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Observador92. Jornal das Nove, uma edição do jornalista Luís Soares. À entrada para a Coligação da Boa Vontade de Ajuda à Ucrânia, o presidente do Conselho Europeu envia uma mensagem à Rússia. António Costa pede a Moscovo que pare de matar pessoas e reforça que a atitude ucraniana nesta guerra é puramente defensiva.
O presidente do Conselho Europeu está em Kiev para a celebração dos 35 anos da independência da Ucrânia. Isto também no dia em que se volta a reunir a Coligação da Boa Vontade para discutir o apoio a Kiev. Já esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um novo pacote de ajuda de €6.000 milhões destinado a fortalecer os sistemas de defesa aérea do país. Em declarações esta manhã na Sic Notícias, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saúda o apoio à segurança ucraniana.
E há um esforço global para apoiar a Ucrânia nesta ação defensiva, não tanto numa ação ofensiva contra a Rússia, mas de reforçar a capacidade da Ucrânia de se defender destes ataques que, basicamente, neste momento, têm visado alvos civis.
Declarações de António Costa à Sic Notícias, quando ainda estava a caminho de Kiev, onde já chegou esta manhã. O presidente do Conselho Europeu aponta ainda o dedo a Moscovo por colocar em causa a soberania da Ucrânia.
O direito de cada povo a ser independente é um direito fundamental, reconhecido na Carta das Nações Unidas, e quem quer defender o direito internacional tem que defender o direito à independência da Ucrânia. E é por isso que aqui estamos. Esta guerra só existe porque a Rússia quer pôr em causa a independência da Ucrânia, a integridade territorial da Ucrânia, a soberania da Ucrânia, e é isso que é necessário parar. E por isso a mensagem fundamental que temos dito à Rússia é: "Está na altura de parar esta guerra, de parar de matar pessoas, parar de destruir".
Declarações de António Costa à Sic Notícias numa altura em que várias figuras europeias já chegaram a Kiev para a celebração dos 35 anos de independência da Ucrânia e também para a reunião da Coligação da Boa Vontade.
Uma data que é novamente assinalada em contexto de guerra. Como dizíamos, os 27 aprovaram um novo pacote de ajuda esta manhã. O especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, diz que este é um passo importante.
Sobretudo devido a algum impasse por parte dos Estados Unidos quanto ao apoio à Ucrânia. No gabinete de guerra desta manhã, Miguel Baumgartner diz que é hora de a Europa se chegar à frente.
Está a ver que os Estados Unidos se afastam de uma lógica de participação de apoio militar direto em relação à questão da Ucrânia. Portanto, a Europa tem que, por si, começar a fazer esse investimento, ajudando efetivamente a Ucrânia a ter condições de se defender. É necessário derrotar a Rússia. Só uma Rússia derrotada é que efetivamente pode aceitar sentar-se à mesa das negociações com vontade de negociar. E quando eu digo com vontade de negociar, é com boa vontade de negociar. E é por isso que a Europa também se apercebeu que tem que, efetivamente, criar condições para a Ucrânia se defender.
E ontem Volodymyr Zelensky descartou a ida a eleições na Ucrânia sem um cessar-fogo, isto apesar dos apelos do antigo ministro da Defesa. Ora Miguel Baumgartner explica por que razões Zelensky não quer ir a eleições agora.
Teria que se explicar com os casos todos de corrupção e teria que se explicar pelas suas decisões enquanto afastar Fedorov e algumas outras decisões que são pouco compreensíveis, mas que ele não explicou, porque estamos num momento de guerra. E depois, efetivamente, teria que ser candidato, e candidato que poderia, efetivamente, neste momento, olhando para as sondagens, perder. E Zelensky quer fazer parte da reconstrução, quer ser o presidente da reconstrução após a guerra na Ucrânia. E é por isso que me parece que ele está pouco interessado, neste momento, a ir a eleições.
Análise do especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, esta manhã no gabinete de guerra. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, também vai marcar presença no encontro da Coligação da Boa Vontade, mas através de videoconferência.
Por cá, há escadas rolantes no metro de Lisboa que estão avariadas há mais de três anos e meio. Luís, a situação atingiu o pico no início deste ano.
São dados recolhidos pelo Observador. Em fevereiro, havia um total de 40 escadas rolantes avariadas e 38 elevadores parados nas várias estações do metro de Lisboa. Quer isto dizer que quem andava no início do ano no metro da capital não podia utilizar 30% dos elevadores, nem quase 20% das escadas rolantes. A grande repórter do Observador, Ana Suspiro, explica a que se deve esta falha na manutenção dos equipamentos, apontando duas razões principais.
Coincidiu com o período em que o Metropolitano de Lisboa fez um contrato único de manutenção com uma empresa, que era um contrato anual que foi prolongado durante mais ou menos cinco anos. Portanto, aquilo entrou em vigor salvo erro em 2021 e terminou precisamente no final de 2025. Era uma espécie de contrato chave na mão. E durante esse período, de facto, nós assistimos a um agravamento do problema de avarias. Há também outros sinais que nós podemos aqui apontar. Nós tivemos, sobretudo na fase final de vigência deste contrato, nós tivemos uma administração do Metropolitano reduzida, primeiro a três pessoas, portanto, de cinco para três, e depois a duas pessoas durante vários meses. O que significa que o acompanhamento desta situação, se calhar, também não foi aquele que teria sido em circunstâncias normais.
Ana Suspiro, na história do dia de hoje. Em 2024, o Metro de Lisboa reconheceu que a situação operacional destes equipamentos estava a ficar fora de controle e prometeu medidas para mitigar a situação. O caso mais grave era no Cais do Sodré. Nesta estação, há escadas rolantes que não funcionam desde 2019, há mais de sete anos. No entanto, ao que apurou o Observador, e como nos conta Ana Suspiro, a situação melhorou nos últimos tempos. O número de equipamentos avariados tem vindo a diminuir, tudo devido a uma mudança na monitorização dos elevadores e das escadas.
Há um projeto-piloto para duas estações Que entrou em vigor este ano, a Baixa-Chiado Aeroporto, que tem uma monitorização muito mais atenta do que se está a passar, inclusive tem piquetes de vigilância disponíveis durante 24 horas. Não estou a dizer que eles estão lá 24 horas, mas se houver um problema, eles estão disponíveis para atuar e resolver as avarias.
Está a ser testado este novo projeto-piloto nas estações da Baixa-Chiado e também do aeroporto, o que pode revolucionar a manutenção de escadas e de elevadores no metro de Lisboa. É o que conta a jornalista do Observador, Ana Suspiro, que está na história do dia desta manhã.
São 9:09, Luís Soares, que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira?
Começa hoje a Universidade de Verão do PSD. Vai contar com a participação de figuras de fora do partido, como Paulo Portas, antigo líder do CDS, e também o histórico socialista João Soares. Também o ex-candidato presidencial Luís Marques Mendes é convidado da edição deste ano, em Castelo de Vide. Uma pessoa morreu esta manhã depois de um despiste de uma viatura na Avenida Marginal, em Lisboa. O veículo saiu da estrada e acabou por cair na praia da Parede. De acordo com a Agência Lusa, o acidente aconteceu por volta das 7h. Quanto à chuva que se tem feito sentir nas últimas horas, a Proteção Civil diz que não há, nesta altura, ocorrências significativas. Há 13 distritos hoje no centro e norte do país com aviso amarelo por causa da previsão de aguaceiros, trovoada e rajadas de vento, aviso que vai estar em vigor entre as 9h e as 15h. E já aqui falámos hoje da vitória do Porto de ontem frente ao Arouca, mas este jogo contou também com uma iniciativa muito especial. Os jogadores do Porto entraram em campo com uma camisola amarela da coleção Porto All Around, dedicada à Colômbia, e escolhida também para prestar uma homenagem às vítimas do sismo de magnitude 7,4 que atingiu o país no início do mês. É verdade.
Não tinha percebido.
Não.
E há mais. Estas mesmas camisolas vão ser assinadas por todo o plantel e vão ser leiloadas para apoiar as comunidades afetadas pelo sismo. É uma iniciativa solidária da Fundação Luís Díaz, que, de resto, é um antigo futebolista colombiano.
E o Porto tem tido essa ligação nos últimos anos com a Colômbia, com muitos jogadores colombianos.
E daí esta iniciativa.