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Muito bom dia. Este é o jornal das 7 da Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. No mapa dos incêndios, há a esta hora cinco que mais preocupam as autoridades, todos no norte do país. O fogo em Torre de Moncorvo, que começou no sábado, é o que envolve mais meios no combate.

São mais de 400 operacionais e 140 viaturas no combate às chamas. Ontem à noite, a Proteção Civil admitia que a prioridade ao longo da noite seria proteger pessoas e bens até que as primeiras horas do dia possam trazer os meios aéreos para ajudar no combate a este incêndio. Incêndio que começou no sábado em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, chegou a estar dominado no domingo, mas houve uma reativação que fez as chamas alastrar até ao concelho vizinho de Carrazeda de Ansiães. Este incêndio chegou a ter duas frentes ativas. Ainda no distrito de Bragança, está ativo desde ontem à noite, um incêndio em Vila Flor, com mais de 100 operacionais e 35 viaturas no combate. Em Viana do Castelo, Ponte Lima, mantém-se ativo também o incêndio que começou no sábado. São mais de 200 operacionais e 74 viaturas no combate. Na região do Porto, em Santo Tirso, continua também o incêndio que começou ontem em Rebordões. São 180 operacionais e 57 viaturas no combate. Ainda na área metropolitana do Porto, está ainda a ser combatido o incêndio em Arouca, que começou também ontem, depois já das nove da noite. No terreno estão 134 operacionais e mais de 40 viaturas.

A esta hora, Luís, estão dominados alguns dos incêndios que mais têm preocupado as autoridades. É o caso do fogo de Valongo.

Que chegou a fazer sete feridos, cinco bombeiros e dois civis. Um dos bombeiros e um dos civis sofreram ferimentos graves, como explicou à RTP o comandante dos bombeiros de Valongo, Bruno Oliveira.

No total, nós temos sete feridos, dois deles populares, que foram transferidos para o Hospital São João, e cinco bombeiros. Dos cinco bombeiros, quatro deles por exaustão e um por queimaduras de terceiro grau.

O comandante dos bombeiros de Valongo, Bruno Oliveira, em declarações à RTP. Este incêndio obrigou ao corte de um troço da Estrada Nacional 209, foi dominado pelas três da manhã. Também dominado está o incêndio de Boticas, distrito de Vila Real, mas o local mantém-se ainda um forte dispositivo. O mesmo acontece com o incêndio que começou em Lamego, distrito de Viseu, ontem à tarde. Hoje há nove distritos do Norte e Centro-Norte do país com aviso laranja por causa das temperaturas elevadas.

O antigo ministro das Infraestruturas, João Galamba, critica a decisão do governo de comprar cerca de 13% da REN. Considera que é um contrassenso.

Em causa o anúncio de Luís Montenegro, na Festa do Pontal, do PSD. O primeiro-ministro e líder social-democrata justificou o negócio com a necessidade de salvaguardar o interesse estratégico de Portugal na infraestrutura elétrica. Entrevistado na SIC Notícias, o também antigo secretário de Estado da Energia defende que o negócio não faz sentido, porque, explica João Galamba, o Estado já pode influenciar a atividade da REN de forma indireta.

O Estado já está na REN, porque a REN, apesar de ser uma empresa privada, é uma empresa privada que tem concessões. E nas concessões de serviço público, o Estado tem plenos poderes. As concessões seguem orientações políticas do governo, as decisões de investimento são aprovadas e nenhuma decisão de investimento pode ser tomada sem a aprovação do governo e sem a forte intervenção da entidade reguladora. Portanto, considero hoje que, a haver alguma necessidade de intervenção na REN, devia ser uma intervenção olhando para as necessidades do setor elétrico como ele se encontra hoje e como se perspectiva para o futuro. E nesse sentido, não só esta intervenção não preenche nenhum dos requisitos que considero que neste momento seriam necessários, como até os prejudica.

João Galamba, entrevistado na SIC Notícias, considera também que este negócio não terá impacto nos preços da energia. Essa é uma ideia aqui explicada também pela grande repórter da seção de economia do Observador, Ana Suspiro.

As redes são uma componente do preço da eletricidade que nós pagamos, portanto, por essa via, de alguma forma, aquilo que pagamos e aquilo que a empresa recebe, há uma relação. Só que quem define aquilo que a REN recebe não são os acionistas, é a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, que é o regulador, e tendo por base a legislação europeia, a legislação portuguesa. Portanto, o Estado, enquanto governo, se quer baixar o preço da energia, tem instrumentos muito mais eficazes para o fazer enquanto legislador do que enquanto acionista, ainda para mais com uma posição tão pequena.

Ana Suspiro, grande repórter da seção de economia do Observador, na história do dia de hoje. Observador sabe que a venda da REN em 2011, ao abrigo do memorando da Troika, levantou, à data, reservas, até dentro do PSD. Luís Montenegro era então o líder parlamentar do partido e praticamente uma década depois confessou que a REN foi uma empresa que lhe deixou uma pontinha de dúvida.

Luís, é hoje apresentado o relatório final do grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social.

É um relatório com assinatura do economista Jorge Bravo, que foi pedido pela ministra do Trabalho e entregue no mês passado a Maria do Rosário Palma Ramalho. A ministra não se compromete com uma reforma estrutural da Segurança Social nesta legislatura, mas já admitiu que o governo pode vir a adotar medidas relacionadas com planos complementares de pensões, alterações nas reformas antecipadas ou com a TSU, a Taxa Social Única. Estes serão alguns dos pontos tratados no relatório, que é apresentado esta manhã na Universidade Nova de Lisboa, sendo que o teor do documento ainda é desconhecido. Esta é a segunda análise sobre o sistema de pensões feita em governos liderados por Luís Montenegro. O primeiro foi o Livro Verde, que analisava apenas o sistema previdencial. O relatório final do grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social é apresentado esta manhã.

E no futebol, goleada das antigas. Em Rio Maior, o Benfica venceu o Casa Pia por 7x0, com um hat-trick do avançado grego Pavlidis.

Que foi a estrela do encontro, com três gols, todos na segunda parte, sendo que também marcaram Prestean e Rafa Silva e o reforço Jhon Durán. Houve ainda um autogolo da equipa da Casa. O Benfica foi até ao campo emprestado do Casa Pia vencer por sete gols sem resposta. Mas para o treinador encarnado, Marco Silva, o mais importante foi a resposta que a equipa deu ao empate na primeira jornada diante do Académico de Viseu. E mais do que a goleada, Marco Silva prefere enaltecer o facto do Benfica ter mantido a baliza a zeros.

É uma reação àquele que foi um muito mau resultado para a nossa equipa na primeira jornada, com muitos bons momentos, com bons gols. Eu sei que a vitória é expressiva, mas o que me deixa mais satisfeito foi não termos concedido gols e oportunidades praticamente ao adversário. Lembro-me de um remate na primeira parte, sobre o nosso lado direito Esquerda do Casa Pia, de resto, sempre controlámos o jogo e não permitirmos isso, para mim é muito importante. Deixarmos a baliza a zero tem um sabor completamente diferente, independentemente de eu perceber que um resultado tão expressivo salta à vista, mas para nós é muito importante, não sofremos.

A reação do treinador do Benfica, Marco Silva, depois do jogo frente ao Casa Pia, desta goleada. Os encarnados somam agora quatro pontos no campeonato, em duas jornadas. São os mesmos do que o Sporting e menos dois do que o Futebol Clube do Porto, que venceu os dois primeiros jogos da liga portuguesa. O Benfica volta a entrar em campo na quinta-feira, joga no Estádio da Luz a primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa de Futebol, um jogo frente ao Aros, o clube campeão da Dinamarca.

São agora 7h07, Luís Soares, que outras notícias há a destacar a esta hora?

Vai ser lançada hoje a campanha Taxa Zero ao Volante, com o objetivo de alertar para os riscos da condução sob o efeito do álcool. Uma campanha conjunta entre várias autoridades. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária vai realizar ações de sensibilização em todo o país, enquanto a PSP e a GNR vão reforçar as operações de fiscalização nas estradas. Uma campanha que começa hoje e termina no dia 24, a próxima segunda-feira. Donald Trump volta a afirmar que é uma grande ideia tornar o Estreito de Ormuz território norte-americano e reforça que os Estados Unidos podem bombardear o aliado Omã, que está neste momento a negociar com o Irão a retoma da navegação na travessia marítima. Trump diz que Omã não está a portar-se bem nestas conversações com Teerão sobre Ormuz. Declarações do presidente norte-americano ontem na Casa Branca. A Rússia lançou mais um ataque contra a Ucrânia esta madrugada. Foram lançados desde Moscovo quase 150 drones contra várias regiões ucranianas. As Forças de Defesa Aérea de Kiev afirmam ter abatido a grande maioria destes drones. Não há, até ao momento, registo de feridos nem danos em infraestruturas. E a vida dupla do espião traidor é o novo podcast do Observador, bem sabemos, e hoje é terça-feira e, portanto, Maria João, o quarto episódio já está disponível.

Já está. Chama-se A Vida Dupla do Espião Traidor e regressa a 2016, o ano em que um dos agentes mais antigos do SIS foi apanhado a vender documentos classificados a um espião russo.

Frederico Carvalhão Gil foi detido em Roma numa megaoperação comandada pela Polícia Judiciária a partir de Lisboa.

9 da manhã de 21 de maio de 2016. É sábado, mas em Lisboa, Luís Neves, diretor da Unidade de Contra-Terrorismo, e Manuela Santos, coordenadora de Investigação Criminal daquela unidade, estão a trabalhar. Estão em suspenso desde a véspera, a acompanhar a operação que está a decorrer a mais de 2500 km de distância. Há mais de 12 horas que os inspetores à porta do hotel não têm contacto visual com Frederico Carvalhão Gil, desde que entrou no quarto na noite anterior. Em Roma, já são 10 da manhã. É nesse momento que o telemóvel de Luís Neves toca. São más notícias.

Um excerto do quarto episódio de A Vida Dupla do Espião Traidor, o mais recente podcast do Observador, é uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, tem música original de Bruno Pernadas, a investigação e os guiões são do jornalista Pedro Reis.

E como sempre, há um novo episódio todas as terças-feiras, como dizias há pouco, Luís, no site do Observador, nas plataformas de podcast e no YouTube, mas se for assinante Standard ou Premium, tem acesso antecipado a todos os episódios no site ou na aplicação do Observador.