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São 8 horas. Jornal das 8, a edição é do José Rafael Lopes. O secretário-geral da CGTP diz que a greve geral de 3 de junho é o momento certo para dar voz aos trabalhadores na luta contra o pacote laboral.
Tiago Oliveira acusa o governo de não ter querido discutir as propostas da CGTP ao longo dos mais de nove meses de negociações, na antecâmara da greve, que está marcada para o dia 3 de junho. Tiago Oliveira volta ao ataque contra o Executivo. Em entrevista à Agência Lusa, considera que não houve nenhum avanço significativo na reforma laboral. Pede, por isso, a responsabilização do governo, que é apontado pela CGTP como o mentor de um processo negativo para os trabalhadores.
Nós temos que procurar responsabilizar o governo, porque é ele que é o grande mentor deste processo. Nós temos que responsabilizar os partidos com assento na Assembleia da República, porque serão eles que irão discutir o pacote laboral na Assembleia da República. E, portanto, isto só se faz de uma maneira: faz-se envolvendo os trabalhadores, faz-se trazendo para a opinião pública, para a discussão, para as ruas, a luta de quem trabalha. E aquilo que, do nosso ponto de vista, é necessário neste momento, é derrotar já o pacote laboral.
Tiago Oliveira, em entrevista à Agência Lusa, o líder sindical parte ainda para o ataque contra o Chega. Acusa o partido de André Ventura de dançar conforme a situação no Parlamento.
Quando o pacote laboral foi apresentado a 24 de julho, o Chega identificou uma linha vermelha, que era a questão da parentalidade e a questão da amamentação. Só que depois o Chega esqueceu esta linha vermelha que tinha colocado e encontrou outra linha vermelha. Era a questão do trabalho por turnos e trabalho noturno. Quero dizer com isto o quê? Quero dizer com isto, como ouvi uma expressão de um camarada meu que dizia: "há partidos que dançam conforme a música." O Chega demonstrou isso desde sempre.
As críticas de Tiago Oliveira, que deixa um aviso: são os trabalhadores que vão definir o tom da música. O secretário-geral da CGTP revela ainda o que espera do presidente da República, António José Seguro, sobre esta temática da reforma laboral.
Além de cumprir aquilo que disse na sua campanha eleitoral, que disse que votaria este pacote laboral se não tivesse acordo na consultação social, nós iremos responsabilizá-lo por isso, e foi dito isto várias vezes. Ao mesmo tempo, também dissemos que não se prende só com aquilo que ele disse na campanha eleitoral. Há muito mais do que a campanha eleitoral. Há um pacote laboral que, do nosso ponto de vista, e também tivemos a oportunidade de colocar, tem um conjunto de matérias ligadas a matérias que são inconstitucionais. A questão do experimento é inconstitucional, tem que se pronunciar sobre isso. A questão da precariedade, o direito ao emprego, ao emprego com direitos, à estabilidade na vida.
Tiago Oliveira sublinha que é urgente derrotar o pacote laboral. São declarações na antecâmara da greve geral, marcada para dia 3 de junho.
Realizam-se hoje eleições diretas no PSD. Luís Montenegro é o único candidato à presidência do partido.
No mês passado, o primeiro-ministro anunciou que ia propor a realização de eleições diretas em maio e não em setembro, como as que aconteceram em 2024. Na altura, Luís Montenegro também foi candidato único, venceu com mais de 97% dos votos. Neste ato eleitoral, o cenário aparenta ser semelhante. Ainda assim, o primeiro-ministro deixou o desafio para quem tivesse um caminho diferente e alternativo para o partido, para que avançasse e se apresentasse às eleições. Uma declaração que foi interpretada como uma resposta a Pedro Passos Coelho, que vinha a fazer uma série de intervenções críticas à governação da AD. O antigo primeiro-ministro, que importa ressalvar, não vai votar nesta eleição direta do PSD. Pedro Passos Coelho alegou motivos pessoais para não o fazer. Hoje, podem votar mais de 56 mil militantes do PSD. É a 13ª vez que se realizam eleições diretas no partido.
O líder da bancada parlamentar do PS revela que Luís Montenegro e José Luís Carneiro conversaram para acordar o lote de candidatos a juízes do Tribunal Constitucional.
Eurico Brilhante Dias fala numa interlocução política entre o primeiro-ministro e o secretário-geral do Partido Socialista. Diz que além dos candidatos a juiz do Tribunal Constitucional, esteve também em cima da mesa o tema da eleição da Provedora de Justiça. É o que adianta Eurico Brilhante Dias, numa nota a que a Agência Lusa teve acesso.
A nota do líder parlamentar do PS foi conhecida pouco depois do PSD, Chega e PS terem entregue uma lista conjunta de candidatos para substituir os quatro juízes no Tribunal Constitucional.
Aconteceu ontem à noite, sendo que a eleição está marcada para dia 12 de junho no Parlamento. Os quatro nomes que podem juntar-se ao Tribunal Constitucional precisam de uma aprovação superior a dois terços no Parlamento. O PSD indicou Joaquim Cardoso da Costa, ex-secretário de Estado e atual diretor do Centro Jurídico do Estado, bem como a professora catedrática Maria Paula Ribeiro Faria. Estes dois nomes tiveram já o sim do Partido Socialista. A candidata indicada pelo PS é Gabriela Cunha Rodrigues, juíza desembargadora, que atualmente exerce funções como chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Pelo Chega, o nome apontado é o de Luís Filipe Brites Lameiras. Em março, André Ventura já tinha anunciado que iria avançar com esse nome para o Tribunal Constitucional. Luís Filipe Brites Lameiras foi juiz desembargador nos tribunais da Relação de Lisboa e do Porto. A eleição dos novos juízes para o Tribunal Constitucional tem sido sucessivamente adiada desde o início da legislatura.
Entretanto, Zé, o Chega vai avançar com o pedido para a Assembleia da República reconfirmar um decreto sobre a perda de nacionalidade.
A intenção surge depois do Tribunal Constitucional ter chumbado o decreto por unanimidade. Ainda assim, André Ventura não desiste. O líder do Chega insiste que quem comete crimes graves após adquirir nacionalidade deve correr o risco de poder perder esse estatuto.
Isto não é nem nenhuma afronta, nem nenhum desrespeito, é a assunção do nosso princípio de campanha e do nosso princípio político, que é: quem vem para Portugal deve cumprir regras e quem vem para Portugal e obtém a nacionalidade deve assegurar que se violar estas regras, viola o pactoQue o levou a estar cá e deve perder a nacionalidade.
Palavras de André Ventura ontem na Feira do Livro. O líder do Chega elogiou ainda a Prestação Social Única aprovada pelo governo. A medida, aprovada em Conselho de Ministros, prevê até 15 horas de trabalho social, bem como sanções por incumprimento. A PSU, Prestação Social Única, vai juntar 13 apoios que existiam até agora de forma individual. André Ventura tem até já uma sugestão. Diz que o trabalho social deve ser redirecionado para os trabalhos de limpeza e de prevenção dos incêndios em Portugal.
E arranca hoje mais uma campanha do Banco Alimentar contra a Fome para a recolha de alimentos.
A ação envolve mais de 40 mil voluntários em 2 mil supermercados espalhados pelo país. A campanha acontece numa altura em que aumentam os pedidos de apoio de famílias carenciadas ao Banco Alimentar contra a Fome, devido à subida do preço dos combustíveis e dos custos com a habitação. É o que diz a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet. As campanhas de recolha de alimentos do Banco Alimentar contra a Fome realizam-se duas vezes por ano, com o objetivo de angariar alimentos para famílias carenciadas. Além dos supermercados, a recolha de alimentos acontece também online, através da plataforma digital Alimenta Esta Ideia e do portal de doações online do Banco Alimentar. As doações online começaram já na quarta-feira. No ano passado, a campanha do Banco Alimentar contra a Fome, em maio, angariou quase 2 mil toneladas de alimentos nos supermercados.
Na atualidade internacional, o Irão confirma que não há fumo branco no acordo entre Washington e Teerão.
Informação que é dada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão. Fala num entendimento a ser discutido, mas longe de estar finalizado. Ismail Baghai diz que, neste momento, o Irão está focado no fim da guerra e que não há discussão sobre os detalhes do plano nuclear do país.
Do lado dos Estados Unidos, Donald Trump tinha prometido uma decisão sobre o acordo com o Irão, mas, Zé, ainda não foi conhecida a posição do presidente norte-americano.
Ontem, Donald Trump escreveu na rede social Truth Social que não passaria desse dia, mas após ter estado reunido por duas horas com o gabinete de guerra norte-americano, não tomou, para já, nenhuma decisão definitiva. A informação é avançada pelo jornal The New York Times, que cita um alto funcionário do governo norte-americano. Ainda assim, essa mesma fonte assegura ao New York Times que a administração Trump está cada vez mais perto de alcançar um acordo com o Irão.
No desporto, termina o prazo no contrato de José Mourinho, que permitia a rescisão por € 7 milhões.
O técnico do Benfica tinha essa cláusula no contrato com o Clube da Luz, expirou à meia-noite. A partir desse momento, o valor exigido para a saída do treinador sobe para € 15 milhões, o que corresponde ao valor do contrato válido até 2027. A mudança nas condições do treinador encarnado acontece numa altura em que José Mourinho continua a ser associado a um regresso ao Real Madrid. A imprensa desportiva nacional e internacional tem vindo a avançar que esse acordo estará mesmo fechado, mas que o treinador português tem de esperar pelas eleições presidenciais no Real Madrid. O Benfica, para já, apresentou uma proposta de renovação ao técnico, mas José Mourinho ainda não tomou uma posição oficial sobre o futuro.
E hoje joga-se a final da Liga dos Campeões. Paris Saint-Germain e Arsenal estão na corrida para conquistar este título europeu.
O Paris Saint-Germain é campeão em título, está à procura de voltar a erguer a Liga dos Campeões. Já o Arsenal quer conquistar o primeiro título europeu. A final em Budapeste começa quando forem 17h. Ora, do lado do PSG, tal como no ano passado, há quatro portugueses que estão disponíveis para ir a jogo. Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos estão às ordens do treinador Luís Henrique. Do lado londrino, na equipa de Mikel Arteta, Viktor Gyökeres, antigo avançado do Sporting, deve mesmo ser titular nesta final da Liga dos Campeões, marcada para as 17h em Budapeste.
Veremos quem leva a melhor nesta final da Liga dos Campeões. Fica por aqui o Jornal das 8 com a edição do José Rafael Lopes.