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Observador. As notícias com Carla Jorge Carvalho. António Vitorino não vai ser candidato à Presidência da República. Diz que não conseguiu ser o único candidato da área do centro-esquerdo.
Há, pelo menos, já um candidato assumido nessa área, António José Seguro. Ontem à noite, disse que António Vitorino, desde que fez vários esforços para haver apenas uma candidatura neste espaço, acabou por não conseguir e, por isso, não será candidato.
Não me apresentarei a candidato. Eu sempre disse, e nisso fui sempre coerente, que devia haver apenas um candidato nesta área política. E, manifestamente, não sei se devo dizer o que é . Eu não subscrevo o que disse.
Não?
Não, não subscrevo o que disse. Mas manifestamente, a um dado objetivo, a minha candidatura não conseguiu reunir o consenso para poder ser uma candidatura única desta área e, portanto, eu não me apresentarei a esse cargo.
António Vitorino a evitar também comentar a candidatura de António José Seguro. Não diz se acredita que ele terá ou não condições para vencer as presidenciais. Admite que ainda podem surgir novas candidaturas a tempo das eleições de janeiro do próximo ano.
José Luís Carneiro vai ser amanhã eleito o próximo secretário-geral do PS. Os socialistas começam a votar ainda hoje.
O antigo ministro da Administração Interna é candidato único. As votações decorrem hoje em 15 das 21 federações do partido e amanhã, sábado, vão às urnas os socialistas das restantes seis distritais: Açores, Algarve, Braga, Coimbra, Porto e Viseu. Amanhã, José Luís Carneiro vai votar à tarde, às 14h, na sede concelhia do Partido Socialista, em Baião. Depois, já à noite, às 20h30, vai fazer uma declaração na sede do PS, no Largo do Rato.
E o Observador tem vindo a apresentar, nos últimos tempos, as declarações de rendimentos dos vários líderes partidários.
Em vez de olharmos para os 20 anos de declarações de José Luís Carneiro, o socialista enviou informações ao Tribunal Constitucional em mais de 30 ocasiões, desde que desempenha cargos públicos. E Miguel Gato, os rendimentos do próximo secretário-geral do PS vieram quase exclusivamente do salário auferido em trabalho.
Primeiro como professor, em 2004, Carneiro declarou um salário anual de pouco mais de €20 mil como docente e no ano seguinte foi eleito presidente da Câmara de Baião e nos 10 anos que se seguiram, como autarca, auferiu uma ordenada a rondar os €60 mil ao ano. Como ministro da Administração Interna, veria esse valor a duplicar. No ano fiscal de 2023, declarou mais de €127 mil anuais. O património de José Luís Carneiro não sofreu alterações significativas nos últimos 20 anos. O socialista continua a ser proprietário de apenas um imóvel, uma casa no Bonfim, em Setúbal. Declara ainda três automóveis, um Mercedes, um Audi e um Renault.
Os registos de José Luís Carneiro na Entidade para a Transparência mostram ainda que o futuro líder do PS deixou uma conta bancária por declarar.
Em maio de 2024, Carneiro não declarou uma nova conta a prazo, para a qual tinham sido movimentados cerca de €100 mil de contas à ordem previamente existentes. Questionado pelo Observador, José Luís Carneiro diz que não declarou estes valores porque entendeu que não era esse o propósito da alteração que foi pedida na altura pelo Tribunal Constitucional. Ainda assim, garante José Luís Carneiro que a nova conta vai ser declarada nas futuras comunicações ao Palácio Ratton, que vai ter de realizar pelo início de funções como deputado e também como secretário-geral do Partido Socialista.
Miguel Gato e as declarações de rendimento de José Luís Carneiro. Esta é uma série de trabalhos que o Observador tem vindo a desenvolver no âmbito das legislativas de 2025.
E vamos continuar a falar do futuro do Partido Socialista esta manhã. Depois do Jornal das Nove, junta-se a nós o antigo deputado Ascenso Simões. A embaixadora da Finlândia em Lisboa é acusada de racismo e de criticar frequentemente os portugueses. Os funcionários apresentaram queixa, falam de uma situação desgastante, com impacto na saúde física e mental.
Todos os funcionários da embaixada e da residência oficial da Finlândia em Lisboa, incluindo três portugueses, formalizaram a queixa em fevereiro deste ano. A notícia começou num jornal finlandês que descreve sérios problemas e um clima de trabalho exaltado na missão diplomática em Lisboa. Maria João Brás, de que casos estamos a falar?
Falamos de situações de assédio, intimidação, insulto, discriminação, tendo em conta a idade, comportamento racista e abuso emocional. Por exemplo, segundo o jornal finlandês, um dia a embaixadora terá ficado furiosa com um destes funcionários e ter-lhe-á dito que não tinha educação. Era como, e cito: "As pessoas negras africanas". Titta Maya Luoto criticava frequentemente os portugueses, será acusado quem trabalhava na embaixada da prática de corrupção. Os funcionários contam que estes episódios recorrentes têm tido um impacto na saúde física e também na saúde mental.
E, entretanto, estes funcionários apresentaram uma queixa ao Ministério Finlandês dos Negócios Estrangeiros e também à ACT, a Autoridade para as Condições de Trabalho.
Sim, mas até agora, sem efeitos práticos. A queixa ao governo de Helsínquia foi apresentada em fevereiro. Os funcionários dizem que ao fim de quatro meses, ainda nenhuma decisão tinha sido tomada, mas a Agência Lusa, o ministério, garante que está a levar a questão laboral a sério e que tem sido tratada de acordo com os procedimentos legais.
E hoje mesmo a Direção-Geral de Recursos Humanos da Finlândia deve ir a Lisboa visitar a embaixada. Os trabalhadores queixam-se de assédio e de comportamento inapropriado por parte da diplomata.
São agora 08h06, Carla, antes do Três Toques, que outras notícias marcam esta manhã.
António Costa recusa que a União Europeia esteja a assistir impávida à crise humanitária em Gaza e insiste que Israel deve aceitar o cessar-fogo com o Hamas. O presidente do Conselho Europeu insiste que é preciso colocar um fim à violação sistémica dos direitos humanos na faixa de Gaza. Diz que a União Europeia tem um papel a desempenhar. Já Ursula von der Leyen avisa os Estados Unidos que a União Europeia se prepara para entrar em desacordo com as tarifas de Donald Trump. A presidenta da Comissão Europeia promete continuar a defender os interesses da Europa. O presidente da RTP nega ter havido pressões do governo para demitir a direção de informação liderada por António José Teixeira. Nicolau Santos garante que nunca recebeu queixas por questões editoriais, nem deste governo, nem de anteriores. A entrevista ao jornal Expresso desvaloriza as declarações do primeiro-ministro, que durante a campanha disse que a RTP era demasiado insistente nas perguntas sobre