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Estamos na hora da campanha da Rádio Observador. Já a seguir no Explicador, temos debate entre João Almeida, do CDS, e Pedro Fidalgo Marques, do PAN. Mas primeiro, olhamos para as notícias que marcam esta manhã. Eu sou a Maria João Simões, a edição é da Carla Jorge Carvalho. As bolsas europeias abrem no verde. Os Estados Unidos devem começar a negociar as tarifas com a Coreia do Sul, o Japão e a Índia.

Foi o que revelou o presidente interino da Coreia do Sul, diz que Trump parece ter dado ordens para se iniciarem as negociações imediatamente com Seul, Tóquio e Nova Deli. A reboque destas notícias, as bolsas europeias abriram no verde. Em Lisboa, a bolsa abriu com ganhos de 1,3%, a um ritmo semelhante às praças alemãs e francesas. Ontem, Donald Trump voltou a anunciar uma nova tarifa sobre os semicondutores importados para os Estados Unidos, mas acrescentou que haveria flexibilidade com algumas empresas do setor.

A Iniciativa Liberal queixa-se de que as medidas do partido são mais escrutinadas do que os outros. O Livre rejeita o rótulo de radical.

O debate entre Rui Rocha e Rui Tavares esteve no Explicador desta manhã. Mário Amorim Lopes, cabeça de lista da Iniciativa Liberal por Aveiro, diz que as medidas que o Livre apresenta não são realistas e que o partido não abdica da redução do IRC.

Relativamente a essas questões fiscais, em primeiro lugar, dar nota que tipicamente essas questões são colocadas à Iniciativa Liberal, mas depois aos outros partidos, nomeadamente ao Livre, que nem sequer apresenta qualquer tipo de contas, não são colocadas também. Eu acho que deveria haver aqui algum critério de igualdade a tentar perceber as contas. No caso do Livre, nem sequer apresenta números.

Mário Amorim Lopes, que esteve frente a frente com Francisco Paupério aqui na Rádio Observador. O candidato do Livre por Lisboa devolve a acusação de radical aos liberais.

Dizer que o Livre não apresenta as contas no seu programa. Apresenta para a maioria das medidas, como foi dito ontem. A questão da herança social, por exemplo, custa bem menos do que o IRS jovem e chega realmente a toda a gente. E depois, eu confesso que fico muito surpreendido quando falam sempre do radicalismo do Livre, e eu considero que ele acaba por ter um dos programas mais radicais que existe nestas eleições.

Francisco Paupério e Mário Amorim Lopes consideram que o debate ontem entre Rui Rocha e Rui Tavares foi interessante e cordato. Além deste frente a frente, Nuno Melo também esteve em debate com Inês de Sousa Real. A porta-voz do PAN foi acusada de ter um discurso Miss Mundo sobre a defesa e o presidente do CDS acusado de apoiar quem dispara em tudo que mexe, isto em relação à caça. Os debates continuam mais logo às 21h00. Luís Montenegro e Rui Rocha vão estar na RTP. Uma hora depois, no Site Notícias, serão Mariana Mortágua e Rui Tavares.

E já a seguir juntam-se a nós João Almeida, do CDS, e Pedro Fidalgo Marques, do PAN. A maioria dos portugueses continua a dar nota má ou muito má ao governo. É o que mostra o mais recente barómetro do DN e da Aximage.

Ou seja, a opinião sobre o governo mantém-se praticamente inalterada desde março. A sondagem avalia também o desempenho dos partidos da oposição. Também aqui há poucas alterações. A maioria continua a dizer que a oposição esteve mal ou muito mal. Para a maioria dos inquiridos, Pedro Nuno Santos é visto como o líder da oposição. Quarenta e dois por cento consideram-no a principal figura no combate político ao governo.

Já a sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios mostra que os portugueses não acreditam que PS ou AD vá chegar à maioria absoluta.

Ou seja, o próximo governo vai ser minoritário, vai depender do Parlamento ou de um acordo com a oposição. Praticamente 82% dos inquiridos acreditam que esse será o desfecho das próximas eleições. Já quanto à pergunta: quem poderá vir a ser melhor primeiro-ministro? A maioria escolhe Luís Montenegro com uma diferença de nove pontos percentuais para Pedro Nuno Santos.

E morreu Mario Vargas Llosa, o escritor peruano e Prémio Nobel da Literatura, tinha 89 anos.

Foi premiado com o Nobel em 2010. Mario Vargas Llosa morreu na cidade de Lima, no Peru. A notícia foi divulgada pelo filho na rede social X. A causa da morte não foi revelada. Para o escritor e editor Francisco José Viegas, Vargas Llosa destacou-se na escrita, mas também pelas suas posições cívicas e políticas.

Eu acho que o papel de Vargas Llosa foi o de falar, sobretudo, a liberdade. A liberdade individual, o destino de cada personagem. E eu acho que isso foi feito em livros absolutamente fantásticos pra qualquer leitor, de qualquer geração, de qualquer tempo. Ele foi um homem ligado à luta política, foi professor, professor de Literatura, professor de Ideias Políticas.

Chegou a ser candidato presidencial.

Sim, é verdade. E isso ditou uma espécie de interregno na sua relação com o Peru.

Francisco José Viegas, esta manhã aqui na Rádio Observador, editor em Portugal de Mario Vargas Llosa, autor de obras como Conversa na Catedral, A Cidade e os Cães ou A Tia Júlia e o Escrevedor, foi um dos maiores escritores contemporâneos, que morreu aos 89 anos.

São 09h05, Carla, antes do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã?

O governo assinou duas portarias para abrir 5 mil novas vagas em creches. A região de Lisboa vai receber a maioria. O objetivo do Executivo é abrir até 200 novas salas do ensino pré-escolar com contratos com o setor privado. A notícia é avançada pelo jornal Público. Prioridade será para as crianças que beneficiam de apoio social escolar no próximo ano letivo. Jair Bolsonaro continua estável nos cuidados intensivos. O antigo presidente do Brasil foi submetido a uma cirurgia que durou 12 horas. Teve que ser operado depois de uma obstrução parcial do intestino. Está internado desde sexta-feira. Foi a mulher que escreveu nas redes sociais que a operação foi concluída com sucesso.

Já a seguir, no Explicador desta hora da campanha, recebemos João Almeida, do CDS, e Pedro Fidalgo Marques, do PAN. Logo depois, saiba o que mais preocupa os portugueses no novo episódio do Que País é Este, que vai a eleições. Mas primeiro, e porque o dia está a começar, importa saber como vai estar o tempo: de chuva e em todo o país. Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro vão estar até ao final desta tarde sob aviso amarelo e, como se não bastasse, as temperaturas também baixaram e nota-se a diferença. As máximas não vão além dos 21 graus em Lisboa, Viseu e Faro, 18 no Porto, 19 em Aveiro e 23 em Santarém. O Explicador começa daqui a menos de um minuto.