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As notícias com Luís Soares.

Várias pessoas morreram na sequência de uma explosão e incêndio num bar, numa estação de esqui na Suíça, na estação de Crans-Montana. De acordo com a polícia local, a explosão aconteceu por volta de 1h30 da madrugada, num bar. A causa ainda é desconhecida. Um elemento da polícia suíça disse à BBC que haverá, em breve, uma nova atualização, mas, para já, ainda é desconhecido o número de mortos e o número de feridos. Este porta-voz da polícia diz apenas à BBC que haverá várias vítimas mortais. Confirma, no entanto, que estariam mais de 100 pessoas dentro deste local. Um portal de notícias suíço sugere que o incêndio pode ter sido causado por fogo de artifício durante um concerto, mas a polícia afirma que oficialmente a causa é, para já, desconhecida. Esta explosão aconteceu num bar de um resort suíço que é muito popular entre os turistas. Crans-Montana é uma estância de esqui sofisticada na região suíça de Valais, muito popular entre os turistas britânicos. Para já, não há ainda o número oficial de vítimas. É, naturalmente, um tema ao qual vamos continuar atentos ao longo desta manhã informativa aqui na Rádio Observador. Olhando para a atualidade da política nacional, o primeiro-ministro Luís Montenegro dedica o tradicional artigo de opinião de início do Ano Novo à reforma laboral. Defende que é uma reforma fundamental para salários dignos. Luís Montenegro defende a proposta apresentada pelo governo para conseguir melhores empregos e melhores salários, mesmo que, sublinha o Luís Montenegro, não tenha essa proposta conquistado os sindicatos. Nesse artigo de opinião, publicado no JN hoje, Luís Montenegro tranquiliza o país, diz que não há que ter medo do anteprojeto laboral que o governo está a negociar ainda em sede de concertação social. Para o chefe do governo, não há dúvidas, uma proposta que inclua menos impostos e flexibilidade laboral é a chave para haver salários dignos. Já numa mensagem de Ano Novo, num vídeo divulgado pelas redes sociais do PSD, Luís Montenegro prometeu cumprir um programa de transformações na saúde, educação, habitação e transportes nos próximos três anos e meio. Volta, assim, a afastar a possibilidade de haver legislativas antecipadas, nomeadamente depois das presidenciais, em janeiro.

Vamos, depois, ter um período de cerca de três anos e meio sem eleições nacionais, onde nos podemos, devemos concentrar em cumprir o nosso programa de reforma e transformação de Portugal, levado a cabo com coragem, com capacidade de iniciativa política, com capacidade também de diálogo, com humildade democrática, mas cumprindo este desígnio de dar a Portugal condições para criarmos mais riqueza, de levarmos o nosso talento mais longe, de corporizarmos aquela mentalidade Cristiano Ronaldo, que vos falei no Natal, de trabalharmos o nosso talento.

A mensagem de Luís Montenegro, mensagem de Ano Novo publicada nas redes sociais do PSD. O primeiro-ministro e líder social-democrata pede coragem, capacidade de iniciativa política, diálogo e também humildade democrática para os próximos três anos e meio. Quem faz a última mensagem de Ano Novo enquanto presidente da República é Marcelo Rebelo de Sousa. Uma mensagem que promete ser mais curta, devido à proximidade das eleições presidenciais. O chefe de Estado fala ao país às 8 da noite, em direto do Palácio do Belém, em Lisboa. Na véspera de Natal, no Barreiro, Marcelo Rebelo de Sousa já tinha dito aos jornalistas que hesitou entre dirigir ou não essa mensagem de Ano Novo em contexto pré-eleitoral, referindo que houve presidentes que fizeram e houve um que não o fez. Há um ano, nesta data, Marcelo Rebelo de Sousa realçou a importância de manter a solidariedade institucional e até a cooperação estratégica entre órgãos de soberania, nomeadamente entre o presidente da República e o primeiro-ministro. E precisamente entre os candidatos presidenciais, já há quem tenha deixado votos para o ano que agora começa. Ainda antes das 12 badaladas, Luís Marques Mendes esteve no Terreiro do Paço, em Lisboa, ao lado de Carlos Moedas, presidente da Câmara da Capital. Marques Mendes sublinhou que não queria fazer campanha, mas em declarações à SIC, sublinhou que é tempo de desejar um feliz Ano Novo aos portugueses, numa transição de ano que quis resumir numa palavra.

Uma palavra, sobretudo, esperança. Nós precisamos muito de esperança. O mundo está como está, a gente sabe. A Europa também está com divisões, nós também sabemos. Portugal também tem os seus problemas. Mas no meio disso tudo, nós temos que acreditar. Nós temos que ter esperança. Nós temos que ter confiança. Nós fazemos também coisas extraordinárias em Portugal. Não há razão nenhuma para nos sentirmos inferiores aos outros. E eu acredito muito que nós podemos ter um próximo ano, um ano com confiança, com esperança, com ambição. E é isso que eu desejo a todos os portugueses. Àqueles que me apoiam, àqueles que não apoiam, àqueles que vão votar em mim, àqueles que não votaram em mim. Todos são portugueses, todos merecem o mesmo respeito e a mesma admiração da minha parte.

Os votos de Luís Marques Mendes. Outros candidatos a Belém também assinalaram a passagem de ano, neste caso, com mensagens dirigidas aos portugueses ainda antes da meia-noite. António José Seguro considera que é urgente recuperar o sentido de comunidade em Portugal e apela à união dos portugueses entre diferentes gerações e regiões no ano que agora começa. Nessa mensagem em vídeo, o candidato presidencial defende uma mudança que espera que seja tranquila.

Se acreditam em Portugal como eu acredito, é tempo de agir. Melhorar o que está bem e mudar o que está mal, e há tanto para mudar. Defendo uma mudança tranquila, onde cada geração tenha uma vida melhor do que a geração anterior. Na minha visão de Portugal, todos contam e cada um de nós tem um papel a desempenhar. É urgente recuperarmos o sentido de comunidade e restaurar o nosso chão comum, que nos permite viver em paz e harmonia uns com os outros. Que nos permite progredir e viver vidas melhores.

António José Seguro diz que deseja um país onde há acesso à saúde a tempo e horas e onde arrendar e comprar casa não seja um luxo. Outro candidato presidencial, apoiado pelo PCP, António Filipe, optou por destacar na mensagem de Ano Novo a importância de votar nas presidenciais de 18 de janeiro.

É este o momento em que formulamos votos para que o ano que vem seja melhor, se possível, do que o ano que passou. E começamos o ano, desde logo, com eleições para Presidente da República. É um momento importante para a vida do país e é um momento importante também para cada um de nós, porque temos a possibilidade de exprimir a nossa vontade através do voto, um direito que custou tanto a conquistar ao povo português e que importa sempre dignificar. É um momento importante. Em todo o caso, desejo a todos que tenham um bom ano de 2026 e que ele corresponda, no essencial, àquilo que são as vossas aspirações.

Os desejos manifestados por António Filipe e subscritos também por Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, deixa ainda uma receita para um ano melhor.

Em 2026, vamos ter eleições presidenciais e falo-vos como candidata a Presidente da República. Partilho convosco aquela que é para mim a melhor receita para um Bom Ano Novo: paz, trabalho decente, salário e pensões dignas, casa, saúde e educação para todos, tempo para os nossos. Que em 2026 comecemos a reinventar Portugal, não com o ódio, não com a desistência ou mais do mesmo, mas com alegria. Com a alegria de sermos uma comunidade, de dizermos sim à esperança e sim ao futuro. Um feliz Ano Novo!

Os votos de Catarina Martins. Também Jorge Pinto deixou uma mensagem de Ano Novo. O candidato apoiado pelo Livre realça os desafios para este ano que agora começa.

Este novo ano tem enormes desafios, tanto a nível nacional como a nível internacional. Aqui, em Portugal, temos de ser capazes de finalmente concretizar o direito à habitação a um preço digno, que as pessoas possam pagar. Precisamos de reforçar o nosso Serviço Nacional de Saúde, a mais bela das conquistas da nossa democracia, porque é intolerável termos ainda tantas pessoas sem médico de família e termos de esperar meses ou anos por uma consulta. Precisamos de mais cultura, mais cultura em todo o território, porque a cultura é vida, a cultura é qualidade de vida. Esta esperança e este otimismo exigem-nos concretização e políticas concretas. E isso começa já em janeiro, com a eleição do próximo presidente da República. Bom ano de 2026. Juntem-se a esta caminhada.

Os votos dos candidatos a Belém para o ano que agora começou. E com a chegada de 2026, há já quem pense nos dias de descanso, precisamente com o novo calendário. Os dias de férias não mudam, mas essa gestão do calendário pode ser repensada ano a ano, consoante os feriados. No entanto, Beatriz Félix, 2026 não será um ano para grandes malabarismos.

2026 terá 15 feriados, a contar com o Carnaval, mas sem ter em conta os feriados municipais. Isso não muda. O que muda é a forma como os dias aparecem no calendário do próximo ano. Ora, há dois feriados ao sábado, 25 de abril e 15 de agosto, ao domingo também. A Páscoa, como é habitual, este ano a 5 de abril e 1 de novembro. Só aqui já há quatro ou cinco dias perdidos, mas isto, claro, para quem trabalha de segunda a sexta-feira. Mas vamos às boas notícias. 2026 vai permitir quatro fins de semana prolongados, ainda assim, menos um do que em 2025. Ao da Páscoa, no primeiro fim de semana de abril, segue-se o 1° de Maio, Dia do Trabalhador, que calha a uma sexta-feira, depois o 5 de outubro, a uma segunda e, finalmente, o Natal também a uma sexta-feira. Já quanto às pontes, a primeira acontece logo no arranque do novo ano. Dia um é quinta-feira e, por isso, pode tirar sexta. Há só mais uma: o Carnaval, a 17 de fevereiro, como sempre, a uma terça-feira e, por isso, segunda-feira também pode ser de descanso. Há ainda dois feriados em junho, o Corpo de Deus, dia 4, e o Dia de Portugal, no dia 10, ambos a uma quarta-feira e que com poucos dias de férias permitem compor uma semana inteira de descanso. No final das contas, quatro fins de semana prolongados, duas pontes e uma semana com feriados.

Beatriz Félix e as contas ao descanso neste ano de 2026. Chipre assume entre hoje e final de junho a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. A presidência cipriota defende uma união autónoma, aberta ao mundo, focada no apoio à Ucrânia, na questão migratória e no orçamento europeu. Sob o lema "Uma união autónoma aberta ao mundo", Nicósia quer realçar a força interna para cooperar com parceiros externos sempre que possível, agindo também de forma independente quando necessário. Também hoje a Bulgária é o mais recente país a adotar o euro. É o 21° membro da zona euro. É um marco histórico que, no entanto, é contestado pela população e que ocorre numa altura de fortes tensões políticas. Isto no dia em que Portugal assinala os 40 anos da entrada na Comunidade Económica Europeia, a atual União Europeia. O tratado foi assinado em 12 de junho de 1985, entrou em vigor a 1 de janeiro do ano seguinte, 86. Desde então, Portugal foi representado em várias ocasiões nas instituições europeias, com Durão Barroso à frente da Comissão Europeia de 2004 a 2014, António Costa, que é presidente do Conselho Europeu desde 2024, Mário Centeno, que chegou a ser presidente do Eurogrupo. O democrata progressista Zohran Mamdani assumiu hoje o cargo de presidente da Câmara de Nova Iorque, tornando-se no primeiro muçulmano a liderar a maior cidade dos Estados Unidos e a capital financeira do país. Eleito em novembro, Mamdani é um reconhecido crítico do presidente republicano Donald Trump e o mandato de quatro anos que agora começa é encarado com um forte alcance político e simbólico. O democrata prestou juramento perante a Procuradora-Geral de Nova Iorque, numa cerimónia privada, acompanhado da família, pouco depois da meia-noite, hora local, 5h da manhã em Lisboa. A cerimónia aconteceu numa estação de metro histórica da cidade, estilo espanhol, chamada Old City Hall, atualmente fechada ao público e situada por baixo da sede da Câmara. Mamdani explicou que a escolha do local teve como objetivo homenagear a importância dos transportes públicos, a vitalidade, a saúde e o legado da cidade.