situação e insiste que o ministro da Administração Interna não tem condições para continuar no cargo.
A posição é assumida pelo partido num comunicado enviado às redações. Ontem, o Ministério da Justiça fez saber que ordenou a abertura de uma auditoria aos oito anos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. A CNN Portugal noticiou também que o empreiteiro, amigo de Luís Neves, também fez obras na casa do diretor financeiro da Judiciária. Na Rádio Observador, o ministro da Administração Interna do Governo-Sombra do CHEGA, Fernando Silva, diz que não percebe como Luís Neves continua no cargo.
É muito estranho que o ministro da Administração Interna, que a propósito das suas funções como diretor da Polícia Judiciária, tem um processo no Tribunal de Contas, tem um inquérito a decorrer na Procuradoria Europeia, tem agora esta auditoria lançada pelo Ministério da Justiça. Nenhum outro titular de um cargo de semelhante natureza que tenha todos estes inquéritos a decorrer. E o primeiro-ministro, para ele, está tudo normal.
Fernando Silva, o ministro sombra do CHEGA, ouvido ontem à noite pela Rádio Observador, a deixar críticas à forma como Luís Montenegro está a lidar com o caso.
Luís Neves assumiu o cargo de ministro da Administração Interna há pouco mais de cinco meses e praticamente desde o início das funções, foi acumulando casos e uma série de polêmicas.
Como uma matrioska, os problemas surgiram uns atrás dos outros no espaço de apenas um mês. Para trás, ficavam quase oito anos, muito elogiados como diretor nacional da Polícia Judiciária, mas foi precisamente esse passado que está agora a assombrar o ministro. Primeiro foram as obras no monte, em Odemira, feitas pelo empreiteiro, que teve contratos com a Polícia Judiciária, e desde aí, Carlos Pedro, as notícias nunca mais pararam.
A primeira é de 10 de julho, do jornal Nascer do Sol, e dava precisamente conta de obras feitas por um empreiteiro de Barcelos numa casa no Alentejo. O escrutínio às propriedades do atual ministro acabaram a levantar outras questões, como o caso do tanque transformado em piscina, uma das licenças para obras, mas o novo empreiteiro e amigo João Carvalho volta a surgir numa outra notícia. A movimentação de um atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga para as instalações da empresa Constrobarcelos. Seguiu-se o anúncio de um inquérito-crime do Ministério Público, logo depois a informação sobre o incumprimento de obrigações declarativas do Tribunal Constitucional e ainda um processo de verificação da Procuradoria Europeia a propósito da utilização de fundos europeus.
E na última terça-feira, Carlos, o Observador revelou também as conclusões de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas relativa à gestão da PJ em 2023.
Daí saiu um parecer favorável com reservas na radiografia da gestão e dos procedimentos financeiros, contabilísticos ou de contratação pública. O Tribunal de Contas identificou infrações financeiras imputadas a Luís Neves e à então diretora nacional adjunta Luísa Proença. Ontem surgiu o último episódio a atingir diretamente Luís Neves, um julgamento no Tribunal de Contas e uma auditoria à Polícia Judiciária ordenada pelo Ministério da Justiça, ou seja, decretada pelo próprio governo de que Luís Neves faz parte desde fevereiro.
Carlos Pedro, com a sequência de casos que têm envolvido Luís Neves, que tem sempre negado qualquer ilegalidade na conduta, ainda ontem afirmou aos jornalistas em Leiria que está absolutamente tranquilo. Saudou todas as auditorias e investigações que hão de permitir, diz, que a verdade venha ao de cima. Mesmo que não surjam mais notícias, Luís Neves vai ter de enfrentar em setembro uma comissão parlamentar de inquérito já anunciada pelo CHEGA.
E mudamos de tema. Está previsto que as notas dos exames nacionais da segunda fase e os resultados dos recursos da primeira sejam publicados hoje. O Ministério da Educação garante que há condições para que as notas sejam conhecidas nas próximas horas, tal como previsto.
Uma segurança que é dada às escolas também pelo Júri Nacional de Exames. As notas começaram a chegar durante o final da tarde de ontem às escolas para que possam ser hoje afixadas. Já as reapreciações dos exames da primeira fase vão ser enviadas às escolas durante esta manhã para que possam ser afixadas ao longo da tarde. De acordo com o Júri Nacional de Exames, esta diferença na entrega deve-se ao elevado número de pedidos de recurso. Na quarta-feira, durante a tarde, havia ainda professores a corrigir provas. Depois de divulgadas as notas, as escolas vão poder enviar aos alunos As versões digitalizadas das provas corrigidas, à semelhança do que aconteceu durante a primeira fase.
O ano político vai arrancar oficialmente a 15 de setembro. Para já, estamos em férias parlamentares, mas os partidos já preparam o pontapé de saída da próxima sessão legislativa.
E alguns começam já neste mês de agosto. Até meados de setembro, as várias forças políticas vão organizar eventos para lançar o novo ano político depois da pausa de verão. Há festas, há datas importantes para assinalar e até jogos de futebol. Maria Miguel Marques.
É o partido do governo o primeiro a dar entrada no novo ano político. O PSD volta ao calçadão de Quarteira já na próxima semana para celebrar os 50 anos da Festa do Pontal. A última edição da festa social-democrata gerou críticas da oposição no ano passado, devido ao ambiente festivo do evento, numa altura em que vários incêndios assolavam Portugal. Mas dia 14 de agosto, o programa do PSD volta a prometer festa com um jogo de futebol entre a direção do partido e a direção da distrital de Faro, mas também a banda sonora dos UHF. Dois dias depois, é a vez do PS de dar as boas-vindas ao novo ano político, com uma entrada mais antecipada que o normal. A reentrada do PS é um arraial no Jardim Patrão Joaquim Lopes, em Olhão. Segue-se o Bloco de Esquerda, com o regresso do Fórum Socialismo no final do mês. Para além das principais figuras do Bloco de Esquerda, o evento na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, conta ainda com as socialistas Alexandra Leitão e Isabel Moreira nos dias 29 e 30 de agosto. Quem também tem reentrada marcada para dia 29 é a Iniciativa Liberal, no Algarve, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Já o PCP celebra entre 4 e 6 de setembro os 50 anos da Festa do Avante. A reentrada do Livre ainda está por anunciar oficialmente, mas uma fonte do partido adiantou ao Observador que o evento realiza-se nos dias 12 e 13 de setembro, na Alfândega do Porto. Fica por conhecer a inauguração do Chega, que para já não tem nada definido.
Maria Miguel Marques com o guia de eventos partidários que dão o pontapé de saída do novo ano político. A nova sessão legislativa vai começar para todos ao mesmo tempo, dia 15 de setembro, mas as reentradas vão estender-se ao longo de quase um mês.
E nos Estados Unidos, Donald Trump volta a dizer que a guerra com o Irão pode estar muito perto do fim.
O presidente norte-americano falou nas últimas horas aos jornalistas na Sala Oval para repetir que a guerra pode estar prestes a terminar. Diz que o Estreito de Ormuz está mais ou menos aberto e lembra o bloqueio naval imposto por Washington. Trump reforça que o fim do conflito pode estar para breve.
Acho que isto vai acabar muito em breve. Acho que eles não vão aguentar muito mais tempo. Acho que estamos a sair-nos muito bem. É que, sabe, estou envolvido na negociação. Pode ser em breve.
Donald Trump ontem, na Casa Branca, na Sala Oval, sugere também que os preços de petróleo não vão continuar elevados por muito mais tempo.
Falamos também de desporto neste jornal das 19h. O Benfica deu mais um passo importante para marcar presença na Liga Europa. Os encarnados golearam ontem os escoceses do Hearts por 6-1, na primeira mão da terceira eliminatória do acesso à competição europeia.
Ganhando assim uma vantagem importante para a segunda mão da eliminatória, que vai acontecer na próxima semana na Escócia. No final do jogo, o treinador Marco Silva destacou, sobretudo, a melhoria da equipa face aos últimos jogos.
Um jogo bem conseguido, uma primeira parte muito boa em muitos momentos e é o que é mais uma vitória, uma vitória importante. Como eu vos disse ontem também, no momento em que estamos a jogar jogos oficiais, mas estamos a terminar aquilo que é uma pré-temporada. Hoje fizemos a sexta semana de pré-temporada e nós sabemos o que aí vem no domingo já e depois para a semana falaremos da segunda mão.
Declarações de Marco Silva depois da vitória do Benfica esta noite para a Liga Europa. O Sporting Clube de Braga também jogou ontem à noite na Liga Conferência. Venceu em casa o Dinamo de Minsk por 1 x 0, golo apontado por Ricardo Horta.
São agora 19h10, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira.
Um tiroteio numa escola na Tailândia fez pelo menos sete mortos e 15 feridos. Entre as vítimas mortais estão professores e alunos e também o suspeito, seria um rapaz de 14 anos que também foi encontrado morto. Este ataque aconteceu numa província a norte de Bangkok. A polícia tailandesa está a investigar as causas do tiroteio. De volta ao futebol, Estoril Praia e Famalicão abrem hoje a nova época da Primeira Liga de futebol. O jogo começa às 20h15, no Estádio Coimbra da Mota e é o pontapé de saída da época 2026/27. Nesta primeira jornada, o campeão em título, o Futebol Clube do Porto, recebe o Alverca. No domingo, o Benfica joga um pouco antes, em casa, com o Académico de Viseu. É um jogo à porta fechada. O Sporting arranca a Primeira Liga amanhã, numa visita ao Estrela da Amadora. Nélson Évora terminou a carreira aos 42 anos. O campeão olímpico do triplo salto em Pequim 2008 deu simbolicamente o último salto no Estádio Universitário de Lisboa. O atleta português encerra assim mais de duas décadas de competição ao mais alto nível, duas semanas depois de se ter sagrado pela 13ª vez campeão nacional de triplo salto. Os viticultores do Douro estão hoje em protesto, em Peso da Régua. Reclamam a implementação de medidas para o escoamento das uvas a preços justos, já nesta vindima. Entre as várias exigências estão os preços, contratos obrigatórios e a proibição de compra de uva abaixo dos custos de produção. A concentração vai decorrer em frente à sede do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. E agora, a fechar, Kanye West vai atuar hoje no Estádio do Algarve. Então é para lá que vai o Bruno. Deita essas mãos. Estádio vazio tinha um tirinho.
O Estádio do Algarve tem de servir para alguma coisa, não é, Paulo? Esta é tua desta.
É o terceiro concerto de Kanye West em Portugal. Desta vez, a música não é a única coisa que está a dar que falar.
Pois, e não é hoje, não é? É um nome que vem acompanhado com uma longa lista de polémicas.
Ele entra e começam as polémicas. Estas têm a ver com declarações consideradas antissemitas e por comentários sobre a escravatura e por aí.
Ele chegou a ter concertos cancelados, não foi?
Efetivamente.
Polónia.
França também, Reino Unido, Suíça, Itália. No caso de Itália, a organização invocou até questões de segurança.
Até em Portugal não escapou à polémica?
Não. Em junho, o Congresso Judaico Europeu pediu o cancelamento do concerto de mais logo no Algarve. Lá está, por declarações consideradas antissemitas, mas o concerto, a princípio, vai mesmo acontecer esta noite no Algarve.
Olha, eu estou lá.
Kanye West dá-me a tua T-shirt.
É isso. Para não dizer pior.