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Muito bom dia, esta é a Rádio Observador. Está no ar o Jornal das 8, com a edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, o Benfica joga hoje o acesso aos quartos de final do Mundial de Clubes frente aos ingleses do Chelsea.
Os encarnados reencontram o emblema londrino 12 anos depois do último jogo entre as duas equipes, em que o Benfica saiu derrotado na final da Liga Europa. Na antevisão à partida, esta madrugada, Bruno Lage garantiu que a equipe fez uma boa preparação para a partida dos oitavos de final. Assumiu as dificuldades, mas garantiu que não há impossíveis.
Sabemos que é difícil, mas não é impossível. É um jogo e neste momento temos o conhecimento profundo da forma como o Chelsea joga e, uma vez mais, sinto que preparámos o jogo muito bem. Por isso, amanhã é a hora do jogo, nós pomos em campo tudo aquilo que são as nossas forças, a nossa qualidade, quer coletiva, quer individual, porque, como disse, sinto a equipe motivada e com uma enorme ambição de seguir em frente na prova.
É o que assume Bruno Lage, que mostrou ainda a felicidade pela renovação do capitão Nicolás Otamendi até 2026. Uma notícia que foi oficializada pelo clube ontem à noite.
E hoje é realmente com agrado que finalmente se concretizou a vontade de toda a gente, a vontade do clube, a vontade do capitão e, claro, também fico muito contente por o Nico ter renovado. Tínhamos acabado de contratar o reforço e estava a ser informado que o Nico tinha finalmente ontem, já no final da noite, chegado a acordo com o Benfica, ou seja, finalizado toda a situação e que hoje de manhã ia ser anunciado. Por isso, é nesse sentido que estamos todos a trabalhar, nessa orientação da equipe a ser cada vez mais forte e competitiva.
O central argentino fica mais uma temporada ao serviço do Clube da Luz. Para o jogo de hoje, o Benfica já pode contar com Carreras e também com André Bellota. Estiveram ambos suspensos na última partida frente ao Bayern de Munique, que deu acesso aos oitavos de final do Mundial de Clubes. Benfica e Chelsea está marcado para as 21h, em Charlotte, no estado da Carolina do Norte.
E é um jogo dos oitavos de final do Mundial de Clubes que pode ouvir aqui na Rádio Observador. E o Partido Socialista elege hoje o sucessor de Pedro Nuno Santos, com o vencedor já anunciado, José Luís Carneiro.
O antigo ministro da Administração Interna é o único candidato ao lugar de secretário-geral do partido. As urnas abriram ontem, sendo que as votações já terminaram, por exemplo, nas 11 concelheiras da Federação da Área Urbana de Lisboa, onde Carneiro obteve 94% dos votos. A Federação de Lisboa é a maior federação do PS. José Luís Carneiro vota, de resto, esta tarde, pelas 14h, em Baião, terra natal, tem o discurso da eleição previsto para as 20h30, na sede nacional do PS, em Lisboa.
E a eurodeputada Marta Temido acredita que José Luís Carneiro vai ser um secretário-geral capaz de construir soluções de consenso a nível interno.
Também a antiga ministra da Saúde votou ontem ao final da tarde, em Lisboa, aos jornalistas deixou elogios ao próximo líder.
José Luís Carneiro é um homem que eu considero e conheço essas características, como disse, convivemos ainda que durante pouco tempo no governo, profundamente empenhado, trabalhador e capaz de construir soluções de consenso. Penso que essas são características muito importantes e que lhe facilitarão muito a vida dentro do partido e, sobretudo, onde nós precisamos de obter resultados, porque aquilo que o PS precisa de fazer é, naturalmente, uma organização interna, mas sobretudo é a resposta às populações.
Declarações de Marta Temido, depois ter votado ontem na Federação da Área Urbana de Lisboa, do Partido Socialista, José Luís Carneiro vai ser hoje eleito como o novo secretário-geral do PS, sucedendo assim a Pedro Nuno Santos.
Olhamos agora para as presidenciais. António Vitorino tentou um acordo com António José Seguro para a corrida a Belém.
O Observador apurou hoje junto de várias fontes socialistas que houve tentativas indiretas de conversa do lado do antigo comissário europeu. Vitorino fez de tudo para que avançasse apenas um candidato no espaço do centro-esquerda. Numa segunda fase, tentou ainda que se chegasse a um entendimento no sentido de mais próximo da data das eleições, o candidato que estivesse mais atrás nas sondagens entre Vitorino e António José Seguro, acabasse por desistir em favor do outro. Ora, a ideia era precisamente convencer Seguro a esperar por uma avaliação sobre quem estaria em melhores condições de concorrer à Presidência da República. António José Seguro recusou, quis manter o calendário que tinha na cabeça sem admitir uma possível desistência.
E o presidente da República recusa comentar as candidaturas às eleições presidenciais.
O chefe de Estado foi questionado sobre o tema na Ponta Delgada, nos Açores, lembra que tem um dever de neutralidade.
Não posso comentar eleições presidenciais. Nenhuma eleições, mas presidenciais não posso.
Há muitos candidatos a candidatar-se.
Era violar o princípio da neutralidade.
Muitos candidatos que estivessem a candidatar-se.
Não posso. Não pode ser. Todos os dias aparecem mais candidatos. Quando eu fui candidato, houve num caso nove, no outro caso 10 candidatos, que eu me recordo. Portanto, agora não sei quantos são, veremos.
"Todos os dias aparecem mais candidatos", é o que diz Marcelo Rebelo de Sousa ontem em Ponta Delgada, nos Açores.
E António Gandra de Almeida autorizou pagamentos extra para ele próprio no período em que foi diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde.
Uma notícia avançada pela CNN Portugal, descoberta durante a investigação que estava a decorrer na Inspeção-Geral das Atividades em Saúde sobre uma alegada acumulação de funções irregulares de Gandra de Almeida, quando era ainda dirigente do INEM Norte. Ora, quando atuava como diretor-executivo do SNS, terá autorizado o pagamento de um valor por hora superior ao estipulado para serviços médicos, que ele próprio prestou na urgência da Unidade Local de Saúde da Guarda. Ora, em vez de €40 por hora, como seria previsto, recebeu €55, uma possibilidade que é prevista na lei, mas que obriga a autorização da direção executiva do SNS.
É o ponto final no Jornal das Oito, que teve a edição do Vasco Maldonado Correia.