Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São 9 da manhã. Luís Montenegro respondeu ontem diretamente a Pedro Passos Coelho, depois do antigo primeiro-ministro admitir um possível regresso à política, caso o atual governo não seja bem-sucedido. O atual líder do Executivo diz que quem espera o insucesso do PSD pode esperar sentado. Foi ontem à noite, no jantar de comemoração do aniversário da vitória autárquica de Pedro Duarte, no Porto. Luís Montenegro respondeu a Passos Coelho, sem nunca mencionar diretamente o nome do antigo primeiro-ministro. O presidente do PSD recordou que desafiou os opositores internos a apresentarem-se nas últimas diretas do PSD e que ninguém apareceu. Por isso, apela à calma dos que esperam o insucesso do governo.

Quando, no início deste ano, se quis apresentar essa visão como alternativa, como uma outra opção, nós fizemos o que se impunha e desafiamos o partido a ser claro. Por estes dias, se alguns estão a ansiar o nosso insucesso político, como se diz aqui no Porto, é caso para dizer: têm que esperar sentados.

Luís Montenegro reforçou ainda o não é não ao Chega, depois de Passos Coelho ter sugerido que a AD se unisse ao partido de André Ventura e à iniciativa liberal para governar o país. O primeiro-ministro garante que o governo não vai mudar de rumo.

As decisões estão tomadas, são para levar até ao fim. E eu não tenho dúvida, este PSD não precisa, não deve e o país não ganha nada se estiver acorrentado ao partido que está à nossa direita.

O primeiro-ministro, no jantar de comemoração da vitória de Pedro Duarte nas autárquicas no Porto. Na análise, o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, considera que Luís Montenegro fez bem em responder agora a Pedro Passos Coelho.

O pior que Luís Montenegro poderia ter feito era fingir, como durante algum tempo fingiu, que esta sombra não existia. Portanto, Luís Montenegro, ao responder diretamente a Pedro Passos Coelho, faz também uma demonstração de força e, de alguma forma, tenta juntar o partido em torno da sua liderança. Luís Montenegro não só fez uma demonstração de força, como sabe que tem a força do lado dele. E acho que, nesse aspecto, foi inteligente em responder já e não permitir que Pedro Passos Coelho atemorizasse o governo em funções.

Miguel Santos Carrapatoso no "You've Story" desta manhã, há instantes. O círculo mais próximo de Luís Montenegro defende que Passos Coelho já não conhece o PSD nem o país e que está desfasado da realidade. Os homens mais próximos do primeiro-ministro dizem ao Observador que a ideia de uma coligação com o Chega é delirante e um caminho do qual a maioria dos militantes do PSD discorda. E seguimos com as declarações do antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues. O socialista acusa José Pedro Aguiar Branco de normalizar a extrema-direita no Parlamento. Em entrevista ao Público, Ferro Rodrigues revela que escreveu recentemente uma carta a Aguiar Branco para fazer um reparo à condução dos trabalhos parlamentares, nomeadamente a maneira como o presidente da Assembleia da República lida com a bancada do Chega. Ferro Rodrigues diz que Aguiar Branco é responsável por permitir que os deputados do Chega passem impunes ao insultar o seu próprio nome, o de Ferro Rodrigues. De acordo com o ex-presidente do Parlamento, Aguiar Branco terá respondido à carta a defender a liberdade de expressão dos deputados. O socialista critica esta decisão. Diz que Aguiar Branco está a confundir liberdade de expressão com liberdade de calúnia. Nesta entrevista ao Público, Ferro Rodrigues comenta ainda o início do mandato de António José Seguro em Belém. Considera que o presidente da República tem estado muito ausente da discussão de matérias fundamentais para o país. Em comunicado, o Ministério da Administração Interna esclarece que a demissão do secretário-geral Ricardo Carrilho se deveu a uma quebra de confiança. O ministro Luís Neves rejeita as acusações de pressão para cometer ilegalidades. Tudo explicado num comunicado assinado pelo ministro e pelos três secretários de Estado da Administração Interna. O texto enviado ontem à noite às redações justifica o afastamento de Ricardo Carrilho com uma relação que se tornou insustentável e denuncia alegadas contradições do agora ex-secretário-geral. Carlos Pedro.

Essencialmente uma contradição, diz o comunicado inédito do Ministério da Administração Interna. É apontado que Ricardo Carrilho invoca, em jeito de elogio ou autoelogio, resultados correspondentes à atual governação sem paralelo no Ministério da Administração Interna, isto ao mesmo tempo que aponta alguma paralisia e estrangulamento no mesmo ministério. Ora, ministro e secretários de Estado rejeitam esse diagnóstico e falam num vasto conjunto de episódios que levaram a este fim, incluindo as próprias declarações de Ricardo Carrilho. O comunicado conjunto dá ainda mais alguns exemplos. Acusa o agora ex-secretário-geral de ter assumido uma permanente atitude de confronto, procurando, por todos os meios, prejudicar o funcionamento do SIRESP, e recorda que em plena época de incêndios instigou o Centro de Operações e Gestão do SIRESP sem o conhecimento da tutela e sem apresentar qualquer solução alternativa.

A decisão de demissão só foi efetivada ontem, mas o Observador sabe que foi tomada há vários dias, depois de meses de desconforto dentro do ministério. Carlos, o processo foi acelerado devido às perguntas dos jornalistas sobre o SIRESP?

Sim, precisamente. O jornalista Pedro Rainho, jornalista do Observador, assina um artigo sobre o tema no site do Observador. O processo foi acelerado porque começaram a chegar ao Ministério da Administração Interna perguntas que tornavam evidente a divulgação de comunicações internas entre Carrilho e a tutela. Não era suposto ser já, apesar do desgaste, até porque hoje fica resolvido outro dossiê importante para o ministro Luís Neves. Falo da tomada de posse do novo diretor nacional da PSP, Pedro Moura.

Carlos Pedro, com a demissão de Ricardo Carrilho do cargo de Diretor-Geral do Ministério da Administração Interna. Ricardo Carrilho que ontem à noite, na CNN Portugal, não escondeu a surpresa por este comunicado e é perentório a dizer que as justificações apresentadas não são verdade.

Manifestar a minha total surpresa relativamente a este comunicado, que terá sido emitido pelo Ministério da Administração Interna. Esta surpresa fica associada ao facto de, nas declarações que hoje o senhor ministro prestou aquando da reunião comigo, ter tido apenas palavras elogiosas relativamente ao trabalho que eu desenvolvi enquanto secretário-geral e aos resultados que foram alcançados ao longo do último ano. É absolutamente falso que tenha havido qualquer tipo de manobra da parte da Secretaria-Geral no sentido de proceder a mecanismos dilatórios quanto aos pagamentos à SIRESP, S.A. É absolutamente falso que tenha havido qualquer esforço no sentido de alterar o tal centro de operação e gestão do SIRESP neste verão. É mentira. O centro de operação e gestão já estava na SIRESP, S.A. desde 2022. É, no mínimo, curioso que o senhor ministro venha agora alegar isto.

Ricardo Carrilho diz ainda que tem havido uma atitude de desresponsabilização por parte do ministério e de Luís Neves. E no Porto, várias associações de moradores avançaram para a Justiça de forma a tentar impedir a abertura de um centro de pernoita para sem-abrigos. Mas ainda sem uma decisão final do tribunal, este espaço já abriu, já recebeu centenas de pessoas, vai custar quase €500 mil por ano ao município. Os moradores contestam a falta de justificações para a escolha de um local que convive diariamente com o tráfico e o consumo de droga. Miguel Pinheiro Correia.

Abandonada há vários anos, a antiga Escola Básica de Lordelo do Ouro terá finalmente uma nova vida.

Era uma escola básica que está fechada e sem qualquer uso desde 2018. Numa ideia original da Câmara no passado, era, ainda há uns anos atrás, de se instalar aqui o centro de saúde.

O concurso público para o centro de saúde terminou sem candidaturas e já com Pedro Duarte como presidente da Câmara do Porto, a decisão recaiu num centro de pernoita para sem-abrigos.

Para todos nós, seria mais simples assobiarmos para o lado e deixarmos crescer um fenômeno que, evidentemente, nos inquieta muito, que é o fenômeno das pessoas em situação de sem-abrigo.

Mas a decisão do autarca apanhou todos de surpresa.

A gente da Câmara veio aqui uma sexta-feira de manhã visitar isto e apareceu nas notícias que ia abrir, estava a ser preparado um centro de pernoita ali. Ninguém sabia.

Numa zona da cidade com consumo e tráfico de droga à luz do dia, os moradores pedem uma resposta mais completa.

O centro de pernoita é um sítio para eles dormirem, mas também não passa disso. Quer dizer, ninguém cria uma resposta integrada que permita dizer assim: "Ok, eles têm ali um centro de apoio. Se quiserem sair deste problema, se quiserem ser reabilitados de novo para a sociedade, nós apoiamos essa reabilitação".

As associações de moradores entendem que esta solução só vai trazer mais problemas e, por isso, recorreram ao tribunal.

Pedimos à Câmara os documentos que suportavam essa decisão e o que a Câmara nos enviou foi um e-mail da vereadora para o presidente da Câmara e a resposta do presidente é: "Força, avancem".

Enquanto a providência cautelar não tem resposta, o município não recua.

Sim, o número total de pernoitas já são de umas centenas largas, mas já chegamos a mais de uma centena de pessoas. A média, eu julgo que nos últimos dias temos andado ali próximo das 80 pessoas por noite. Nós não temos a certeza que esta solução seja uma solução eficaz, mas nós preferimos mesmo assim arriscar. E se eventualmente ela não resultar, nós retificaremos e tentaremos outras soluções.

À espera da decisão do tribunal, o autarca do Porto elogia o centro de pernoita, que custará quase €500 mil anuais aos cofres do município.

Miguel Pinheiro Correia, com os pormenores deste braço de ferro entre associações e Câmara Municipal do Porto. E pode ler mais sobre este artigo no nosso site. Agora são 9:15. Carla, antes do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã? O Papa Leão XIV é hoje internado no Hospital Gemelli, em Roma. Ao final da manhã, vai ser submetido a uma cirurgia para a remoção de um nódulo pulmonar. O Vaticano não clarificou se a cirurgia vai decorrer ainda durante o dia de hoje. Certo é que as audiências do papa estão canceladas até ao próximo dia 20. O rei Felipe VI, de Espanha, visita hoje Ceuta. É a primeira passagem de um chefe de Estado espanhol na região. Será também o primeiro a dormir no enclave em quase 100 anos. A crise migratória desencadeada no final de julho continua no centro do debate público e político em Espanha, com o atual governo a ser alvo de críticas. O rei de Espanha segue amanhã para Melilha, o outro enclave espanhol no centro de África. Os escândalos de uma revolucionária é o novo podcast Plus do Observador. Narra a história da filha única do último diretor da PIDE, Fernando Silva Pais. Em 1965, Ani, como era conhecida, abandonou tudo, incluído o marido, diplomata, para se juntar à revolução cubana. Alguns amigos dizem que era mais fidelista do que o próprio Fidel. Janeiro de 1979. Ani está na Avenida 23, em frente ao Hotel Havana Libre. Veio com colegas de trabalho. O amigo português, Rui Ferreira, também está presente, mas é praticamente ignorado. A prioridade de Ani é ouvir o líder cubano que discursa em mais um comício. Já perdeu a conta às vezes que ouviu Fidel discursar. Passaram anos desde que se juntou à revolução, mas isso não é relevante. Ani assiste sempre com o mesmo entusiasmo. Um negócio com Pablo Escobar é o título do quinto e penúltimo episódio do podcast Plus do Observador, que já está disponível. A atriz Bárbara Branco, que estávamos a ouvir, é narradora desta série, que conta com música original de Frankie Chaves. Já a investigação e os guiões são da jornalista do Observador, a Inês André Figueiredo.