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Notícias às 20h, com Carla Jorge Carvalho. O PS não quer provocar crises políticas e, por isso, está disponível para permitir que Luís Montenegro governe durante, pelo menos, mais uma legislatura. José Luís Carneiro mostra-se disposto a viabilizar o próximo orçamento do Estado e a votar contra uma eventual moção de censura que seja apresentada no Parlamento.
São informações apuradas pelo Observador. O PS faz, neste momento, a avaliação de que é preciso ter cautela e quer evitar causar instabilidade no país. E a estratégia já está definida. Miguel Gato, o que vai na cabeça dos dirigentes do Largo do Rato?
Apesar das polémicas que têm surgido no governo, a direção do PS não quer precipitar-se e prefere seguir o caminho de desgaste prolongado do executivo da AD. O Partido Socialista entende que os casos do ministro da Educação, mas sobretudo os do ministro da Administração Interna, vão acabar por denegrir a imagem de Luís Montenegro e de todo o governo, sendo que o PS também não quer ficar com o ônus do partido que criou uma crise política, como acabou por acontecer, por exemplo, com o anterior secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, que atirou os socialistas para o terceiro lugar em termos de representação no Parlamento.
E por tudo isto, Miguel, José Luís Carneiro está disponível a viabilizar o orçamento do Estado do próximo ano.
Sim, mas a principal novidade aqui é que o PS está disposto também a opor-se a qualquer moção de censura que venha a surgir na Assembleia da República. São informações apuradas pelo Observador, que sabe ainda que o PS espera também um presidente da República vigilante e interventivo em todo este processo. Pelo caminho, o PS tenta também recuperar o eleitorado que se afastou do centro-esquerda nos últimos anos, até porque José Luís Carneiro acredita que precisa ainda de algum tempo, pelo menos mais uma legislatura, para consolidar esse espaço político depois da perda de mandatos socialistas que aconteceu em maio do ano passado.
Miguel Gato, com os planos de José Luís Carneiro a longo prazo, apurados pelo Observador. O PS pretende apostar no desgaste do governo e garantir a estabilidade durante pelo menos mais um ano. O editor adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, explica que o Partido Socialista está a seguir uma velha máxima.
Quando vês o teu adversário a cometer um erro, não interrompas. O Partido Socialista percebe que o governo está com muita dificuldade em gerir os vários dossiês que queimam, uns estruturais, como os problemas na saúde ou o aumento do custo de vida, e outros dossiês que, aí sim, resultam de erros cometidos, no caso de Fernando Alexandre, ou de pecadilhos cometidos noutras vidas, no caso de Luís Neves. O Partido Socialista sabe ou pressente que o governo e que Luís Montenegro dificilmente terá uma terceira oportunidade para deixar uma primeira boa impressão.
Miguel Santos Carrapatoso, editor adjunto da seção de Política do Observador. De recordar que na semana passada, em entrevista aqui no Sobre Escuta, José Luís Carneiro sublinhou que não teme eleições legislativas caso esse cenário venha a concretizar-se, mas o Observador sabe que esse não é o cenário previsto para os próximos meses no Largo do Rato.
Este é o artigo em manchete a esta hora no nosso site e é também o tema da história do dia, já disponível em podcast. O ministro da Educação promete vagas adicionais no ensino superior para os alunos que tenham sido prejudicados na fase de candidatura por causa das falhas na correção dos exames. A revelação foi feita pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, depois de uma reunião precisamente com Fernando Alexandre.
João Massano revela que recebeu a garantia do ministro de que o princípio da igualdade vai ser salvaguardado. O Bastonário da Ordem dos Advogados estava preocupado com o efeito das falhas na correção dos exames, mas reafirma que depois da reunião com Fernando Alexandre ficou mais convencido.
Uma das coisas que me foi dita pelo senhor ministro foi que haveria, em caso de alguém ter, por força desta falha do sistema, ser impossibilitado de concorrer na primeira fase de acesso ao ensino superior, poderia haver a abertura de vagas adicionais. Imagine, a pessoa queria concorrer a Medicina numa qualquer universidade, não havia vagas na segunda fase em que ela vai concorrer. O que o senhor ministro disse é: se se verificar que ela tem nota para entrar, se estivesse a concorrer na primeira fase, mesmo que não haja vagas, vai ser criada uma vaga adicional.
Tudo por causa do atraso nas correções das provas.
Tudo por causa do atraso, o problema das reapreciações, o problema dos exames que não aparecem, faltam folhas ou não faltam folhas. Parece-me que com esta garantia, se realmente se vier a concretizar, ninguém será verdadeiramente prejudicado.
João Massano, no espaço de comentário do canal Now, entende que com esta garantia do ministro da Educação, ninguém sai prejudicado dos erros e das falhas que foram detectadas durante o processo de classificação dos exames nacionais. A Ordem dos Advogados chegou a defender a suspensão do concurso nacional de acesso ao ensino superior por temer estar em causa precisamente a igualdade de oportunidades dos alunos.
Carla, hoje é o último dia para a primeira fase da candidatura ao ensino superior e já há mais alunos inscritos do que no ano passado.
Se olharmos para os números da última terça-feira, a Direção Geral do Ensino Superior contabilizava já perto de 55 mil candidatos. No primeiro dia de concurso, apenas 304 alunos tinham apresentado a candidatura, número muito abaixo dos 10 mil que o tinham feito no mesmo primeiro dia do concurso do ano passado. Entretanto, os números regularizaram. Amanhã vão ser também afixados os resultados dos exames nacionais da segunda fase e também dos pedidos de recurso. O ministro da Educação compromete-se com a data, apesar das dúvidas levantadas por vários professores que dizem que vai ser difícil cumprir este calendário.
No Médio Oriente, Donald Trump garante que prefere assinar um acordo com o Irão do que prolongar a guerra e continuar a matar pessoas.
O presidente dos Estados Unidos volta a dizer que esteve perto de lançar um grande ataque contra o Irão nos últimos dias e insiste que foi o Irão a pedir para cancelar essa ofensiva. Donald Trump assegura que continua à procura do melhor acordo possível, mas diz também que as negociações têm sido difíceis.
Porque eu não quero matar pessoas. Não quero matar pessoas, mas a certa altura nós estávamos preparados para lançar o maior ataque de sempre e nós atingimo-los com muita força nestes últimos meses. Estávamos completamente preparados para lançar o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial. Depois ligaram-me e disseram: "Por favor, não o façam, vamos conversar". E depois vieram dizer: "Nós nunca dissemos isso".
Declarações do presidente dos Estados Unidos esta noite durante um comício no estado do Nevada. Na análise a estes desenvolvimentos, o coronel José do Carmo afirma que o que se conhece do possível acordo entre Estados Unidos e Irão aponta para uma vitória de Teerão.
O problema é que este acordo que se está a desenhar implica que o Irão, ou seja, implica que uma entidade política vai controlar aquilo que é a Guarda Revolucionária. Isto está totalmente à revelia do que é o direito internacional. Portanto, agora eles parece não querer abdicar isso. E como é que se resolve isto? Ou com guerra ou com rendição. Não há outra maneira, porque o fato é que o Irão, se este acordo for como se consta, nós não conhecemos ainda, mas como se consta, é uma vitória completa do Irão, pelo menos para já.
O coronel José do Carmo esteve esta manhã no gabinete de guerra, numa altura em que o Irão diz também ter chegado a um acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz. Os detalhes ainda estarão a ser fechados.
E Carla, assinalam-se hoje os 60 anos da inauguração da Ponte 25 de Abril. O aniversário foi celebrado esta madrugada com um espetáculo de drones sobre o rio Tejo.
Um espetáculo 3D de 10 minutos com cerca de 500 drones. O ministro das Infraestruturas esteve também presente para assinalar o momento. Marta Caramelo Nobre.
Aplausos que só chegaram no fim de um espetáculo que começou atrasado devido ao elevado tráfego aéreo que se fez sentir na capital. Foram 10 minutos de imagens no céu, mas sem qualquer música a acompanhar. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reconheceu a falha.
Faltou música, deixe-me dizer, mas que de alguma forma simboliza esta história, desde do desenho, ao sonho, até à concretização e depois com os vários estágios de transformação.
Contratempos à parte, a noite recordou os 60 anos de uma obra que em 1966 revolucionou Lisboa e que hoje serve mais de 300 mil pessoas todos os dias. Sobre o estado da travessia, o governante deixou uma salvaguarda.
A garantia que podemos dar aos portugueses é que todas as condições de segurança são mantidas. Temos feito todas as análises, todos os estudos.
Para o ministro, esta ligação é acima de tudo um espelho da entidade do país.
É uma ponte que tem muitas histórias, histórias para contar da nossa vida, da nossa democracia.
60 anos depois da inauguração, a Ponte 25 de Abril continua a ser um elo indispensável de quem cruza o Tejo todos os dias.
A reportagem da Marta Caramelo Nobre, que esteve a acompanhar o espetáculo de drones que assinalou os 60 anos da Ponte 25 de Abril. Só a manutenção do tabuleiro custa em média 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal.
São agora 08h10. Daqui a pouco há momentos de glória. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?
Cerca de 30 concelhos do interior Norte e Centro e também do Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, os distritos que apresentam maior risco de incêndio são Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro. Hoje espera-se uma subida da temperatura máxima. Castelo Branco vai ser a cidade mais quente, com os termômetros a chegarem aos 38 graus. Os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram mais vigilância no Parlamento, mas os partidos discordaram. De acordo com o jornal Público, a proposta foi feita há alguns meses por um grupo de trabalho com elementos da GNR e da PSP, responsáveis pela segurança do edifício. Os partidos recusaram com argumentos da privacidade e da liberdade de movimentos. Esta notícia surge numa altura em que há dúvidas sobre a segurança no Parlamento, depois do caso do alegado roubo de documentos no gabinete de André Ventura. A FIFA reafirma o total apoio a Gianni Infantino depois das polémicas a envolver o próximo Mundial de Futebol. Em comunicado, o secretário-geral e o conselho de administração da FIFA anunciam esta espécie de voto de confiança ao presidente da organização. Já a Federação Portuguesa de Futebol garante que está a acompanhar de perto, mas sem qualquer preocupação, todos os acontecimentos que possam estar relacionados com a organização do Mundial de 2030. A posição é declarada ao jornal Público depois do LIVRE ter enviado uma carta ao governo e à Federação a defender o afastamento de Marrocos da coorganização do próximo Campeonato Mundial. Em causa a crise migratória em Ceuta. Também em resposta ao Público, o gabinete do primeiro-ministro afirma que para já não há indicação de que Luís Montenegro pretenda responder ao apelo feito pelo LIVRE. Ainda no futebol, o Benfica recebe esta noite o Hearts, da Escócia, para a primeira mão da terceira preliminar de acesso à Liga Europa. O jogo começa às 20h e vai ter relato e comentários em direto na Rádio Observador. Antes disso, entra em campo o Sporting de Braga frente ao Dínamo de Minsk. Este jogo conta para a Liga Conferência. E agora uma questão. Quero conhecer melhor os vossos hábitos. Costumam guardar as faturas e os recibos numa pastinha, tudo organizado?
Às vezes faz pastinhas às cores.
Carimedo, é preciso guardar?
Sim, com cadernetas.
Fazem muito bem. Por quê? Porque chega-nos uma história do sul de Itália, uma história de perseverança e também de sorte. Quando uma italiana foi a uma tabacaria verificar o resultado de um bilhete da lotaria, passa o bilhete na máquina e surge a mensagem: não pagável. A mulher pensou aquilo que se calhar pensamos todos, que não tinha direito ao prêmio e por isso deitou fora o bilhete.
Mas há sempre um mas.
Claro. A mensagem tinha outro significado, porque é como acontece em Portugal. Os estabelecimentos deste gênero só podem pagar prêmios de um valor reduzido. Quando o montante passa esse valor, o sistema indica que o bilhete não pode ser pago no local. Só mais tarde é que ela percebeu, sim, que tinha acertado na chave. Vai à tabacaria, procura no lixo o bilhete, não o encontra, mas valia a pena continuar a lutar por esta ideia. Por isso contactou a empresa responsável pela recolha do lixo, que indicou, conseguiu apontar a viatura que tinha feito a recolha no dia e foi ao lixo e encontrou o bilhete e com isso ganhou 1 milhão de euros.
A chave é não desistir. Se alguma vez mais...
Mais uma pontinha de sorte. Só conseguiu recuperar o bilhete porque era domingo e o lixo ainda não tinha seguido para o aterro.
Aqui também deu sorte.
De uma descida a casa.
É mesmo.