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As notícias na Rádio Observador, com o jornalista Luís Soares. Uma pessoa morreu esta manhã num acidente na Ponte 25 de Abril. O trânsito está condicionado no sentido Almada-Lisboa.

Um acidente entre um caminhão e uma moto. A vítima mortal é o condutor da moto. O condutor do caminhão também foi assistido no local. Uma informação confirmada por fonte oficial da Proteção Civil à Rádio Observador. O acidente aconteceu pouco antes das 08h, no início do tabuleiro, na zona do Pragal. Por isso mesmo, o trânsito está condicionado no sentido sul-norte, na Ponte 25 de Abril. De acordo com a Proteção Civil, a circulação faz-se apenas pela via da direita. No local estão ainda 12 operacionais, apoiados por cinco viaturas dos bombeiros, também INEM e PSP. Por isso, atenção ao trânsito na Ponte 25 de Abril, condicionado no sentido sul-norte devido a este acidente.

O governo faz um balanço positivo da via verde pra imigração, que está quase a fazer um ano, mas mais de 3 mil trabalhadores estrangeiros entraram em Portugal ao abrigo deste protocolo. Mas Luís, as empresas levantam algumas dúvidas.

O governo da AD formalizou a via verde pra imigração a 1 de abril do ano passado, uma medida para facilitar a contratação de mão de obra estrangeira para setores críticos, como turismo, agricultura e construção. No último ano, foram concedidos mais de 3 mil vistos a imigrantes, é o que indicam os dados cedidos à Rádio Observador pelo Ministério da Presidência, que tem a pasta da Imigração. A grande maioria foi para o setor da agricultura. O secretário de Estado Adjunto e da Imigração faz um balanço positivo desta via verde. Rui Armindo Freitas destaca a importância deste protocolo para as empresas e também para reforçar o controle da imigração.

Falamos do sucesso porque existiu aqui, de fato, uma confluência de vontades entre governo e as associações e também outros organismos públicos, para que pudéssemos ter um corredor, que ficou conhecido como via verde, é verdade, que faz com que a contratação de cidadãos estrangeiros para a economia portuguesa aconteça de forma mais capaz e mais rápida. Na verdade, o sucesso vem do crescimento paulatino da adesão das empresas e das associações a este protocolo.

Rui Armindo Freitas, o secretário de Estado Adjunto e da Imigração, entrevistado no programa da Rádio Observador, onde para o caso, destaca também o acesso cada vez maior de empresas portuguesas à via verde para a imigração.

Como dissemos, do lado de quem emprega estes trabalhadores, há dúvidas. A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Hotelaria e Turismo não concorda com a posição do governo sobre a via verde para a imigração.

A Rádio Observador, Luís Trindade, dirigente desta federação de sindicatos, diz que o Executivo não está a aproveitar o talento jovem em Portugal.

Os jovens que saem da formação entram no mercado de trabalho e vão ser confrontados com horários desregulados. Trabalhar fins de semana, feriados, horários contínuos, porque depois sabem a que horas é que entram, não sabem a que horas é que saem do local de trabalho. E o primeiro pensamento que têm é apostarem em países onde há também, e na Europa, há também grande necessidade destes profissionais, mas são valorizados.

Luís Trindade prevê ainda dificuldades de adaptação destes imigrantes. Alerta que, sem controle, podem correr o risco de ser explorados.

Vão ser confrontados com grande dificuldade, para já na questão das leis laborais. Vão ser alvo de grande exploração e depois vão ter as mesmas dificuldades que qualquer trabalhador tem em Portugal, que é os baixos salários para poder ter uma habitação digna, poder apostar no nosso país como futuro para educar os filhos.

Luís Trindade, da Rádio Observador, aponta que metade da mão de obra na área operacional das empresas associadas a esta federação de sindicatos é imigrante.

E este é o tema de onde para o caso desta quinta-feira, para ouvir na íntegra depois do jornal das 17h da tarde política. O Congresso do Partido Socialista arranca amanhã e antecipam-se pedidos internos de mudança de estratégia política na relação com o PSD.

Isto por causa da discussão em torno dos juízes para o Tribunal Constitucional, mas também devido à postura do governo, liderado por Luís Montenegro. A direção do PS parece querer aguardar pelo fim do prazo da entrega das candidaturas para os órgãos externos do Parlamento, está marcada para 2 de abril, mas internamente, Miguel Gato, já se discute qual deve ser o posicionamento do PS na oposição e pede-se mesmo uma mudança.

Existe pressão interna sobre José Luís Carneiro para que o secretário-geral do PS troque as cartas ao primeiro-ministro, às quais Luís Montenegro não tem respondido, por uma postura de menos colaboração e mais oposição ao PSD e também ao governo. É uma mudança que tem sido pedida por vários nomes sonantes do Partido Socialista, muitos deles ligados ao Costismo, como Mariana Vieira da Silva, Duarte Cordeiro ou Ana Catarina Mendes, e o tema limite parece ser a eleição dos juízes para o Tribunal Constitucional. Perante o cenário em que se antecipa um acordo entre PSD e Chega, a mudança de estratégia do PS parece ser ponto assente Principalmente a relação com o grupo parlamentar social-democrata.

E Miguel, os socialistas ouvidos pelo Observador pedem isso mesmo.

Sim, mudança, ainda que sem um corte total das relações entre PS e PSD. Maria Antónia Almeida Santos, secretária nacional, diz que o congresso vai ser importante para o Partido Socialista mostrar que tem um projeto político alternativo à AD. A socialista fala também de uma oportunidade para virar a página perante a postura não colaborante que o PSD tem revelado nos últimos tempos. O Observador falou também com Luís Testa, é líder do PS Portalegre, tal como Maria Antónia Almeida Santos, não defende uma rutura total com os sociais-democratas, mas frisa que José Luís Carneiro precisa de fazer algo diferente perante um PSD que parece estar tão disposto a fazer acordos com o PS, como com o Chega.

Miguel Gato, e o que está em causa neste 25º congresso do Partido Socialista, que decorre em Viseu, começa amanhã e termina no domingo.

Este é um artigo que faz a esta hora manchete no site do Observador. Pelo menos duas pessoas morreram e três ficaram feridas nos Emirados Árabes Unidos. Foram atingidas por destroços de um míssil.

Destroços que caíram depois do míssil ter sido interceptado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos. Aconteceu em Abu Dhabi esta manhã. É uma informação já confirmada pelas autoridades do país. Não foi, no entanto, revelada a origem do ataque, nem as nacionalidades das vítimas. Isto numa altura em que Donald Trump insiste que o Irão está desesperado por chegar a um acordo com os Estados Unidos.

Estamos a vencer por larga margem. Nunca ninguém viu nada como aquilo que estamos a fazer com o Irão no Médio Oriente. Eles estão a negociar e querem muito chegar a um acordo, mas têm medo de o dizer. Acham que vão ser mortos pelo próprio povo e receiam também ser mortos por nós. Não há cargo mais indesejado neste momento no mundo do que ser líder do Irão.

Grande ideia deixada por Donald Trump, que o Irão desmente, afirma que não estão a decorrer negociações oficiais, teiram a fala apenas em conversas entre mediadores. Na análise a estas diferentes narrativas, Francisco Proença Garcia explica que as duas partes tentam agradar ao respectivo povo.

O presidente Trump tem que falar muito para o seu eleitorado, tem que justificar esta intervenção, que militarmente corre-lhe bem, porque ele está farto de destruir alvos militares às centenas, a capacidade antiaérea, tudo isso ele tem destruído. Mas estrategicamente, por aquilo que nós vemos, não está a ser uma vitória bem sucedida. E depois, veja, ponha-se na posição do Irão. Eles querem negociar. Oficialmente, ainda não há negociações. Há boa vontade a alguns vizinhos, sobretudo o Paquistão, a Turquia também tem manifestado esse interesse. Tem havido uma troca, mas não são negociações, são amigos a quererem pôr paz na região, mas oficialmente ainda não se sentaram.

Análise de Francisco Proença Garcia, militar, professor universitário e investigador no Gabinete de Guerra desta manhã. Das últimas horas há também esse registo de ataques de Israel ao Irão, depois de Benjamin Netanyahu ter anunciado que ia expandir a operação, sobretudo no Líbano.

São agora 9h10. A seguir o explicador sobre o Boletim Econômico do Banco de Portugal. Temos um debate entre PSD, Chega e PS, mas antes, Luís, tempo para as outras notícias que marcam esta manhã.

A Meta e o YouTube foram condenadas num julgamento nos Estados Unidos sobre o vício causado pelas plataformas. O tribunal concluiu que as empresas desenvolveram ferramentas para levar a um uso constante e por isso foram condenadas a pagar uma indenização de quase €3 milhões a uma jovem que alegadamente desenvolveu problemas de saúde mental. O INE divulgou hoje o saldo orçamental do ano passado, um valor que deve revelar um excedente acima do previsto pelo governo, que tinha inscrito no orçamento do ano passado um excedente de 0,3% do PIB. E Portugal continua hoje a preparar o jogo com o México, um jogo de preparação, um jogo amigável. Os jogadores fizeram ontem à noite o primeiro treino em Cancún. O jogo entre Portugal e o México está marcado para a madrugada de sábado para domingo. Começa às duas da manhã e tem relato em direto aqui na Rádio Observador.