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Jornal das 8, com o jornalista Luís Soares. Em resposta aos ataques desta noite dos Estados Unidos, o Irão atacou bases norte-americanas nos países do Golfo. A Guarda Revolucionária Iraniana anunciou também o encerramento do Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão pela segunda noite consecutiva, depois de Donald Trump ter avisado que Teerão iria pagar o preço pelo impasse nas negociações. E o Irão, Miguel Gato, já respondeu aos bombardeamentos norte-americanos.
Com ataques contra bases militares norte-americanas no Bahrein, no Koweit e também na Jordânia, sendo que o espaço aéreo do Koweit chegou mesmo a estar encerrado, mas foi, entretanto, reaberto esta manhã. A situação no estreito de Ormuz continua também tensa. A Guarda Revolucionária do Irão declarou, em comunicado, a proibição de todo o tráfico marítimo no estreito, devido à insegurança na região. O Irão diz que se trata de uma resposta direta às atrocidades que estão a ser cometidas pelos Estados Unidos.
E a Casa Branca já veio justificar estes ataques, Miguel.
O Pentágono classifica os ataques desta noite como um ato de diplomacia, depois de o Comando Central dos Estados Unidos revelar que a ofensiva atingiu sistemas de comunicação e instalações de defesa aéreas do Irão. O exército norte-americano diz ainda que disparou contra alvos do Irão, que representavam uma ameaça às forças dos Estados Unidos no terreno e também a navios comerciais internacionais perto do estreito de Ormuz. Já a reação da ONU sobre os mais recentes ataques entre Estados Unidos e o Irão, o secretário-geral das Nações Unidas diz que o cessar-fogo na região assemelha-se a um incêndio de menor intensidade. António Guterres insta todas as partes a trabalharem em prol de uma solução diplomática.
Miguel Gato e as mais recentes atualizações da guerra entre Estados Unidos e Irão. Em consequência desta nova onda de ataques, o preço do barril do petróleo está novamente em subida. O Brent está a ser negociado esta manhã em torno dos US$ 95 por barril. Na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis diz que estes mais recentes ataques norte-americanos são uma tática negocial de Donald Trump que não está a resultar.
Parece, em todo caso, ser uma tática negocial, pelo menos no entendimento de Donald Trump e dos seus próximos. Esta ideia de que no fundo se pode usar a força militar para tentar forçar o Irão a assinar um acordo. O problema, realmente, é que isso não tem estado a funcionar. A ideia, no fundo, de Donald Trump de que muito rapidamente, depois de mostrar o poderio militar americano, conseguiria um acordo muito melhor, muito mais amplo, muito mais exigente do que o acordo que foi assinado por Obama. Isso realmente nunca se confirmou.
Análise do historiador Bruno Cardoso Reis no gabinete de guerra desta manhã. Entretanto, 22 países, incluindo Portugal, exigem que o Irão pare com os ataques noutros países contra dissidentes iranianos, jornalistas ou membros das comunidades judaicas e israelitas.
E falamos agora da Prestação Social Única. A proposta legislativa do governo obriga jovens com deficiência ou cancro a fazer até 15 horas de trabalho social.
Isso é excluído dessa obrigação de trabalho social de deficiências mais severas, iguais ou superiores a 80% de incapacidade. É o que adianta esta manhã o Jornal de Notícias, na véspera da proposta ser discutida no Parlamento. De acordo com o JN, o direito à Prestação Social Única fica condicionada a atividades de solidariedade social. A condição aplica-se aos beneficiários e aos membros do agregado familiar que estejam desempregados e tenham entre 18 e 25 anos. Há várias exclusões, mas no caso das pessoas deficientes, só fica de fora quem tenha mais de 80% de incapacidade, um valor que fica acima dos 60% previstos para efeitos fiscais e de apoios. De acordo com o público, o governo admite ainda um aumento da despesa de € 30 a € 40 milhões com a criação da Prestação Social Única.
E hoje começa o Campeonato do Mundo. Importa, por isso, darmos a conhecer as equipas do grupo da Seleção Nacional, o grupo K. Nesta edição ficamos a conhecer um pouco mais sobre o primeiro adversário de Portugal, a República Democrática do Congo.
Que chega a esta fase final de um Campeonato do Mundo de futebol pela segunda vez na história. A última tinha sido no Mundial de 1974 e na altura a República Democrática do Congo ainda se chamava Zaire. Em estúdio temos o jornalista Miguel Pina Andrade, que ao longo da manhã nos vai dar a conhecer melhor os adversários de Portugal neste mundial. E Miguel, a seleção centro-africana só se classificou no prolongamento do playoff internacional de acesso.
Um jogo frente à Jamaica, em que o gol da vitória só surgiu aos 100 minutos de jogo, da autoria de Mbuanzabe, que desviou a bola com a barriga. Os Leopardos têm apenas uma derrota nos últimos 12 jogos e ocupam a posição 45 do ranking da FIFA. Chegam a esta fase final do Mundial com a perspetiva de alcançar a fase a eliminar, sendo que no único mundial em que a República Democrática do Congo participou, em 1974, não passou da fase de grupos.
E Miguel, vamos aos protagonistas. Os Leopardos vão ser liderados pelo avançado do Newcastle, Yoan Wissa.
E comandados pelo técnico francês de 49 anos, Sebastien Desabre, este o nome do treinador da seleção da República Democrática do Congo. Há também caras conhecidas dos adeptos portugueses, a começar pelo jogador mais internacional pelo país, Chancel Mbemba, antigo central do Futebol Clube do Porto. Está também na lista de convocados o ex-Sporting de Braga e Famalicão, Simon Banza. O quartel-general da República Democrática do Congo é em Houston, no estado do Texas, e é precisamente nesta cidade o jogo com Portugal.
Miguel Pina Andrade, algumas das informações sobre o primeiro adversário da seleção portuguesa de futebol na fase de grupos do Mundial. Nos próximos jornais vamos conhecer outras curiosidades sobre os outros adversários, nomeadamente Colômbia e Uzbequistão. Ontem, ainda de notar que a seleção portuguesa venceu a Nigéria por 2 x 1, no último jogo de preparação. O Mundial arranca então hoje com o México e a África do Sul, jogo marcado para às 20h, hora de Lisboa.
E para além do relato dos jogos de Portugal, a Rádio Observador vai acompanhar todas as partidas do Mundial com o Minuto 90. Transmitimos os minutos finais de todos os jogos e fazemos o resumo de cada encontro. Agora são 20h07, daqui a pouco há Momentos de Glória. Primeiro, Luís, temos para as outras notícias que marcam esta manhã.
Ainda o caso Olatio, uma rapariga de 12 anos conseguiu evitar um caso de violação pelo padrasto. O Observador apurou que esta não foi a primeira vez que a criança se sentiu ameaçada pelo companheiro da mãe. A menina ligou para o 112 de forma discreta e com linguagem codificada, deu indicações ao agente da PSP que permitiram evitar um caso de violação. A PSP elogia tanto o agente como a criança que denunciou esta tentativa de ataque. Luís Montenegro e André Ventura devem encontrar-se hoje com o pacote laboral a ser o tema em cima da mesa. A informação foi avançada esta semana pelo presidente do Chega, mas do lado do Luís Montenegro, ainda não há confirmação oficial que esta reunião vai mesmo acontecer. Certo é que André Ventura já ameaçou votar contra a proposta do governo, apesar de manifestar toda a abertura de diálogo sobre a alteração da lei laboral. O presidente da República devolveu ao Parlamento o decreto sobre as regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos. As bancadas do PSD, Chega e CDS tinham aprovado em abril o diploma. A proposta pretendia proibir que fossem hasteadas em edifícios públicos bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa.